segunda-feira, 22 de março de 2010

Tomado: FP Ensaios Tinto, 2008

Esse eu tomei!
Este Filipa Pato Tinto foi o vinho que tomamos para acompanhar o almoço.
Um tinto muito bem estruturado e encorpado, feito com um corte de Touriga Nacional, Alfrocheiro Preto e Baga. Mais uma barganha do Carlão na Casa Flora.
De coloração rubi escuro, com aromas de frutas negras, tem taninos presentes e boa acidez para acompanhar uma refeição. No final de boca tem um sabor levemente abaunilhado, que deve ser fruto de envelhecimento em madeira.
Interessante observar que no final de boca também deixa uma leve impressão (leve mesmo) de 'frisante', algo típico da Baga, coisa bem leve mas que para mim torna essa uva muito peculiar.
Agora, para finalizarmos a degustação Filipa Pato, falta experimentarmos apenas o vinho de sobremesa e o Lokal, cujas garrafas já foram adquiridas e estão armazenadas na garrafeira do Carlão...

Tomado: FP Ensaios Branco, 2008

Esse eu tomei!
Ainda comemorando o aniversário da Gi, na sequência do belo espumante 3b.
O Carlão caprichou na compra de vinhos, pudemos experimentar quase toda a linha de vinhos da Filipa Pato. E o melhor é que todos os vinhos estão numa faixa de preços acessível. Entre 40 e 50 reais.
Este branco é feito com as uvas Arinto e Bical, apresentando coloração dourada clara, com aromas de frutas - especialmente abacaxi (é o que me pareceu) - e ótima acidez. O sabor é bastante leve e refrescante, com um final mineral. Um ótimo branco para o verão, na beira da piscina, ou para bebericar à toa.
Grande custo/benefício, à venda na Casa Flora.

Tomado: Espumante 3b rosado, Filipa Pato

Esse eu tomei!
Um belo espumante rosado, condizente com a comemoração do trigésimo aniversário da Giovana...desculpe a indiscrição de revelar a idade...
Trata-se de um vinho bem elaborado pela Filipa Pato (filha do Luis Pato), com as uvas Baga e Bical, bem típico da Bairrada.
O vinho é bem fresco, aromas frutados e minerais, de cor salmão, boa perlage (a espuminha). Porém, o interessante é que a espumante é bem seca e com taninos presentes, dando um corpo estruturado e agradável ao vinho. Dá até para acompanhar comidas não muito pesadas.
Ótimo custo/benefício, vendido na Casa Flora por cerca de 40 reais.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tomado: Salton Intenso Chardonnay

Esse eu tomei!
Mas gostaria de não ter tomado!
Trata-se de um branco doce, brasileiro, feito com a uva Chardonnay, com 15% de álcool.
De cor dourada escurecida, com aroma de frutas secas, tem um sabor de uva passada, com um final de boca bem amargo.
Apesar de barato é um vinho muito ordinário, no pior sentido da palavra. Não gostei mesmo, sequer tive vontade de tomar outra taça (o que para mim é difícil quando se fala de um vinho doce, seja Sauterne, Porto, etc).
A impressão do Carlão foi a mesma, certamente essa garrafa não vai sequer acabar, vai permanecer como está na foto até ser usada como tempero!

Tomado: .com Tinto 2008

Esse eu tomei!
Ontem com o Carlão, assistindo a um passeio do tricolor na Libertadores.
Trata-se de um vinho do Alentejo, da cidade de Estremoz. O produtor é Tiago Cabaço e a venda em São Paulo é feita pela Adega Alentejana.
O vinho é um corte de Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Trincadeira e Aragonês.
De cor vermelha bem escura, com aromas de especiarias e frutas escuras, mas com uma sensação muito alcoólica. No sabor é de encher a boca, tânico, porém com um final até que redondinho.
Um pouco forte demais, especialmente pela sensação de álcool.
Esperamos os 45 minutos do primeiro tempo de jogo para encher outra taça. O vinho tinha melhorado um pouco, especialmente quando começamos a comer uma pizza.
Mas ainda assim a impressão de álcool persistia, demonstrando que é um vinho jovem, forte e sem muito futuro.
Pode ser qualificado como regular, no máximo para uma refeição à toa durante a semana.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tomado: Buçaco Tinto Reserva 1996

Esse eu tomei!
Este foi o segundo vinho do jantar e o último vinho que tomamos no Hotel Palace Buçaco.
Este rótulo foi o retirado da garrafa, trata-se de um rótulo novo, por isso que consta "Reservado", e não "Reserva", como era utilizado pelo Buçaco até 1999.
O vinho: Coloração vermelha forte, com aromas bem peculiares (animais e um pouco de fruta). Aliás, o aroma era a única semelhança deste vinho com o da safra 1982, comentado no post anterior.
No sabor, este vinho era bastante denso e forte, uma "porrada na orelha", que foi amansando no copo, tornando-se muito bom acompanhamento para a refeição.
O final de boca era muito macio e redondo, além de persistente. Gostamos muito (exceto as meninas que, em razão do aroma peculiar, não gostaram do vinho).
Reitero aqui que a experiência em Buçaco e com os Buçacos foi incrível, são vinhos únicos e realmente bons.
Trouxe uma garrafa de 2004 e acho que o Carlos trouxe um 2001 (muito recomendado pelo gerente do Hotel), mas pelo que vimos teremos que esperar envelhecer um bocado antes de valer à pena abrirmos os vinhos. Eles precisam de pelo menos 15 anos...
Finalmente, não podia deixar de registrar nosso fim de noite (após jantarmos e visitarmos a adega do Hotel - vide post (http://esseeutomei.blogspot.com/2010/02/adega-do-palacio-bucaco.html), quando tomamos um 'Portinho' (tawny 10 anos, básico) na bela mesa que decorava o hall do segundo andar do Hotel, onde ficavam nossos quartos:

PS: Vestimos os ternos apenas para dar um tom aristocrático à visita, não sendo exigência do Hotel, nem hábito dos frequentadores do restaurante... Deu para dar risada.

Tomado: Buçaco Tinto Reserva 1982

Esse eu tomei!
No jantar de 22/01/2010, no Hotel Palace Buçaco, em Portugal.
Este foi o primeiro vinho que tomamos no jantar - eu, Taci, Carlão e Giovana, para acompanhar um esplendido leitão da Bairrada.
Este vinho, segundo nos foi informado, é feito com 60% de Baga e 40% de Touriga Nacional.
Tivemos uma experiência bem diferente e marcante, pois trata-se de um vinho peculiar e já bastante envelhecido.
A coloração já se apresentava amarronzada e os aromas lembravam cortiça e couro. O sabor era bastante complexo e leve, com um final muito redondo. Muito bom.
Nada obstante, tenho que registrar aqui que as meninas não gostaram do vinho, sendo que a Giovana comentou: "Aroma de carpete molhado e gosto de pano de chão". Um pouco exagerado da parte dela, não acredito que o vinho estivesse deteriorado (achei agradável de tomar), era apenas a característica deixada pelo longo envelhecimento (28 anos).
Note-se, finalmente, que o rótulo da garrafa é novo, porque as safras antigas são guardadas sem rótulo, os quais são colados pelo maître apenas quando do serviço do vinho no restaurante do Hotel. Pos isso inclusive pedimos um rótulo com a inscrição "Reserva" para guardar, pois o que colaram na garrafa (foto abaixo) era "Reservado", denominação utilizada apenas a partir de 2000 pelo Buçaco:

quarta-feira, 17 de março de 2010

Tomado: Buçaco Branco Reserva 1999

Esse eu tomei!
Após tomarmos uma garrafa da safra 2001, pedimos essa 1/2 garrafa da safra 1999, para finalizarmos nossos aperitivos no bar do Palácio do Buçaco.
Note, como havia dito no post da safra 2001, que nesse rótulo ainda consta a denominação de "Reserva", assim como consta a indicação da safra apenas em uma pequena etiqueta redonda que era colada na parte superior da garrafa.
O vinho: Absolutamente diferente da safra 2001. Muito mais encorpado, com cor bem dourada e um sabor mais forte e melado. Evoluiu muito no copo, a última taça estava um elixir, por isso recomendável seria uma decantação de 30 minutos para arredondar bem esse vinho, que tinha uma potência inesperada para um branco (ideal para acompanhar um bom prato).
De qualquer forma, ainda preferi a safra 2001, pois gosto de brancos mais mineralizados e sutis. Mas é difícil escolher e impossível de recusar qualquer um deles...

Tomado: Buçaco Branco Reservado 2001

Esse eu tomei!
Em 22/01/2010, no restaurante do Palace Hotel Buçaco, em Portugal.
Já tínhamos escrito sobre a valiosa visita ao Palácio do Buçaco (http://esseeutomei.blogspot.com/2010/02/adega-do-palacio-bucaco.html), mas ainda não tínhamos postado nenhum dos rótulos dos vinhos que tomamos lá. Claro, refiro-me aos vinhos da casa, que são vendidos somente lá ou na Mistral (o gerente do Hotel nos confessou que algumas garrafas também são comercializadas nos EUA).
Nesse primeiro post vamos falar do nosso vinho de estréia, um Branco datado de 2001, que eu, Carlão, Giovana e Taciana tomamos o bar do Hotel para fazer um esquenta para o jantar que teríamos umas 3 horas mais tarde.
O vinho: Este branco é produzido com uvas Maria Gomes e Bical, apresentando coloração bem clara, com aromas intensos de fruta. O sabor tem um toque mineral bem presente, muito equilíbrio e uma leveza incrível no final de boca. Vinho no ponto certo, do jeito que eu gosto. Como anotei na ocasião: "Deu vontade de pedir uns camarões". Em suma, delicioso, recomendo (inclusive trouxe uma garrafa desta safra, que lá custa por volta de 35 euros).
Faço ainda duas observações:
Primeiro sobre a denominação de "Reservado" contida no rótulo. Até 1999 o Buçaco usava o nome "Reserva", mas por questões de regulamentação local foram proibidos de usar essa denominação, pelo que passaram a usar o reservado. Postaremos o Branco 1999 em seguida, onde já se vê a denominação antiga no rótulo.
Segundo, que todos os vinhos do Hotel são rotulados de forma idêntica, sendo que a indicação da safra somente constará em um carimbo no rótulo do verso da garrafa (vide abaixo) ou mesmo em uma etiqueta adesiva redonda colada acima do rótulo frontal da garrafa.
Na Mistral este branco está disponível na safra 2002, por R$ 237,00.

terça-feira, 16 de março de 2010

Tomado: Alion 2003

Esse eu tomei!
Em 28/01/2010, comendo uns tapas de jamón serrano no restaurante 'Mesón Cervantes', em Salamanca.
Vou começar do fim, resumindo nosso (Rodrigo e Carlos) veredicto: "Espetacular".
Trata-se de um vinho produzido por uma das mais tradicionais casas da Espanha, a Bodega Vega Sicília, em Ribera del Duero. É feito com 100% de Tempranillo e envelhecido em barris por cerca de 1 ano e meio.
O vinho é muito redondo e macio, com um sabor muito persistente e marcante. O toque de madeira é no ponto certo, permitindo que o vinho preserve todos os aromas e sabores de frutas.
Um puta vinho, excelente.
Em São Paulo pode ser achado na safra 2004, na Mistral, por aproximadamente R$ 280,00.

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