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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Los Stradivarius de Bianchi 2004

Esse eu tomei!
Esse é meu último post 'Direto de Mendoza' e nada melhor do que terminar com um vinho de sobremesa, docinho, gostoso, do tipo que dá vontade de quero-mais ou, como diria o Carlão, do tipo que tem gosto de pouco.
Foi um vinho que tomamos no final de um jantar, mas eu confesso que acabei fazendo poucas anotações, já estava em outro clima...Não lembro a uva que compõe esse vinho, acho que era Semillon.
Mas do aroma e do sabor eu lembro bem.
No nariz é bastante floral com um final cítrico.
Na boca tem sabor denso, doce na medida certa, lembrando um mel. Equilibrado no final, com toque de damasco.
Muito bom, gostamos muito. Acompanhou bem umas panquecas de doce de leite.
Não achei para venda no Brasil, mas vi em outros blogs que esta vinícola também faz uns vinhos do tipo 'Porto', com merlot e malbec. Devem ser interessantes.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Mendel Finca Remota Malbec 2007

Esse eu tomei!
Foi o primeiro tinto que tomamos jantando em Mendoza, quando fomos ao restaurante '1884'.
Uma indicação do sommelier, vinho feito por uma bodega pequena, a Mendel, no Vale do Uco.
Um vinho 100% Malbec, que passa 12 meses em barricas francesas.
Um malbec de primeiríssima, muito frutado e extremamente aveludado. Um show. Sente-se a madeira bem integrada, com muita qualidade.
Vinho bem feito mesmo, top de linha para quem gosta de malbec, e eu gosto...
PS; Vi no blog no nosso amigo Silvestre (Vivendo a Vida), que este vinho está entre os 50 melhores da América do Sul, e posso dizer que merecidamente.
PS2: Não achei onde vende no Brasil. Se alguém souber, avise-nos!!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Baron B Extra Brut (excelente espumante)

Esse eu tomei!
Foi um espumante que tomamos como aperitivo antes do jantar. Este é um espumante premium da Bodegas Chandon da Argentina, feito com pinot noir e chardonnay. Tem este nome em homenagem ao Baron Bertrand, primeiro presidente da bodega.
Na taça apresentou perlage fina e rápida, com coloração bastante dourada. No nariz apresentou aromas acastanhados, cereais, complexos até.
A perlage me desanimou, achei que ia ser quase um vinho 'tranquilo', mas me enganei.
Na boca apresentou muita cremosidade, pareciam haver borbulhas invisíveis...Muito gostosa, aliando frutas, noz, castanhas e final levemente adocicado.
Muito bom espumante, redondíssimo, o melhor argentino que tomei. Acho que o Carlão concorda comigo nisso.
Não achei onde comprar no Brasil, nem o preço. Se alguém souber avise-nos por favor.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: O. Fournier (maravilha da arquitetura...e que paisagem!)

A última bodega que visitamos em Mendoza foi a O. Fournier, localizada mais ao sul, no Vale do Uco.
Só a viagem até o local, de pouco mais de uma hora, já vale à pena, pois as paisagens são lindas, com muitos vinhedos, oliveiras e até plantações de alho.
A Fournier fica em uma grande planície, muito ampla, e a sede da empresa é fruto de um ambicioso projeto de arquitetura. Tudo muito moderno e bem feito, aproveitando a geografia e a vista do local. Segundo o dono da vinícola, as instalações foram eleitas entre as 10 mais belas vinícolas do mundo pela Forbes.
Realmente pudemos comprovar isso. Basta olhar para o moderno prédio da foto acima, onde ficam os escritórios, laboratórios, loja, depósitos e caves.
Ao lado deste prédio principal fica um prédio menor, que mais se assemelha a um cubo de vidro, permitindo uma iluminação natural incrível (especial para a hora do almoço), com vista para os Andes, que aqui parecem muito próximos.
Veja a vista do local e o prédio do restaurante:

Antes de visitarmos as instalações, tivemos o prazer de almoçarmos no restaurante da bodega, um almoço já todo preparado para harmonização de 4 vinhos diferentes. A mesa já era preparada com 4 taças de cristal para cada pessoa, tudo muito organizado, com ótimo serviço, estilo menu degustação/confiança.
O primeiro vinho que foi servido, para acompanhar a entrada de cebola caramelizada, foi um sauvigon blanc da linha de entrada da vinícola, o Urban. Um vinho bem simples mas gostosinho. Honesto pelo que custa - lá a garrafa valia 11 reais, isso mesmo, 11 reais.
Na sequência provamos o tinto feito com Tempranillo, uva muito usada pela Fournier, dada a origem espanhola dos donos (apesar do nome francês). Este tinto também era da linha Urban, também no valor de 11 reais. Um vinho simples, mas com bom corpo, acidez e madeira bem integrada.

O melhor da degustação estava por vir com os pratos principais (uma carne muito bem feita, macia e um raviole de gema de ovo (inusitado, muito interessante).

Com esses pratos desfrutamos os vinhos de gama superior da bodega, o B Crux e o Alfa Crux. São dois vinhos de corte, com tempranillo, malbec e merlot (Alfa) e tempranillo e malbec (B).
São vinhos muito bons, concentrados, frutados e equilibrados. Na mesa as opiniões se dividiram sobre qual seria o melhor, ou seja, ambos são bons.
Vai aí só uma dica, eles melhoram se decantados, pois após uns 30 minutos na taça evoluiram.
No final do almoço ainda comemos uma sobremesa interessante, um sorvete de torrontez, uva branca famosa na região. e para acompanhar nos serviram uma taça do Urban Torrontez, que não é exatamente doce mas acompanhou bem a sobremesa. Vinho bem refrescante, boa acidez e certa doçura).
Finalizado o almoço, tiramos uma foto com o proprietário da bodega, muito simpático:

Na sequência fomos conhecer o interior da vinícola. Começamos pelo subterrâneo, onde ficam as barricas. Notem aí o detalhe do projeto arquitetônico, o teto do galpão subterrâneo - localizado na altura do solo - tem quatro aberturas envidraçadas que, com a luz do sol formam uma cruz. Tudo em homenagem ao Cruzeiro do Sul, que dá nome ao B e ao Alfa Crux:

Pegamos um elevador gradeado, tipo aqueles de construção, e fomos até o pavilhão superior do prédio, onde há um terraço e alguns corredores suspensos de vidro, que abrigam os escritórios administrativos e os laboratórios de análise/qualidade. O projeto é realmente estupendo, só vendo as fotos:

E o mais bacana é que dos escritórios pode-se ver a paisagem, o restaurante, a chegada das uvas, as entradas dos tonéis e cubas, tudo muito bem prejetado para que os administradores não percam nada de vista....Incrível. Vale muito a visita apesar da distância de Mendoza.

Em tempo, no Brasil os vinhos da O. Fournier são importados pela Vinci, inclusive o 'O.Fournier', blend top de linha da bodega, que não degustamos mas trouxemos umas garrafinhas...

Direto de Mendoza: Arnaldo B. Etchart 1996

Esse eu tomei!
Mais uma boa pedida feita em Mendoza, em um jantar em que, para variar, comemos um cordeirinho.
Arriscamos pedir um vinho mais envelhecido, para ver como se porta um top de linha argentino nessas circunstâncias.
Este vinho é um corte de cabernet sauvignon e malbec, meio a meio se não me engano.
Foi decantado por 30 minutos. No aroma já se percebia o envelhecimento, mas no bom sentido, toques de couro, frutas e madeira. No sabor já se sente a leveza trazida pela idade, mas a fruta ainda é bem presente, ele é saboroso e complexo. Muito bom, ainda com ótima acidez e corpo.
Foi uma ótima escolha. Vinho muito bem feito pela bodega Etchart, atualmente gerida pela gigante francesa Pernod Ricard.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Bressia Vinos de Autor (a melhor descoberta da viagem)

Como disse meu velho, uma coisa leva a outra.
Estávamos no nosso humilde jantar, eu comia um singelo prato de cabrito com batatas (vide foto abaixo), quando chegou à mesa o decanter já repleto do então desconhecido Bressia Conjuro 2006. Sugestão do barman, com quem conversamos longamente sobre a carta de vinhos enquanto ainda estávamos aperitivando no bar do restaurante (o excelente '1884', do Francis Mallmann).
Queríamos provar algo diferente, mais peculiar, mais exclusivo, algo que não encontramos em qualquer loja ou importadora.

Enfim, o vinho chegou e o sommelier já anunciou: "este é um corte de cabernet, malbec e merlot, dos meus preferidos". Claro que ele falou tudo isso em espanhol, mas a tradução seria mais ou menos isso.
Provamos o vinho. Na mesa, todos se entreolharam. Qual o veredicto ??
Poderia dizer que é um vinho com aromas complexos, muita fruta, toque de especiarias marcante, com sabor incrível, frutado, potência e madeira integrada com perfeição, muito equilibrado mesmo e extremamente persistente.
Porém, não vou dizer isso não, pois o vinho tinha muito mais, não sou capaz de descrever sua complexidade.
No entanto, posso transcrever aqui o que anotei na hora: "Show, dos melhores, senão o melhor vinho tinto argentino que tomei" .
E é aí que entra o "uma coisa leva a outra" do Zé Olinto. No dia seguinte iríamos a várias vinícolas. Tivemos que repensar o roteiro, a Bressia agora virara prioridade.
E assim foi, chegamos na Bressia logo depois de visitar a Achaval Ferrer, são bodegas bem próximas, coisa de 15, 20 minutos.
A sede, modesta no tamanho, é muito bonita e moderna:

Fomos recebidos pela simpática Marita Bressia, filha do proprietário e diretora administrativa, que nos mostrou o catálogo da bodega e nos contou um pouco da história da vinícola, dando ênfase à extrema seleção das uvas, todas sempre dos mesmos vinhedos (compram sempre de 6 produtores, de vinhedos específicos), que proporcionam vinhos de grande concentração. A seleção é tão grande que a produção fica bem reduzida, o Conjuro - top de linha - é limitado a 2.500 garrafas (a maior produção é do malbec que descrevo a seguir, com 13.000 garrafas por safra)
De cara já pedimos para embrulhar uma garrafa do 'Conjuro' para cada, assim como do 'Profundo', que é o segundo vinho deste produtor (ainda não provamos).
Como cortesia a Marita nos trouxe uma garrafa do seu vinhos mais 'simples', o Monteagrelo Malbec 2008. Ficamos admirados, este vinho - que lá custa 55 reais a garrafa - já é extremamente concentrado, mas tudo com muito equilíbrio e bom gosto, sem excesso de madeira ou doçura. Uma verdadeira delícia.

O vinho estava tão bom que não degustamos, acabamos com a garrafa. Mas antes houve tempo para encontrarmos o dono da bodega, Walter Bressia, que fez questão de pegar uma taça e brindar conosco. Muito simpático, ainda nos permitiu tirar a foto abaixo. Grande descoberta, vinhos realmente com personalidade e muita qualidade. Recomendo muitíssimo. No Brasil quem importa é a La Charbonnade, uma empresa de Canela-RS.

Zé Olinto, Walter Bressia, Rodrigo e Carlos

Direto de Mendoza: Zuccardi Zeta 2005

Como nosso avião atrasou, meus queridos pais, que partiram do RJ, chegaram antes a Mendoza e fizeram a grande estréia. E o primeiro vinho da viagem foi nada mais que o Zuccardi Zeta 2005. Minha mãe enviou a foto e os comentários:

"Estamos tomando o primeiro vinho em Mendoza: Zuccardi Zeta , um malbec (66 por cento) e tempranillo (34 por cento) , safra de 2005- segundo seu pai é redondo e com pouca acidez...ponha no blog por favor. Vou comer com gnocchi e seu pai com escalope de cerdo feito no Malbec...na próxima refeição estaremos junto e você escreve.. Estamos no Bistro M no próprio hotel".
A curiosidade é que quando fomos na Zuccardi o Zeta 2005 estava mais caro (5 reais apenas) que o valor cobrado pelo restaurante. Ninguém soube me explicar como isso aconteceu, nem o pessoal da Zuccardi...Se eles conseguem vender mais barato para os restaurantes, porque não colocar o mesmo preço para quem compra direto na vinícola ?? Fica aí o enigma da esfinge.

Direto de Mendoza: Achaval Ferrer

Nosso segundo dia de visitas às Bodegas começou em alto estilo, fomos na Achaval Ferrer, uma vinícola 'boutique' que só faz vinhos de qualidade, concentrados, com vinhedos de baixo rendimento.
O lugar é muito lindo e a bodega muito acolhedora. Vale muito a visita. Vejam a paisagem local e as barricas pintadas na entrada da vinícola:


A degustação não economiza...Pudemos provar, sem custo, o Malbec de entrada (um blend de malbecs de vários vinhedos da Achaval - muito bom, já muito concentrado e com madeira bem integrada), o Quimera 2007 (um blend ao melhor estilo bordeaux, excelente, adorei), o Finca Bella Vista (um malbec de vinhedo único, com muita estrutura, concentração, muito frutado, espetacular), e até mesmo um doce recém criado pela bodega, chamado 'Dulce', um tinto adocicado muito agradável e peculiar.


Eis uma bodega em que todos os vinhos agradaram. Realmente muita qualidade. Pena que no Brasil (onde é distribuído pela Expand) tenha preços um pouco altos...98 o malbec, 148 o Quimera e 398 os Fincas (Bella Vista, Altamira e Mirador).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Poesia 2005

Esse eu tomei!
Jantando uma paleta de cordeiro em Mendoza.

Um vinho da Bodega Poesia, feito com 60% Malbec e 40% Cabernet Sauvignon, passando por 18 meses em barricas novas francesas.
Cor intensa - vide foto e decanter nas fotos. Aromnas de tabaco, madeira e frutas vermelhas. na boca é potente na fruta, com madeira integrada sem exagero. Muito persistente. Achei excelente, redondo, com boa complexidade.
Foi uma boa pedida. Sugestão do Zé Olinto, que nos acompanhou na viagem e colaborou muito nas degustações.

Direto de Mendoza: Intervalo das bodegas, visita ao Aconcágua e à Ponte Inca

Nem só de vinho e de bodegas vive o homem.

Um pouco de natureza e cultura é sempre bom.

Aproveitamos a estada em Mendoza para conhecer o maior pico das américas e do hemisfério sul e do hemisfério ocidental, em suma, fora da Ásia: o Aconcágua, com mais de 6.900 metros, sempre cheio de neve.


Ainda conhecemos a Ponte Inca, uma formação rochosa natural sobre um rio que tem a água bastante sulfurosa, cujos sedimentos minerais transformam em pedra qualquer objeto que fique submerso por mais de 15 dias.

Tem esse nome porque era usada pelos Incas como caminho/passagem.
Fica em cima das ruínas das banheiras de um antigo hotel, por onde ainda correm as águas termais. Este hotel foi um antigo hotel de luxo, destruído por uma avalanche.

Paisagens incríveis, vale a visita.

Direto de Mendoza: Familia Zuccardi

Ainda no primeiro dia de visitas nos arredores de Mendoza fomos na gigante do vinho Familia Zuccardi, conhecida especialmente por seus vinhos varietais "Q" e pelo seu corte premium "Zeta".
Uma vinícola grande, com galpões amplos e equipamentos modernos. Visita muito bem organizada e sala de degustação e vendas ampla, bem decorada. Tudo muito bonito.
Para se ter uma idéia do requinte tecnológico, vejam abaixo os tonéis de fermentação do Zeta, que são inclinados para aumentar - por pressão natural - a velocidade da mistura dos "ingredientes". Os tonéis das outras linhas são todos cilindricos.

Outra peculiaridade. Os barris de carvalho - francês e americano - ficam empilhados em estantes de metal ao invés de serem colocados uns sobre os outros. Isto tudo para que haja maior circulação de ar, aumentando o contato da madeira com o oxigênio e acelerando o envelhecimento do vinho. Carlão observou bem isso:

Ao final da visita passamos para a sala de degustação, cuja parede lateral conta com uma adega enorme com diversas safras dos vinhos da bodega. O local é muito charmoso, deu vontade de pegar uma garrafa e já abrir...

Os vinhos oferecidos para degustação foram o Santa Julia Rosé (vinho de linha de entrada, simples, gostosinho); o Alambrado Malbec (vinho intermediário, ainda simples e um pouco alcólico, mas fácil de tomar); o Q Tempranillo (este sim um vinho bom, mais complexo e equilibrado); e o Santa Julia Tardio (vinho de sobremesa que é melhor como aperitivo, pois é gostoso mas muito leve, não aguentaria um doce mais forte).

Foi uma visita muito bacana, pudemos provar vinhos simples e vinhos de primeira, mas aguardem que o melhor fica por último...No segundo dia de visitas fomos a bodegas menores, 'boutiques' do vinho, onde tomamos preciosidades conhecidas e também desconhecidas por muitos no Brasil.

domingo, 5 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Familia Cecchin (Bodega Orgânica e Artesanal)

Direto de Mendoza, a segunda vinícola que visitamos foi uma pequena, mas muito aconchegante e peculiar, chamada Familia Cecchin.
Trata-se de uma bodega artesanal, que tem sua produção toda feita de forma orgânica. São apenas 70 hectares de uvas - eles não compram uvas de terceiros.
Fizemos uma visita guiada rápida - as dependências são pequenas - e logo em seguida experimentamos dois vinhos deles: um branco meio doce, feito com Moscatel de Alexandria, que deve cair muito bem com um fois gras, leve e adocicado; o segundo foi um Malbec de linha de entrada, sem passagem em madeira, muito frutado e agradável, além de ser muito peculiar, fugindo do padrão dos argentinos mais comuns. Todos vinhos, aqui, na faixa de 15/20 reais. Vejam a sala de vendas e degustação:

Em seguida fomos almoçar no restaurante da vinícola, provar um pouco de comida caseira e muito bem feita.
Antes, porém, aperetivamos com o único espumante da casa, um JustificarMoscatel de Alexandria doce.
Um espumante com perlage muito volumosa e persistente, sabor leve, adocicado assim como o branco que fazem com a mesma uva. Muito agradável apesar de não ter muita complexidade.

Na sequência o almoço. Recepção muito atenciosa, os pratos excelentes, vide a foto que a Giovana tirou do meu porco com molho de laranja, cenoura e cebolas. Um show de sabor.

Para acompanhar provamos os dois vinhos Premium da Bodega.
Primeiro foi o Syrah del Galpon 1999, um vinho envelhecido unicamente na garrafa, sem passagem na madeira. Aromas de frutas vermelhas, couro e outros mais...Sabor frutado mas leve, diferente. Saboroso, pura fruta, fugindo mais uma vez do padrão que conhecemos dos argentinos. Aparentemente falta acidez, mas com a comida pareceu harmonizar, tirou forças não sei da onde.
Já o segundo, foi o Malbec del Galpon 2000, também sem passagem na madeira. Apesar de 10 anos de idade e dos aromas leves de frutas, este apresentou sabor potente de frutas, com corpo médio e boa acidez. Muito interessante e melhor que o Syrah - para meu gosto. Muito complexo e particular, um vinho difícil de achar paradigmas. Valoriza muito a fruta e o terroir, com equilíbrio e elegância. Adorei - comprei uma garrafa para tomar em SP.
Foi uma ótima experiência conhecer uma bodega artesanal, vinhos diferentes, peculiares, grandes novidades. Pena que eles não exportam para o Brasil...
Para finalizar, vejam a honesta carta de vinhos da bodega (cada Peso vale 0,5 reais - basta dividir por 2 para saber o preço em reais):

sábado, 4 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Bodega La Rural - Rutini

Direto de Mendoza, a dupla de blogueiros, Rodrigo e Carlos, começam o dia visitando a Bodega La Rural, conhecida pelos vinhos da linha Rutini.
Essa Bodega era da família Rutini até que, recentemente, foi comprado por outros dois produtores argentinos, dentre eles o Catena Zapata.
A Bodega fica bem próxima da cidade de Mendoza e tem uma aparência rústica, preservando muito bem suas origens, como se pode ver dos milhares de objetos expostos do Museu do Vinho que ali se encontra - segundo a bodega, este museu é um dos mais completos da América.

Tudo muito simples, mas com muito conteúdo. Valeu a visita.
Os vinhedos, nesta época, estavam secos, mas já dá para ter uma idéia da imensidão de parreiras que cobre as proximidades. Aliás, este cenário é o mais comum na região.

Vejam que por aqui até a Virgem virou Virgem da Uva, tudo para tornar o vinho algo ainda mais abençoado do que é, como se precisasse...

Depois do passeio, claro, uma degustação.
Na Rutini não foram disponibilizados vinhos da primeira linha da vinícola, mas foi interessante provar um vinho que eles fazem apenas para vender no local, em homenagem ao Museu do Vinho, chamado "Museo". É um vinho jovem, sem complexidade, como diria o Carlão é um álcool potável! Mas bem feitinho, frutadinho, passa pouco tempo em madeira (de segundo uso), não agride a boca. No local é vendido apenas em caixa de 6 garrafas, pelo equivalente a 70 reais (tudo, as 6 garrafas). Honesto pelo menos.

Compramos algumas coisinhas por aqui, vinhos de primeira e diferentes do que costumamos encontrar no Brasil.
Quando voltarmos e tomarmos postaremos por aqui !
Por enquanto é só. Até amanhã!

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