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domingo, 27 de novembro de 2011

Tomado: Chateau Montelena Chardonnay 2008, #nãofoiatoaqueganhouojulgamentodeParis

Esse eu tomei!
Hoje, com um belo camarão ao catupiry! Um show.
Um Chardonnay muito aromático, com aquele toque melado e amadeirado, e uma acidez perfeita, final delicado, vinho fino. Não é à toa que foi confundido com um bom borgonha e ganhou o Julgamento de Paris, com a safra de 1973. Estilo de um chassagne montrachet. Um grande vinho do Napa Valley. Adorei. Parabéns Califórnia!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tomado: Bressia Profundo 2005

Esse eu tomei!
Já falei da Bodega Bressia algumas vezes nesse blog, e sempre com elogios. E agora não vai ser diferente.
O Profundo é um dos vinhos tops da vinícola, uma obra artesanal. Apenas 8000 garrafas nessa safra de 2005.
Essa garrafa eu comprei na própria Bressia, em Mendoza, não é fácil encontrar esse vinho nem na Argentina.
Trata-se de um corte de 50% malbec, 30% cabernet sauvignon, 10% merlot e 10% syrah.
Um vinho que se mostrou já com bom envelhecimento, precisou de mais de uma hora para "abrir" , mesmo assim mantendo aromas bem balsâmicos. Na boca muito macio, complexo, com predominância de frutas negras. Muito bom, lembra um bom bordeaux, dos bons mesmo.
Uma grande experiência. Recomendo a quem for para a Argentina procurar e trazer umas garrafas. Lá acho que custa por volta de cem, cento e vinte reais. E vale!

domingo, 2 de outubro de 2011

Tomado: São Paulo F. C. Gran Reserva 2008 - C. Sauvignon e Tannat


Esse eu tomei, ou melhor, estou tomando!
Foi um presente de aniversário, dado pelo pelo meu irmão Daniel, que aqui agradeço mais uma vez.

Estava aguardando a hora para abrir, desde abril. E achei que hoje merecia um brinde tricolor antes de acompanhar a volta do Fabuloso!

Falando do vinho, é uma produção especial da boa vinícola brasileira Valontano, um vinho gostoso, vermelho rubi, bem frutado, com bons taninos e o costumeiro final de boca ligeiro, aspecto em que os vinhos brasileiros precisam melhorar.

Porém, esse é tricolor e por isso foi sentido de forma mais prazerosa, fazendo bonito na mesa, nesse aquece para o Morumbi...

E vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos ser campeão!

domingo, 11 de setembro de 2011

Tomado: Bell Cabernet Sauvignon Clone 6 Unfiltered, 2006


Esse eu tomei!
Começa que acompanhou um fusili com almôndegas divino...
Esse vinho eu recebi da smartbuywines, e realmente é muito bom, como propagado pela importadora.
Um americano do Napa, com muita qualidade. Um vinho com aroma de Madeira defumada, com um fundo frutado. Na boca muito denso, tânico, mas vira um veludo. Um grande cabernet. Extremamente fácil de beber apesar da potência. Fez sucesso entre os comensais. Só ressalto que eu, já prevendo o poderio do vinho, decantei-o por mais de uma hora, o que recomendo.
Em suma, um vinho para mastigar e curtir com uma boa e forte comida. Foi o que eu fiz!
Um brinde!


Homenagem ao 11/09...

domingo, 28 de agosto de 2011

Tomado: Rutini Apartado 2003, La Rural

Esse eu tomei!
Nesse almoço de domingo, acompanhando pratos bem exóticos que minha sogra fez: moela e rabada. Excelentes, diga-se de passagem.. Adorei, especialmente a moela, muito macia e bem temperada, até porque a cozinheira tem uma mão muito boa...
Esse Rutini eu comprei na própria vinícola, quando visitei Mendoza ano passado. Aliás, recomendo a visita, é uma das vinícolas mais antigas da Argentina, tem um museu com os equipamentos antigos muito legal. Hoje em dia pertence ao clã dos Catena. Os vinhos tem muita qualidade.
E esse é um dos tops, um corte de 50% cabernet, 30% malbec e 20% syrah. Com coloração bem grená, com as bordas já clareadas.
Eu esperava um vinho já leve, pela idade, mas os aromas muito intensos de frutas vermelhas e baunilha, fruto dos 18 meses em barrica (50% de primeiro uso e 50% de segundo uso). Mas tudo muito bem integrado. Na boca é um veludo, muito frutado, denso, com ótimos tâninos, mas tudo muito macio, um final persistente que dá a impressão de leveza. Agüentava mais uns bons anos de guarda fácil.
Adorei, pena que só trouxe uma garrafa...

sábado, 20 de agosto de 2011

Tomado: Luca Malbec 2008

Esse eu tomei!
Belo malbec, frutado, boa madeira e grande corpo. Redondo e perfeito para carnes. Belo vinho da vinícola da filha do Catena, a Laura. Luca é o nome do filho dela.
Recomendo. Ótimo vinho.
Tomado no Estacion Sur, excelente restaurante argentino na Joaquim Eugênio de Lima. Na companhia dos velhos pais.....

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tomado: Roda Reserva 2004

Esse eu tomei!

Ontem, jantando com o amigo Leo do Amaral, após uma degustação excelente na Decanter (Joaquim Floriano, SP).

Na degustação, chamada pela Decanter de Taste and Buy, provamos vários vinhos bons, um alvarinho show de bola, um alemão branco pinot gris excelente, um amarone muito bom e dois espanhóis incríveis, um do Priorat e outro de Ribera del Duero.

Vou mencionar o nome apenas do Arzuaga, de Ribera del Duero, porque era um Crianza muito acima da média, com aromas de tabaco e muita maciez. Excelente. Preço: 140,00 (mas vale)

E foi por isso que quando saímos da degustação para jantarmos, acabamos pedindo um vinho espanhol.

E acertamos; como é bom um bom Tempranillo, desculpe o pleonasmo...


O vinho: Este Roda vem de Rioja e tem 81% de Tempranillo. Um vinho com toque de pimenta e especiarias, muito macio e persistente, coisa fina. Foi um show com o T-Bone que comi e com a Fraldinha do Leo !!


Recomendo muito !

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tomado: Familia Cecchin Malbec del Galpon 2000

Esse eu tomei!
Foi o primeiro dos três vinhos que compartilhei neste domingão.
Este eu havia trazido de Mendoza ano passado (vide post AQUI) e abri porque o produtor me disse que não era para guardar mais, era vinho para ser tomado nos 6 meses posteriores à compra.
Abri-o para acompanhar um Chester maravilhoso feito pela minha sogra. Aproveitaram dele, ainda, minha mãe e o sogrão Vasco.
Este é um vinho feito por um produtor pequeno, biodinâmico, sem passagem em madeira. Um malbec muito interessante e peculiar, com muita fruta no aroma e sabor, mas com aquele aspecto compotado. Muito macio, apesar da concentração da uva no vinho. Tudo muito arredondado - e sem madeira.
Caiu bem com o chester.
Belo vinho, pena que não exportam para o Brasil...Algum importador deveria cuidar disso, eu teria de caixas !

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tomado: Clos de La Coulée de Serrant 2005, Nicolas Joly

Esse eu tomei!
Esse vinho branco era do amigo e enófilo Marcello Pedroso, que ganhara de presente na sexta passada, de sua ilustríssima esposa.
A Luciana comprou na Expand, depois de muita propaganda do vendedor. Pesquisando sobre o vinho vimos que realmente é um exemplar de primeira linha, um vinho que pode até mesmo ser chamado de raro, pois provém de uma subregião (Coulée de Serrant) muito pequena (de 5 hectares) localizada no Vale do Loire.
O vinho é feito em padrão biodinâmico, com a uva Chenin Blanc.
É um vinho muito seco e até mesmo tânico. O produtor recomenda a decantação por muito tempo - diz a lenda que o ideal é decantar por 3 dias... haja paciência.
Decantamos 'apenas' por 3 horas, o que para mim foi um recorde em termos de vinho branco...
A coloração, como se vê da foto abaixo, é bastante escura, alaranjada.
Os aromas são intensos desde a abertura da garrafa até o copo - 3 horas depois. Um aroma defumado, oxidado, mas com um floral e toques cítricos importantes. Muito perfumado e diferente.
Na boca é bem seco mesmo, com sabor de frutas secas e um final levemente cítrico persistente. Um vinho muito diferente, daqueles que pode desagradar muita gente desacostumada, especialmente porque os taninos dão uma amarrada no final. Um vinho mais gastronômico, não recomendo para meros bebericos.
Eu e o Pedroso gostamos muito. O vinho tem um final redondinho e uma estrutura espetacular - não é à toa que pode ser guardardo por pelo menos uma década e exige decantação.
Tomamos com uma torta de camarão, mas acho que uma carne de porco bem temperada seria o ideal... Fica para a próxima.
Em resumo, adorei. Obrigado Lu pelo presente ao Pedroso...rs

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tomado: Chateau Montelena Zinfandel 2006

Esse eu tomei!
Mais um almoço de domingo, capeleti de molho branco e de molho vermelho, resolvi experimentar mais um dos vinhos americanos que tinha em casa.
Essa foi uma das 3 garrafas que recebi no primeiro mês de associação ao SmartBuy Wines, uma importadora especializada em vinhos californianos - tem outras coisas também...
Ainda não conheço profundamente os vinhos americanos, por isso tenho gostado de provar esses exemplares até agora muito bem selecionados pela importadora. Já tinha tomado uma garrafa de um "petite sirah" que gostei muito e desta vez gostei ainda mais.
O vinho: Decantado por 45 minutos, apresentou cor rubi, aroma abaunilhado, com toque balsâmico e de frutas vermelhas. O que eu gostei é que o abaunilhado típico do carvalho novo (achei que era carvalho americano mas vi no site da importadora que o vinho fica 15 meses em carvalho francês) não estava exagerado, como no terrível vinho" twix" que postei aqui há algum tempo. A madeira deixou seu aroma e sabor mas tudo bem integrado, preservando a fruta e os demais complexos aromas e sabores do vinho.
No sabor este varietal de Zinfandel mostrou-se bem apimentado, frutado mas com um toque de pimenta bem destacado. Um final redondo, macio e persistente.
Gostei muito, excelente vinho. Acompanhou maravilhosamente a comida ! E foi elogiado por todos os comensais...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tomado: Mer Soleil Chardonnay 2006

Esse eu tomei!
Acompanhou um Peru assado e uma torta de camarões, tudo muito bem feitinho pela sogrinha...
Um almoço de domingo (essa terça tinha cara de domingo) sempre merece um bom vinho.
Este eu tinha comprado há alguns bons meses, nem me lembro quando, mas lembro que foi um vinho muito bem indicado, oportunidade para tomar um bom branco dos EUA. Vi agora que a Mistral está vendendo a safra 2007, por 164 reais.
No site da Mistral ainda consta a importante informação sobre a localização dos vinhedos (costa central da Califórnia) e sobre o clima local (frio e seco). E, ainda mais importante, até para justificar as impressões que tive ao degustar, vi no site da Mistral que o vinho envelhece 10 meses em carvalho sobre as borras da uva. Não é à toa a presença magnifíca da madeira no vinho e o teor alcólico de 14,5%.
O vinho: Cor dourada, um amarelo escuro bem brilhante. Aromas muito intensos, de madeira, defumado e com frutas 'passadas' (me lembrou as frutas de panetone). No sabor notas-se bem a madeira, mas há muita densidade de fruta e um amanteigado. Chega a ser encorpado. Muito boa acidez e final muito persistente.
Um grande vinho mesmo. Branco que merece destaque e que aguenta qualquer prato bem temperado.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tomado: Vinha Barrosa 2005, Luis Pato

Esse eu tomei!
Guardava essa garrafa há mais de um ano. Entretanto, a vontade de guardá-la sucumbiu diante de um coelho com purê de batatas, muito bem feito pela minha sogra.
A comida estava ótima e o vinho não fez por menos.
Decantei esta preciosidade da Bairrada por uns 40 minutos. Merecido descanso para esse vinho proveniente de vinhas da casta Baga de mais de 80 anos de idade, que geram míseras 5.600 garrafas por safra.
A coloração rubi intensa já empolgou os comensais só de ver o decanter na mesa. Os aromas lembraram muito madeira tostada e tabaco (reflexo dos 12 meses em carvalho parcialmente usado). Na boca se mostrou denso, com taninos muito bem presentes, mas não agressivos, tudo muito redondinho. O sabor repetia os aromas com um toque a mais de frutas vermelhas.
Um grande vinho. O Luis Pato não brinca em serviço.
Fazia tempo que não tomava um bom portuga, precisava voltar a este ótimo hábito !
PS: Encontrado na Mistral por 168 reais. Se quiser pagar mais barato é só ir na vinícola - na bela região da bairrada- fazer uma visita ao Engenheiro Luis Pato, onde a garrafa não sai por mais de 25 euros....Se for até lá aproveite para comer um leitão !!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tomado: Domaines Ott Blanc de Blancs, Clos Mireille, 2005

Esse eu tomei!
Mais um vinho da adega do Zé Olinto, no Rio de Janeiro, tomado neste final de 2010, ou melhor, já no dia 02 de janeiro de 2011.
Íamos só jogar um baralhinho, então resolvi abrir um vinho branco. Refrescante para o calor do Rio, que apesar de ameno para a época não estava fácil.
Escolhi este exemplar da região da Provence, no sul da França, colada ao mar mediterrâneo. Uma região famosa pelos seus vinhos rosés - aliás o rosé do Domaines Ott é para mim o melhor rosé que tomei !
Não havia experimentado ainda o branco do Domaines Ott, que é feito majoritariamente com a uva Semillon - cerca de 80%.
E o vinho é muito bom, aromático - floral, cítrico - com acidez moderada, muito denso e melado na boca (tem aquele amanteigado), frutado mas com um toque mineral. Em resumo, um vinho equilibrado, macio, com um final saboroso e persistente.
Estava perfeito como aperitivo e ainda encarou muito bem os cachorros quentes que resolvemos fazer para matar a fome durante o carteado. Algo inexperado, acredito que a combinação perfeita seria um peixe ou um risotto leve. Porém, como o vinho tinha um bom corpo e não era muito ácido, fez bom papel com o pão e salsicha...
Muito bom vinho (uns 160 na Expand) e muito interessante a inédita combinação !! Vinho é isso aí, não podemos limitar nossas experiências, vale sempre um pouco de risco...
PS: detalhe interessante é a garrafa muito bonita do vinho !

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tomado: Pauillac de Pichon-Lalande 2004

Esse eu tomei!
No almoço de domingo, com meus pais e meus sogros, para acompanhar diversos tipos de massas.
Essas garrafas eu ganhei de presente de natal dos meus pais e nada mais justo do que abrir com eles esses bons vinhos.
Esse é o terceiro vinho do Chateau Pichon Lalande, um clássico de Bordeaux.
Apesar de ser o terceiro vinho da vinícola, mostrou-se com muita qualidade, muita mesmo. Adorei o vinho, muito vivo, concentrado, saboroso.
Mesmo com seus 6 anos de idade demonstrou muita potência e concentração. Com cor bem rubi e aromas fortes de frutas vermelhas, especiarias e baunilha - boa presença da madeira onde envelheceu. Na boca é bastante concentrado, frutado, com o mesmo toque de baunilha. Final de boca longo e persistente. Taninos e acidez na medida.
Um grande vinho, daqueles que qualquer um gosta e pede bis. Impressiona pelo equilíbrio, apesar da força da fruta e da grande concentração (não canso de repetir esta palavra, pois o vinho realmente enche a boca e é muito persistente, porém sem qualquer sinal de agressividade, tudo somente voltado ao sabor, ao hedonismo!!)
Recomendo. Vendido na WorldWine, não vou falar o preço porque foi presente!!! E ainda tenho algumas garrafas...que bom.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Mexico - Tomado: Textura "2" 2007

Esse eu tomei.
Agora pouco no nosso jantar de despedida da Cidade do México.
Um amigo do Roberto (não sei o nome, depois dou o crédito), que viveu por aqui, nos indicou o restaurante Pujol como o melhor restaurante de alta gastronomia do México.
Embora o concierge do nosso hotel não tenha nos conseguido uma reserva, tentamos, com êxito, uma mesa lá esta noite.
O restaurante é um dos mais badalados do México D.F. Então, após tomarmos uma garrafa de champagne no quarto do hotel rumamos para o objetivo com um plano perfeito:
Chegamos ao restaurante de forma certeira, dissemos que vínhamos de São Paulo recomendados por nosso amigo Alex Atala, quem nos havia dito ser este o melhor restaurante do México. Embora a casa estivesse lotada, em poucos momentos fomos acomodados pelo próprio chefe - o simpático e competente Henrique, em  uma mesa improvisada e privilegiada em frente à adega.
O chefe nos disse ser um grande amigo do Alex Atala, por quem tem grande admiração e que, inclusive, estivera por aqui alguns meses atrás quando o restaurante comemorou seu aniversário.
Recomendaram-nos aderi ao menu confiance de 7 serviços, com o acompanhamento do referido vinho.
Embora eu não tenha compreendido do que se tratava mais da metade do ingredientes que compunham os diversos pratos, resolvi compartilhar da filosofia do meu amigo e companheiro do blog, D. Rodrigo, que prega que em restaurante bom, de alta gastronomia, pouco importam os ingredientes, mas o talento do chefe. Então, aceitamos ao misterioso desafio. Sábia decisão...
Os pratos começaram a chegar, cada um melhor do que outro... culinária exótica e deliciosa.
O vinho: Definitivamente o México têm bons vinhos, e este é um exemplo. É claro que não podemos compará-lo com os melhores espécimes do velho mundo, ou mesmo do Chile ou da Argentina. Mas dentro de suas peculiaridades é possível encontrarmos vinhos mexicanos muitos agradáveis.
Este, sugestão da, também competente, sommelier, estava muito mais que agradável, é realmente bom. Potente, equilibrado, complexo, e com intensidade suficiente para acompanhar os pratos marcados pelos temperos típicos da culinária mexicana. Destaca-se um sabor mineral que combinou muito bem com o contexto do jantar.
Jantar espetacular.
Parabéns ao Chefe Henrique pela lindo e delicioso restaurante, e os nossos mais sinceros agradecimentos ao Chefe Alex Atala, é muito bom ser bem tratado nos melhor restaurantes do mundo simplesmente pelo fato de ter vindo da terra de alguém reconhecido como um verdadeiro paradigma.
Fico devendo uma vista ao DOM, confesso, essa é uma falha no meu currículo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tomado: Sassoalloro 2000

Esse eu tomei!
Foi o vinho que tomamos após o Pêra-Manca 2007.
Este o Ricardo guardava em sua adega há tempos. Acho que já tomei o 2004 e o 2005, mas sempre com 3 ou 4 anos de idade.
Trata-se de um toscano de peso, um vinho com ótimo padrão de qualidade, feito com a casta Sangiovese.
O vinho estava ótimo, mas o mais importante aqui é lembrar a lição de não ter pressa para tomar um vinho de primeira linha. Não ter pressa para abrir, é bom guardarmos bons vinhos por alguns anos, eles realmente melhoram e se tornam mais peculiares. E não ter pressa de beber. Logo ao abrir, o vinho, confinado por muito tempo, apresenta aromas de "pano molhado" e uma estrutura não tão agradável. Após 1:30 ou 2 hs o vinho muda completamente, sobra apenas as camadas de frutas em compotas, couro, especiarias, um terroso...etc.
Com este foi bem assim, descansou por 1:30 e se mostrou um grande vinho, cor de bronze, os taninos ainda vivos e bem afinados. Harmônico, equilibrado, você percebe a potência mas não há agressão direta na boca.
É muito legal tomar vinhos mais envelhecidos, mas precisa de cuidado e PACIÊNCIA !

sábado, 27 de novembro de 2010

Tomado: Pêra Manca 2007

Esse eu tomei!
Ontem tive a oportunidade de degustar o mais novo Pêra-Manca, da safra 2007, recém lançado no mercado pela Fundação Eugênio Almeida.
Este ótimo momento foi compartilhado com os amigos Marcel e Ricardo, aos quais agradeço desde já, tanto pelo vinho quanto pela tábua de queijos que comemos para acompanhar.
O vinho: Este é um ícone do Alentejo, diz-se que Cabral abriu uma garrafa dele quando descobriu o Brasil. É feito com as castas Aragonez e Trincadeira, típicas da região.
Confesso que este exemplar me surpreendeu, pois esperava um vinho ainda muito "amarrado", forte, mas o que vi foi um vinho de cor violácea, com aromas de frutas vermelhas e sabor igualmente frutado, com pouca sensação de madeira (e olha que ele fica 18 meses em barrica), e com um final até mesmo leve...Um vinho elegante desde a tenra idade. Muito macio e redondinho, enfrentaria uma carne suculenta mas também levou muito bem os queijos leves que comíamos.
Uma grata surpresa, ótimo vinho !

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tomado: Château Mouton Rothschild 1985

Esse eu tomei.
Neste domingo na Casa do Edu e da Laura, com os anfitriões e a Giovana. Acompanhou nosso almoço: rondeli ao molho de tomate temperado pelo Edu.
O almoço foi um esquenta para o show do Paul McCartney que, logo após, fomos assistir.
O vinho é simplesmente um espetáculo. Impressionante como, mesmo com toda essa idade, ainda se apresentou saboroso e surpreendentemente fresco.
Nada daquele gosto de "pano molhado" que caracterizam os vinhos mais idosos.
Excelente vinho, excelente almoço, excelente show, excelente domingo.

Tomado: Gigondas 2004, Guigal

Esse eu tomei!
No sábado matamos dois coelhos com uma caixa d'água só, como diria Vicente Mateus. Fomos comer, e muito bem, no Brasserie Erick Jacquin, aproveitando para comemorar com nosso amigo Fernando o início de suas atividades na cozinha desse respeitado restaurante.
Fio, parabéns, muito sucesso, veja que você saiu bem na foto !!
Para acompanhar nosso papo e a ótima comida (de fois gras e rãs a camarões, patos e cassoulet) pedimos este vinho do Ródano (Rhône), de um dos melhores produtores da região, o Guigal.
Esta região francesa é marcada por vinhos frutados e potentes, com participação sempre marcante da casta Syrah.
Este exemplar, pelo que vi no site do produtor, tem 60% Grenache (Fio, vc acertou), 25% Mourvèdre e 15% Syrah.
De coloração escura, nos aromas aparecem frutas negras intensas com especiarias e um toque de madeira no final. Na boca o vinho também é intenso, tem taninos bem presentes mas macios no final. Muito persistente. Certamente aguenta bons anos na garrafa. Um belo vinho.
Em resumo, uma ótima refeição, comemorada com os amigos Fernando, Pedroso, Serafim, Luciana, Taci e a linda Sofia.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tomado: Gewurztraminer "Les Princes Abbés" 2006, Domaine Schlumberger

Esse eu tomei!
Já havia tomado uma garrafa dele há uma semana, quando meu pai estava em SP. Agora neste feriado fiquei com vontade de tomá-lo novamente, pois realmente gostei muito deste vinho.
Aliás, posso dizer que estou em uma fase de paixão pelos vinhos da Alsácia (região na fronteira da França com a Alemanha), especialmente os feitos com esta casta de difícil pronúncia e aromas marcantes e complexos.
Já havia postado aqui o vinho do mesmo produtor feito com a uva Sylvaner (link AQUI), que é mais barato (uns 52 reais) e também é uma delícia (menos perfumado, mas com bom corpo e maciez).
Este aqui é mais caro (95, no Club du Taste-Vin), mas é realmente superior.
Para mim é o vinho branco mais perfumado que existe, muita gente até estranha quando experimenta pela primeira vez. Aromas muito fortes, de lichia, peras e um toque de abacaxi e de floral. Em suma, muita coisa junta, até bobagem descer no detalhe.
Na boca é bastante frutado e com acidez equilibrada. Sente-se taninos finos, um branco capaz de enfrentar muitas comidas diferentes, acho que com um porco seria ótimo.
Mas ontem eu tomei porque estava com vontade mesmo, não era a hamonização perfeita para o capeletti in brodo que esquentamos em casa. Mas o vinho não fez feio não, conseguia se sobrepor aos temperos da comida e ainda deixava refrescância na boca.
Ainda bem que tenho outras garrafas deste vinho, muito agradável, peculiar e versátil.

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