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quarta-feira, 23 de março de 2011

Tomaram: Domaine Parigot - Pinot Noir - Borgonha - 2008

Esse tomaram!
E o amigo enófilo Cassiano não aprovou não. Vai aí um post conciso e preciso...

"Cor lilás (cereja claro translúcido). Aromas discretos de rosas e cereja. Apesar de muito leve, o sabor é encoberto por muito álcool, a ponto de não ter sido possível identificá-lo. Não fez feio ao acompanhar o excelente beef bourguignon que provei no Le Vin de Higienópolis. Todavia, o excesso de álcool atrapalha e por isso o vinho deixa a desejar. No restaurante custa R$109,00, muito caro pelo que o vinho oferece. O Sommelier da casa não foi feliz na indicação. Abraços. "

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tomado: Samos, Boutari (Grécia)

Esse eu tomei!
O Carlão comprou este vinho grego, proveniente da Ilha de Samos, para experimentarmos. Aproveitamos os sorvetes de pistache e de chocolate que o Chede havia trazido para acompanhar a bebida.

Adoramos vinhos doces e estávamos curiosos para provar este exemplar vindo de um local tão incomum - ao menos para nós.
O vinho tem 15% de álcool e é feito com Muscat.
Já ao abrir o primeiro problema, a rolha estava muito dura e mesmo com o novo saca-rolhas de lâminas do Esse eu Tomei ! acabamos empurrando para dentro da garrafa - acho que foi falta de prática...
Servido o vinho, sentimos os aromas. Para mim e para o Carlão era casca de laranja e muito mel. Para o Chede parecia um "loló de Porto Seguro". Não sei muito bem que cheiro é esse, mas imagino que seja algo como benzina com essência de bolo...ou seja, algo bem perfumado e doce já no nariz. Chede, pare de lembrar de bobagens feitas há mais de 10 anos !
No sabor se mostrou melado, denso, doce mesmo. Parecia uma colherada de mel. No começo é bom, fácil de beber, mas confesso que no terceiro, quarto gole eu já tinha enjoado.
Até caiu bem com os sorvetes, mas ficou muito enjoativo.
Não gostamos. tem coisa muito melhor para tomar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tomados: Morandé Pioneiro Carmenère 2007 e 2008

Esse eu tomei.
Ou pelo menos tentei tomar. Foram os vinhos que tentamos tomar depois do Ysern na terça-feira. Digo que tentamos tomar, porque ambos estavam indubitavelmente defeituosos, com aquele gosto que se atribui a xixi de gato (nunca provei xixi de gato, mas imagino que seja parecido).
Primeiro tentamos o 2008, péssimo, intomável, conclusão unânime. Depois, tentamos o 2007, estava menos ruim, porém como o mesmo defeito. Ambos foram para o lixo.
Essa foi a primeira experiência desagradável com vinhos do Morandé. Muito estranho, que estas coisas acontecem... acontecem, mas duas vezes em uma só noite! Com vinhos da casta e do mesmo produtor! De safras diferentes! Realmente não sei o que aconteceu. Inexplicado.

sábado, 19 de junho de 2010

Tomado: Rosso di Montalcino 2004, Alessandro III

Esse eu tomei!
Ou melhor, tentei tomar mas não deu.
Abrimos ontem para acompanhar uma pizza em casa, mas o aroma e o sabor estavam amargos e azedos, em franca decadência.
Não dá para avaliar.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tomado: Nederburg Twenty10 Cabernet Sauvignon 2007 (vinho da copa - bela porcaria!)

Esse eu tomei! só um pouquinho...
Após tomarmos o vinho oficial da Copa branco, abrimos a outra garrafa que comprei, a do Vinho Oficial da Copa Tinto. Um cabernet da safra 2007.
Como ocorreu com o branco, vimos que o tinto oficial da copa também não vale o que pesa, por R$ 39,90 você compra coisa muito, mas muito melhor.
Este aqui é pior que qualquer chileno Reservado.
É um vinho totalmente corrigido, "químico". Muito tânico, só se sente madeira e um final adocicado, um vinho de essência de baunilha.
Lamentável, mas como disse no post sobre o branco, o que poderíamos esperar de um vinho feito aos milhões de garrafas para vender mundo afora ??
Nada.
Ainda bem que não comprei o Rosé...

Tomado: Nederburg Twenty10 Sauvignon Blanc 2009 (vinho da copa - ordinário!)

Esse eu tomei!
Foi o primeiro vinho que tomamos assistindo o jogo Brasil x Coréia do Norte ontem.
Eu comprei esse vinho para podermos tomar o vinho oficial da copa enquanto o Brasil fazia sua estréia.
No entanto, não valeu à pena a brincadeira.
Devia ter pensado no seguinte:
  • quanto a Nederburg pagou para a FIFA para estampar o logo da Copa nas garrafas?
  • quanto vinho é preciso fazer, no mesmo padrão, para distribuir o vinho oficial da Copa para todo o mundo ?
  • quantos vinhedos de qualidade e quantas uvas selecionadas a Nederburg possui para dar conta dessa imensa quantidade de vinho oficial a ser distribuído pelo mundo?

As respostas são óbvias e a triste conclusão é a seguinte: Esse vinho da copa é um vinho prá lá de ordinário, custa R$ 39,90 no Pão de Açúcar mas não é melhor que um básico Concha y Toro Reservado, que custa uns 15, 18 reais.

O vinho: simples, comercial, aroma e sabor que lembra abacaxí, com acidez desequilibrada, amarra no final, não conseguimos tomar a garrafa inteira, deu azia antes...

domingo, 6 de junho de 2010

Tomado: Cuatro Estaciones 2006

Esse eu tomei!
Foi o segundo vinho tinto da noite de pizzas do Carlão.
Um vinho argentino também na faixa de R$ 49,00, que compramos no Empório Mercantil.
Porém, esse perdeu de longe do sulafricano que tomamos antes (o Cabernet Franc Five Heirs).
Foi uma unanimidade, Eu, o Carlão e o Maurício preferimos o vinho da África, e achamos esse argentino (feito com cabernet, merlot, malbec e bonarda) bem esquisito, um vinho de corpo médio, em que só se sente a fruta sem arredondamento de madeira, com acidez forte e um certo amargor alcoólico. Achei um pouco desequilibrado.
Sinceramente não gostei.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Justiça seja feita. "Re-tomado": Sandeman Tawny 10 anos


Esse eu tomei no almoço de Páscoa na casa do meu pai (04/04/2010) e, naquela ocasião, achei muito abaixo das minhas expectativas (vide post). Na semana passada (18/05/2010), voltei na casa do meu pai e garrafa ainda estava por lá. Resolvi tomá-lo mais uma vez.
E não é que me pareceu que o vinho melhorou! Não que tenha se tornado um ótimo 10 anos, mas estava melhor que da última vez. Continua uma decepção, mas pelo menos desapareceu aquele gosto de xarope que eu tinha anotado.
Sinceramente, não sei o que ocorreu. Nunca ouvi dizer que os portos "melhoram" depois de abertos, muito pelo contrário. É fato que os tawnys aguentam mais tempo depois da garrafa ser aberta, mas não muito, e mesmo assim nunca ouvi dizer que poderiam melhorar. Pois esse melhorou muito.
Vai saber, talvez eu que não estivesse num dia bom quando o provei pela primeira vez. Mas tenho quase certeza que foi o vinho que melhorou, depois de mais de um mês com a garrafa aberta ele ficou mais leve e mais delicado.
Vou pesquisar sobre o tema.
Importante é anotar que minha impressão sobre ele mudou. Continua um dos piores 10 anos que já tomei, mas não tão ruim como anotei no primeiro post. Ressalte-se que, os tawnys 10 anos, mesmo os piores, são ainda muito bons.
Se o Carlão pai ainda não tiver matado a garrafa, da próxima vez que for lá prová-lo-ei novamente e noticio a evolução do caso.
Vinho é uma coisa louca mesmo...
P.S.: Olha a Bunita atrás da garrafa, já com carinha de sono... Era uma terça-feira e eu e meu pai já tínhamos tomado duas garrafas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Tomado: Bohemian Highway Cabernet Sauvignon 2005 (O Vinho TWIX)

Esse eu tomei!
Com o Carlão, comendo uns queijinhos e castanhas.
Esse o Carlão comprou na Empório Mercantil, mas a importadora é a Vinci (R$ 44,00). Foi indicação do vendedor, já que queríamos experimentar um californiano, a começar por um exemplar mais em conta, para irmos 'evoluindo'.
A proposta deste vinho, como descrito no catálogo da Vinci, é ser moderno, fresco e fácil de beber.
Acho que, nesse sentido, o vinho atingiu seu objetivo.
No entanto, para nós foi uma experiência inédita. Ao sacar a rolha os aromas já não se continham, foi só despejar o vinho em três taças (vide a foto) e de longe já sentia os aromas abundantes do vinho. Aroma de caramelo bem forte, com um toque de chocolate. Desconfiamos que isso não é só fruto de descanso em madeira nova, não é possível que sem uma essência de "baunilha" o vinho tenha chegado nesse cheiro forte e marcante. Apostamos que há alguma correção ou intervenção 'externa' do produtor.
A primeira taça até que nos pareceu simpática, vinho macio, frutado e com sabor de caramelo predominante. Acidez baixíssima.
Realmente uma baba de beber, desce sem perceber, daqueles vinhos quase doces que você usa para embebedar uma namoradinha que está miguelando...
Em resumo, o vinho tem sabor de TWIX, aquele chocolate do comercial: "Caramelo!", "Chocolate!", "Biscoito!".
Na segunda taça já estava enjoativo. Não dá sinal de terroir, nem mesmo depois de um bom tempo de respiro - o abaunilhado ainda aumentou.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tomado: Sandeman Tawny 10 anos

Esse eu tomei!

Com a sobremesa do almoço de Páscoa (04/04/2010).

Um tawny 10 anos é sempre um tawny 10 anos! Mas... Confesso que eu esperava muito mais deste vinho. Tenho tomado muitos vinhos do Porto (vcs têm notado pela quantidade de posts), especialmente os tawnys 10 anos que são os meus preferidos. Havia criado uma grande expectativa por este, pois a Sandeman é uma das maiores e mais bonitas vinículas que visitamos no Douro. Porém, este não foi dos melhores 10 anos que eu já tomei... muito pelo contrário. Excessivamente doce, com um gosto puxando pra xarope... uma pena. Esperava mais da Sandeman.

Se tivesse tomados às cegas diria que é um tawny comum, os 8 anos da Nieport e da Burmester são bem melhores que esse 10 anos.

Realmente uma pena... achei que esse seria um dos melhores vinhos que trouxe de Portugal.

sábado, 27 de março de 2010

Tomado: FLP 2008

Esse eu tomei!
Ontem para finalizar a noite na casa de D. Carlone.
Trata-se do Icewine da Filipa Pato, produzido no esquema de congelar as uvas durante a fermentação para ganhar maior concentração.
É um vinho doce muito leve, com aromas de frutas secas e um sabor amendoado, com um toque amarguinho de uva passada no final (o que não me agrada).
Sinceramente achei leve demais e o teor alcoólico (12%) é superior aos abafados moleculares do Luis Pato (9 a 11%).
Acompanha no máximo umas frutas, não aguentou nem um pedacinho de chocolate leve (lindt lindor ao leite com avelã).
Esperava mais! Não vale os quase 100 reais que custa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tomado: Salton Intenso Chardonnay

Esse eu tomei!
Mas gostaria de não ter tomado!
Trata-se de um branco doce, brasileiro, feito com a uva Chardonnay, com 15% de álcool.
De cor dourada escurecida, com aroma de frutas secas, tem um sabor de uva passada, com um final de boca bem amargo.
Apesar de barato é um vinho muito ordinário, no pior sentido da palavra. Não gostei mesmo, sequer tive vontade de tomar outra taça (o que para mim é difícil quando se fala de um vinho doce, seja Sauterne, Porto, etc).
A impressão do Carlão foi a mesma, certamente essa garrafa não vai sequer acabar, vai permanecer como está na foto até ser usada como tempero!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tomado: Baga Encontro 2005


Esse eu tomei.
Aproveitando que o Rodrigo abriu o dia com o Le Procope, segue outra decepção.
Foi no próprio restaurante da Quinta do Encontro, onde o vinho é produzido.
Almoçamos lá eu, a Gi, o Rodrigo e a Taci. Bem... na verdade tentamos almoçar, pois a maitre, muito confusa, fez uma bagunça danada nos deixou esperando quase uma hora para nos levar até a nossa mesa. Como tínhamos marcado um encontro com o Luis Pato logo depois do almoço, não tivemos tempo de fazer uma refeição completa, ficamos apenas na entrada.
A Quinta do Encontro é realmente maravilhosa, modernosa, o prédio é em formato barril e o corredor que dá acesso à adega em espiral, aludindo um saca-rolhas.
A Quinta do Encontro é o antônimo do que vimos na adega de Luis Pato e na Quinta do Mouro (no Alentejo), tem uma proposta declaradamente comercial.

O VINHO QUINTA DO ENCONTRO: Uma decepção! O vinho "em tese" é produzido exclusivamente com uvas da casta "baga", um instituto da região da Bairrada onde está localizada a Adega. Porém, de baga num tinha nada. Os vinhos feitos de baga são característicos, com uma potência impar, uma porrada! Esse tava docinho... abaunilhado... sem graça... nada que lembrasse Portugal, muito menos a Bairrada. Um "coca-cola wine" vinhozinho gostosinho pra vender bastante, sem nenhuma personalidade. Sabor de vinho que foi corrigido na madeira. Não que fosse ruim, mas um vinho que não acrescentou nada. Se me dissessem que era da Argentina eu acreditaria. Nem terminamos a garrafa. Justo na Bairrada... um dos nossos terroir prediletos... que decepção.

Tomado: Chambolle-Musigny, Louis Latour


Esse eu tomei!
Em 18/01/2010, no restaurante Le Procope, em Paris. Na companhia dos viajantes Taciana, Carlos e Giovana.
Foi uma grande decepção, a ponto de eu ter esquecido de anotar a safra do vinho. O serviço do vinho já foi péssimo (chegou quente), mas mesmo depois de refrescar um pouco no gelo não melhorou muito. Adoro borgonhas, sou realmente um fã da delicadeza do sabor dos vinhos dessa região, e já tomei outros Chambolle-Musigny (como o do Pierre Gille, vendido na Tastevin, espetacular). O vinho era medíocre para a denominação (excessivamente ácido e com muito pouca fruta), especialmente considerando o preço cobrado.
Mas o pior é que o restaurante também não correspondeu às expectativas. Apesar de toda sua tradição - fundado em 1686 - e do clima externo de 0 grau, o aquecedor do restaurante estava enlouquecido, os garçons suavam, estava uns 30 graus, sem brincadeira. O pior é que o restaurante é inteiro acarpetado, o que tornou o clima ainda mais "aconchegante".
Para se ter uma idéia, pedimos ainda outro vinho (um Croze-Hermitage do Chapoutier), que levamos metade para tomar no Hotel, pois não dava mais para ficar no restaurante. Na saída ainda encontramos outros 2 brasileiros que também abreviaram a refeição, dada a temperatura insustentável.
Uma pena, era nossa última noite em Paris.
Merecíamos uma despedida melhor. Fica para a próxima.

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