sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tomado: Baga Encontro 2005


Esse eu tomei.
Aproveitando que o Rodrigo abriu o dia com o Le Procope, segue outra decepção.
Foi no próprio restaurante da Quinta do Encontro, onde o vinho é produzido.
Almoçamos lá eu, a Gi, o Rodrigo e a Taci. Bem... na verdade tentamos almoçar, pois a maitre, muito confusa, fez uma bagunça danada nos deixou esperando quase uma hora para nos levar até a nossa mesa. Como tínhamos marcado um encontro com o Luis Pato logo depois do almoço, não tivemos tempo de fazer uma refeição completa, ficamos apenas na entrada.
A Quinta do Encontro é realmente maravilhosa, modernosa, o prédio é em formato barril e o corredor que dá acesso à adega em espiral, aludindo um saca-rolhas.
A Quinta do Encontro é o antônimo do que vimos na adega de Luis Pato e na Quinta do Mouro (no Alentejo), tem uma proposta declaradamente comercial.

O VINHO QUINTA DO ENCONTRO: Uma decepção! O vinho "em tese" é produzido exclusivamente com uvas da casta "baga", um instituto da região da Bairrada onde está localizada a Adega. Porém, de baga num tinha nada. Os vinhos feitos de baga são característicos, com uma potência impar, uma porrada! Esse tava docinho... abaunilhado... sem graça... nada que lembrasse Portugal, muito menos a Bairrada. Um "coca-cola wine" vinhozinho gostosinho pra vender bastante, sem nenhuma personalidade. Sabor de vinho que foi corrigido na madeira. Não que fosse ruim, mas um vinho que não acrescentou nada. Se me dissessem que era da Argentina eu acreditaria. Nem terminamos a garrafa. Justo na Bairrada... um dos nossos terroir prediletos... que decepção.

Tomado: Chambolle-Musigny, Louis Latour


Esse eu tomei!
Em 18/01/2010, no restaurante Le Procope, em Paris. Na companhia dos viajantes Taciana, Carlos e Giovana.
Foi uma grande decepção, a ponto de eu ter esquecido de anotar a safra do vinho. O serviço do vinho já foi péssimo (chegou quente), mas mesmo depois de refrescar um pouco no gelo não melhorou muito. Adoro borgonhas, sou realmente um fã da delicadeza do sabor dos vinhos dessa região, e já tomei outros Chambolle-Musigny (como o do Pierre Gille, vendido na Tastevin, espetacular). O vinho era medíocre para a denominação (excessivamente ácido e com muito pouca fruta), especialmente considerando o preço cobrado.
Mas o pior é que o restaurante também não correspondeu às expectativas. Apesar de toda sua tradição - fundado em 1686 - e do clima externo de 0 grau, o aquecedor do restaurante estava enlouquecido, os garçons suavam, estava uns 30 graus, sem brincadeira. O pior é que o restaurante é inteiro acarpetado, o que tornou o clima ainda mais "aconchegante".
Para se ter uma idéia, pedimos ainda outro vinho (um Croze-Hermitage do Chapoutier), que levamos metade para tomar no Hotel, pois não dava mais para ficar no restaurante. Na saída ainda encontramos outros 2 brasileiros que também abreviaram a refeição, dada a temperatura insustentável.
Uma pena, era nossa última noite em Paris.
Merecíamos uma despedida melhor. Fica para a próxima.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tomado: Terra Cabernet Sauvignon 2006



Esse eu tomei!
Ontem, 10/02/2010, assistindo o tricolor arrancar para o Tetra da Libertadores, na casa do Carlão, só para variar.
A propósito, meus cumprimentos à Giovana, que fez um franguinho assado muito bom para acompanhar o vinho (agora o vinho é o prato principal).
O vinho: pelo baixo custo, surprendeu; vinho bom, frutado, macio, com muito pouco daquele gosto de álcool que às vezes prejudica um vinho mais comum. E melhor, sem aquela habitual "correção excessiva de madeira nova" que tem padronizado os vinhos atualmente. Toque de madeira na medida certa. Boa compra. Um argentino muito agradável. Recomendo.

Fwd: RES: ESSES EU TOMEI!

Para o conhecimento de todos.
Valeu Zé.




Início da mensagem encaminhada




De: <joseolinto@globo.com>
Data: 11 de fevereiro de 2010 00:06:15 BRST
Para: 'Carlos Gonçalves Junior' <carlos@goncalvesebruno.com.br>, "'Rodrigo Campos'" <rcampos@demarest.com.br>
Assunto: RES: ESSES EU TOMEI!



Carlão, Rodrigo e amigas e amigos que estão sendo copiados,
Os dois rapazes, de boa cepa, criaram um blog para discutir esse tema tão gostoso, que é o vinho. Como dizem, a proposta é falar descompromissadamente, sem firulas, fugindo daquelas expressões: "no final tem um potente retrogosto, que lembra Pêlo (eu sei que não tem acento) de burro molhado" ou, a propósito de um vinho europeu, dizer que ele teria marcas de tamarindo, cajá e quejandas frutas tropicais, as quais se prestam exclusivamente para sucos ou ao natural, para as crianças e, além disso, para fantasticas caipirinhas. Gostei do começo, ainda mais que nele incluiram o Bordeaux 1982, que tomamos aqui em casa e estava fantástico. Gostei do começo, rapazes e nos encontraremos lá (não cobrem a mesóclise, que soa igual aos comentários dos enochatos, fugindo da proposta do blog).
Salut
zé olinto e não zé meu lindo.


De: Carlos Gonçalves Junior [mailto:carlos@goncalvesebruno.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 20:29
Para: 'Rodrigo Campos'
Assunto: ESSES EU TOMEI!

Caros Amigos.

Convido todos a acessarem e participarem do blog www.esseeutomei.blogspot.com.

Espaço em que eu e o Ilmo. Enófilo Rodrigo Campos compartilharemos nossas impressões reais, e sem firulas, dos vinhos que tomamos (não apenas degustamos, mas tomamos mesmo).

O espaço está aberto a todos.

Valeu.

Abraços.

Carlos


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tomados: Pêra-Manca Branco 2007, Pêra-Manca Tinto 2005, Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2005

Esses eu tomei.

Excepcionalmente estou postando em conjunto esses três vinhos que foram tomados na mesma balada. Um almoço espetacular no Restaurante Luar de Janeiro em Évora (Alentejo), no dia 1º de fevereiro na usual e agradável companhia da Giovana, Taciana e Rodrigo.

Chegamos em Évora na expectativa de almoçarmos no famoso restaurante “Fialho”. A frustração com a notícia de que o Fialho estava fechado (era uma segunda-feira) foi acalentada pela recomendação do restaurante Luar de Janeiro (http://www.luardejaneiro.com/), indicado como um restaurante artesanal considerado o melhor do Alentejo pelo recepcionista do Hotel Pousadas de Portugal – Évora (esse hotel é um capitulo que fica para outra ocasião).

Do hotel, caminhamos alguns minutos pelas estreitas vielas de Évora e chegamos ao restaurante, Fomos recebidos pelo dono e a sua esposa: “a cozinheira”. Logo na entrada há uma estante com quase todas as safras do Pêra-Manca, viu-se aí qual seria a recomendação da casa para o vinho.
Assim, começamos com branco 2007, acompanhado das entradinhas que não paravam de chegar – coelho desfiado, bacalhau desfiado com grão-de-bico, pataniscas de bacalhau (lascas de bacalhau empanadas), presunto da serra, lomito, queijo de ovelha amanteigado, empada de galinha, omelete de aspargos, azeitonas, pão, azeite Cartuxa Álamos e etc.

O PÊRA-MANCA BRANCO 2007: Vinho espetacular, perfeito, equilibrado, macio, floral, realmente delicioso. Sem dúvida um dos melhores brancos que já tomei. Tem a maciez dos brancos da Borgonha e mantém a robustez dos lusitanos. Tão bom que até a Taciana repetiu a taça, foi "quiném água". Como diria o Carlão pai: “A garrafa deve ter vindo furada!”

Terminado o branco, pedimos para o dono do restaurante a óbvia indicação do tinto. Não poderia ser outra: “Agora tens que tomar o tinto”. Questionamos qual safra ele nos recomendava, uma vez que a adega do restaurante dispunha de quase todas a safras recentes e algumas garrafas de safras antigas, inclusive uma do século XIX. Sua recomendação veio na linha do que já havíamos apreendido com o grande Luis Pato na Bairrada (aguardem descrição completa deste encontro nas próximas postagens). Apreendemos que os vinhos do Alentejo devem ser tomados jovens! ( um choque para os nossos “conhecimentos” sobre vinhos português). As safras muito antigas são puro fetiche. Vinhos produzidos em regiões quentes, em regra, não têm grande potencial de guarda. Assim, recomendou-nos, e trouxe-nos, e nós tomamos, uma garrafas de Pêra-Manca tinto 2005 (igualzinho aquele que o Carlão pai guarda na adega dele e que tá em vésperas de ser tomado). Quando a garrafa chegou já anunciou que teríamos um cabrito assado com batatas e arroz de hortelã para o almoço (isso mesmo, esquece esse negócio de cardápio... rs...).

O PÊRA-MANCA TINTO 2005: Não preciso dizer que é um vinho encorpado. Vinho robusto com muita fruta e com os taninos equilibrados. Redondíssimo. Como diz o diz o Rodrigão: “elixir”! Com o cabrito então... Diga-se de passagem, o cabrito estava um espetáculo, desmanchando. A Giovana e Taci colaboraram muito mais do que usualmente fazem e a garrafa terminou em poucos minutos (Mais uma que “veio furada”). Sem dúvida nenhuma a principal característica deste vinho é sua efemeridade (no popular: “gosto de pouco”). Realmente é um grande vinho, merecedor da fama que ostenta. Impressiona pela potência, mas esse é o barato do Pêra-Manca, agora eu entendo que guardá-lo demais pode até deixá-lo mais suave, porém, descaracterizado. O melhor que ele tem a oferecer é a potência da fruta. Tá aí, pra conhecer... só tomando... Só de saber que eu fiquei policiando o Carlão pai pra guardar o 2005 que ele tem... Mea maxima culpa, Carlão: Tamo aí pra tomar o seu 2005 e o meu 2001. Zé Meulindo idem para suas garrafas 1995 e 1997... Tamo perdendo tempo!

Como o PÊRA-MANCA não deu nem pro cheiro, ainda tinha muito cabrito na travessa. Solicitamos nova sugestão de safra para o dono do restaurante (que falha não lembrar do nome dele, a esta altura já era nosso amigo íntimo). A sugestão foi para que tomássemos um outro vinho do Alentejo, mais especificamente de Estremoz (40 km de Évora), o QUINTA DO MOURO RÓTULO DOURADO, indicado como um vinho superior, ou na pior das hipótese, do mesmo nível do Pêra-Manca. Aceitamos a recomendação do vinho e da safra, a mesma do Pêra-Manca tinto (2005).

O QUINTA DO MOURO RÓTULO DOURADO 2005: De fato, não perde nada para o Pêra-Manca. Tem características semelhantes, justificando o terroir do Alentejo. Também delicioso, ainda mais frutado que o Pêra-Manca, bem frutado mesmo. Difícil dizer qual gostei mais. Robusto, ainda mais “vivo” que o Pêra-Manca. Grande Vinho, perfeito com o cabrito, especialmente com o arroz de hortelã (com o arroz caiu melhor do que o Pêra-Manca). Mesmo sendo a terceira garrafa do almoço – o que só foi possível graças a ajuda das meninas (Taciana: “Eu te considero pra c...! Você óooh... te considero!”) – foi rapidinho. Nesse Luar de Janeiro só servem garrafas furadas, os vinhos não duram! Fujam desse lugar! Rs...

Enquanto degustávamos o QUINTA DO MOURO e o finalzinho do cabrito, coincidentemente apareceu no restaurante o Dr. Miguel, dentista na cidade de Évora e proprietário da QUINTA DO MOURO. Sentou-se na nossa mesa e batemos um grande papo sobre o Brasil, Portugal e especialmente sobre o mercado de vinhos. Explicou-nos que suas pretensões como produtor de vinho é a fidelidade ao terroir do Alentejo e ao jeito português de fazer vinhos, sem se curvar às tendências do mercado. O vinho que tomamos é o “top” da Quinta do Mouro, por isso o rótulo dourado, só é produzidos em anos excepcionais como foi 2005. Esse vamos tomar mais pelo menos duas garrafas em breve, pois eu e o Rodrigo trouxemos mais uma garrafa cada um.

Gentilmente, o Miguel nos convidou para no dia seguinte ir conhecer a Quinta do Mouro, obviamente, nós aceitamos.

O almoço terminou com uma mesa cheia de docinhos portugueses e com a Taciana me considerando ainda mais.

No dia seguinte, depois da visita à adega Cartuxa, produtora do Pêra-Manca, fomos à Quinta do Mouro. Lá fomos recebidos pelo Luis, filho do Miguel, que nos mostrou as instalações da Quinta e da Adega e nos explicou pormenorizadamente o processo artesanal como os vinhos são produzidos lá. Foi muito legal conhecer uma adega artesanal. Na sequencia fomos conhecer a adega Monte Branco de propriedade do Luis, esta uma adega mais moderna que produz o vinho Alento branco e tinto.

Adega do Palácio Buçaco


Tivemos a oportunidade de nos hospedarmos no Palácio Buçaco, um castelinho situado no centro de Portugal, envolto por uma mata de preservação nacional, na região da Bairrada.
O curioso deste Hotel é que eles produzem seu próprio vinho (ou ao menos participam da produção - pois é provável que comprem uvas de vários produtores da região).
O restaurante do Hotel é muito bom, tem o famoso leitão da Bairrada, e a carta de vinhos é interessante, porque traz os vinhos da casa apenas listados por safra - tanto os brancos como os tintos - e há realmente diversas safras à venda. Há outros vinhos na carta, mas seria uma heresia pedi-los.
O vinho da casa é muito bom, encorpado e frutado, mas varia muito de safra para safra, por isso que achamos que nem sempre a uva provém do mesmo produtor local.
Futuramente postaremos os rótulos das safras que tomamos de brancos e tintos e, mais posteriormente, daquelas garrafas que trouxemos.
Por enquanto, vejam a imensa adega subterrânea do Palácio, onde ficam guardadas milhares de garrafas de todas as safras possíveis do Buçaco Reserva. Nossa visita à adega ("garrafeira", como chamam lá) foi de madrugada, após jantarmos. As fotos foram tiradas pela Taci linda.

PS: Na segunda foto estou apontando as duas safras que tomamos do tinto (1982 e 1996), que coincidentemente estão guardadas uma acima da outra na adega.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tomado: Moët & Chandon Grand Vintage, 2000

Esse eu tomei!
Em 12.01.2010, já em clima de férias...na boa companhia de Taciana, Carlão, Giovana, Edu e Laura.
Devo confessar desde já que meu vinho predileto é o champagne.
Esse Moët 2000 estava muito bom, seco e macio. Show de bola.
Precisava de mais umas garrafas para dar uma opinião melhor.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tomado: Chablis 1er Cru Montmain, 2005

Esse eu tomei!
Na casa do Carlão, dia 06/02/2010.
Ótimo branco, mineral mas com um toque de fruta na medida. Melhor ainda foi tomá-lo na beira da piscina num dia extremamente quente...

Tomado: Variazioni in Rosso, 2007

Presente do ilustre enófilo Edu Nobre que foi buscar na fonte. Produzido por Ornellaia na Toscana e vendido apenas para os visitantes da Bodega.

Excelente Toscano, obviamente, muito diferente das Brunellos, pois a composição das uvas é totalmente diferente (70% Merlot, 25% CS, 5% de Petit Verdot). Conseguiu ser arredondado e macio sem depender da madeira. Mesmo constituído predominantemente por Merlot, mantém a identidade italiana. Valeu Edu, grande presente, grande achado! Tomado na minha casa com pizza! Perfeito. Embora o vinho agüentasse mais alguns bons anos de guarda, nós não agüentamos, tomamos!


Também não poderia faltar a imagem deste co-autor, agora sim fazendo o que faz melhor !!

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