terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tomado: Cava Don Román


Esse eu tomei. E tomei muitas e muitas vezes.


A última vez foi na casa dos meus pais neste domingo (21.02.2010).

Descoberto no restaurante Ene (tem um til no "e" que não sei por que não o blog não aceita), trata-se de uma Cava (espumante espanhol) de excelente custo benefício.

É importado pela Casa Flora e custa cerca de R$ 32,00. Costumo comprar de caixa pra ter em casa. Tem sido a bebida oficial dos jogos do Tricolor. Foi a cava que indiquei para ser servida no casamento do meu irmão e foi um sucesso.

Uma ótima bebida para aperitivar e tomar na beira da piscina. Seca na medida. Na sua faixa de preço, supera a grande maioria os espumantes nacionais pela qualidade da pelage (ao meu ver o grande defeito dos espumantes nacionais de custo razoável).
Continuaremos tomando muito desta cava.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tomado: Brunello de Montalcino CastelGiocondo, Frescobaldi, 2000

Esse eu tomei ! (e pena que acabou)
Em 19/02/2010, acompanhado da Taci e meus pais, em minha residência. Já ia me esquecendo, acompanhado também de uma boa pizza de portuguesa e gratinata (três queijos).
O vinho: É sempre bom tomar um bom vinho italiano, encorpado, com forte gosto de fruta. E esse Brunello é um grande exemplo de um bom vinho italiano.
Um toscano 100% sangiovese, vermelho bem forte, com um aroma sensacional, especialmente porque estava no ponto certo para tomar - envelhecido 10 aninhos na garrafa. Em resumo, este potente vinho estava bem descansado, com um final macio de encher a boca, nota 10.
O Marchesi de Frescobaldi é um dos produtores mais tradicionais da região e realmente merece a fama que tem, o seu vinho estava um primor, um dos melhores brunellos que já tomei.
Para quem gosta de vinhos com bastante estrutura este é imperdível.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Tomados: Pesquera Crianza 2006, Pesquera Reserva 2005

Esses eu tomei !
O Pesquera Crianza foi tomado em Salamanca, ém 27.01.2010, no jantar no "El Bardo", acompanhado de Jamon, Bacalhau e Carne.
Já o Pesquera Reserva foi tomado em 28.01.2010, também em Salamanca, no restaurante "Meson Cervantes", acompanhado, para variar, do famoso jamon.
Os vinhos: Decidi postar os dois vinhos juntos porque a comparação é interessante.
Tomamos esses vinhos logo após deixarmos portugal, então foi uma sensação diferente do que estávamos habituados. O Douro espanhol, ou "Ribera del Duero", produz vinhos excelentes e os Pesquera são a prova disso.
O Pesquera Crianza, envelhecido 1 ano em carvalho, mostrou-se bastante frutado, com um toque adequado de madeira. Vinho bastante redondo e macio, altamente recomendável, especialmente na Espanha onde é muito barato, por volta de 20 euros no restaurante.
O Pesquera Reserva, envelhecido por 2 anos, foi espetacular, bem melhor que o Crianza, com bastante corpo e muito macio na boca - sem exagero de madeira. Um vinho realmente ótimo, que vale ter para uma boa refeição.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tomado: Porto Niepoort LBV, 2004

Esse eu tomei!
Entre 13/02 e 15/02/2010, após os churrascos de carnaval na sede do Clube Atlético Charlon. Apesar do festival de chopp, no final do dia, com a sobremesa, um portinho sempre cai bem.
O vinho: É um porto do tipo Ruby, bem vermelho e frutado. Mas ao contrário dos rubis mais comuns, o LBV é feito de uvas de uma única e boa safra, e envelhece em barricas grandes de carvalho, de 4 a 7 anos, o que dá um toque de madeira bem agradável, tornando o vinho ainda mais redondo.
O LBV (late bottled vintage) ganha esse nome exatamente porque permanece em barril mais de 2 ou 3 anos (que é o normal para um ruby comum ou para um Vintage - este último envelhece bem em garrafa, mantendo o forte gosto de fruta), ganhando um toque peculiar.
Esse LBV em particular estava muito bom, mostrando porque a Niepoort é uma das melhores produtoras do porto.
Um porto que vale à pena ter, inclusive porque no Brasil é dos mais acessíveis em termos de preço (importado pela Mistral).

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Tomado: Bourgogne Pinot Noir 2007, Michel Juillot

Esse eu tomei!
Na casa do Pedrott, sexta-feira, pre-carnaval!
O vinho: Esse borgonha é um show, altíssimo custo/benefício. Não conheço outro borgonha que custe menos de 80 reais (R$77,00 na Tastevin) e tenha esse sabor leve (mas persistente) e acidez no ponto. É vinho para ter de caixa. Alías, é um que eu preciso repor no estoque, não pode faltar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tomado: Cálem 10 anos, Porto Tawny

Esse eu tomei!
Entre 29/01 e 31/01/2010, nos finais de noite em Sevilla - quarto do Hotel Casa Romana. Na companhia de Charlon Charlemagne, Taci, Gi e de uns docinhos.
O vinho: Excelente porto, acho que foi o melhor tawny 10 anos que tomamos na viagem, e olha que experimentamos pelo menos uns 8 ou 9 tawnys 10 anos. Amadeirado no ponto certo, macio, um veludo com final doce. Sorte que eu trouxe uma garrafa de presente para o meu sogro, o Vascão, com quem poderei saborear mais um pouco desse ótimo vinho. Aliás, a Calém foi uma das adegas que visitamos em Vila Nova de Gaia, tendo nos surprendido pela boa qualidade até mesmo dos tawnys com pouco envelhecimento (3 a 5 anos).
Vale ressaltar que as degustações com os portos deixaram a certeza de nossa preferência pelos tawnys (envelhecidos em barris pequenos por 3, 5, 10, 20, 30, 40 ou mais anos). Os 10 anos certamente são os de melhor custo benefício. São vinhos mais amadeirados e com um adocicado de mel, bem diferentes dos portos Rubi, que são bem frutados e um pouco mais doces - são excelentes também, especialmente com chocolates.
A título informativo, a inscrição 10 anos não significa que as uvas que deram origem ao vinho são de uma safra de 10 anos antes do engarrafamento. Na verdade, os tawnys (exceção do Colheita) são sempre um blend de diversas safras. O 10 anos, por exemplo, é feito de vinhos produzidos e envelhecidos em carvalho por 8, 9, 10, 11, 12 anos, dando na média 10 anos. O blend é feito para garantir que todo ano se possa produzir o tawny com boa qualidade, ainda que alguma safra não seja tão boa.
Apenas o tawny colheita é feito de uma única safra, e por isso leva o ano da vindima no rótulo. Mas, para isso, a safra tem que ser muito boa, o que pudemos comprovar pelos exemplares que tomamos na Kopke (1978 e 1998) - a produtora mais especializada em Colheitas do Porto.
Futuramente postaremos um Porto do tipo Rubi para falarmos um pouco mais sobre essa bebida a que eu pouco dava atenção e que recentemente se tornou dos meus vinhos prediletos.
Em resumo, não pode faltar um tawny 10 anos na adega !!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tomado: Baga Encontro 2005


Esse eu tomei.
Aproveitando que o Rodrigo abriu o dia com o Le Procope, segue outra decepção.
Foi no próprio restaurante da Quinta do Encontro, onde o vinho é produzido.
Almoçamos lá eu, a Gi, o Rodrigo e a Taci. Bem... na verdade tentamos almoçar, pois a maitre, muito confusa, fez uma bagunça danada nos deixou esperando quase uma hora para nos levar até a nossa mesa. Como tínhamos marcado um encontro com o Luis Pato logo depois do almoço, não tivemos tempo de fazer uma refeição completa, ficamos apenas na entrada.
A Quinta do Encontro é realmente maravilhosa, modernosa, o prédio é em formato barril e o corredor que dá acesso à adega em espiral, aludindo um saca-rolhas.
A Quinta do Encontro é o antônimo do que vimos na adega de Luis Pato e na Quinta do Mouro (no Alentejo), tem uma proposta declaradamente comercial.

O VINHO QUINTA DO ENCONTRO: Uma decepção! O vinho "em tese" é produzido exclusivamente com uvas da casta "baga", um instituto da região da Bairrada onde está localizada a Adega. Porém, de baga num tinha nada. Os vinhos feitos de baga são característicos, com uma potência impar, uma porrada! Esse tava docinho... abaunilhado... sem graça... nada que lembrasse Portugal, muito menos a Bairrada. Um "coca-cola wine" vinhozinho gostosinho pra vender bastante, sem nenhuma personalidade. Sabor de vinho que foi corrigido na madeira. Não que fosse ruim, mas um vinho que não acrescentou nada. Se me dissessem que era da Argentina eu acreditaria. Nem terminamos a garrafa. Justo na Bairrada... um dos nossos terroir prediletos... que decepção.

Tomado: Chambolle-Musigny, Louis Latour


Esse eu tomei!
Em 18/01/2010, no restaurante Le Procope, em Paris. Na companhia dos viajantes Taciana, Carlos e Giovana.
Foi uma grande decepção, a ponto de eu ter esquecido de anotar a safra do vinho. O serviço do vinho já foi péssimo (chegou quente), mas mesmo depois de refrescar um pouco no gelo não melhorou muito. Adoro borgonhas, sou realmente um fã da delicadeza do sabor dos vinhos dessa região, e já tomei outros Chambolle-Musigny (como o do Pierre Gille, vendido na Tastevin, espetacular). O vinho era medíocre para a denominação (excessivamente ácido e com muito pouca fruta), especialmente considerando o preço cobrado.
Mas o pior é que o restaurante também não correspondeu às expectativas. Apesar de toda sua tradição - fundado em 1686 - e do clima externo de 0 grau, o aquecedor do restaurante estava enlouquecido, os garçons suavam, estava uns 30 graus, sem brincadeira. O pior é que o restaurante é inteiro acarpetado, o que tornou o clima ainda mais "aconchegante".
Para se ter uma idéia, pedimos ainda outro vinho (um Croze-Hermitage do Chapoutier), que levamos metade para tomar no Hotel, pois não dava mais para ficar no restaurante. Na saída ainda encontramos outros 2 brasileiros que também abreviaram a refeição, dada a temperatura insustentável.
Uma pena, era nossa última noite em Paris.
Merecíamos uma despedida melhor. Fica para a próxima.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tomado: Terra Cabernet Sauvignon 2006



Esse eu tomei!
Ontem, 10/02/2010, assistindo o tricolor arrancar para o Tetra da Libertadores, na casa do Carlão, só para variar.
A propósito, meus cumprimentos à Giovana, que fez um franguinho assado muito bom para acompanhar o vinho (agora o vinho é o prato principal).
O vinho: pelo baixo custo, surprendeu; vinho bom, frutado, macio, com muito pouco daquele gosto de álcool que às vezes prejudica um vinho mais comum. E melhor, sem aquela habitual "correção excessiva de madeira nova" que tem padronizado os vinhos atualmente. Toque de madeira na medida certa. Boa compra. Um argentino muito agradável. Recomendo.

Fwd: RES: ESSES EU TOMEI!

Para o conhecimento de todos.
Valeu Zé.




Início da mensagem encaminhada




De: <joseolinto@globo.com>
Data: 11 de fevereiro de 2010 00:06:15 BRST
Para: 'Carlos Gonçalves Junior' <carlos@goncalvesebruno.com.br>, "'Rodrigo Campos'" <rcampos@demarest.com.br>
Assunto: RES: ESSES EU TOMEI!



Carlão, Rodrigo e amigas e amigos que estão sendo copiados,
Os dois rapazes, de boa cepa, criaram um blog para discutir esse tema tão gostoso, que é o vinho. Como dizem, a proposta é falar descompromissadamente, sem firulas, fugindo daquelas expressões: "no final tem um potente retrogosto, que lembra Pêlo (eu sei que não tem acento) de burro molhado" ou, a propósito de um vinho europeu, dizer que ele teria marcas de tamarindo, cajá e quejandas frutas tropicais, as quais se prestam exclusivamente para sucos ou ao natural, para as crianças e, além disso, para fantasticas caipirinhas. Gostei do começo, ainda mais que nele incluiram o Bordeaux 1982, que tomamos aqui em casa e estava fantástico. Gostei do começo, rapazes e nos encontraremos lá (não cobrem a mesóclise, que soa igual aos comentários dos enochatos, fugindo da proposta do blog).
Salut
zé olinto e não zé meu lindo.


De: Carlos Gonçalves Junior [mailto:carlos@goncalvesebruno.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 20:29
Para: 'Rodrigo Campos'
Assunto: ESSES EU TOMEI!

Caros Amigos.

Convido todos a acessarem e participarem do blog www.esseeutomei.blogspot.com.

Espaço em que eu e o Ilmo. Enófilo Rodrigo Campos compartilharemos nossas impressões reais, e sem firulas, dos vinhos que tomamos (não apenas degustamos, mas tomamos mesmo).

O espaço está aberto a todos.

Valeu.

Abraços.

Carlos


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