sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Tomados: AM (Abafado Molecular), Branco, Rosé e Tinto - Luis Pato

Esses eu tomei!
Com a Taci Linda, o Carlão e a Giovana, a convite e na companhia do produtor, o admirável Engenheiro Luis Pato (assim que ele é chamado lá).
Em janeiro, ao visitarmos a adega do Luis Pato, na Bairrada, tivemos o prazer de experimentar os vinhos que ele acabava de produzir e que ainda sequer estavam engarrafados para venda. O lançamento desses vinhos está programado para este ano, devendo chegar ao Brasil, através da Mistral, por volta de março/abril (espero que o preço seja bom, pois pretendo comprar uma caixa).
São vinhos leves e suavemente adocicados, sendo o tinto um pouco mais encorpado e peculiar. Todos são excelentes e ótimas opções para aperitivar ou mesmo para sobremesas leves.
A Taci e e Giovana adoraram especialmente o rosé, que tem uma coloração incrível e um sabor único - quem tiver preconceito com vinhos doces deve provar, vai mudar de idéia sobre o assunto. É muito melhor que qualquer colheita tardia da América do Sul.
Vale dizer que esses vinhos não são doces em razão de a colheita das uvas ter sido feita tardiamente (o Luis Pato não gosta dessa idéia de colher uva "podre"). O processo de produção é semelhante ao vinho do Porto, onde a fermentação é interrompida e mantém mais açúcar no vinho. Mas no caso dos AM não é inserido nenhum aguardante ou fortificante (como ocorre no Porto), por isso o vinho fica leve (9% a 10%).
Foi uma experiência incrível, até porque incluiu uma "aula" de aproximadamente 1 hora, em que pudemos 'dividir' nossas impressões sobre os vinhos portugueses com o Luis Pato. E ainda conhecemos sua garrafeira (adega para nós) pessoal:

Fica aqui também registrado nosso agradecimento à receptividade do Luis Pato e à atenção que nos foi dispensada em pleno sábado. Foi certamente a visita mais marcante que fizemos aos produtores de vinho de Portugal !

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tomado: Chateau Maucaillou 2001

Esse eu tomei!
Em 16/01/2010, almoçando no restaurante 'La Vagenende', no Boulevard Saint-Germain, em Paris, acompanhado do Charlon, Gi e Taci.

Só agora reparei que não tínhamos postado nenhum vinho de Bordeaux, uma das maiores e melhores regiões produtoras de vinho do mundo. Há tantos produtores e sub-regiões em Bordeaux que chega a ser difícil escolher um vinho de lá. Especialmente na França, onde as cartas trazem inúmeras opções.

Na média os vinhos de Bordeaux são muito bons, frutados, macios e com madeira na medida, apesar de alguns produtores já terem aderido ao padrão de mercado, com exposição excessiva de carvalho novo (gostinho de baunilha e chocolate).

As uvas mais comuns que compõe os vinhos de Bordeaux são a cabernet sauvignon, a merlot, a cabernet franc e a petit verdot. Alguns vinhos ainda contam com a Malbec (uva francesa que se tornou popular na Argentina) e a Carménère (popularizada no Chile). Normalmente os vinhos são um "blend" dessas uvas, com predominância de cabernet sauvignon em algumas regiões e de merlot em outras.

Normalmente são vinhos com boa capacidade de envelhecimento, especialmente os chamados de "Grands Chateaux" - caso do Chateau Lafite-Rothschild, Chateau Latour, Chateau Margaux, Chateau Mouton-Rothschild e Chateau Haut-Brion. Mas esses são vinhos caros demais (no Brasil pelo menos 1000 dólares, e de safras recentes), pois, apesar de excelentes, viraram fetiches de colecionadores.

O vinho: Este Bordeaux em particular foi simplesmente um show, um grande vinho, apesar de ser 2001 ainda tinha muita potência (aguentava tranquilamente mais uns anos de guarda) e muito sabor de fruta, além de um final macio e aveludado. Foi sugestão do garçon, que nos recomendou dizendo que era um de seus bordeaux preferidos e dos melhores do restaurante. Foi uma ótima pedida mesmo, pena que nunca vi esse vinho à venda em São Paulo.
Em tempo, na importadora Vinci vende-se a safra 1998 por R$ 78,23, mas é apenas meia garrafa...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tomado: Porto Niepoort Tawny 10 anos

Esse eu tomei !
Durante o mês de fevereiro, em diversas ocasiões, partilhando com os Srs. Carlos, Vasco, José Olinto, Elsa, Taciana (talvez tenha esquecido alguém, mas tudo bem).
Da mesma forma como descrevi o Cálem 10 anos, o Niepoort também é uma referência em vinhos do porto, sendo esse 10 anos muito bom, dentro do que se espera de um dos portos mais agradáveis de se tomar (adquirimos uma certa preferência pelos 10 anos, pois já têm muita qualidade e não são tão caros como os 20, 30, 40 ou os vintage).
A cor, como sempre, é bem amarronzada, âmbar como dizem os portugueses. O sabor é suavemente adocicado, mas com uma boa estrutura de madeira. Acompanhou bem diversas sobremesas, inclusive sorvetes.
O duro é largar esse vício de tomar sempre um portinho ao final das refeições, é realmente muito bom.

Tomado: Champagne Laurent- Perrier

Esse eu tomei.
Ontem à noite lá em casa, na piscina, comemorando, tardiamente, o ano novo com o casal Brochini. Comemoramos, também, os "novos desafios" que o Dr. Henrique vai enfrentar em 2010. Parabéns Pimpolhão!
Excelente champagne. Embora seja a mais simples da vinícula, impressiona pela qualidade, realmente muito boa.
Tem um gostinho abaunilhado no final. Delícia.
Esta e a Loius Roederer, nesta ordem, são os meus champagnes (genéricas) preferidos.
Ju, aguardo suas impressões degustativas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tomado: Cava Don Román


Esse eu tomei. E tomei muitas e muitas vezes.


A última vez foi na casa dos meus pais neste domingo (21.02.2010).

Descoberto no restaurante Ene (tem um til no "e" que não sei por que não o blog não aceita), trata-se de uma Cava (espumante espanhol) de excelente custo benefício.

É importado pela Casa Flora e custa cerca de R$ 32,00. Costumo comprar de caixa pra ter em casa. Tem sido a bebida oficial dos jogos do Tricolor. Foi a cava que indiquei para ser servida no casamento do meu irmão e foi um sucesso.

Uma ótima bebida para aperitivar e tomar na beira da piscina. Seca na medida. Na sua faixa de preço, supera a grande maioria os espumantes nacionais pela qualidade da pelage (ao meu ver o grande defeito dos espumantes nacionais de custo razoável).
Continuaremos tomando muito desta cava.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tomado: Brunello de Montalcino CastelGiocondo, Frescobaldi, 2000

Esse eu tomei ! (e pena que acabou)
Em 19/02/2010, acompanhado da Taci e meus pais, em minha residência. Já ia me esquecendo, acompanhado também de uma boa pizza de portuguesa e gratinata (três queijos).
O vinho: É sempre bom tomar um bom vinho italiano, encorpado, com forte gosto de fruta. E esse Brunello é um grande exemplo de um bom vinho italiano.
Um toscano 100% sangiovese, vermelho bem forte, com um aroma sensacional, especialmente porque estava no ponto certo para tomar - envelhecido 10 aninhos na garrafa. Em resumo, este potente vinho estava bem descansado, com um final macio de encher a boca, nota 10.
O Marchesi de Frescobaldi é um dos produtores mais tradicionais da região e realmente merece a fama que tem, o seu vinho estava um primor, um dos melhores brunellos que já tomei.
Para quem gosta de vinhos com bastante estrutura este é imperdível.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Tomados: Pesquera Crianza 2006, Pesquera Reserva 2005

Esses eu tomei !
O Pesquera Crianza foi tomado em Salamanca, ém 27.01.2010, no jantar no "El Bardo", acompanhado de Jamon, Bacalhau e Carne.
Já o Pesquera Reserva foi tomado em 28.01.2010, também em Salamanca, no restaurante "Meson Cervantes", acompanhado, para variar, do famoso jamon.
Os vinhos: Decidi postar os dois vinhos juntos porque a comparação é interessante.
Tomamos esses vinhos logo após deixarmos portugal, então foi uma sensação diferente do que estávamos habituados. O Douro espanhol, ou "Ribera del Duero", produz vinhos excelentes e os Pesquera são a prova disso.
O Pesquera Crianza, envelhecido 1 ano em carvalho, mostrou-se bastante frutado, com um toque adequado de madeira. Vinho bastante redondo e macio, altamente recomendável, especialmente na Espanha onde é muito barato, por volta de 20 euros no restaurante.
O Pesquera Reserva, envelhecido por 2 anos, foi espetacular, bem melhor que o Crianza, com bastante corpo e muito macio na boca - sem exagero de madeira. Um vinho realmente ótimo, que vale ter para uma boa refeição.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tomado: Porto Niepoort LBV, 2004

Esse eu tomei!
Entre 13/02 e 15/02/2010, após os churrascos de carnaval na sede do Clube Atlético Charlon. Apesar do festival de chopp, no final do dia, com a sobremesa, um portinho sempre cai bem.
O vinho: É um porto do tipo Ruby, bem vermelho e frutado. Mas ao contrário dos rubis mais comuns, o LBV é feito de uvas de uma única e boa safra, e envelhece em barricas grandes de carvalho, de 4 a 7 anos, o que dá um toque de madeira bem agradável, tornando o vinho ainda mais redondo.
O LBV (late bottled vintage) ganha esse nome exatamente porque permanece em barril mais de 2 ou 3 anos (que é o normal para um ruby comum ou para um Vintage - este último envelhece bem em garrafa, mantendo o forte gosto de fruta), ganhando um toque peculiar.
Esse LBV em particular estava muito bom, mostrando porque a Niepoort é uma das melhores produtoras do porto.
Um porto que vale à pena ter, inclusive porque no Brasil é dos mais acessíveis em termos de preço (importado pela Mistral).

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Tomado: Bourgogne Pinot Noir 2007, Michel Juillot

Esse eu tomei!
Na casa do Pedrott, sexta-feira, pre-carnaval!
O vinho: Esse borgonha é um show, altíssimo custo/benefício. Não conheço outro borgonha que custe menos de 80 reais (R$77,00 na Tastevin) e tenha esse sabor leve (mas persistente) e acidez no ponto. É vinho para ter de caixa. Alías, é um que eu preciso repor no estoque, não pode faltar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tomado: Cálem 10 anos, Porto Tawny

Esse eu tomei!
Entre 29/01 e 31/01/2010, nos finais de noite em Sevilla - quarto do Hotel Casa Romana. Na companhia de Charlon Charlemagne, Taci, Gi e de uns docinhos.
O vinho: Excelente porto, acho que foi o melhor tawny 10 anos que tomamos na viagem, e olha que experimentamos pelo menos uns 8 ou 9 tawnys 10 anos. Amadeirado no ponto certo, macio, um veludo com final doce. Sorte que eu trouxe uma garrafa de presente para o meu sogro, o Vascão, com quem poderei saborear mais um pouco desse ótimo vinho. Aliás, a Calém foi uma das adegas que visitamos em Vila Nova de Gaia, tendo nos surprendido pela boa qualidade até mesmo dos tawnys com pouco envelhecimento (3 a 5 anos).
Vale ressaltar que as degustações com os portos deixaram a certeza de nossa preferência pelos tawnys (envelhecidos em barris pequenos por 3, 5, 10, 20, 30, 40 ou mais anos). Os 10 anos certamente são os de melhor custo benefício. São vinhos mais amadeirados e com um adocicado de mel, bem diferentes dos portos Rubi, que são bem frutados e um pouco mais doces - são excelentes também, especialmente com chocolates.
A título informativo, a inscrição 10 anos não significa que as uvas que deram origem ao vinho são de uma safra de 10 anos antes do engarrafamento. Na verdade, os tawnys (exceção do Colheita) são sempre um blend de diversas safras. O 10 anos, por exemplo, é feito de vinhos produzidos e envelhecidos em carvalho por 8, 9, 10, 11, 12 anos, dando na média 10 anos. O blend é feito para garantir que todo ano se possa produzir o tawny com boa qualidade, ainda que alguma safra não seja tão boa.
Apenas o tawny colheita é feito de uma única safra, e por isso leva o ano da vindima no rótulo. Mas, para isso, a safra tem que ser muito boa, o que pudemos comprovar pelos exemplares que tomamos na Kopke (1978 e 1998) - a produtora mais especializada em Colheitas do Porto.
Futuramente postaremos um Porto do tipo Rubi para falarmos um pouco mais sobre essa bebida a que eu pouco dava atenção e que recentemente se tornou dos meus vinhos prediletos.
Em resumo, não pode faltar um tawny 10 anos na adega !!!

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