sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tomado: Promis 2006, Gaja

Esse eu tomei!
Ontem, comemorando o aniversário da Taci, no Dalva e Dito, restaurante de comidas típicas brasileiras do Alex Atala.
O Restaurante: Gostei muito do ambiente, amplo e com decoração moderna com um Q de rústico, típico brasileiro. Destaque para a enorme adega no piso inferior e para a espaçosa cozinha, toda envidraçada.
O serviço é excelente, uma equipe bastante numerosa e bem treinada.
O cardápio é um show a parte. Pratos tradicionais e caseiros (como um bife acebolado com arroz e ovo frito), além de peixes com temperos bem peculiares e até mesmo pratos que voc~e só pensaria em fazer em casa, naquela baita larica.
Foi o caso do meu prato, um macarrão com feijão e linguiça. No cardápio vinha a observação: "Surpreenda-se". Foi uma grata surpresa, um spaghetti com molho de tomate e linguiça bem apimentada, misturado com um pouco de feijão roxinho bem temperadinho. Prato forte no tempero, precisa gostar de pimenta, mas muito, muito bom. Simplicidade com riqueza de sabor. Adorei.
Tenho apenas dois destaques negativos a fazer: primeiro a carta de vinhos, que é muito enxuta e um pouco inflacionada. Preços entre 50 e 90% acima do valor da importadora. Para vinhos mais caros isso faz muita diferença. Por exemplo, um Angelica Zapata Malbec, que custa 105 na Mistral, estava 190; segundo, me senti moralmente "enganado" ao ver na conta uma taxa de serviço de 12%. Por que 12 e não 10%? Ninguém soube me explicar, o maitre me disse apenas que essa seria a nova praxe dos grandes restaurantes de SP. Nova praxe ou não, eu não concordo, e não é pelo valor, que num lugar desses acaba sendo irrelevante perto da conta, mas não vejo motivo para a alteração, já que sendo os pratos mais caros os 10% já seguem a proporção e remuneram bem os garçons. Para mim é só uma forma de cobrar mais e parecer mais chic....não acho chic ser roubado com elegância...reclamei e não paguei os 2% a mais.

O vinho: Estava excelente, um toscano muito bem feito pelo Angelo Gaja, um dos melhores produtores da região. Ele é um corte de Merlot (55%), Syrah (35%) e Sangiovese (10%).
Tem cor granada, aromas de frutas compotadas, madeira e couro. Na boca apresenta sabor semelhante aos aromas, com muita fruta e com taninos muito bons e domados, deixando um final macio e persistente. Um ótimo vinho mesmo. Importado pela Mistral (veja AQUI).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tomado: Gewurztraminer "Les Princes Abbés" 2006, Domaine Schlumberger

Esse eu tomei!
Já havia tomado uma garrafa dele há uma semana, quando meu pai estava em SP. Agora neste feriado fiquei com vontade de tomá-lo novamente, pois realmente gostei muito deste vinho.
Aliás, posso dizer que estou em uma fase de paixão pelos vinhos da Alsácia (região na fronteira da França com a Alemanha), especialmente os feitos com esta casta de difícil pronúncia e aromas marcantes e complexos.
Já havia postado aqui o vinho do mesmo produtor feito com a uva Sylvaner (link AQUI), que é mais barato (uns 52 reais) e também é uma delícia (menos perfumado, mas com bom corpo e maciez).
Este aqui é mais caro (95, no Club du Taste-Vin), mas é realmente superior.
Para mim é o vinho branco mais perfumado que existe, muita gente até estranha quando experimenta pela primeira vez. Aromas muito fortes, de lichia, peras e um toque de abacaxi e de floral. Em suma, muita coisa junta, até bobagem descer no detalhe.
Na boca é bastante frutado e com acidez equilibrada. Sente-se taninos finos, um branco capaz de enfrentar muitas comidas diferentes, acho que com um porco seria ótimo.
Mas ontem eu tomei porque estava com vontade mesmo, não era a hamonização perfeita para o capeletti in brodo que esquentamos em casa. Mas o vinho não fez feio não, conseguia se sobrepor aos temperos da comida e ainda deixava refrescância na boca.
Ainda bem que tenho outras garrafas deste vinho, muito agradável, peculiar e versátil.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tomado: Gevrey-Chambertin Clos Prieur 2007, Domaine René Leclerc

Esse eu tomei!
Acompanhou um almoço de domingo na casa da sogra, com costelas de porco ao vinho tinto e brodo de capeletti de carne e frango.
A comida estava ótima e o vinho não deixou por menos.
Um borgonha muito delicado, com muito sabor de frutas vermelhas frescas, acidez perfeita e muita maciez e persistência no final de boca.
Para mim, nada melhor que um bom borgonha, um vinho sutil, mas muito saboroso e complexo.
Que nunca falte esse tipo de vinho na minha adega !
PS: Esse é vendido no club du taste-vin, por um preço justo para a denominação. Confiram no site: AQUI.

Tomado: Chateau Penin 2008

Esse eu tomei!
Foi uma meia garrafa para acompanhar um cheeseburger e para puro deleite durante uma maratona cinematográfica em casa. Me lembrei até daquele filme, sideways, em que o protagonista acaba o filme tomando um Cheval Blanc da década de 60 comendo um fast food lascado. Pena que esse Penin não chega aos pés do Cheval Blanc.
Um vinho de preço médio (acho que foi 30 reais essa 1/2, na World Wine), e qualidade média também.
Um corte com 90% de merlot, com aroma e sabor de frutas vermelhas, com um toque amadeirado leve.
Um vinho simples, fácil de beber, mas que não agrega muito prazer, para o dia a dia.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tomado: Il Nebbio 2009, Pio Cesare

Esse eu tomei!
Foi a agradável surpresa do jantar de sábado.
Um vinho muito bem feito, com a casta Nebbiolo, no Piemonte. O produtor é o sempre ótimo Pio Cesare (que também faz um Barbera excelente, acima da média).
Nos aromas muita fruta vermelha e um floral incrível, muito perfumado. No sabor, corpo médio, boa acidez e muita fruta vermelha, agradabilíssimo.
E está novinho em folha, é safra 2009, segundo informações passou 12 meses em barrica e acabou de entrar no mercado.
Recomendo. Prá comprar de caixa!
Vendido na Decanter por R$ 102. Acho que o Barbera D'Alba, também muito bom (mais encorpado e ácido na minha impressão), está R$ 112.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tomado: Champagne Gosset Brut Excellence

Esse eu tomei!
Foi o aperitivo de um jantar com os amigos Pedroso e Luciana (e com a Taci é claro).
Um champagne muito bom, bem seco, com aromas e sabores mais para os cereais, leveduras.
Tem perlage muito consistente, bastante cremoso e com um final muito longo.
Eu adorei.
Mas ressalto que por ser bem seco e pouco/nada cítrico, a mulherada -principalmente -costuma não apreciar tanto. Para quem gosta de espumante com menos corpo e mais açúcar, sugiro um demi-sec!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tomado: Cava Freixenet Cordon Negro

Esse eu tomei!
Foi o aperitivo do jantar na casa da minha irmã.
Boa escolha do meu cunhado. Tanto a irmã quanto o espumante.
Muito boa cava, bem seca, com aqueles aromas e sabores mais para os cereais, cremosa, com a perlage persistente. Muito bom custo/benefício, se é que se pode dizer isso sendo politicamente correto, muitos falam em relação qualidade e preço justo.
Gostei muito!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tomaram: La Vendimia, Rioja

Colaboração do nosso eterno correspondente internacional, Luiz Felipe Melo.
Já havíamos tomado e postado esse vinho (veja o link), que é muito diferente e peculiar. Deve ter acompanhado bem a comida do Luiz...

"Rodrigo,

Faz tempo que não colaboro com seu blog. Neste último sábado jantei no restaurante Chakras e fiquei impressionado com a carta de vinhos, além da sensacional decoração dos diversos ambientes do restaurante. (http://www.chakras.com.br/)

Empolgado com o lugar e a companhia, escolhi o vinho La Vendimia, da região de Rioja (Espanha) – infelizmente não lembro a safra. Esse vinho é ótimo! Pesquisei um pouco sobre ele na internet, todos os comentários são muito bons, inclusive um que o considera um “achado” em relação qualidade/preço – mais um ponto positivo para o restaurante. Ponto positivo para mim também, já que a escolha do vinho foi um chute daqueles, totalmente no escuro (rs).

Esse vinho é realmente uma ótima pedida e o restaurante uma ótima sugestão para ir a dois.

Abraços,

Luiz Felipe"

Tomado: Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2007

Esse eu tomei!
Uma meia garrafa!
Almoçando no ótimo restaurante argentino Che Barbaro, na Vila Madalena. Acompanhou um belo Vacio. Recomendo muito este restaurante, confiram o link para informações.
O vinho: Esperava mais, é um vinho que já tomei muitas vezes, mas outras safras. Muita potência, concentração de fruta, mas muita madeira. E achei um pouco desequilibrado, taninos muito rudes, secando a boca até amargar. Vinho para mastigar.
Melhorou com o tempo na taça, mas não ficou redondo.
Recomendo a quem tiver desse vinho que o guarde mais uns 3 anos para ver se melhora.
PS: Apesar da crítica, o vinho não é terrível, pelo contrário. Eu gosto dele e talvez por isso esperava mais. O Montes Alpha costuma ser um padrão de qualidade.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pedroso na Espanha: Arzuaga Reserva 2005 na Casa Botin, Madrid

Depois de uma longa ausência das informações enogastronômicas de sua viagem à Espanha, nosso amigo Marcello Pedroso dá notícias de Madrid..... Na volta vou querer saber em detalhes o que tomou entre o primeiro jantar em Barcelona e este em Madrid!
Como sempre, muitas fotos e detalhes desse nosso grande colaborador:

"Não tenho tido tempo de escrever muitos posts pq a viagem tá correria pura....mas tá massa !

Contudo, não posso deixar de falar da Casa Botin (como chamam em Madrid) ou 'Restaurante Sobrino de Botin Horno de Asar' (aquele mesmo do Leitão que a Ju postou, fundado em 1725, tido pelo G.B. como o retaurante mais antigo do mundo).


Prá vc ter uma ideia, eles se gabam tanto da antiguidade do restaurante que, como vc pode ver em uma das fotos, eles dizem que foi o local onde comeram 'Adão e Eva' ou 'Évaiadão', como vc preferir....(o 'camarero' ainda conta histórias de que a refeição deles foi o que deu origem ao 'pecado original'....(há fotos da facade e do menu...demais).

Bom, vamos ao que interessa....:

Para beber escolhi um vinho da região de Ribera del Duero (especificamente, Valladolid), da Bodega Arzuaga Navarro, denominação: Arzuaga Reserva 2005. Aroma de frutas vermelhas muito forte e madeira (mas não as madeiras insuportáveis que me incomodam....rsrsrs). O sabor: Madeira forte tbm e um pouco de álcool. Esperei ele dar uma descansada para continuar, para não prejudicar a análise, pois o dia estava muito quente e o vinho precisava respirar um pouco.

Respirou e se revelou. As frutas apareceram com mais intensidade e harmonia, e o tanino se mostrou muitíssimo equilibrado. Um vinho da faixa de 50 euros, muito bom).

Em complemento, foi perfeito para acompanhar um excelente cordeiro ao forno com batatas (olhe só a foto e minha cara de felicidade....acho que foi a porção individual maior e mais bem feita que já provei....ponto perfeito).



Acabei tomando a garrafa toda (q pena, né?....rsrs), pq a Lully decidiu pelas Gamblas ao alijo e tomou uma(s) coca(s)...rsrs.

faltou a foto da coca...rs
Para los postres decidimos por:

- Arroz con leche (Lully) - igualzinho ao excelente arroz-doce caseiro que minha mãe prepara; y

- Flan de Huevo con nata - nosso famoso pudim de leite com um creme de chantilly feito na hora (muito bom), mesclado com nozes - perfeição total.
Para acompanhar a sobremesa, já que estava no inferno, decidi 'dar um abraço no capeta' e, ao invés do apelar para o velho, bom e infalível 'Porto' de guerra, optei pela copa pequeña de um 'Pedro Ximenez 1827 Osborne' (Jerez): Aroma fortíssimo de moscatel e uva passa madura. Coloração marrom (parecida, a coloração, com a daquele porto 1975 que tomamos juntos no seu aniversário). Sabor: idem ao aroma e um açúcar que quase elimina o álcool ...

Excelente...(apesar de diferente ñ ficou devendo nadinha aos portos 10 e 20 a anos)...
Realmente uma experiência para ser relatada.

Gde abs.

Pedrott"

Muito bom, deu água na boca !!

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