sexta-feira, 5 de março de 2010

Tomado: Champagne Veuve Clicquot Rosé

Esse eu tomei!
Em 26/01/2010, como aperitivo para o jantar, ainda no quarto do Hotel Aquapura, com a sempre agradável companhia de Taci, Gi e Carlos.
Ontem, jantando com minha irmã Thaís, falamos sobre vinhos e também sobre os champagnes, que parecem ser uma preferência familiar. E lembramos, finalmente, como são bons os champagnes rosés.
Têm uma espuma ("perlage") consistente e persistente, um sabor leve e muito macio no final de boca. Extremamente agradável. Coisa fina mesmo.
Esse Veuve Clicquot estava excelente, nem percebemos como acabou tão rápido a garrafa. Deve ter sido culpa das meninas:

quarta-feira, 3 de março de 2010

Tomado: Quinta da Gaivosa, 2003

Esse eu tomei!
Em 26/01/2010, compartilhando o jantar com Taci, Carlão e Giovana, no belíssimo hotel Aquapura, na região do Douro, em Portugal. Confira abaixo uma panorâmica do Hotel e da vista para os vinhedos do Douro:


O restaurante do hotel também é muito bonito, porém os pratos principais (cabrito, pato e folhado de legumes) não estavam tão bons como as entradas e os amuse-bouche servidos (sardinha, patê de fígado, um creme de sei-lá-o-que).
O vinho: Já tínhamos tomado este vinho em São Paulo, mas não me lembro a safra que degustamos em um evento promovido pela Bacco's. De qualquer forma, esse 2003 nos pareceu bem diferente do que tomamos em SP. Aliás, lembramos muito do Chede e do Marcel quando pedimos este vinho, pois eles estavam na degustação em SP e todos nós gostamos muito desse vinho, além de ter sido divertido ouvir o produtor na ocasião, ao ser perguntado quais as castas que compunham o vinho, dizer: "oras, são as castas que estão plantadas na quinta da gaivosa". Em resumo, nem o produtor sabe realmente a proporção de cada uva no vinho, o que deve variar de safra para safra, explicando a diferença que sentimos ao tomar o 2003.
O rótulo do verso da garrafa confirma essa história, ao mencionar diversas castas "e outras":

Mesmo sem saber a composição exata do vinho, podemos dizer que é um ótimo exemplar do Douro, um vinho bem característico de Portugal, com bastante potência e fruta, e com madeira na medida certa. Recomendo!

terça-feira, 2 de março de 2010

Tomado: Château Belgrave, 2002

Esse eu tomei!
Em 17/01/2010, mais uma vez na companhia de Taci, Charlon e Giovana.
Tomamos esse vinho espetacular no restaurante "La Mère Catherine", localizado na Place du Tertre, em Montmartre, Paris.
O restaurante é bastante acolhedor e peculiar, antigo e tradicional. Confira as fotos e o cardápio (comemos muito bem, incluindo queijos, escargot, fois gras e um porco assado divino - degustado pelo Carlão):

O vinho: Exemplo de um grande vinho produzido em Bordeaux, classificado como Grand Cru (seria o segundo escalão dos vinhos da região, o que significa ter muita qualidade). Vinho potente mas equilibrado, sabor de fruta marcante e um final prá lá de macio e redondo. Um dos melhores bordeaux que já tomei. Impressionou. Como eu costumo dizer sobre os Bordeaux, um veludo!Pena que teve gosto de pouco...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tomado: Crios Malbec 2007

Esse eu tomei!
Argentino, de Mendoza, produzido pela Susana Balbo.
Tomei essa meia garrafa agora, nesta segunda-feira, vendo tv com a Gi.
É um vinho ordinário, no sentido literal da palavra.
"Ajustado", um pouco adocicado demais. Tem um fundo de uva passa.
Pra uma segunda-feira está bom.
Cheguei em casa morrendo de vontade de tomar um vinho, fiquei com dó de abrir uma garrafa inteira. Por essas é bom ter na adega algumas meia garrafas. Quando estou tomando sozinho não faço questão de abrir vinhos muito bons, contento-me com os "tomaveis" como esse.
Deixemos os grandes vinhos para dividir...

Tomado: Barca Velha, 1995

Esse eu tomei!
Em 23/01/2010, juntamente com o Carlão, Giovana e Taciana, no jantar no restaurante Don Tonho, no Porto. Acompanhado também de uma boa alheira e de um excelente arroz de pato.
O Barca Velha é um vinho emblemático de Portugal, acredito ser o mais famoso e laureado dos vinhos portugueses.
E realmente é um vinho diferenciado, com sabor bastante complexo (muitas nuances), redondo, macio no final de boca.
O vinho mantém bem o sabor da fruta, mesmo após 15 anos de idade, e a coloração continua vermelha forte, bonito de ver no copo e melhor ainda de se tomar ! Muito típico e peculiar.
Vale ressaltar que o produtor (Casa Ferreirinha) é bastante conceituado e tem uma grande gama de vinhos de boa qualidade. Quem quiser saber um pouco mais sobre esse produtor pode conferir o site http://www.sograpevinhos.eu/marcas/4/historia.
Nada melhor do que começar o mês falando de um ícone dos vinhos mundiais....

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tomado: Surazo Late Harvest 2003

Esse eu tomei!
Acompanhou a sobremesa do jantar de ontem (27.02.2010), uma torta de gianduia com caramelo e bolacha champagne, Dobosch (Dobosch Torte) comprado na Confeitaria Christina (http://www.confeitariachristina.com.br/).
O vinho é um late harvest chileno também comprado na Empório Mercantil (http://www.emporiomercantil.com.br/), importado pela Porto Mediterrâneo (http://www.portomediterraneo.com.br/). É um vinho de sobremesa bem diferente de tudo que eu já tomei. Não tem nada a ver com os Sauternes que são a referência natural para os vinhos do tipo late harvest. Tem uma certa acidez, e é inegável o sabor de uva passa (“uva pobre” como diria o Luis Pato).
É produzido com as uvas semillon e riesling. Com a sobremesa ele harmonizou bem, não é um vinho que dê para ser tomado como aperitivo, exige um acompanhamento.
Valeu pela experiência, é sempre interessante tomar um vinho tão diferente.

Tomado: Abadal Crianza 2005

Esse eu tomei!
Foi o segundo vinho do jantar de ontem (27.02.2010). Acompanhou, e muito bem, o excelente risoto preparado pelo Frotinha.
Comprei ontem mesmo no Empório Mercantil (http://www.emporiomercantil.com.br/), mas é importado pela Decanter (http://www.decanter.com.br/).
É um crianza diferenciado, seja pela região em que é produzido, Pla de Bajes, não me lembro de ter tomado nada desta região; seja porque é feito com uvas de castas francesas, cabernet savignon e merlot. Os crianzas são usualmente feitos com uvas tempranillo.
Mantém a característica dos espanhóis, um pouquinho mais adocicado que os crianzas mais tradicionais. Madeira e fruta na medida. Excelente vinho. Bom custo benefício. Certamente tomaremos mais dele.

Tomado: Villa Borghetti (Valpolicella) 2008


Esse eu tomei!
Ontem (27.02.2010), aqui em casa com o chefe de cozinha Rodrigo Frota (vulgo Frotinha), a Isabela e a Giovana.
Foi o Frotinha quem trouxe, foi um dos vinhos que ele recebeu da Sociedade da Mesa (http://www.sociedadedamesa.com.br/).
A Sociedade da Mesa tem um programa em que os associados recebem mensalmente 6 garrafas de um vinho selecionado pela direção da sociedade.
O Frotinha é um dos precursores da sociedade e um entusiasta do programa. O objetivo do programa é garantir vinhos para o dia a dia dos associados. Empenham-se em buscar vinhos de excelente custo benefício, como é este Valpolicella.
O vinho: Trata-se de um vinho sem muitas pretensões, é um vinho simples. Porém, muito bem feito. Sem as enganações usuais da maioria dos vinhos destinados ao dia a dia. Nada de correções com adições ou madeira. É um vinho extremamente leve, agradável. Superou minhas expectativas para um Valpolicella. Os vinhos desta região, que encontramos no mercado brasileiro, são muito inferiores a este.
O vinho acompanhou bem o presunto espanhol que comemos enquanto o Frotinha preparava o seu risoto de calabresa com mussarela.
A última taça da garrafa foi destinada ao risoto.
Excelente custo benefício. Parabéns ao pessoal da Sociedade da Mesa.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Tomados: AM (Abafado Molecular), Branco, Rosé e Tinto - Luis Pato

Esses eu tomei!
Com a Taci Linda, o Carlão e a Giovana, a convite e na companhia do produtor, o admirável Engenheiro Luis Pato (assim que ele é chamado lá).
Em janeiro, ao visitarmos a adega do Luis Pato, na Bairrada, tivemos o prazer de experimentar os vinhos que ele acabava de produzir e que ainda sequer estavam engarrafados para venda. O lançamento desses vinhos está programado para este ano, devendo chegar ao Brasil, através da Mistral, por volta de março/abril (espero que o preço seja bom, pois pretendo comprar uma caixa).
São vinhos leves e suavemente adocicados, sendo o tinto um pouco mais encorpado e peculiar. Todos são excelentes e ótimas opções para aperitivar ou mesmo para sobremesas leves.
A Taci e e Giovana adoraram especialmente o rosé, que tem uma coloração incrível e um sabor único - quem tiver preconceito com vinhos doces deve provar, vai mudar de idéia sobre o assunto. É muito melhor que qualquer colheita tardia da América do Sul.
Vale dizer que esses vinhos não são doces em razão de a colheita das uvas ter sido feita tardiamente (o Luis Pato não gosta dessa idéia de colher uva "podre"). O processo de produção é semelhante ao vinho do Porto, onde a fermentação é interrompida e mantém mais açúcar no vinho. Mas no caso dos AM não é inserido nenhum aguardante ou fortificante (como ocorre no Porto), por isso o vinho fica leve (9% a 10%).
Foi uma experiência incrível, até porque incluiu uma "aula" de aproximadamente 1 hora, em que pudemos 'dividir' nossas impressões sobre os vinhos portugueses com o Luis Pato. E ainda conhecemos sua garrafeira (adega para nós) pessoal:

Fica aqui também registrado nosso agradecimento à receptividade do Luis Pato e à atenção que nos foi dispensada em pleno sábado. Foi certamente a visita mais marcante que fizemos aos produtores de vinho de Portugal !

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tomado: Chateau Maucaillou 2001

Esse eu tomei!
Em 16/01/2010, almoçando no restaurante 'La Vagenende', no Boulevard Saint-Germain, em Paris, acompanhado do Charlon, Gi e Taci.

Só agora reparei que não tínhamos postado nenhum vinho de Bordeaux, uma das maiores e melhores regiões produtoras de vinho do mundo. Há tantos produtores e sub-regiões em Bordeaux que chega a ser difícil escolher um vinho de lá. Especialmente na França, onde as cartas trazem inúmeras opções.

Na média os vinhos de Bordeaux são muito bons, frutados, macios e com madeira na medida, apesar de alguns produtores já terem aderido ao padrão de mercado, com exposição excessiva de carvalho novo (gostinho de baunilha e chocolate).

As uvas mais comuns que compõe os vinhos de Bordeaux são a cabernet sauvignon, a merlot, a cabernet franc e a petit verdot. Alguns vinhos ainda contam com a Malbec (uva francesa que se tornou popular na Argentina) e a Carménère (popularizada no Chile). Normalmente os vinhos são um "blend" dessas uvas, com predominância de cabernet sauvignon em algumas regiões e de merlot em outras.

Normalmente são vinhos com boa capacidade de envelhecimento, especialmente os chamados de "Grands Chateaux" - caso do Chateau Lafite-Rothschild, Chateau Latour, Chateau Margaux, Chateau Mouton-Rothschild e Chateau Haut-Brion. Mas esses são vinhos caros demais (no Brasil pelo menos 1000 dólares, e de safras recentes), pois, apesar de excelentes, viraram fetiches de colecionadores.

O vinho: Este Bordeaux em particular foi simplesmente um show, um grande vinho, apesar de ser 2001 ainda tinha muita potência (aguentava tranquilamente mais uns anos de guarda) e muito sabor de fruta, além de um final macio e aveludado. Foi sugestão do garçon, que nos recomendou dizendo que era um de seus bordeaux preferidos e dos melhores do restaurante. Foi uma ótima pedida mesmo, pena que nunca vi esse vinho à venda em São Paulo.
Em tempo, na importadora Vinci vende-se a safra 1998 por R$ 78,23, mas é apenas meia garrafa...

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