quinta-feira, 3 de junho de 2010

Correspondente na Itália


"Esse eu tomei" está cada vez mais internacional!
Vejam a mensagem recebida do nosso correspondente internacional Edu Nobre, direto da Itália:
"Carlão estou ficando chateado com vc!!!!
Motivos:
1) Te mando fotos de vinhos e não vejo postagens;
2) venho para a Itália, entro na internet apenas para prestigiar o grande blog e me deparo com uma capa que indica um terceiro como 1º correspondente internacional do blog...;
Por isso te mando o primeiro vinho que tomei na terra do Sr. Montalcino: Um Brunello Barbi Riserva 1997 (garrafa número 1674).
Comentários: É um Brunello Barbi Riserva 97! Se alguém falou que a safra não é boa é pq certamente toma Brunello como eu tomo vinho sulamericano! Não podemos negar que o Barbi é um dos melhores produtores de Brunello, juntamente com o "Seu" Biondi Santi" que teve seu último riserva elaborado em 2001 (que eu tenho duas garrafas), Soldera (que diferentemente dos outros produtores de Brunello armazena seus vinho em tonéis por mais tempo). O vinho é incrível, leve, pela idade; complexo (acho que nem eu sei exatamente o que significa este termo para vinhos), por ser um riserva; e vale cada centavo do investimento (se bem que não esta tão caro pq estou em Firenze!). Esse é um vinho extremamente saboroso e, como eu costumo dizer, com "cheiro de vinho bom"™. Vinho bom tem cheiro de vinho bom, que os enólogos de plantão não me escutem, pois certamente serei banido do mundo de comentaristas de vinho. Apesar deles acharem um heresia eu sou mais simplório, para mim vinho tem sim cheiro! Bouquet, aroma, etc., são simples sinônimos do bom e velho cheiro!
Carlão, agora vai????
abs.,"
Edu tá aí. Num fica bravo não. Manda aí as coisas que a gente posta!
Se mandar comentários melhor ainda.
Amanhã vou colocar a coleção do seus tomados, mas depois entra aqui e comenta os vinhos. Nem que seja pra dizer: "esse é bom", "esse é mais ou menos", "esse é uma m..." etc...
Concordo com vc, vinho bom é vinho bom e pronto! Gostei dos seus cometários, poderia fazer uma ponta no programa do homem do vinho. Quem sabe você não supera o Robertinho Manobrista?
Boa viagem e mande mais das preciosidades que vcs estão tomando por ai.
Manda uma foto de vocês tomando algum (digo vinho, $$$ você toma aqui dos cliente, rs...) pra registar a viagem.
Beijos pra Laura.
Ano que vem estamos juntos por aí.

Tomado: Morandé Reserva Chardonnay

Esse eu tomei.
Terça-feira, aqui em casa com a Gi e o Broka.
Chamei o Broka pra jantar aqui em casa, a Gi disse que iria fazer um peixe, e simplesmente preparou esse jantarzinho que vocês observam na foto.
Nada demais: filé de truta ao molho de amêndoas, purê de mandioquinha e arroz integral com passas brancas! Rs... isso é o básico pra Bonita.
O vinho: Estava muito bem impressionado com a vinícola Morandé em razão ao Carmenere que tomei na semana passada. Esse também não ficou atrás. Um ótimo vinho, equilibrado, consistente, persistente. Acompanhou perfeitamente o jantar. Tem certa acidez que equilibrou muito bem com o manteigado do prato. Bom vinho.
Adquirido na Empório Mercantil por preço razoável.

Tomado: Les Granges 2006, Des Domaines Edmond de Rothschild

Esse eu tomei!
Ontem à noite, na agradável companhia da Taci e dos amigos Marcel, Daniela, Maurício e Mauren. Tivemos um bom jantar no restaurante Chef Rouge, que tem uma boa carta de vinhos e uma comida francesa muito bem feita.
O vinho: Eis um bordeaux típico, feito com 70% de merlot, bem frutado, com leve toque de madeira, com taninos fortes que só são sentidos no final de boca, pois o vinho é muito macio e agradável. Com a comida os taninos ficam bem 'domesticados' e o vinho fica ainda melhor.
Um vinho que agradou a todos, a mulherada e até o exigente Marcel.... Acabamos nem variando o vinho, tomamos duas garrafas deste.
Uma boa pedida para um bordeaux clássico e não muito caro (vendido na Zahil por R$ 88,00).

Tomado: Quinta do Portal Colheita 2006

Esse eu tomei.
Ontem (02/05/2010) com a Gi aqui em casa comendo pizza.
Mais um vinho adquirido na Empório Mercantil por sugestão do André.
É o vinho que leva o nome da vinícola, no seu site está assim descrito:
"Este vinho é produzido a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, estagiando durante 9 meses em cascos novos e de um ano de carvalho francês.

Carregado na cor, evidencia aromas de compota, de frutos vermelhos e especiarias.
Estruturado na boca, apresenta excelente acidez e taninos firmes."
Descrição com a qual concordo. Traduzindo para a linguagem esse eu tomei: Vinho muito potente, forte, típico portuga. Quando abri achei que não iria conseguir chegar ao final da garrafa, dada sua potência. Porém, alguns minutos depois o vinho melhorou significativamente, arredondou um pouco e mostrou sua complexidade.
Acho que melhoraria com mais algum tempo de guarda. Merece ser decantado.
Pra quem não é chegado em vinhos potentes: fique longe. Esse é pancada.
Chega ao Brasil pela importadora Mmell & Wlube Import Ltda.

Não me lembro quanto paguei, mas sei que não foi muito caro.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Luiz Felipe, nosso correspondente internacional, visitando Uruguai e Chile !


Nesse feriadão nosso colega Luiz Felipe aproveitará sua viagem ao Chile, com rápida escala no Uruguai, para ser o primeiro correspondente internacional do Esse eu Tomei !

Acabei de receber notícias dele, que já chegou em Montevidéu e já começou suas aventuras viticultoras.

Eis a primeira mensagem, ou melhor, um 'spoiler' da primeira reportagem do nosso correspondente:

"Rodrigo, comprei um vinho aqui em Montevidéu por U$ 8,50. O vendedor falou que o vinho promete, entreguei o cartão do esse eu tomei e o cara se empolgou, falou que é o melhor custo-benefício do Uruguai.

A noite te mando as "informaciones" (esse teclado do computador é todo diferente pra escrever, só achei o "ç" agora).
Abs,
Luiz"

Luiz, o blog já agradece sua colaboração antecipadamente.

Aguardamos agora suas impressões e as fotos dos vinhos tomados ! Manteremos contato!

Projeto de Regulamentação do Vinho Brasileiro - Publicado no Diário Oficial de 02/06

Hoje estava lendo o Diário Oficial da União, como infelizmente faço todos os dias, e vi que a Secretaria da Defesa Agropecuária publicou a Portaria nº 259, em que apresenta Projeto de Instrução Normativa para normatizar os padrões de identidade e qualidade do vinho e outros derivados da uva.

Este projeto estará disponível para Consulta Pública por 60 dias, sendo que após esse prazo a Instrução Normativa (com os devidos ajustes) será publicada definitivamente para que produza efeitos.

A íntegra do projeto pode ser localizada no site http://www.agricultura.gov.br/.

Não tive tempo de ler todo o projeto, mas destaco alguns pontos que vi:

  • o vinho tinto só poderá ser classificado como Reserva se passar por pelo menos 18 meses de envelhecimento, sendo pelo menos 6 deles em madeira (o restante pode ser em garrafa);

  • o tinto Reserva Especial terá de ter 24 meses de envelhecimento, sendo ao menos 6 em madeira;

  • já o Gran Reserva tinto terá de envelhecer 36 meses, sendo ao menos 12 em madeira.

Há ainda previsão de quantidade de açúcar para os espumantes secos, meio-secos e doces.

Interessante. Espero que os especialistas e produtores apresentem suas sugestões e que essa Instrução Normativa seja eficaz no controle da qualidade dos vinhos nacionais, facilitando especialmente a vida dos consumidores.

Arquivo do Vasco: Rhône (Chateauneuf - Guigal e Clos Saint Michel; Hermitage - Chapoutier)

Esses foram, sem dúvida, três dos melhores vinhos que tomamos nos almoços de domingo da Guiomar.
São todos vinhos da região do Rio Rhône (Ródano em português), os Chateauneuf originários da parcela mais ao sul do rio e o Hermitage da nobre parcela do norte do rio.
O Hermitage: Eis um exemplar de primeira qualidade da denominação, feito pelo produtor M. Chapoutier, um dos melhores da região. O Hermitage La Sizeranne 2000 é um vinho potente, muito saboroso, certamente um exemplar magnífico do que a uva Syrah pode apresentar. A apelação (AOC) de Hermitage é bastante pequena, por isso os vinhos são raros e muito procurados, até porque têm grande potencial de guarda.
Interessante destacar que nesta apelação é permitido o corte da Syrah com até 15% de uvas brancas (Marsanne ou Roussanne). Deve ser para amansar o bicho.
Um grande vinho, que tomamos com muito prazer.
Atualmente é vendido na Mistral, safra 2005, por R$ 367,00.
Os Chateauneuf-du-Pape: Tomamos dois exemplares distintos deste ícone do sul do Rhône, uma região muito bonita e que já tive a oportunidade de visitar. A cidade de Avignon, onde fica o "Castelinho do Papa" é bastante pitoresca e acolhedora, com vocação artística e gastronômica - sem falar na beleza das muralhas medievais que cercam a cidade e dão um tom muito agradável para se tomar um bom vinho.
Os Chateauneuf são elaborados principalmente com as castas Grenache, Syrah, Cinsault e Mourvédre, mas outras tintas e brancas também são usadas minoritariamente no corte (Counoise, Clairette, Bourbolenc, Roussane, Picpoul, Vaccarèse, Muscardim, Terret Noir e Picardan - nossa, quanto nome...claro que eu não sabi tudo isso de cabeça).
O primeiro exemplar é do produtor Guy Mousset, o Clos Saint Michel. Um ótimo vinho, equilibrado, com bastante fruta e especiarias no sabor e aroma. Corpo médio para forte, bastante gastronômico.
Este é um grande exemplo de qualidade/preço, pois é vendido pelo Club du Taste-Vin por R$ 151,00.
O segundo exemplar é um ícone da região, feito por um dos mais renomados produtores do Rhône, o Guigal. Este era da safra 2001 e posso dizer que certamente foi um dos melhores Chateauneuf que eu já tomei. Um vinho encorpado mas com os taninos já bem amaciados, muito equilibrado e elegante. Final de boca persistentíssimo.
Um vinhaço !
Na época comprei na Expand, mas não me lembro quanto paguei.
Hoje não sei se eles ainda vendem - faz tempo que não vou na expand, os preços não costumam compensar - mas deve ser algo em torno de R$ 270,00.
Resumo da ópera: Vinhos memoráveis tomados com o Vascão !!

Tomado: Avondale Chenin Blanc 2008

Esse eu tomei!

No final de tarde de domingo - 30/05, assistindo um joguinho de bola com o Carlão, companheiro de blog.

Neste mês será obrigação tomarmos vinhos sulafricanos, em homenagem à Copa do Mundo e até para conhecermos melhor essa região tão importante para a vinicultura.

O vinho: Um branco leve, com aromas que lembraram um chardonnay - aquele toque de madeira (leve, no caso) e mineral. O sabor frutado, também com toques minerais, sem amargor no final. Um vinho bem feito e leve, fácil para tomar como aperitivo.

Foi uma boa pedida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Tomado: Tokaji Aszú 3 Puttonyos 2004, St. Stephan's Crown

Esse eu tomei!

Para a sobremesa do domingo, dia 30/05, a Giovana preparou uns muffins de baunilha com pedacinhos de morango, que ficaram macios e deliciosos - vide foto.

Como acompanhamento, o Carlão abriu esta bela garrafa de Tokaji 3 puttonyos 2004, que ele tinha comprado no Empório Mercantil (não lembro o preço, mas acho que é algo perto de 150 reais).

Um vinho de sobremesa marcante e complexo, tem um gosto doce e ao mesmo tempo amargo, mas tudo no ponto, é impressionante como agrada na boca. Tem um bom corpo, aguentaria sobremesas ainda mais fortes.

Um grande vinho de sobremesa, os húngaros realmente são especialistas nisso !

Seu único defeito é ter gosto de pouco, deveria ser ilegal fazer um vinho desse em garrafa de apenas 500 ml.

Tomado: Chateau Puycarpin 2007

Esse eu tomei!
Há pouco, no restaurante Paris 6, com o amigo Marcello Pedroso. Dividimos essa meia garrafa.
Tenho dois comentários a fazer, um sobre o vinho e outro sobre o restaurante:
O vinho: Um bordeaux mediano, mas bastante agradável. Com aromas de frutas negras, cassis, couro, com toque vegetal e de madeira (acho que é isso que consegui identificar). O sabor é frutado com algum toque do cassis e da madeira.
Corpo de leve para médio, muito macio e aveludado, fácil de gostar, apesar de sua simplicidade. Combinou bem com o filet au poivre e com o magret de canard que comemos.
O restaurante: O Paris 6 é um bistrô que funciona 24 horas, tem uma boa carta de vinhos e muito boa comida. Porém, não é barato, de modo que o serviço - inclusive do vinho - deveria ser impecável.
Não é o que aconteceu hoje.
A meia garrafa veio na temperatura ambiente, se não tivesse frio teríamos tomado o vinho muito acima da temperatura aceitável. Estava no limite. Deveriam ter adega climatizada para todos os vinhos (estou supondo que há adega para as garrafas inteiras...supondo)
Os copos de vinho do restaurante são lastimáveis, de vidro grosso (com aquela borda grossa onde vai a boca) e pouco volume. Acho que já passou da hora de terem copos de cristal, ainda que mais simples (não precisa ser Riedel).
Finalmente, achei um absurdo o serviço de valet do restaurante, cobrando R$ 15,00.... Acho que um restaurante que cobra mais de 50 reais por um prato (sem falar em entrada e sobremesa), deveria subsidiar um pouco o estacionamento.
Enfim, gostei da comida, do ambiente, mas o serviço de vinho e o valet ficaram muito a desejar.

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