sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tomado: Samos, Boutari (Grécia)

Esse eu tomei!
O Carlão comprou este vinho grego, proveniente da Ilha de Samos, para experimentarmos. Aproveitamos os sorvetes de pistache e de chocolate que o Chede havia trazido para acompanhar a bebida.

Adoramos vinhos doces e estávamos curiosos para provar este exemplar vindo de um local tão incomum - ao menos para nós.
O vinho tem 15% de álcool e é feito com Muscat.
Já ao abrir o primeiro problema, a rolha estava muito dura e mesmo com o novo saca-rolhas de lâminas do Esse eu Tomei ! acabamos empurrando para dentro da garrafa - acho que foi falta de prática...
Servido o vinho, sentimos os aromas. Para mim e para o Carlão era casca de laranja e muito mel. Para o Chede parecia um "loló de Porto Seguro". Não sei muito bem que cheiro é esse, mas imagino que seja algo como benzina com essência de bolo...ou seja, algo bem perfumado e doce já no nariz. Chede, pare de lembrar de bobagens feitas há mais de 10 anos !
No sabor se mostrou melado, denso, doce mesmo. Parecia uma colherada de mel. No começo é bom, fácil de beber, mas confesso que no terceiro, quarto gole eu já tinha enjoado.
Até caiu bem com os sorvetes, mas ficou muito enjoativo.
Não gostamos. tem coisa muito melhor para tomar.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tomado: EPU 2007

Esse eu tomei!
Ontem o Luiz Felipe trouxe para tomarmos uma garrafa do EPU 2007, o segundo vinho da vinícola do Almaviva (aliás, pelo que me lembro, no contra-rótulo consta que EPU, em mapuche, significa DOIS).
Ele comprou este vinho no Chile, na Concha y Toro, quando esteve lá este ano - foi nosso correspondente internacional.
E o Luiz chegou com toda pompa para o jantar na casa do Carlão, trouxe até a caixa especial do vinho:
Nós decantamos o vinho para abrir um pouco, já que ainda é jovem, e aproveitamos para já decantar também um borgonha que eu gosto muito, o Givry Champ Nalot, já postado aqui.

O EPU foi tomado logo após acabarmos o Givry - de tão delicado e saboroso esse borgonha acaba rápido mesmo - para acompanhar as Bracciolas que a Giovana preparou juntamente com arroz, feijão e purê de mandioquinha.
Vejam a madame na cozinha, após a primeira fritada das bracciolas:

O vinho: Este EPU, mesmo após 40 minutos de decanter, apresentava aroma bastante forte, com frutas e muita madeira, baunilha. O outro EPU aque tomei (2001 - vide post) era mais para a fruta, com toque tostado, não era tão abaunilhado, não sei se o envelhecimento ameniza essa doçura que o carvalho traz.
Na boca é muito redondo, nota-se facilmente a qualidade, vinho de primeira linha, com final persistente. É por isso que ficamos sempre na dúvida sobre o porquê de tanta madeira em um vinho de tão boa qualidade. Ele continua gostoso, mas fica mais padronizado, talvez para atender o mercado dos EUA.

Em resumo, foi uma noite agradável, uma grande refeição, com ótimos vinhos. Que venham mais!
E parabéns à Giovana, que a cada dia cozinha melhor...
Ainda fizemos um vídeo da decantação do EPU. Vale a visita só pelo lindo decanter do Carlão, uma obra de arte. Vejam no Youtube (dá para ver em qualidade HD): LINK

Tomado: Crémant de Bourgogne François Labet

Esse eu tomei!

Ontem nos reunimos na casa do Carlão para comemorarmos o dia do advogado e o lançamento do saca-rolhas do Esse eu Tomei! Mais uma idéia 'inútil' que tivemos para divulgarmos o blog e presentearmos os amigos. Aproveitamos para fazer um saca-rolhas de lâminas, que não estamos acostumados a usar e que pode ser importante quando a rolha do vinho não está lá muito bem conservada. Ajuda a tirar a rolha sem desmanchá-la.

Presentes Eu, Carlão, Gi, Taci, Chede e Luiz Felipe (que foi nosso correspondente no Chile), começamos os trabalhos com esse espumante francês da região da Borgonha.

O Carlão pagou por volta de 90 reais, ou seja, metade de um preço de um champagne brut básico.

E valeu à pena.

Um espumante com perlage persistente, cremosa na boca, com aromas e sabores de cereais. Lembra muito uma champa, só que um pouco mais leve.

Conclusão: desse eu vou comprar muitas garrafas ainda.

O blog da Empório Mercantil, onde esse espumante é vendido por R$ 86,00, traz boas informações:

• Crémant de Bourgogne François Labet: Espumante de boa alternativa custo-benefício. Qualidade comparada a Champagne e é agradavelmente volumoso, perlage e apresenta sabor persistente e qualidade encantadora, tendo um final muito refrescante. Este Crémant de Bourgogne é elaborado no Domaine Pierre Labet, onde passa pelas mãos do Sr François Labet, um dos grandes conhecedores da região da Bourgogne, onde sua família é detentora de uma grande parcela do Grand Cru Clos-Vougeot e uma das únicas construções históricas, o seu precioso Château La Tour, acho que está explicado à grande fineza deste Espumante.


Finalmente, um clique do blogueiro e anfitrião da noite:


Já ia me esquecendo, depois do Crémant tomamos um champagne legítimo, um Laurent Perrier, sempre magnífico. Deu para sentir a superioridade da champa, mas também deu para ver como o Crémant tem um alto nível de qualidade.

Recomendo !

Carlão, Chede e Luiz Felipe com o Champagne

Lançamento do Saca-Rolhas do Esse eu tomei!

Como a gente está sem o que fazer, inventamos de encomendar uns saca-rolhas com o logo do blog. Ficou bonitinho e funciona:


Confesso que nunca tinha usado um saca-rolhas de lâminas, achei fácil. Confiram:



Segue também o link do Youtube (onde o vídeo pode ser visto em qualidade HD): clique AQUI

Tomaram: Cousiño-Macul Rosé 2007 (Cabernet sauvignon)

Esse tomaram.
Mais um do amigo João Moraes, que apenas por um descuido do destino não foi chamado de Vinicius de Moraes... Eis mais um post 'poético' do blog.
João, se você gostou do vinho é o suficiente. Os rosés costumam ser leves e agradáveis. Só não agradam aqueles que gostam de beber apenas vinhos bombas de frutas. Além dos impulsos e das paixões é importante manter a mente aberta para o novo, o diferente.

"Bem, será que e um erro?
Acho que não - pois não temos um compromisso formal em acertar Sempre. Aliás, mesmo que o vinho seja ruim, será um erro?
Quem já passou por esta vida e não viveu...pode ser mais mas sabe menos do que eu...quem nunca curtiu uma paixão...ops versos do poeta e diplomata Vinicius de Moraes. Aliás, este até tomou uns vinhos - mas o que ele gostava mesmo era o cachorro engarrafado, mas esta é uma outra história.
Voltemos a paixão e ao impulso. Será que nossas paixões provocam impulsos?
Independente da resposta o importante foi que experimentei o vinho.
Surpresa agradável porque gostei - apesar de minhas pouquíssimas referências quando se trata de rosé.
Efetivamente, não estamos habituados a estes vinhos. Então, em vez de tentar enganá-los, escrevendo sobre o que pouco conheço, lanço aqui minha provocação, ao impulso do novo, ou será, a eterna paixão?"

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tomaram: Chakana Malbec 2008, Yaguareté Collection

Esse tomaram.
Não disse que o João estava estocando fotos de vinhos tomados ?! Aí vai mais um, que eu não conhecia. Parece ser um vinho simples e mais leve que os malbecs que costumamos tomar:
"Um Malbec Argentino simples, mas um pouco diferente. Realmente mais leve do que os já anteriormente bebidos.
A cor também mais leve - um rubi clarinho. Aroma bem frutado - lembrava até um pouquinho os rosés.
Sabor agradável, mas sem grande persistência na boca.
Bom vinho de dia-a-dia. Preço bastante razoável - abaixo do R$ 40,00."

Tomaram: Brunello di Montalcino Casanova di Neri, Tenuta Nuova 2003

Esse tomaram!

Agora o João pegou pesado. Faz tempo que eu não tomo um Brunello e esse é um dos meus vinhos preferidos. Uma boa macarronada - com aqueles molhos de tomate suculentos (como o da minha sogra) - e um Brunello é uma combinação perfeita.

Saudades a parte, o João também parece gostar muito desse vinho. E esse exemplar é de um ótimo produtor e a idade do vinho - 7 anos - já ajuda a amaciar a boca. Eis os relatos da degustação do João:

"Como escrever sobre um vinho destes?
Quanta dificuldade?
Poderíamos tentar, mas, se efetivamente apenas me restringir às descrições, cometerei um enorme equivoco, deixando de registrar o marcante momento.
Dividir um vinho destes é motivo de grande alegria e deve ser apreciado com respeito.
Este foi o presente que meu pai nos deu sábado a noite.
Um vinho especial, como uma jóia, destas que guardamos com carinho, mas que usamos em ocasiões especiais. Bem, entendo este vinho assim, mas no caso devemos bebê-lo em momentos especiais.
Deixemos de lado todos aqueles rebuscamentos de definições.
Os Italianos respeitam suas tradições e com isto fazem seus vinhos.
Parece óbvio, mas quão óbvio é o simples.
E o simples se perpetua. E assim, invariavelmente, vão perpetuando seus vinhos.
E nós perpetuamos momentos..."

João, quanta filosofia.... Precisa tomar mais vinho!

Tomado: Errazuriz Reserva Shiraz 2009

Esse eu tomei!
Ontem a Taci fez esses bonitos bifes à cavalo. Não resisti e abri uma garrafinha de 187 ml do Errazuriz Shiraz, o suficiente para uma taça e para acompanhar muito bem a refeição.
Como se vê da taça a coloração é bastante escura e densa. Os aromas iniciais são de fruta encoberta por muita baunilha. O sabor é naquele estilo moderno, frutado e amadeirado, chegando a adocicar no final com a baunilha.
Após 10 minutos na taça melhorou bastante, a fruta passou a predominar e a baunilha diminiu de intensidade. A madeira continuou presente mas sem atrapalhar tanto como logo que abri o vinho.
Em resumo, é um vinho redondo, gostoso, moderno, melhor que a média dessa categoria. Porém, bem padrão.
Essa garrafinha eu comprei no Empório Mercantil por R$ 15,90.

Tomaram: Callia Alta Shiraz-Cabernet 2008

Mais um tomado pelo João Francisco, uma boa dica para um vinho de dia-a-dia. Vejam as impressões:

"Já havia bebido este vinho algumas vezes e por coincidência sempre estava sem meu celular para fotografar a garrafa.
Bom, quem acompanha as frequentes bobagens que escrevo, deve saber minha preferência pelos cortes.
Um dia tentarei estudar profundamente (mentira da grossa) para fundamentar a teoria - mas o que vale mesmo é que gosto e ponto final.
Então, vamos ao vinho antes que a censura me pegue - brincadeira, estamos numa verdadeira democracia etílica e não estamos falando do Brasil.
Retornemos ao vinho - aroma agradável e gosto leve - a mistura com a uva Shiraz me parece que desconstroi o corpo do Cabernet, mas não o desrespeita ao ponto de não notá-lo.
O bom deste vinho é o preço - abaixo dos R$ 30,00 - o que faz dele uma ótima opção para o trivial."

Tomaram: Espumante Casa Valduga Elegance Arte 2008

Esse tomaram!
O amigo João Moraes estava 'estocando' fotos de vinho e me mandou uma nova leva de "tomados". O primeiro é esse espumante. Eu ainda não tomei esse, preciso experimentar. O João gostou:

"Final de semana - dia dos pais.
Um espumante brasileiro - bem agradável. Acompanhou deliciosamente o almoço de sábado com meus pais e meu irmão.
Exageramos um pouquinho - porém há tempos não conseguíamos a façanha de almoçarmos juntos e tranqüilamente. Agora, o porque do espumante? Lógico, a comida - minha mãe preparou dois de meus purês preferidos - um de maçã e outro de ervilhas - ambos um pouco adocicados - que harmonizaram perfeitamente com o espumante. Com os purês, também havia chucrute e Eisbein defumado, uma delicia. Nao podemos esquecer da sobremesa - minha cunhada preparou um delicioso Strudel de maçã que igualmente acompanhou o espumante. Detalhe, apesar da festa alemã, somos uma boa casa de Italianos. E respeitemos as cozinheiras que fizeram bonito nos salgados e no doce. "

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails