segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tomado: Barolo Coste di Ponente 2005

Esse eu tomei!
No almoço de domingo, saboreando uma massa a bolonhesa e um pernil no pão francês (comemos pouco no domingo...).
Este vinho foi trazido da Itália por um amigo, mas confesso que estranhei a garrafa, normalmente o Barolo tem a garrafa igual aos borgonhas...Normalmente, pois muitos grandes barolos tem essa garrafa tradicional. Mas isso é o de menos, o que importa é o interior.
Pesquisei o produtor e o nome do vinho na internet e não achei este vinho em específico. Só vi que o produtor parece ser o Gomba Boschetti (produtor da região de Barolo, mas estranhei não constar o Boschetti nesse rótulo, posso estar errado sobre isso). Se alguém souber algum detalhe me avise, fiquei curioso.
Enfim, conhecendo ou não o produtor, abrimos o vinho.
A coloração era um rubi começando a alaranjar. Apresentou aromas leves, especialmente frutas, tabaco e especiarias. Na boca estava muito tânico, seco, com um tostado no final e um toque apimentado.
Decantamos o vinho para ver se ele abria. Depois de 15 minutos o vinho era outro. Aromas mais marcantes e frutados e corpo mais macio. O vinho tem bons taninos mesmo, que ficaram mais palatáveis com a areada.
Com a comida ficou perfeito, arredondou o resto que precisava.
Em suma, adoro tomar esses vinhos italianos clássicos, saborosos e pontentes. Ótimo almoço.

Tomado: Espumante Maximo Boschi Speciale 2006

Esse eu tomei!
Tomamos este espumante para abrir a noite de sábado. Um espumante nacional muito bom, dos meus preferidos. A versão mais simples "Tradizionale" já é muito boa, mas essa "Speciale" passa 36 meses descansando antes de ser comercializado.
É bem mais complexo, cremoso, já com aquelas notas de castanha, cereais. Sem amargor, é muito fresco e tem corpo até para aguentar alguns acompanhamentos.
Compro sempre no Emporio Del Mundo, onde sai por volta de R$ 65. O Tradizionale é menos de 40 reais e já vale à pena.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Tomado: Rosso di Montalcino Villa al Cortile 2004 - Piccini

Esse eu tomei.
No almoço de hoje (18/09/2010) com o Rafa no Pasquale Cantina.
Logo que o Rafa provou o vinho fez cara de mau, achou o vinho muito forte e comentou: "Uma porrada, não gostei". De fato o primeiro gole foi estranho e curioso, pois o vinho apresentou-se muito intenso e amargo.
Porém, para a nossa grata surpresa, em poucos minutos o vinho mudou completamente, abrindo um delicioso aroma e arredondando o sabor. Incrível, nunca vi um vinho mudar tanto e tão rápido.
Assim, gole após gole o vinho foi ficando melhor. Continuou sendo um vinho intenso, com grande complexidade, mas bastante agradável. A potência da fruta é evidente, e ao final da garrafa o vinho estava um veludo, daqueles bem espessos, mas um veludo.
É vendido na Vinci por R$ 82,00 e vale o que custa. No restaurante nos custou por volta de R$ 120,00.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Tomaram: Armador Cabernet Sauvignon 2007

Mais um vinho tomado pelo João Moraes. Este um tinto chileno, que na Estação do Vinho, pela internet, achei a R$ 39,00 (veja o link). A importadora é a World Wine, que vende pelo mesmo preço (vide link).
Comentários do Johnny:
"Um vinho absolutamente desconhecido para mim. E não é que gostei.
Tomado com meu amigo Richard.
O que nos chamou atenção foi o final de boca bastante persistente, porém leve.
A cor muito bonita - particularmente aprecio as cores obtidas desta uva.
E boa a sensação de um vinho novo que agrada.
Acho que este vinho ficaria ainda melhor com um tempinho de descanso -ainda está bastante potente.
Com certeza será tomado em novas oportunidades para que novas impressões possam ser percebidas."

Tomaram: Torresella Pinot Grigio 2008

Colaboração do amigo João Moraes, que estava represada aqui comigo, por causa dos tantos posts de Mendoza. Este é um vinho branco do Veneto, feito com pinot grigio, que é uma uva que gera vinhos frescos, leves, bons.
João, agora vai, seguem seus comentários (com os quais concordo, ressaltando que é uma lástima que muita gente não toma vinho branco por preconceito - eu adoro, tomo sempre que posso, nem que seja para abrir a noite):

"Surpresa agradável para vinho de mercado.
O preço R$ 24,00.
E sabe que acompanhou com elegância um belo risoto. Feriado e assim, ficamos "carudos" e nos aventuramos a cozinhar - difícil missão tendo como parâmetro meus pais que são excelentes cozinheiros. Bem, pelo menos nos risotos vou enganando.
Um vinho branco bastante comum na bota - destes de mesa - em sua grande maioria. Isto, porém não diminui a potencialidade deste tipo de vinho.
Com o calor de Bauru os vinhos brancos vão conquistar minha alma. Acho que apesar do calor, acabamos optando pelos tintos e perdemos muitas vezes o prazer de excelentes brancos."

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Los Stradivarius de Bianchi 2004

Esse eu tomei!
Esse é meu último post 'Direto de Mendoza' e nada melhor do que terminar com um vinho de sobremesa, docinho, gostoso, do tipo que dá vontade de quero-mais ou, como diria o Carlão, do tipo que tem gosto de pouco.
Foi um vinho que tomamos no final de um jantar, mas eu confesso que acabei fazendo poucas anotações, já estava em outro clima...Não lembro a uva que compõe esse vinho, acho que era Semillon.
Mas do aroma e do sabor eu lembro bem.
No nariz é bastante floral com um final cítrico.
Na boca tem sabor denso, doce na medida certa, lembrando um mel. Equilibrado no final, com toque de damasco.
Muito bom, gostamos muito. Acompanhou bem umas panquecas de doce de leite.
Não achei para venda no Brasil, mas vi em outros blogs que esta vinícola também faz uns vinhos do tipo 'Porto', com merlot e malbec. Devem ser interessantes.

A vida se resume a... 4 garrafas

(Contribuição de Bob Dias) 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Mendel Finca Remota Malbec 2007

Esse eu tomei!
Foi o primeiro tinto que tomamos jantando em Mendoza, quando fomos ao restaurante '1884'.
Uma indicação do sommelier, vinho feito por uma bodega pequena, a Mendel, no Vale do Uco.
Um vinho 100% Malbec, que passa 12 meses em barricas francesas.
Um malbec de primeiríssima, muito frutado e extremamente aveludado. Um show. Sente-se a madeira bem integrada, com muita qualidade.
Vinho bem feito mesmo, top de linha para quem gosta de malbec, e eu gosto...
PS; Vi no blog no nosso amigo Silvestre (Vivendo a Vida), que este vinho está entre os 50 melhores da América do Sul, e posso dizer que merecidamente.
PS2: Não achei onde vende no Brasil. Se alguém souber, avise-nos!!

Tomado: Esteva 2007, Casa Ferreirinha

Esse eu tomei!
Ontem não resisti às belas panquecas de frango ao molho branco feitas pela Taci, e abri esta garrafa para tomar umas duas tacinhas. O resto fica para o jantar de hoje...
Já havia tomado muito, e já postei por aqui, o Vinha Grande, que é um degrau acima deste na hierarquia da Casa Ferreirinha (deste produtor renomado do Douro ainda há o Quinta da Leda, o Reserva Especial e o ícone Barca Velha).
O Esteva é o vinho de entrada, mas já é muito saboroso.
Confesso que logo que abri e provei achei o vinho um pouco alcólico, além de estar ainda muito pesado, tânico, uma pancada na orelha.
Depois de 20/30 minutos na taça, tempo para esquentar a panqueca no forno, o vinho ficou muito superior. Os aromas terrosos e os taninos amaciaram, o vinho ficou mais para frutas vermelhas e redondo na boca. Com a comida, então, caiu perfeito, seu corpo ficou ainda mais macio.
Uma delícia, especialmente pelo preço que custa. Paguei 45 reais no Empório Mercantil. A Zahil é a importadora, que deve vender por um preço semelhante ao do Empório, talvez alguns reais a menos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Baron B Extra Brut (excelente espumante)

Esse eu tomei!
Foi um espumante que tomamos como aperitivo antes do jantar. Este é um espumante premium da Bodegas Chandon da Argentina, feito com pinot noir e chardonnay. Tem este nome em homenagem ao Baron Bertrand, primeiro presidente da bodega.
Na taça apresentou perlage fina e rápida, com coloração bastante dourada. No nariz apresentou aromas acastanhados, cereais, complexos até.
A perlage me desanimou, achei que ia ser quase um vinho 'tranquilo', mas me enganei.
Na boca apresentou muita cremosidade, pareciam haver borbulhas invisíveis...Muito gostosa, aliando frutas, noz, castanhas e final levemente adocicado.
Muito bom espumante, redondíssimo, o melhor argentino que tomei. Acho que o Carlão concorda comigo nisso.
Não achei onde comprar no Brasil, nem o preço. Se alguém souber avise-nos por favor.

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