segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

México - Tomado: XA Domeq 2009 - Cabernet Savignon

Esse eu tomei.
Com os amigos Roberto Dias e João Paulo.
Estamos na Cidade do México para o Congresso Internacional de Direito Constitucional. Ontem fomos jantar no Café Tacuba onde pudemos tomar este exemplar da vinicultura mexicana.
A Domeq é a maior produtora de vinhos do México, é a mesma empresa que faz aquele conhaque famoso.
Esse é um vinho bem ordinário, no sentido literal da palavra, simples, parece ser corrigido, mas é bem tomável.
Foi agradável bebê-lo. Trata-se de uma espécie de Periquita ou Casillera del Diablo do México.
Surpreendeu pela leveza, é um vinho de textura aguada e agradável.

Tomado: Saint-Romain "Sous Roche" 2007, Domaine de Chassornay

Esse eu tomei!
Acompanhou o bom almoço de domingo, um filet ao ponto com molho de cebola e champignon puxado no vinho do porto.
O prato estava muito saboroso e o vinho acompanhou muito bem.
Este é um borgonha feito no método "natural", sem agrotóxico e sem adição de outros produtos durante a vinificação.
Os aromas e o sabor refletem bem isso, com muita pureza de frutas vermelhas e compotas de frutas (uma sensação melada). Afora essa enochatisse descritiva, achei interessante como este borgonha mantém aquele toque delicado, aquela coloração rubi clara, mas tem no final um corpo bem potente, com muitos taninos.
Um vinho que deve envelhecer mais uns anos, e que demanda um bom acompanhamento. Vinho gastronômico.
Indicação da World Wine, deve estar por volta de 200.
A propósito, Saint-Romain é uma subdivisão do centro-oeste da borgonha. Ainda não tinha tomado nada de lá. Gostei desse aí!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tomado: Caballo Loco n. 5

Esse eu tomei!
Também na companhia do Marcel e do Ricardo, que guardava esse exemplar há algum tempo.
Este é um chileno top da vinícola Valdivieso. Mas ele tem uma peculiaridade muito interessante.
Notem que o rótulo não apresenta a safra, mas tão somente a indicação de número 5.
Este número significa que é a quinta tiragem do vinho. Digo tiragem porque não quer dizer quinta safra do vinho. A vinícola não só mistura as melhores uvas que produz, mas também mistura o vinho de safras diferentes usadas no Caballo Loco. Assim, esse número 5 (que é antigo, pois acho que já está no número 11) tem parcelas de uvas de diversos anos e de blends dos Caballo Loco 1, 2, 3 e 4.
No blog do Jeriel (vide link AQUI) encontrei essa tabela interessante:

A edição n° 1 foi composta das safras 1992, 1993 e 1994.
A edição n° 2 é um corte de 50% da n° 1 e 50% da safra 1995.
A edição n° 3 é um corte de 50% da n° 2 e 50% da safra 1996.
A edição n° 4 é um corte de 50% da n° 3 e 50% da safra 1997.
A edição n° 5 é um corte de 50% da n° 4 e 50% das safras 1998 e 1999.
A edição n° 6 é um corte de 50% da n° 5 e 50% das safras 2000 e 2001
A edição n° 7 é um corte de 50% da n° 6 e 50% da safra 2003.
A edição n° 8 é um corte de 50% da n° 7 e 50% da safra 2004.
A edição n° 9 é um corte de 50% da n° 8 e 50% da safra 2005.
A edição n° 10 é um corte de 50% da n° 9 e 50% da safra 2006.
A edição n° 11 é um corte de 50% da n° 10 e 50% da safra 2007.

Um vinho realmente muito bom.
Tem cor bastante escura e intensa. Nos aromas traz frutas negras e especiarias, com um toque defumado. Na boca apresenta uma textura excelente, equilibrada, aveludada, no melhor estilo bordeaux. Tem grande potência, apesar da maciez. Deve aguentar muitos anos na garrafa, pois esta versão já antiga, com uvas de mais de 10 anos, ainda estava bastante encorpada e persistente !
Experiência incrível e muito diferente. Recomendo o vinho.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tomado: Sassoalloro 2000

Esse eu tomei!
Foi o vinho que tomamos após o Pêra-Manca 2007.
Este o Ricardo guardava em sua adega há tempos. Acho que já tomei o 2004 e o 2005, mas sempre com 3 ou 4 anos de idade.
Trata-se de um toscano de peso, um vinho com ótimo padrão de qualidade, feito com a casta Sangiovese.
O vinho estava ótimo, mas o mais importante aqui é lembrar a lição de não ter pressa para tomar um vinho de primeira linha. Não ter pressa para abrir, é bom guardarmos bons vinhos por alguns anos, eles realmente melhoram e se tornam mais peculiares. E não ter pressa de beber. Logo ao abrir, o vinho, confinado por muito tempo, apresenta aromas de "pano molhado" e uma estrutura não tão agradável. Após 1:30 ou 2 hs o vinho muda completamente, sobra apenas as camadas de frutas em compotas, couro, especiarias, um terroso...etc.
Com este foi bem assim, descansou por 1:30 e se mostrou um grande vinho, cor de bronze, os taninos ainda vivos e bem afinados. Harmônico, equilibrado, você percebe a potência mas não há agressão direta na boca.
É muito legal tomar vinhos mais envelhecidos, mas precisa de cuidado e PACIÊNCIA !

sábado, 27 de novembro de 2010

Tomado: Pêra Manca 2007

Esse eu tomei!
Ontem tive a oportunidade de degustar o mais novo Pêra-Manca, da safra 2007, recém lançado no mercado pela Fundação Eugênio Almeida.
Este ótimo momento foi compartilhado com os amigos Marcel e Ricardo, aos quais agradeço desde já, tanto pelo vinho quanto pela tábua de queijos que comemos para acompanhar.
O vinho: Este é um ícone do Alentejo, diz-se que Cabral abriu uma garrafa dele quando descobriu o Brasil. É feito com as castas Aragonez e Trincadeira, típicas da região.
Confesso que este exemplar me surpreendeu, pois esperava um vinho ainda muito "amarrado", forte, mas o que vi foi um vinho de cor violácea, com aromas de frutas vermelhas e sabor igualmente frutado, com pouca sensação de madeira (e olha que ele fica 18 meses em barrica), e com um final até mesmo leve...Um vinho elegante desde a tenra idade. Muito macio e redondinho, enfrentaria uma carne suculenta mas também levou muito bem os queijos leves que comíamos.
Uma grata surpresa, ótimo vinho !

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tomado: Rosso Toscano 2009, Palagetto

Esse eu tomei!
Foi uma grata surpresa no almoço de domingo, um vinho novo, de bom preço (cerca de 40 reais na Vinea) e muito agradável.
Coloração granada, aromas e sabor de frutas vermelhas, com muito frescor e boa acidez. Final com um leve álcool, mas muito sutil, sem prejuízo.
Não achei informação sobre as castas que compõe esse vinho, mas imagino, pela região e pelo sabor, que seja Sangiovese com algumas francesas misturadas em menor proporção.
Boa qualidade para o preço.
Acompanhou muito, muito bem uma macarronada da sogra !

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tomado: Château Mouton Rothschild 1985

Esse eu tomei.
Neste domingo na Casa do Edu e da Laura, com os anfitriões e a Giovana. Acompanhou nosso almoço: rondeli ao molho de tomate temperado pelo Edu.
O almoço foi um esquenta para o show do Paul McCartney que, logo após, fomos assistir.
O vinho é simplesmente um espetáculo. Impressionante como, mesmo com toda essa idade, ainda se apresentou saboroso e surpreendentemente fresco.
Nada daquele gosto de "pano molhado" que caracterizam os vinhos mais idosos.
Excelente vinho, excelente almoço, excelente show, excelente domingo.

Tomado: Gigondas 2004, Guigal

Esse eu tomei!
No sábado matamos dois coelhos com uma caixa d'água só, como diria Vicente Mateus. Fomos comer, e muito bem, no Brasserie Erick Jacquin, aproveitando para comemorar com nosso amigo Fernando o início de suas atividades na cozinha desse respeitado restaurante.
Fio, parabéns, muito sucesso, veja que você saiu bem na foto !!
Para acompanhar nosso papo e a ótima comida (de fois gras e rãs a camarões, patos e cassoulet) pedimos este vinho do Ródano (Rhône), de um dos melhores produtores da região, o Guigal.
Esta região francesa é marcada por vinhos frutados e potentes, com participação sempre marcante da casta Syrah.
Este exemplar, pelo que vi no site do produtor, tem 60% Grenache (Fio, vc acertou), 25% Mourvèdre e 15% Syrah.
De coloração escura, nos aromas aparecem frutas negras intensas com especiarias e um toque de madeira no final. Na boca o vinho também é intenso, tem taninos bem presentes mas macios no final. Muito persistente. Certamente aguenta bons anos na garrafa. Um belo vinho.
Em resumo, uma ótima refeição, comemorada com os amigos Fernando, Pedroso, Serafim, Luciana, Taci e a linda Sofia.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tomado: Promis 2006, Gaja

Esse eu tomei!
Ontem, comemorando o aniversário da Taci, no Dalva e Dito, restaurante de comidas típicas brasileiras do Alex Atala.
O Restaurante: Gostei muito do ambiente, amplo e com decoração moderna com um Q de rústico, típico brasileiro. Destaque para a enorme adega no piso inferior e para a espaçosa cozinha, toda envidraçada.
O serviço é excelente, uma equipe bastante numerosa e bem treinada.
O cardápio é um show a parte. Pratos tradicionais e caseiros (como um bife acebolado com arroz e ovo frito), além de peixes com temperos bem peculiares e até mesmo pratos que voc~e só pensaria em fazer em casa, naquela baita larica.
Foi o caso do meu prato, um macarrão com feijão e linguiça. No cardápio vinha a observação: "Surpreenda-se". Foi uma grata surpresa, um spaghetti com molho de tomate e linguiça bem apimentada, misturado com um pouco de feijão roxinho bem temperadinho. Prato forte no tempero, precisa gostar de pimenta, mas muito, muito bom. Simplicidade com riqueza de sabor. Adorei.
Tenho apenas dois destaques negativos a fazer: primeiro a carta de vinhos, que é muito enxuta e um pouco inflacionada. Preços entre 50 e 90% acima do valor da importadora. Para vinhos mais caros isso faz muita diferença. Por exemplo, um Angelica Zapata Malbec, que custa 105 na Mistral, estava 190; segundo, me senti moralmente "enganado" ao ver na conta uma taxa de serviço de 12%. Por que 12 e não 10%? Ninguém soube me explicar, o maitre me disse apenas que essa seria a nova praxe dos grandes restaurantes de SP. Nova praxe ou não, eu não concordo, e não é pelo valor, que num lugar desses acaba sendo irrelevante perto da conta, mas não vejo motivo para a alteração, já que sendo os pratos mais caros os 10% já seguem a proporção e remuneram bem os garçons. Para mim é só uma forma de cobrar mais e parecer mais chic....não acho chic ser roubado com elegância...reclamei e não paguei os 2% a mais.

O vinho: Estava excelente, um toscano muito bem feito pelo Angelo Gaja, um dos melhores produtores da região. Ele é um corte de Merlot (55%), Syrah (35%) e Sangiovese (10%).
Tem cor granada, aromas de frutas compotadas, madeira e couro. Na boca apresenta sabor semelhante aos aromas, com muita fruta e com taninos muito bons e domados, deixando um final macio e persistente. Um ótimo vinho mesmo. Importado pela Mistral (veja AQUI).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tomado: Gewurztraminer "Les Princes Abbés" 2006, Domaine Schlumberger

Esse eu tomei!
Já havia tomado uma garrafa dele há uma semana, quando meu pai estava em SP. Agora neste feriado fiquei com vontade de tomá-lo novamente, pois realmente gostei muito deste vinho.
Aliás, posso dizer que estou em uma fase de paixão pelos vinhos da Alsácia (região na fronteira da França com a Alemanha), especialmente os feitos com esta casta de difícil pronúncia e aromas marcantes e complexos.
Já havia postado aqui o vinho do mesmo produtor feito com a uva Sylvaner (link AQUI), que é mais barato (uns 52 reais) e também é uma delícia (menos perfumado, mas com bom corpo e maciez).
Este aqui é mais caro (95, no Club du Taste-Vin), mas é realmente superior.
Para mim é o vinho branco mais perfumado que existe, muita gente até estranha quando experimenta pela primeira vez. Aromas muito fortes, de lichia, peras e um toque de abacaxi e de floral. Em suma, muita coisa junta, até bobagem descer no detalhe.
Na boca é bastante frutado e com acidez equilibrada. Sente-se taninos finos, um branco capaz de enfrentar muitas comidas diferentes, acho que com um porco seria ótimo.
Mas ontem eu tomei porque estava com vontade mesmo, não era a hamonização perfeita para o capeletti in brodo que esquentamos em casa. Mas o vinho não fez feio não, conseguia se sobrepor aos temperos da comida e ainda deixava refrescância na boca.
Ainda bem que tenho outras garrafas deste vinho, muito agradável, peculiar e versátil.

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