sábado, 1 de maio de 2010

Tomado: Lokal Silex 2008

Esse eu tomei!
Este vinho acompanhou um belo filet à parmegiana do Alemão, que comemos na casa do Carlão.
É mais um produto da Filipa Pato, dos seus melhores.
Decantamos por aproximadamente 40 minutos e, no copo, apresentou aromas vegetais e frutas negras, com um toque floral. O sabor é macio, frutado mas com uma presença floral muito marcante, típica da Touriga Nacional, que predomina neste vinho.
A cada taça o vinho ficava mais macio e mais floral, demonstrando muito bem o seu terroir.
Mais um vinho muito típico e peculiar, ótimo para quem gosta de sabores novos e longe da mesmisse dos hiperfrutados/abaunilhados.
Gostei muito, pretendo tomar de novo.

PS: Repare agora, ao fundo, mais uma das obras de arte da casa do Carlão. Desta vez, trata-se de um desenho de uma bela moça, produzido por seu avô...

Tomado: Savigny-lès-Beaune 2005 Château Gènot-Boulanger

Esse eu tomei!
Na noite de sexta-feira (30/04), acompanhado do Carlão, Taci, Gi, da Vó (que hoje deve estar visitando o Cristo e o Bondinho no Rio de Janeiro) e muitas castanhas torradas e, como sempre, doritos...
Este vinho eu comprei no Club du Tastevin, dividi um caixa com o Pedroso. Aliás, o Pedroso já tinha aberto uma de suas garrafas e me disse que o vinho era muito bom, um branco da borgonha de primeira linha.
E foi o que pude comprovar.
O vinho tem coloração amarela clara, com aromas de frutas cítricas suave e agradável. O sabor também frutado, mas com toques de frutas secas e um pouco de defumado. Final persistente e bem ácido. Deve acompanhar muito bem uma boa comida (vou guardar minhas próximas garrafas para essas ocasiões).
Faço aqui uma observação importante, pois minha adega de brancos estava a 10º, o que escondeu um pouco do sabor e evidenciou a acidez do vinho. Após 20 minutos aberto o vinho, que já devia estar a uns 13º, melhorou muito, a acidez se equilibrou e o sabor se mostrou mais persistente e encorpado.
Um belo chardonnay.
Fica aí a dica: Não gele muito qualquer vinho branco, pois para os bons e encorpados até mesmo uma diferença de 2, 3 graus pode impedir que se sinta o sabor em sua plenitude !
PS: Detalhe da foto - a escultura preferida da Giovana, batizada por ela como 'Sugiro'. Eu chamaria de Samurai Dart Vader, por causa da traqueostomia....

ESSE EU TOMEI! já está em 7º lugar no ranking Enoblogs

Confira abaixo o ranking do Enoblogs, dos sites mais visitados em abril de 2010:

blogs mais visitados - abril/2010

1 Vivendo a Vida
http://www.vivendoavida.net/
2 Nosso Vinho
http://nossovinho.com/
3 Blog do Didú
http://www.didu.com.br/
4 Vinhos de Corte
http://www.vinhosdecorte.com.br/
5 Além do Vinho
http://alemdovinho.wordpress.com/
6 Enoblog - clicRBS
http://www.pioneiro.com/enoblog
7 ESSE EU TOMEI !
http://esseeutomei.blogspot.com/

8 Papo de Vinho
http://papodevinho.blogspot.com/
9 Falando de Vinhos
http://falandodevinhos.wordpress.com/
10 EnoDeco
http://enodeco.wordpress.com/

E o ESSE EU TOMEI! ficou em segundo lugar no ranking dos que mais postaram no mês:

blogs que mais postaram - abril/2010

1 Vivendo a Vida
http://www.vivendoavida.net/
2 ESSE EU TOMEI !
http://esseeutomei.blogspot.com/

3 Blog do Didú
http://www.didu.com.br/
4 Nosso Vinho
http://nossovinho.com/
5 Vino Divino Vino - Elmano Marques
http://blog.tribunadonorte.com.br/vinodivinovino
6 Além do Vinho
http://alemdovinho.wordpress.com/
7 Blog dos Degustadores da 86
http://degustadoresda86.com/
8 Os Vinhos
http://osvinhos.blogspot.com/
9 Vinhos de Corte
http://www.vinhosdecorte.com.br/
10 Enoblog - clicRBS
http://www.pioneiro.com/enoblog

Agradecemos a todos os que nos visitaram, esperando que voltem sempre...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Esse eu quero muito tomar: Vinho do Porto Rosé da Calém

Vejam esta notícia: Calém lança Vinho do Porto rosé
A Calém é uma grande vinícola, das melhores do Douro, faz um vinho do porto de excelente qualidade.
E agora essa: VINHO DO PORTO ROSÉ! Como diz o Rodrigão deve ser um "elixir"!
O mais legal é que está sendo produzido sob os auspícios do Instituto do Vinho do Porto - IVDP. Ou seja, é coisa fina.
E o pior, no ano passado a Kopke (do mesmo grupo da Calém) também lançou o seu rosé, e nós estivemos lá e não nos mostraram esta preciosidade.
Pena que o IVDP não revelou o método de vinificação destes vinhos, estou realmente muito curioso. Vai na madeira? De que tipo? Quanto tempo?
Aguardemos que ele chegue por aqui ou que a gente vá até ele.

Tomaram: Grand Sasso e Bourgogne Nicolas Potel



Esses tomaram!
Foi o nosso grande amigo Tatá, que tem dado suas tomadas por aí.
Toma mas não conta, só manda a foto pra gente ficar curioso.
Tatá, aguardamos sua descrição dos vinhos e das ocasiões, sua colaboração é sempre bem vinda. Afinal, és um grande tomador.
Abraços

Tomado: Fonseca Tawny Port

Esse eu tomei!
E Tomei devargazinho, ao longo de duas semanas, as taças derradeiras foram tomadas na última quarta-feira, lá em casa, na sempre aprazível companhia do co(principal)-autor deste blog Dr. Rodrigóvisk.
Trata-se de vinho do porto para o dia a dia, com preço bem razoável (aproximadamente R$ 50,00 na Vinci).
Diria que é o limite do vinho do porto agradável.
Para um Tawny, ainda muito frutado, sente-se a madeira mas o doce da fruta é muito mais intenso.
É um vinho de lote, fabricado com vinhos de diversas safras, porém o seu envelhecimento é feito em tonéis, e não em barricas como é comum aos Tawnys. Essa informação obtive no site da Vinci. Achei muito estranho, pois o que caracteriza um Tawny é justamente o envelhecimento em barricas, que são compartimentos menores que os tonéis, e, portanto, garantem maior contato com a madeira e um processo de oxigenação mais acelerado.
De qualquer modo tem um sabor acentuado de madeira que o diferencia dos Rubys. Entrei no site da Fonseca mas lá não consta a indicação deste vinho, descrevem a partir do Tawny 10 anos.
Outra curiosodade é que a Vinci recomenda a guarda deste vinho por até 10 anos! Pelo que sei, os Tawnys são filtrados e não têm grande potencial de evolução na garrafa. Talvez esse, mais jovem e evelhecido em tonéis possa apresentar melhora com a idade.
O que importa é que por 50 pilas, pro dia a dia está mais do que bom.

Tomado: Ramos Pinto Porto Reserva Adriano

Esse eu tomei!
Com um belo crepe de doce de leite no restaurante Abuelo, com o Pedroso e o Chede.
Foi uma dose caprichada para cada um, mas acompanhou bem a sobremesa.
Faço aqui uma ressalva, pois o ponto fraco do restaurante - impecável na carne e no serviço - foi a falta de variedade de portos para a sobremesa, só tinha esse. Podiam ter pelo menos um 10 anos tawny...
Este porto fica uns 6 anos no barril, deixando um gosto ainda frutado mas já apresentando um aroma mais típico dos tawnys, mais acastanhado e amadeirado. Bom vinho, mas o final de boca ainda apresenta um pouco de álcool a mais. Com o doce ficou fácil de beber.
PS: A garrafa, que acabou com as nossas três doses, trouxemos de presente para a Julia, nossa estagiária corintiana e sofredora, em comemoração ao gol do Adriano pela Libertadores - nome do vinho...

Tomado: Callabriga Douro 2004

Esse eu tomei!
Na companhia dos amigos Marcello Pedroso e Chede, no restaurante Abuelo, na Rua Sabugi, perto da cidade jardim. Aliás, muito bom esse restaurante argentino, comemos uma fraldinha/vacio de primeira linha !!
O vinho: O produtor é ligado à Casa Ferreirinha, e o vinho é feito de uvas da Quinta da Leda, com as castas tinta roriz, touriga nacional e touriga franca.
Tem um estilo mais moderno do que os tradicionais vinhos da C.Ferreirinha, mas ainda assim representa bem a região.
Um vinho amaciado pelos 12 meses em carvalho, com coloração rubi, aromas de frutas vermelhas, com sabor frutado e presença de madeira no final de boca. Bem macio e fácil de beber, sem muita complexidade.
Nada de extraordinário, mas melhor que muito chileno e argentino, porque, apesar da madeira aparente, não há muito exagero - bomba de fruta ou carvalho até 'abaunilhar'.
Foi uma boa pedida, acompanhou muito bem a carne.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Primeiro Champagne Brut (seco)

Hoje é muito comum o champagne brut, provavelmente a maioria das pessoas, quando pensa em champagne, pensa no espumante seco.
Mas não foi sempre assim. Aliás, por séculos o champagne produzido foi exclusivamente do tipo doce.
Muitos produtores até que pensaram em fazer champagne brut, ou seco, mas esta missão não era muito atraente, pois envolvia um alto custo para o desenvolvimento de uma bebida seca de qualidade, além de representar um risco enorme, pois o mercado existente nos séculos XVIII e XIX não estavam habituados e, pior, estavam acostumados ao champagne doce, como fonte de prazer, alegria e comemoração.
Mas um produtor, ou melhor, uma produtora, teve a coragem de desenvolver a produção de um champagne seco e de alta qualidade.
Foi Louise Pommery que aceitou o desafio de selecionar uvas melhores, maduras (o que era difícil, em razão do clima frio da região - aguardar a maturação completa poderia fazer com que a uva passasse do ponto, na época era comum colher antes para não arriscar), e de arcar com o custo de manter o champagne envelhecendo por três anos (ao invés de um ano, como ocorria com o doce): Outros produtores, como Louis Roederer, se recusavam a produzir champagne sem aditivos (açúcar ou álcool), para não perderem seus preciosos mercados, como a Rússia, que consumia muito os champagnes doces.
A maioria dos produtores e dos próprios empregados da Pommery eram céticos sobre a possibilidade de se fazer um bom champagne seco, as tentativas geravam bebidas ásperas e difíceis de beber.
O pior é que entre 1870 e 1873 as colheitas da região foram prejudicadas pelo tempo ruim, fazendo com que os champagnes secos produzidos pela Pommery não atingissem boa qualidade, dificultando muito sua difusão e venda.
No entanto, em 1874 a Pommery teve uma safra considerada a melhor do século, o que permitiu a elaboração de um champagne seco memorável, que atingiu preços altíssimos e mudou o conceito do consumidor.
O Brut 74 da Pommery foi o primeiro champagne realmente seco a ser vendido comercialmente, o que transformou a vinícola em uma das maiores e principais casas de Champagne.
Interessante transcrever o discurso do gerente financeiro da Pommery, após provar o Brut 74, conforme reproduzido no livro dos Kladstrup, sempre citado aqui:
"Nosso brut é dirigido apenas às pessoas que apreciam bebidas espumantes requintadas, que preferem finesse e bouquet ao excesso de gás e açúcar com que algumas casas costumam encobrir a fragilidade de seus vinhos. Depois que a rolha estoura, nosso champagne satisfaz o paladar e não somente os ouvidos."

O sucesso foi tão grande que Louise Pommery se tornou um verdadeiro mito na região de Champagne.O seu funeral, em 1890, foi o primeiro funeral de Estado organizado pelo governo francês a uma mulher, tendo havido o comparecimento de 20 mil pessoas, inclusive representantes do governo. O presidente da França até mesmo mudou o nome de uma cidade em sua homenagem. A cidade de Chigny, onde ficava sua casa de campo - ela adorava plantar rosas - passou a se chamar Chigny-les-Roses.

Grande mulher, graças a ela temos hoje os fabulosos champagnes secos.
Não é à toa que o champagne brut é hoje o mais popular e nobre dos espumantes !!

Tomado: Vinha Grande 2006, Casa Ferreirinha

Esse eu tomei!
Ontem, jantando na casa do Carlão após o jogo do tricolor.
Excelente vinho, daqueles que demonstram terroir, que não se parecem com nenhum outro.
O produtor dispensa comentários e o vinho, apesar de não ser top de linha, tem um grande custo benefício (custa cerca de 88 reais na Zahil - se chorar tem desconto). Muito bom.
Senti aromas de frutas e vegetais, até um pouco de couro (estou começando a viadar mesmo). O corpo é médio e macio, desce fácil, com final de boca razoavelmente persistente.
Um vinho muito bem feito, peculiar e redondo na boca. Tomamos com um folhado de presunto, queijo e molho de tomate, acompanhou bem. Mas acho que deve cair bem com massas e carnes também.
Vale experimentar para fugir da mesmisse dos vinhos amadeirados e padronizados, especialmente do novo mundo.

PS: Reparem no decanter do Carlos, que luxo....quando crescer quero ter um igual.

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