segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tomado: Porto Ferreira Reserva Dona Antonia

Esse eu tomei!
Este porto a minha tia Eneida trouxe de Portugal recentemente. Tomamos na companhia de um bolo de doce de leite e nozes - muito bom, diga-se de passagem.
Já é um porto de bom nível, envelhecido 8 anos. Muito saboroso e com pouquíssima sensação de álcool. Já tem aromas mais acastanhados e um sabor se distanciando das frutas para encontrar nozes, amêndoas e toques de madeira e tostados.
Como eu já falei aqui anteriormente, esses tawnys com pelo menos 7 ou 8 anos de envelhecimento já agradam muito. Para mim é onde começa o prazer. Para ter sempre!

Tomado: Cava Sumarroca Reserva Brut 2005

Esse eu tomei!
Foi o espumante de abertura do almoço de dia das mães, realizado na casa da minha querida tia Eneida. Aliás, me foi dada a honra de escolher entre os espumantes que a Eneida tinha na adega, tendo escolhido essa Cava (que não conhecia) em homenagem ao anfitrião, o nobre magistrado Carlos - vou omitir o sobrenome por questão de segredo de justiça.... - que é descendente de espanhóis.
Esse espumante mostrou uma perlage densa e abundante. Na boca se mostrou fresca, frutada e com muito boa persistência. Muito gostosa. Escolhi bem.
Acompanhou bem os aperitivos, especialmente o Serra da Estrela da foto, trazido recentemente de Portugal.

Ficha técnica no site da World Wine, onde é vendida por R$ 65,00:

Pais: Espanha
Uva: Chardonnay(7%), Macabeo(27%), Parellada(42%), Xarel.lo(24%)
Produtor: Sumarroca
Tipo: Espumante

Descrição: A família Sumarroca condensa toda a essência da atividade vitivinícola, combinando tradição e capacidade inovadora, além da paixão pela terra e a busca constante pela excelência. A vinícola está situada entre os vilarejos de Sant Sarduní d'Anoia e Monistrol d'Anoia, possui 470 hectares e é o segundo maior em extensão de vinhas de Penedés. Cultiva tanto as uvas européias quanto a Macabeo, Xare-lo e Parellada, tradicionais da região e responsáveis pelos famosos espumantes espanhóis, os Cavas. Comprometida com o projeto "Vinhas do Mundo" plantou, junto com as Universidades de Davis e de Rovira i Virgili, 400 tipos de vitis viniferas diferentes, para estudos profundos.

Tomado: Côtes du Rhône Les Moirets 2006

Esse eu tomei!
Foi o vinho que meu avô Solon (mais um enófilo da família) levou para o almoço de dia das mães.
Acompanhou um filet mignon recheado e um gnocchi gigante recheado com queijo.
Confesso que não esperava muito do vinho, pois os Côtes du Rhône são normalmente vinhos simples.
Esse me surpreendeu positivamente, pois apenar de não ser um show de complexidade, é um vinho muito frutado e saboroso, bem redondo, sem excesso de álcool no final de boca. Um vinho de médio corpo que acompanhou bem a comida.
Uma ótima pedida, especialmente por custar perto de 40 reais na Expand. Vinho para comprar de caixa.

sábado, 8 de maio de 2010

Tomado: Chianti Classico Poggio a'Frati Riserva 2004, Rocca di Castagnoli

Esse eu tomei!
Ontem, jantando com meus pais e minha irmã, além, é claro, da Taci e da Sofia. Fomos conhecer um ótimo restaurante na Alameda Lorena, o Osteria del Pettirosso.
Comi um carpaccio de primeira linha e um tipo de ravioli com queijos italianos diferenciados. Thaís, se lembrar, coloque um comentário com o nome dos queijos desse prato que comemos, pois eu esqueci os nomes.
Estava tudo muito bom, é um pequeno restaurante que tem muito bom atendimento, comida e uma boa carta de vinhos. Só ressalvo que os vinhos estão com preços um pouco salgados, a margem do restaurante está um pouco acima do razoável.
O vinho: Este foi um dos melhores chiantis que já tomei. Muito aromático, muito frutado, com corpo macio e saboroso. Muito complexo e redondo. Excelente mesmo, não é à toa que foi avaliado pela Gambero Rosso com 3 bicchieri.
Recomendo!

Tomado: Salton Classic Cabernet Sauvignon Reserva Especial 2007

Esse eu tomei!
Mais um de garrafinha de 187 ml. Tomado para acompanhar uma boa massa - papardele com ragú de cordeiro, no recém inaugurado Famiglia Grandi, na Rua Cunha Gago.
Um vinho simples, mas que não fez feio.
Tem aromas vegetais, um pouco terroso. Na boca tem corpo médio e final rápido, um pouco alcólico. Mas até que desce tranquilo.
Nada demais, mas justo pelo preço, no restaurante a R$ 10,00.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tomado: Carmen Sauvignon Blanc 2009

Esse eu tomei!
Ontem, almoçando um franguinho à milanesa com purê de batatas, no Café Gardênia, um ótimo restaurante em Pinheiros, SP. Na companhia da Taci linda, Pedroso, Canizares e Giovana.
Tirei esta foto para fazer este post exclusivamente por uma razão: trata-se de uma garrafa de 1/4, ou seja, de 187 ml.
É uma ótima opção para quem não quer encher a cara num horário impróprio, mas quer um bom acompanhamento para a comida.
Pena que não haja tantas opções de vinho neste formato, o que ocorre porque esse tamanho de garrafa não permite a conservação do vinho por muito tempo - vinhos engarrafados assim devem ser consumidos mais rápido.
O vinho: É um sauvignon blanc fresco e honesto, bastante aromático, com sabor frutado, cítrico e bem ácido.
Foi um ótimo acompanhamento. A simplicidade, às vezes, pode ser a melhor solução...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tomado: Bourgogne Blanc 2006, Joseph Drouhin

Esse eu tomei!
Ontem, sozinho, tomei essa 1/2 garrafa de vinho branco. Usei meus talentos culinários para assar uns Nuggets de frango. Foi só o que eu comi. Lembrei-me dos tempos em que morava sozinho e só fazia porcaria na cozinha.
De todo modo, foi agradável tomar um 'vinhozinho' comendo um franguinho e assistindo o timinho tomar um chocolatinho do flamenguinho. Uma homenagem ao ano do Sem Ter Nada.
O vinho: Um borgonha simples, mas honesto. Aromas e sabores frutados - lembra maçã e abacaxi, com bom corpo e ótima acidez, acompanhou bem o franguinho. Achei esse 2006 melhor que o 2008 que tinha tomado mês passado, pois dá uma impressão de maior densidade na boca e maior maciez de final. Uma boa opção para o dia dia.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Champagne e a publicidade moderna. Os primeiros 'Outdoors'

Mais uma curiosidade interessante que tiro do livro "Champagne", de Don e Petie Kladstrup.
Em 1881 a Assembléia Nacional da França promulgou uma lei, aparentemente de pouco interesse, sobre a permissão para "pregar anúncios" nas paredes das cidades.
No entanto, considerando os avanços tecnológicos da indústria tipográfica da época, o impacto desta lei foi muito grande, marcando o advento da propaganda moderna.
O primeiro grande anúncio de parede foi encomendado por France-Champagne, uma pequena produtora de champagne que já não existe mais.
O cartaz mostrava uma bela mulher com um vestido leve e decotado, segurando um cálice de champagne que se derramava formando um rio de espuma:


Este cartaz causou imensa sensação, tal que Toulouse-Lautrec se inspirou para atuar na produção de cartazes. Alguns de seus trabalhos retratam o champagne no recém inaugurado Moulin Rouge !

cartaz feito por Lautrec
Mas não foi só.
Eugège Mercier, dono de uma casa de Champagne, não só se utilizou de cartazes, mas colocou seu nome em leques, saca-rolhas, baldes de gelo, estojos de batom e até mesmo de um balão.
Ele causou frenesi quando chegou a uma exposição em 1889 com 24 bois brancos carregando o maior barril de vinho do mundo, um tonel que levou dezesseis anos para ser construído e com capacidade para o equivalente a 200.000 garrafas de champagne. O barril era tão grande que tiveram que alargar estradas, comprar e demolir casas só para trazê-lo de Epernay para Paris:


Barril hoje exposto na cave Mercier

A partir daí os produtores de champagne, e outros comerciantes, perceberam a importância da propaganda para o reconhecimento de suas marcas...
O resto da história, que inclui essa propaganda massiva de hoje em dia (feita para enganar, tratando os consumidores como retardados - desculpe o desabafo, mas o marketing costuma me ofender), todos conhecemos....

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Viúva Clicquot e os sedimentos nas garrafas de Champagne

Dando continuidade às histórias sobre o Champagne e a Champagne, hoje gostaria de relatar um fato imprescindível para que o champagne tivesse a qualidade que tem hoje, por isso faço aqui uma homenagem especial à viúva Clicquot.
Poucos sabem, mas até metade do século XIX o champagne não era essa bebida transparente e límpida que vemos hoje, sendo constante a reclamação dos consumidores a respeito do champagne estar turvo demais ou cheio de sedimentos.
Diz a lenda que, em razão dessas reclamações, a viúva Clicquot (que tinha um metro e meio de altura) carregou sua mesa de cozinha para a adega e começou a fazer experiências.

A Veuve Clicquot - que cara de brava...
É provável que seu então chefe de adega, Antoine de Müller, tenha sido o responsável pela solução, mas a lenda conta que a viúva fez buracos na mesa de madeira, de modo que as garrafas pudessem ser colocadas com o gargalo para baixo, com uma leve inclinação. As garrafas eram então sacudidas e giradas periodicamente, aumentando-se sua inclinação até que estivesse praticamente a 90º, quando então todo o sedimento da bebida já havia sido deslocado para perto da rolha.
Feito isso, a rolha era retirada e o sedimento saia todo antes da bebida, o que mantinha o conteúdo quase intacto e preservava a efervescência do champagne.
O champagne então era virado de cabeça para cima e novamente 'arrolhado' para guarda e venda.
Essa técnica, que melhorou muito a qualidade da bebida - eliminando os sedimentos, chama-se Remuage e está ilustrada abaixo (isso é feito até hoje):

A viúva e seu chefe de adega tentaram manter segredo sobre a técnica, mas logo as demais casas de champagne souberam e passaram a adotar a técnica, o que transformou a fabricação do champagne em um atividade verdadeiramente industrial, com métodos bem definidos e cumpridos pelos produtores.
Diz-se, então, que em 1860 as pessoas na Champagne acreditavam que agora estavam realmente no topo da viticultura, tendo sido relatado em uma revista especializada que: "O CHAMPAGNE NÃO É UM VINHO, É O VINHO".

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tomado: Fontes Velhas Reserva Touriga Nacional 2007

Esse eu tomei!
Foi o primeiro vinho que tomamos no jantar de aniversário da Dani. O Marcel que levou - foi presente do ilustre Dr. Bragança.
Muito bom vinho, cor escura, aromas de fruta, mas com predominância de tostados e madeira. No sabor muita maciez, fruta, mas também predominância de madeira.
Um vinho redondo, fácil de tomar e com bom corpo para acompanhar comidas bem temperadas e massas.
Só senti falta de um floral mais acentuado, típico da Touriga Nacional. Acho que ficou muito em madeira nova e arredondou além da conta o vinho.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails