terça-feira, 8 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Destaques Tomados !

Tiramos várias fotos no Encontro Mistral 2010, que iremos divulgar aqui com os respectivos comentários.
No entanto, não fotografamos muitos dos vinhos que tomamos, até porque havia bastante gente em cada um dos stands de exposição.
Assim, como tira-gosto do Encontro, menciono a seguir alguns dos bons vinhos que tomamos e de que não tiramos qualquer foto:
  • Champagne Ayala Millesimé 1999 - bastante encorpada, com forte acidez, um champagne gastronômico;
  • Champagne Ayala Blanc de Blancs - mais fresca, muito redonda e fácil de beber, um show;
  • Cos D'Estournel - tomamos o Goulée 2004, o Pagode de Cos 2002 e o próprio Cos D'Estournel, todos excelentes, mas o Estournel é espetacular, muito persistente;
  • Vinha Pan 2005 - mais um excelente vinho tinto do Luis Pato, muito original, elegante sem perder a potência, persistente na boca;
  • Abafados Moleculares - ótimos vinhos doces do Luis Pato, o Rosé é perfeito para o dia dos namorados, seduz qualquer mulher;
  • Campolargo Pinot Noir - encorpado e diferente para um Pinot, com toque vegetal marcante, bastante acidez e taninos, deve ficar muito bom com uma boa comida;
  • Pintia 2005 - aromas de chocolate, um vinho tânico, seco, bem gastronômico, muito bom;
  • Alion 2005 - um grande vinho, frutado, amadeirado, complexo, um grande vinho;
  • Tokaji Oremus Dry - um branco tostado, com bom corpo, muito bom;
  • Tokaji 3 puttonyos - um vinho húngaro doce excelente, impecável;
  • Ànima Negra - vinhos bem diferentes e interessantes, produzidos na ilha de Mallorca;
  • Felton Road block 3 - um bom pinot noir da Nova Zelândia, com muita personalidade, concentrado e boa acidez - desagradou ao Chede, pelo caráter mais vegetal que os borgonhas;
  • Paul Hobbs - os chardonnays são muito bons, melados, amadeirados e com ótimo corpo. Os pinot noir apresentam toque vegetal marcante mas mantendo a delicadeza, bons, mas sinceramente preferi o Drouhin do Oregon que tomei há pouco tempo. Os cabernet sauvignon são apimentados, elegantes, com muito equilíbrio no final de boca, gostei;
  • Catena Zapata - Provei o Nicolas Catena 1999 e 2006, muito diferentes entre si, o 99 já bem mais amaciado, leve, mas complexo. O 2006 bem frutado, mas ainda duro, alcóolico. Provei também o Malbec Argentino 2005, um grande vinho, um veludo na boca, muito bom.

Até mais !

Encontro Mistral 2010 - Primeiras Impressões

Ontem estivemos no Encontro Mistral, juntamente com os amigos Rafael (esq), Edu (dir), Chede e Marcello Pedroso.
Tivemos a oportunidade de provar muitos vinhos bons e muitos vinhos diferentes, de uvas ou regiões que não estamos habituados.
Foi uma ótima experiência, pena que há tanto para ver e provar que o tempo disponível não é suficiente. Para se ter uma idéia, o Hyatt teve de apagar as luzes para o pessoal ir embora, o que ocorreu já bem depois do horário previsto para o término do evento.
Mesmo assim a saída foi lenta e o estacionamento do Hotel, como sempre, demorado para retirar o carro.
Aos poucos vamos comentar alguns dos vinhos que nos chamaram a atenção.
Até lá!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Arquivo do Vasco: Borgonhas Premier Cru (Morey-St-Denis 'Les Loups' e Monthelie 'Les Duresses')

Esse é o último posto do Arquivo do Vasco. Foi muito bom lembrar de alguns dos bons (ótimos) vinhos que tomamos nos domingões.
Claro que não podiam faltar os meus preferidos, os Borgonhas. E aqui temos dois exemplares bem distintos.

O Morey-St-Denis: Este vinho é feito pelo renomado Domaine de Lambrays, no vinhedo 'Les Loups'. A região fica no norte da Cote D'or da Borgonha.
Esse vinho eu tomei pela primeira vez comemorando meu aniversário há alguns anos no D.O.M., o restaurante do Alex Atala, o representante paulistano entre os 50 melhores do mundo (parece que em 2010 ficou classificado em 18º lugar). Aliás, foi a primeira e única vez que fui lá. Preciso voltar, quando o dinheiro der...
Eu adorei esse vinho e procurei-o por algum tempo, sem sucesso. Um dia, quando estava comprando outras coisas na Mistral, perguntei o que eles tinham de Morey-St.-Denys, e para minha felicidade o vendedor voltou com essa garrafa na mão, que era da mesma safra do que eu tinha tomado no DOM. O mais bacana é que eu achei que não iria encontrar o Morey deste produtor, pois não consta do catálogo da Mistral... Mas pelo que vi eles têm um "arquivo" secreto de vinhos.
Falando do vinho, este borgonha tem uma coloração bem rubi, é bastante frutado e tem um estilo mais encorpado, de encher a boca sem perder a delicadeza, diferente dos borgonhas que são extremamente leves. Com ótima acidez, é um vinho excelente. Recomendo muitíssimo.


O Monthelie 'Les Duresses': Esse é um borgonha que eu não tomo faz algum tempo, mas que tomei frequentemente durante uns 2 anos.
É um vinho produzido pelo Château de Puligny-Montrachet, que pertence à família Montille (famosa pelo filme Mondovino).
Um borgonha muito bom, bem leve e delicado, mas com um sabor frutado marcante. Para mim é um achado na faixa de preço (uns 140 reais), e por isso comprei muito dele.
Atualmente, para manter meu vício nos borgonhas, tenho comprado outros vinhos, especialmente do Club do Taste-Vin, onde há Mercurey, Pommard, Nuit Saint Georges e Volnay entre 130 e 180 reais. Todos muito bons.

Tomaram: João Francisco no Feriadão - Parte II (Avondale Muscat, De Martino 347 e Casa Silva Cabernet Carmenére)

E a saga viticultora do João Francisco teve mais 3 exemplares - dois tintos e um doce sulafricano:

Primeiro um chileno simples:

"Bom vinho de corte.
Os puristas que perdoem - mas a necessidade comercial - fez com que tenhamos interessantes vinhos.
Para o dia-a-dia vai bem."

Depois um chileno melhor trabalhado:

"Este com certeza foi um dos bons vinhos tomados.
Estava em BH e sem querer me hospedei ao lado da distribuidora.
Não conhecia o Carmenere e foi sugestão do garçom que me atendeu.
Fiquei surpreso tanto com o vinho como pelo atendimento do local excepcional."

Finalmente, um vinho doce, para uma boa sobremesa (já postamos aqui um Chenin Blanc da Avondale, e o produtor parece ser bom e consistente):

"Vinho de sobremesa - orgânico.
Surpreende - cor e aroma.
Detalhe a garrafa é bem bonita."

Tomaram: João Francisco no Feriadão - Parte I (Aromo, Paulo Laureano e Punto Final Malbec)

O Feriadão do amigo João Francisco não foi fraco não. Quem disse que no interior de São Paulo, mais precisamente em Bauru, não se bebe vinho ....

Eis aí a primeira parte dos vinhos tomados, fotografados e comentados pelo João:

Primeiro esse chileno cabernet sauvignon:

"Bom. Aqui devo contextualizar - FRIO em Bauru - numa pizzaria simpática chamada Bambina - dessas com muitas famílias crianças correndo, etc...
Poucas opções - mas excelente boa vontade e simpatia do garçon que trabalha na casa a dezesseis anos.
Assim, com estas peculiaridades devo falar que foi um bom vinho.
Joao Moraes"

Segundo esse português básico, do Paulo Laureano. Acho que já bloguei aqui uma meia garrafa dele, é um vinho muito bom mesmo, e não é caro. Comentários do João:

"Não tenho conhecimento mais profundo sobre vinhos portugueses - mas este vinho me surpreendeu bom custo beneficio.
Bom gosto final e cheiro bastante agradável.
Joao Moraes"

Finalmente esse malbec argentino, que tem ainda 2% de cabernet franc e custa em torno de R$ 40,00. Comentários do João:


"Um Malbec encorpado tem um pequeno percentual de cabernet franc.
A cor e intensa. Pode ate parecer besteira mas chamou atenção a rolha que apesar de ser silicone tem um tom laranja bem forte - diferente do usual.
Um bom vinho - custo beneficio.
Joao Moraes"
Já já vem a segunda parte dos vinhos tomados pelo João no Feriadão !

domingo, 6 de junho de 2010

Tomado: Dolcetto D´Alba - Livio Pavese

Esse eu tomei.
Sábado (05/06/2010) almoçando no restaurante Per Paolo no Shopping Morumbi, com a Giovana, Rodrigo, Taciana e Sofia. Apenas eu e o Rodrigo tomamos o vinho.
Trata-se de um vinho bastante leve a agradável. Delicado. Muito boa pedida.
Acompanhou o meu filé à parmagiana com pene ao molho basílico. Para o meu prato o vinho tinha pouco corpo, ficou sobreposto pelo prato. No entanto, uma ótima pedida.
É importado pela Casa Flora e pelo preço que pagamos no restaurante, é um excente custo/benefício.

Luiz Felipe na Concha y Toro - Parte II (Don Melchor e Trio)

A segunda parte da visita do Luiz Felipe à Concha y Toro está ainda melhor que a primeira, incluiu a degustação de um dos melhores vinhos das Américas, o Don Melchor. Eis os relatos do correspondente internacional:
"A segunda parte do passeio da concha y toro foi no restaurante, lá tem todos os tipos de vinho produzidos por eles para degustar. Tomei apenas duas taças, não é muito barato degustar os vinhos... Os vinhos escolhidos foram o TRIO e o Don Melchor.

O Don Melchor (safra 2006) não será comentado por mim, não quero arriscar um palpite furado, mas a minha impressão é a seguinte: SENSACIONAL!


Mas achei muito interessante a idéia do TRIO, misturar três tipos de uva (merlot, carmenere, cabernet) era uma coisa que ainda não tinha visto, não sei se vende esse vinho no Brasil (acredito que sim), mas vale a pena tomar, é muito gostoso. Foi um dos vinhos que mais me impressionou nesta viagem.


Bom, nem preciso falar que comprei um monte de vinhos na saída! A loja da concha y toro é bem bacana, comprei o máximo de vinhos diferentes, tem um que é produzido com uvas orgânicas e acho que vai ser uma boa pedida quando chegar em São Paulo.

Fica aqui o meu agradecimento para o posto de informaçoes para os turistas daqui de Santiago, exemplo de organização e que deveria ser copiado pelo nosso país.

Abs,
Luiz Felipe"

Muito bom Luiz, deu até inveja da sua degustação. Quanto ao TRIO, fica tranquilo que tem aqui no Brasil e é um vinho relatiovamente barato.

Luiz Felipe na Concha y Toro - Parte I (Terrunyo e Marques Casa Concha)

Nosso correspondente em Santiago visitou a Concha y Toro e nos enviou as seguintes impressões (ainda dá dicas de como chegar lá sem gastar muito!!):

"CONCHA Y TORO!

Ótimo passeio para fazer aqui em Santiago.

Se você nao tem grana e quer aproveitar mais o pouco que tem para tomar vinhos e conhecer a cidade, vá para a concha y toro de metrô e ônibus, A estaçao de metrô é a Bellavista de La Florida, de lá tem que pegar um ônibus para PIRQUE e pedir para o motorista avisar quando chegar. O trajeto todo dura 1h30, mas é muito mais barato do que pegar um táxi por 40.000 pesos. Paguei 20.000 no táxi da volta e dividi com duas cariocas que estão em um hotel de providencia, uma delas é estudante de direito e estuda na PUC. A volta é complicada para quem vai comprar umas garrafas, meu caso, mas é fácil encontrar algumas vans de turistas e gente pegando táxi, ai a opção é dividir mesmo!

Na concha y toro tem dois tipos de passeio, o mais barato tem pouca degustação e outro tem um pouco mais, acho que a diferença é de dois vinhos, só que bem mais caro. Bom, tomei os seguintes vinhos no passeio:

Terrunyo (vinho branco): Bom vinho, foi servido gelado e tava bem refrescante, senti um gosto bem ácido e gostei bastante.


A próxima degustação foi a do MARQUES, serviram os três tipos dele (carmenere, cabernet sauvignon e merlot) numa aula de uma somelier. Ela ensinou como degustar os vinhos com a visão, olfato e paladar, muito interessante para quem não sabe nada de vinho (me incluo aqui), Servem também uma tábua de queijo para acompanhar a degustação.

O Merlot é o mais suave dos Marques e o Cabernet é o mais forte, mais encorpado, muito bom! Mas o meu preferido foi o carmenere, senti gosto de frutas vermelhas, cereja, amora e, também, de baunilha. Compraria esse vinho no Brasil, é realmente uma ótima opção.

Esta foi a primeira parte do passeio da concha y toro, que já está sabendo da existência do ESSE EU TOMEI!! A idéia do Blog foi até elogiada pela somelier.

hasta luego!!!

Luiz Felipe"

Muito bom Luiz, grande visita, boas fotos e muitas recordações...

Luiz Felipe em Santiago: Os Vinhos de Caixa no Chile


Direto do nosso correspondente em Santiago:


"Fala Rodrigo,

Tá um pouco difícil encaminhar as fotos dos vinhos, aqui no albergue só tem um computador para conectar USB. De qualquer forma, voltando naquele assunto do vinho em caixa, tomei dois vinhos desse tipo que se saíram muito bem: Clos (concha y toro) e Gato Negro.

Esses vinhos são bem baratos aqui em Santiago e por isso acabam sendo a preferência aqui no albergue. É possível comprar caixas de mais de 2L e caiu muito bem para fazer aquele esquenta típico dos brasileiros, já que na noite passada fomos a um bar chamado "constituicion". Valeu o esquenta e a balada, as chilenas gostam de brasileiros e são muito simpáticas.

Vinho aqui é muito barato, tomei um conha y toro, "exportacion" por mil pesos chilenos. Você compra um cachorro quente e um refrigerante com esse preco. Vou ficar devendo a foto das caixas dos vinhos tomados, mas o próximo e-mail será do passeio da concha y toro.

Tomei até Don Melchor!

Assim que conseguir baixar as fotos, vou mandar todos os vinhos tomados no passeio da Concha y Toro, mas só pra te deixar curioso, tomei três ótimos vinhos: Don Melchor, Trio (este é muito interessante) e Marques.

Entreguei o cartao do ESSE EU TOMEI para a somelier da concha y toro, ela curtiu a idéia do blog e ficou de entrar para conhecer.

OBS: Giovana, tá muito frio aqui, aquele calor de Sao Paulo foi embora! rs... Viva Santiagooo!!!

Abs,

Luiz Felipe"


Pelos vinhos e pela observação feita em código para a Giovana, acho que o Luiz está se dando bem em Santiago....


Rodrigo

Tomado: Tremendus Blanco

Esse eu tomei!
Esse foi o último vinho da noite, tomado já madrugada adentro na residência dos Gonçalves. Um branco leve, refrescante, bem frutado e cítrico.
Um ótimo aperitivo vindo da famosa região de Rioja, na Espanha.
Não tenho mais nada a dizer...

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