sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tomado: Morandé Late Harvest Sauvignon Blanc 2007

Esse eu tomei.
Foi o vinho que finalizou a noite de terça-feira (20/07/2010) lá em casa. Como estávamos decepcionados com os Morandé Carmenère Pioneiro, que estavam estragados, resolvemos dar outra chance a esse produtor que tanto tomamos e gostamos. (Anote-se que não podemos afirmar que a deteriorização dos vinhos é responsabilidade do produtor. Há diversos outros elementos, que não temos como verificar, que podem ter contribuído com a deteorização dos vinhos.)
Trata-se de um sobremesa feito de savingnon blanc, coisa que não estou acostumado a tomar. 
Um vinho de sobremesa simples e agradável, bem mais leve que a maioria vinhos de sobremesa no que concerne ao corpo, quanto ao sabor, bastante doce.
Embora seja bastante doce, a falta de corpo e acidez fez com que ele não harmonizasse bem com a deliciosa torta de limão trazida pelo Broka. A torta, também muito doce, anulou o vinho. Vale a pena experimentá-lo novamente com uma sobremesa mais leve.

Tomados: Morandé Pioneiro Carmenère 2007 e 2008

Esse eu tomei.
Ou pelo menos tentei tomar. Foram os vinhos que tentamos tomar depois do Ysern na terça-feira. Digo que tentamos tomar, porque ambos estavam indubitavelmente defeituosos, com aquele gosto que se atribui a xixi de gato (nunca provei xixi de gato, mas imagino que seja parecido).
Primeiro tentamos o 2008, péssimo, intomável, conclusão unânime. Depois, tentamos o 2007, estava menos ruim, porém como o mesmo defeito. Ambos foram para o lixo.
Essa foi a primeira experiência desagradável com vinhos do Morandé. Muito estranho, que estas coisas acontecem... acontecem, mas duas vezes em uma só noite! Com vinhos da casta e do mesmo produtor! De safras diferentes! Realmente não sei o que aconteceu. Inexplicado.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tomado: Ysern Tannat X Tannat Roble 2007

Esse eu tomei.
Também no churras de terça-feira lá em casa (20/07/2010) com a Gi, Broka, Juliana, Rica e Sabrina. Foi o vinho que sucedeu o SUD Malvasia Nera.
Já tinha tomado e postado recentemente o Ysern Blend of regions Tannat X Tannat Gran Reserva 2005 e fiquei muito bem impressionado com a qualidade do vinho. Decidi então comprar uma garrafa do seu "irmão mais novo" com custo ainda melhor que o primeiro (R$ 30,00).
Como dito, ambos, são compostos por uvas tannat de dois vinhedos distintos, um localizado em Cerro-Chapeu (solo arenoso e clima continental) e outro em Las Violetas (solo argiloso e clima marítimo).
Trata-se, também, de um excelente vinho. A diferença básica entre os dois é que o Grand Reserva passa 18 meses em carvalho e o Roble apenas 9 meses. Provavelmente as uvas utilizadas no Gran Reserva devem ser as da primeira escolha.
No entanto, este Roble é também um vinho muito bom. Um pouco mais mineral e mais "espetado" que o Grand Reserva, que é evidentemente mais redondo. Mas gostei muito desse, é um vinho descontraído, alegre e muitíssimo agradável. Para um churrasco de meio de semana é o vinho ideal. Se tivesse uma adega maior certamente guardaria uma caixa deste para as grandes baladas. Percebam que o Rouble é 2007, provavelmente o Grand Reserva 2007 ainda não chegou ao mercado. Considerando a qualidade do Roble, o Reserva também deverá ser um bom vinho.
Leiam, também, os comentários feitos sobre o Ysern no blog Vinho para Todos, que, diga-se de passagem, teve impressões diversas das minhas. Mas vinho é isso aí... As impressões são muito particulares.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tomado: SUD Malvasia Nera de San Marzano

Esse eu tomei.
Foi o primeiro tinto do churras de ontem (20/07/2010), quando a carne começou a sair da churrasqueira.
Trata-se de uma porrada. Daqueles vinhos para se tomar de garfo e faca. Tem um corpo absurdo e um fortíssimo sabor de fruta madura. O sabor de fruta madura é tão intenso que até dá impressão que foi corrigido com açúcar. Como nunca tinha tomada nada dessa região (Salento), nem desta casta (malvásia nera), não posso afirmar com segurança que toda essa doçura não é do próprio vinho. De qualquer modo, não é meu tipo de vinho, muita potência e pouca complexidade. É um vinho "chapado", passa apenas uma impressão, no caso, fruta madura, quase doce.
Não digo que não é um bom vinho, mas eu não gostei do estilo.
Já tinha tomado outro desse produtor, um Primitivo di Manduria, que também não gostei, achei muito intenso, esta deve ser uma característica do produtor.

Tomado: Casa Valduga 130 Brut

Esse eu tomei.
Ontem (20/07/2010) em um churras improvisado de meio de semana aqui em casa pra comemorar o dia do amigo (rs...). Contamos com a nobre presença do casal de amigos Ju e Broka e do meu irmão Ricardo e sua digníssima esposa.
Neste agradável clima, enquanto a churrasqueira aquecia, iniciamos os trabalhos degustando esse espumante nacional reputado como um dos melhores do país.
De fato é um bom espumante, mas confesso que esperava bem mais.
Começou pela perlage, muito pouco persistente. Perceba na foto a seguir que enquanto o Broka servia uma taça a outra já tinha perdido toda a perlage.
No copo, um minuto depois de servida era quase um vinho branco.
O gosto, embora bastante complexo, e também persistente, mostrou-se, para o meu gosto, um pouco doce demais.
Não acho que mereça o título que alguns atribuem como o melhor espumante brasileiro. Acho que tomei melhores.
Após essa garrafa tomamos um Norton Cosecha Especial Extra Brut que já blogamos aqui. Ficou nítida a superioridade do argentino, que embora não seja tão complexo quanto o nacional, pela persistência da perlage, textura, acidez e "secura" mostrou-se bem mais agradável. Veredito unânime.
O Casa Valduga 130 é vendido por aproximadamente R$ 55,00. Na minha opinião, com essa grana há muitas opções bem melhores.

Tomaram: Pacheca 2006

Esse tomaram!
Nosso amigo João Moraes resolveu realmente se aventurar no mundo dos vinhos portugueses. Já era hora, são vinhos muito bons e com preços muitas vezes melhores que os concorrentes europeus e até mesmo sulamericanos.
Seguem os comentários do João sobre este Pacheca 2006. Na sequência falo um pouco da vinícola, que tive a oportunidade de visitar em janeiro de 2010:
"Mais um Português - ate aí nenhuma novidade - temos experimentado com maior frequência os Portugueses.
Este da região do Douro.
Agora a pergunta de um leigo - porque alguns vinhos tratam de suas características já no rotulo diretamente na língua inglesa? Será que são vinhos preparados diretamente para exportação?
No caso possivelmente sim - a cor aquele rubi mais intenso que o mercado está acostumado. O aroma bom, mas simples.
Um vinho para o dia-a-dia.
Em compensação a comida estava deliciosa, um risoto de Limão Siciliano com pequeninas lascas de parmesão e um bife a milanesa de deixar saudades. Isto no simpático vizinho Noa."

João, realmente é muito comum os rótulos dos vinhos portugueses em inglês. Acho que o maior motivo é o fato de a Inglaterra ter sido sempre um grande importador dos vinhos da terrinha. Aliás, muitas vinícolas tem donos ingleses, o que também favorece isso.

Não acho que seja o caso da Quinta da Pacheca, pois estivemos lá em janeiro e falamos com as diretoras da vinícola, que são todas portuguesas.

Esta Quinta é muito bonita, fica grudada no Hotel Acquapura, um resort incrível no centro do Douro, que para mim é uma das paisagems mais bonitas que já vi.

Na ocasião provamos todos os vinhos da Quinta, tendo gostado miuto dos Portos LBV e Vintage e do tinto Quinta da Pacheca Reserva Vinhas Velhas.

A importadora desses vinhos é a Vinci. Este Pacheca custa R$ 40,53, o Reserva custa R$ 123,72, o Vinhas Velhas R$ 150,45, e o Porto Vintage 2003 vale R$ 247,26.

Abaixo vão algumas fotos, com a presença dos blogueiros Rodrigo e Carlos, retratando os barris da Quinta da Pacheca e os lagares onde até hoje se faz a pisagem das uvas:

Lagar da Quinta da Pacheca

terça-feira, 20 de julho de 2010

Champanhe mais antigo do mundo é achado em naufrágio

Esse eu não tomei. Rs...

AP - O Estado de S.Paulo
ESTOCOLMO
Pesquisadores descobriram, em um navio naufragado no fundo do Mar Báltico, o champanhe mais antigo do mundo em condições de ser bebido. Segundo o instrutor de mergulho Christian Ekstrom, um dos descobridores do "tesouro", as garrafas são da década de 1780 e faziam parte de uma carga que estava sendo levada para a Rússia. A nacionalidade do navio afundado ainda não foi determinada.
Uma das garrafas foi trazida à superfície e a equipe de mergulhadores experimentou a bebida. "Trouxemos uma garrafa para poder estabelecer a idade do naufrágio", disse Ekstrom. "Não sabíamos que seria champanhe. Achamos que era vinho ou algo do tipo", completou.
O mergulhador conta que a equipe ficou entusiasmada ao abrir a garrafa, após recuperá-la de uma profundidade de 60 metros. "O gosto era fantástico. Um champanhe muito doce, com gosto de tabaco e carvalho."
O naufrágio foi descoberto na terça-feira passada, perto das Ilhas Åland, entre a Suécia e a Finlândia. Segundo os mergulhadores, há cerca de 30 garrafas.
A garrafa recuperada foi enviada para testes na França. Para o especialista em vinhos Carl-Jan Granqvist, cada garrafa pode atingir o preço de 50 mil (R$ 115 mil), se as rolhas estiverem intactas e se a bebida for genuína e estiver em condições de ser consumida. "Se for verdade, é uma descoberta única. Não sei de outras garrafas tão antigas." O champanhe mais antigo conhecido até então era um Perrier-Jouet de 1825.


Tomado: Ysern Blend of regions Tannat X Tannat Gran Reserva 2005

Esse eu tomei.
Considerando que o meu companheiro de blog abriu o dia com um post sobre um tannat, tomado pelo João, nosso mais assíduo colaborador, lembrei que tinha na minha lista de pendências com o blog o post sobre esse excelente vinho uruguai, também feito com uvas da casta tannat.
O curioso deste vinho é que é um "blend" de uvas tannat de duas propriedades, que segundo o produtor são bastante distintas.
Confesso que não tivera boas experiências com vinhos urguaios, e que relutava em experimentar outros vinhos deste país.
No entanto, por insistência do nosso amigo André da Empório Mercantil, resolvi experiementar esse aqui. E fiz bem.
Um vinho sem muitas pretensões, relativamente barato (R$ 45,00), com o qual simpatizei em razão do belíssimo rótulo.
Tomei em casa em um jantar de meio de semana com a Gi (12/07/2010), e fiquei muito bem impressinado, bastante encorpado, redondo, agradável com um toque bem leve de madeira.
Para a faixa de preço é um vinho bem acima da média, realmente vale muito mais do que custa, tem uma complexiadade de sabores que não se encontra em vinhos com este custo.
Recomendadíssimo. Mais uma bola dentro do pessoal da Empório Mercantil.

Tomado: Porto Fonseca Tawny 20 anos

Esse eu tomei!
E tomei em etapas, primeiro com a sobremesa na casa do Carlão (bolo de milho com canela e açúcar), depois em casa - uma tacinha - com chocolate e, finalmente, com o meu sogro Vasco neste último domingo. Não aguentamos e acabamos com a garrafa após o almoço.
Uma delícia.
Adoro os Portos tawny, os mais envelhecidos como esse são incríveis, muito complexos e com o doce bem integrado com o álcool. Sabores de melado, nozes, frutas secas e um toque defumado. Um show, dispensa maiores descrições.
Como disse uma amiga, um Porto 20 anos é melhor que Lexotan!

Tomaram: Avondale Reserve Muscat Rouge 2006

Pelo visto nosso amigo João Moraes também foi fisgado pelos vinhos doces.
É hora de esquecermos esses preconceitos bobos que muitos ainda têm sobre vinhos brancos e vinhos doces.
Não é porque um dia se tomou uma bela porcaria de garrafa azul alemã - que nem na Alemanha se toma - que devemos deixar de provar as maravilhas que são os vinhos brancos e os vinhos doces.
Eu particularmente sou fã de ambos e, no caso dos doces, adoro os fortificados como os Portos, Madeiras, etc.
O João tem tomado bastante dos doces e já está se apaixonando. Desta vez foi um tinto doce da África do Sul:
"Acabo por virar especialista em Vinhos tardios se deixar pela moça bonita que tem me auxiliado na árdua missão de bebericar uns vinhozinhos.
Os vinhos de sobremesa são sempre presentes dela. Cada vez mais nos encantamos pelo universo infindável dos Vinhos e tudo mais de gostoso que os cerca - como as boas conversas, as deliciosas comidas, etc...
Um vinho gostoso e de cor muito bonita. Um pouco mais adocicado que os já anteriormente provados."

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