domingo, 8 de agosto de 2010

Tomado: Madeira Blandy's Rainwater Medium Dry

Esse eu tomei!
Ontem, quando acabaram os champanhes, abrimos esse madeira para finalizar os queijos e já aproveitar para acompanhar a sobremesa, os pastéis de nata que comprei.
No Encontro Mistral fiquei encantado com os Madeiras da Blandy's, e resolvi comprar esse meio-seco que não estava na degustação do Encontro. Fiquei curioso, pois gostei muito do doce (malmsey) e do seco (sercial).
E ele não decepcionou, um vinho muito saboroso, complexo e redondo na boca. Já virei fã dos Madeiras. E olha que esse é dos mais simples, com 3 ou 4 anos de envelhecimento em barricas, salvo engano.
O vinho: Coloração, como se vê na foto, alaranjada, caramelo claro, parecida com a de um porto tawny 20 anos. Aromas de nozes tostadas, sabor tostado e com boa acidez e final quase seco. Muito fino, recomendo.
Ficou melhor com os queijos e frios, mas não fez feio com a sobremesa e nem mesmo com algumas cerejas que acabamos comendo depois. Um vinho versátil, mas que cai melhor com aperitivos.
E o melhor de tudo é que, sendo um vinho fortificado, com 20 graus, a garrafa dura, sobrou metade para uma nova experiência...Na próxima vou abrir o Malmsey doce 10 anos, que é um vinho amarelado, com sabro de caramelo tostado, incrível.

Re-Tomado: Champagne Piper-Heidsieck e Laurent Perrier

Esses eu tomei! Resolvi postar novamente esses dois champanhes já blogados (vide Piper e L.Perrier), pois champanhes sempre merecem alguns comentários, especialmente quando se tem a oportunidade de comparar os sabores.
Fizemos um queijo, frios, castanhas, patê e vinhos em casa, organizado de última hora com os amigos e enófilos Marcello Pedroso e Chede (que chegou atrasado, só pegou a última taça da Piper-Heidsieck).
Vejam a mesa, ficou bonita:


Os champanhes são ambos muito bons, mas o Piper é mais seco, com aromas e sabores com muitos cereais, leveduras. Já o Laurent Perrier é mais frutado e ácido, com apenas um toque de cereais. A Laurent me pareceu mais complexa, melhor, mas a Piper é uma barganha do duty free, fiquei sabendo que está em promoção a 45 dólares. A Laurent é pelo menos 60 dólares no duty free.
Aliás, resolvi fazer essa esbórnia de champanhe porque em breve irei passar pelo aeroporto e vou poder me reabastecer de champanhes. Tava na hora de tomar essas!
E a companhia merecia. Foi um noite muito agradável, regada ao melhor espumante que existe, e um dos meus vinhos favoritos.

sábado, 7 de agosto de 2010

Tomado: Nieto Senetiner Malbec Reserva 2007

Esse eu tomei!
Fomos almoçar no restaurante argentino La Cabaña, na Av. Moema, perto de casa. Para acompanhar meu Vacio (fraldinha) com polentas fritas pedi esta meia garrafa. Era o melhor vinho em 1/2 garrafa do restaurante. Para as garrafas inteiras ainda tinha o Catena e o Angélica Zapata (por 160 reais...exagero), além de um outro mais caro que eu não lembro o nome.
Um vinho simples, frutado, com médio corpo e com aquele final com toque adocicado, típico dos malbecs argentinos. Com a carne ele melhorou e ficou bem redondo.
Sinceramente acho o Catena bem superior, apesar de ser um pouco mais caro. Essa 1/2 foi 32 reais no restaurante, deve ser uns 20 na importadora.
Conclusão do almoço: O restaurante não é sofisticado mas tem uma carne excelente, meu vacio estava macio, suculento, perfeito. Merecia vinho melhor.
Vai aí a dica para o restaurante, não exagerar na margem de lucro dos vinhos (um catena que custa 53 na mistral e estava 90) e melhorar a carta que tem basicamente vinhos argentinos simples e alguns poucos chilenos.
As carnes que preparam são muito boas, merecem mais.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tomaram: Dinastía Vivanco Crianza 2005, Selección de Familia

E o amigo João não toma só uma garrafa de vinho nunca, na sequência do côtes du rhône tomou um espanhol de Rioja, que deve ter sido ainda melhor...Eis as impressões do enófilo:

"Continuando a prosa resolvemos pedir mais uma garrafa.
Esta foi sugestão de minha amiga Jane, da Toque de Vinho.
Aliás foi engraçado - passamos a tarde de papo num cantinho aconchegante da própria loja. Lá tem um pouquinho de tudo: azeites, chocolates, queijos, etc.
Particularmente, este espanhol me agradou bastante. Um aroma marcante - muito expressivo - um vinho de presença.
O sabor também surpreende - sentimos o Carvalho que auxiliou o descanco do vinho. Mas sem perder a pujança característica marcante dos vinhos espanhóis.
Por fim, a cor também chama a atenção - mais leve do que estamos habituados - se compararmos com os chilenos/argentinos mais consumidos aqui no Brasil.
Resumindo, a tarde de sábado foi deliciosa e regada a bons vinhos. E vida dura..."
João, na próxima fala o preço para a gente...

Tomaram: Perrin Réserve, Côtes du Rhône

Esse tomaram. Já estava com saudades dos comentários do João Moraes, praticamente nosso correspondente na cidade de Bauru. Desta vez foi um vinho francês do Rhône:


"Como final de semana é tudo de bom.
Dia de desacelerar.
E nada melhor do que conversar com os amigos devagar e bebericando um vinho.
Neste último sábado tive o privilégio de apreciar este vinho francês.
Um vinho muito gostoso, com aroma agradável.
Os Franceses me surpreendem - talvez pelo meu pouco conhecimento -mas com certeza neste vinho a escolha foi mais do que acertada.
É importante citar que o sabor surpreende pela delicadeza - um vinho "redondo".
Ficamos muito surpresos e felizes com a escolha que nos embalou na boa prosa."

Encontro de Vinho - 05/07/2010 - Parte 2

Realmente o evento de ontem estava muito bom. Seja pelos vinhos apresentados, seja pela presença de pessoas agradáveis. Pudemos degustar bons vinhos e ter excelentes conversas sobre vinho.
O clima estava sensacional, como deve ser. Parabéns ao Daniel e ao Beto.
O Rodrigo já blogou vários destaques, aos quais acrescento os seguintes:
Gostei muito de uns vinhos trazidos pela importadora FTP:
  1. Doval Branco Colheita 2008 (Douro); vinho agradável frutado, com boa acidez com aquela característica de "agulhas" (sabe aquela sensação de que o vinho é frisante mas não é? Isso que chamo de "agulhas") típicas dos portugueses;
  2. Terras de Penalva Rosé 2006 (Beiras): Delicioso e diferente, com um bom corpo para um rose. Ótimo gosto acastanhado e bastante persistente. Imagino ser um ótimo acompanhamento para um camarão;
  3. Picos do Couto Reserva 2005 (Dão): Como os bons vinhos do Dão, leve e saboroso. Boa persistência. Ótima relação custo/benefício.
Todos esses vinhos mantêm as características da terrinha.
Gostei bastante, também, de um Chianti da Prieto Beconcini chamado Artiche Vie (não anotei a safra) e, da mesma importadora, gostei também do Reciso 100 % Sangiovese.
Tomei outras muitas coisas boas, mas não anotei e não consigo lembrar.

Encontro de Vinhos - 05/08/2010

Ontem estivemos no Encontro de Vinhos promovido pelo Daniel (Vinhos de Corte) e pelo Beto (Papo de Vinho). Foi um sucesso. Parabéns aos dois organizadores, realmente conseguiram reunir muitos produtores, revendedores e admiradores de vinhos.

Experimentamos muito vinho bom e ainda pudemos conhecer pessoalmente os blogueiros que 'convivemos' no dia-a-dia dos nossos passeios pela internet, como o Silvestre (Vivendo a Vida), o Jeriel (Blog do Jeriel), o Walter Tommasi (Tommasi no Vinho) e o João Filipe Clemente (Falando de Vinhos).
Pudemos até "dar uma rapidinha" com um Sassicaia 2006, trazido pelo Rogério da Ravin. Digo demos uma rapidinha porque esse vinho - espetacular - foi devorado pelos presentes em poucos segundos, apesar de merecer ser decantado e bebido com calma, algo impossível nas circunstâncias do evento ... Mas valeu muito à pena conhecer esse ícone dos vinhos italianos e comprovar que realmente sua qualidade é incrível.
Provamos também alguns vinhos brasileiros, sendo que o melhor tinto que achei foi o Pizzato DNA 99, um Merlot da Safra 2005. Mesmo assim, ressalto que o custo desse vinho torna difícil sua compra, pelo menos para mim, pois é cerca de 120 reais.

Entre os espumantes tomamos a maravilhosa Angel Dust, da SP Gourmet, um champagne legítimo e um pouco mais adocicado - extra dry - com aromas e sabor de pão tostado e mel, muito boa mesmo. Tenho certeza que minha sogra, que não gosta dos champagnes brut em razão do final mais amargo, vai adorar esse.

Ainda provamos dois ótimos espumantes nacionais, os Maximo Boschi (tradizionale e speciale 2006), trazidos pelo Empório Del Mundo e servidos pelo Carlos Toledo:


Achei excelentes esses espumantes e gostei ainda mais porque estão na faixa dos 40 a 70 reais e o Empório fica na Rua República do Iraque, perto de casa.

Destaco ainda três vinhos que tomei no stand da Ravin, o Vega Saúco Crianza - que ganhou a degustação às cegas do evento - e custa apenas 49 reais; o Zuccardi Serie A Torrontés - um branco ácido e saboroso (lembra lima), muito bom; o Zuccardi Serie A Bonarda - um tinto frutado e redondo, bom para sair da mesmice dos Malbec.

No stand da Cantu ainda provamos dois ótimos vinhos, um Amarone rico e intenso e um Pomerol (Chateau La Fleur du Roy). Ambos muito bons, mas acima de 200 reais...

Finalmente, tivemos um papo muito agradável com o representante da Cave Jado, um francês muito simpático. Aliás, experimentamos alguns vinhos do Loire e do Sudoeste francês - trazidos pela Jado - muito agradáveis e com boa relação de custo.


Bom, foi isso que consegui lembrar depois de tudo o que tomamos... Carlão, me ajuda aqui e acrescente o que mais lembrar !!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Devaneios: Como Alberto Caeiro degustaria um vinho?


Hoje saí de casa bem cedo para ir viajar. Fui pegar avião a trabalho. Extraordinariamente chequei cedo no aeroporto e pude dar uma sapeada na Livraria Laselva da sala de embarque de Congonhas. Como fui apenas fazer uma audiência e ver alguns processos levei somente um caderninho no paletó, dispensei a pasta – muito melhor viajar sem precisar carregar nada.
O lado ruim é que percebi que não tinha levado nada para ler nas esperas que teria ao longo do dia (no aeroporto, no avião, no fórum aguardando a audiência, no aeroporto de novo e no avião da volta). Assim resolvi comprar um livrinho de bolso, teria o que ler e não teria que carregar nada.
O primeiro livreto que me chamou a atenção tinha o título: “Tudo que você precisa saber sobre vinhos” (ou algo parecido). Compulsei vorazmente o pequeno volume e logo compreendi que se tratava de uma espécie de auto-ajuda para se tornar um “enoentendido”. Dissertava sobre os tipos de vinhos, tipos de uvas, o modo “certo” de servir cada vinho, a temperatura “certa”, a comida “certa”, como fazer para degustar “corretamente” etc., tinha até um capítulo dedicado ao “jargão” dos “degustadores de vinhos” com uma espécie de glossário.
Embora seja um entusiasta por vinhos o livreto não me interessou. Saí então em busca de um outro título que trouxesse uma leitura casual, que não fosse contínua, que eu pudesse ler em pílulas. Deparei-me com um batidíssimo volume com as principais poesias de Alberto Caeiro, o poeta “guardador de rebanhos” inventado pelo gênio e também poeta Fernando Pessoa (isso é que é metalinguagem: o poeta que por poesia inventa outro poeta, coisa de gênio mesmo).
Só no vôo de volta consegui tocar no livrinho, na ida dormi e nas demais ocasiões previstas não tive tempo suficiente sequer para tirá-lo do plástico. Fiquei então imaginando: como esse curioso poeta inventado, com sua visão de mundo peculiar, "degustaria" um vinho?
Obviamente que não encontrei uma poesia nesse sentido, mas encontrei diversas outras que nos dão algumas dicas. Especialmente na poesia chamada “O Meu Olhar”, em que o poeta fictício descreve como vê a natureza, fica claro o que para ele seria importante no ato da “degustação”. Vejamos o que o o poeta nos ensina:

O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol,
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tomado: Montessu 2006

Esse eu tomei.
Neste sábado em um restaurante que não sei como não tinha ido antes, o Pasquale Cantina.
Esplêndida cantina, simples, aconchegante e que serve uma belíssima macarronada, sem aquele característico exagero de molho de tomate (que eu também gosto). Deliciosa, e o melhor de tudo: tem uma carta de vinho com preços honestos, vastíssima no que concerne aos vinhos da Itália. Vai direto para nossa lista de locais recomendados para se comer bem e tomar um bom vinho.
Esse vinho era um convite da casa, vendido na importadora (Ravin) por R$ 129,00, no restaurante nos custou apenas R$ 89,00!
Ótima iniciativa do restaurante e - imagino - da importadora. Como a carta é muito extensa e fiquei em dúvida entre um montão de opções, resolvi aceitar a recomenação da casa. Ademais, era um vinho que tinha curiosidade de tomar. Elaborado pelo mesmo enólogo da "lenda" Sassicaia, com um corte de uvas que nunca tinha tomado...
-- Sra. uva Carignano (que compõem 60% desse vinho). Muito prazer, Carlos. Vamos nos encontrar outras vezes.
Um grande vinho! Surpreendeu-me positivamente. Encorpado, potente, vermelho escuro, cheio de sabor e personalidade. Notei sabor de tabaco, café e especialmente ervas. Delicioso cheiro. Combinou muito bem com o condimentado macarrão que comemos. Conforme o tempo passava o vinho ia melhorando ainda mais.
Terminamos o almoço e, como era apenas um almoço, sobrou um quarto do vinho. Enfiei a rolha novamente na garrafa e trouxe pra casa. Esqueci na adega. Agora, mais de 70 horas depois, tomo seus últimos goles enquanto escrevo esse post. O vinho ainda está delicioso, nem parece que estava aberto há tanto tempo.
Concluo que é um vinho pra se comprar de caixa e estocar para o futuro, tem um ótimo potencial de guarda, certamente vai estar ainda melhor nos próximos anos.
Provavelmente vou comprar outras garrafas pra guardar. As que não aguentar guardar vou deixar aerando no decanter por alguns minutos antes de tomar.
Muito bom tomar um bom vinho, em um bom lugar, comendo uma boa comida e, principalmente, em uma excelente companhia. Vejam a cara de felicidade da madame depois de umas duas taças. Não é de dar inveja?

Ranking Enoblogs - Esse eu Tomei! em 4º lugar

Agredecemos mais uma vez as visitas de todos, especialmente daqueles amigos que acessam o blog quase que diariamente. É uma grande e grata surpresa estarmos entre os mais acessados blogs de vinho, dentre os mais de 200 cadastrados no Enoblogs.

Obrigado mesmo. Esperamos continuar a trazer bons conteúdos para o prazer, quase etílico, de todos os nossos visitantes.

Rodrigo e Carlos

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