segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tomado: 1810 Carménère e Cabernet Sauvignon 2006, Casa Donoso

Esse eu tomei!
Este foi o primeiro vinho tinto que tomamos (Eu, Zé Olinto, Elsa, Pecchiae e Thaís) para acompanhar uma boa pizza no sábado.
Um chileno de boa qualidade, com aromas de frutas e especiarias e um corpo médio bem aveludado. Um bom vinho (eu achei), mas que não agradou muito o Zé Olinto - ele não disse porque.
Por isso, na sequência, pedimos um Crozes-Hermitage, que foi até mais barato e melhor...

Tomado: Prosecco di Valdobbiadene Valdo Marca Oro

Esse eu tomei!

Foi o vinho de aperitivo, enquanto aguardava uma mesa na Pizzaria Leona, neste sábado. Aliás, é uma pizzaria muito boa e uma das mais bonitas de São Paulo:

O vinho: Aromas leves, toque cítrico e um final discretamente adocicado. Muito bom aperitivo. Gostei bastante.

Tomaram: Pozuelo Reserva 2003

Colaboração, mais uma, do João Francisco, tomado nesse final de semana:


"Gosto decididamente dos vinhos de corte.
Entendo pouco dos vinhos Espanhois -mas fiquei curioso e resolvi arriscar - ainda bem.
Uvas 80% Monastrell, 10% Cabernet Sauvignon, 5% Tempranillo, 5% Syrah.
Um aroma bem gostoso.
Fica ainda melhor com um pouco de descanço.
Confesso que ainda tenho um pouco em dúvida qual seria a melhor combinação para o vinho, mas vou bebendo enquanto descubro ou não..."

Tomaram: Château Bel Air 2008

Mais uma colaboração do amigo e enófilo João Francisco de Moraes, que assim comentou esse bordeaux simples mas sempre agradável:

"Vinho honesto - o que realmente vale a nota foi a bela comida do simpático Nou que fica na Ferreira de Araujo em Pinheiros.
O vinho foi acompanhado por um belo medalhão com molho de cogumelos e um spaghetini ao pesto com tomatinhos cereija.
Vale o destaque para a música - Jazz de primeira o que deixa o local ainda mais aconchegante para bebericar."
É o João sempre sabendo aproveitar os detalhes de cada bom momento da vida...

Encontro Mistral 2010 - Castello Del Terriccio (Lupicaia 2004)

Para finalizar os posts sobre o Encontro Mistral 2010, nada melhor do que falar de um ótimo produtor italiano e de quatro vinhos muito bons que tomamos.
São toscanos com cortes de uvas francesas, bastante interessantes.
Das minhas anotações tenho:
Tassinaia: um vinho tânico, com muita fruta, mas muito macio e agradável no final de boca. Gostei.
Castello del Terriccio: esse é mais encorpado, com Syrah, vinho gastronômico de qualidade.
Lupicaia: 85% cabernet sauvignon, muito complexo e macio, sem dúvida o melhor de todos. Um vinhaço.
Único detalhe, não são vinhos baratos....178 prá cima !

sábado, 12 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Tenuta di Trinoro 2006

Esse certamente foi um dos melhores vinhos que provamos no Encontro Mistral e, sem dúvida alguma, um dos mais caros (R$ 975,00).
É um supertoscano que tem predominantemente merlot e cabernet franc, com um pouco de cabernet sauvignon e petit verdot.
Um vinho realmente extraordinário, muito complexo, aliando força e maciez, com um final muito persistente. Um show de vinho. Valeu a experiência, pois esse é um daqueles que já é difícil comprar conhecendo, quando mais sem nunca ter provado.
O duro é ter coragem de gastar 1000 em uma garrafa. Eu ainda não tenho...
Abaixo transcrevo os comentários da Mistral sobre o vinho:

"O fantástico tinto Tenuta di Trinoro é "um pretendente a ser o Château Cheval Blanc da Toscana" para Robert Parker, que classificou o vinho com (93-96) pontos na última safra avaliada. Para Jancis Robinson, o Tenuta di Trinoro é "incrivelmente direto e apetitoso, diferente de um Bordeaux e muito mais complexo que a maioria dos cortes bordaleses feitos na Itália". As uvas são colhidas tardiamente, para que estejam completamente maduras, e os rendimentos são microscópicos, resultando em um vinho opulento e cheio de complexidade. Um verdadeiro "cult wine" italiano."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tomado: Valpolicella Classico Superiore 2006, Domini Veneti

Esse eu tomei!
Mais um bom almoço que eu e o Pedroso fizemos no Famiglia Grandi, e mais uma meia garrafa que dividimos.
Desta vez, ao invés do Chianti, pedimos a outra 1/2 garrafa de vinho italiano disponível, o Valpolicella.
Acompanhou muito bem nosso papardele com ragú de cordeiro que, por sua vez, acompanhou bem o jogo de estréia da Copa do Mundo, África do Sul x México.
Trata-se de um vinho simples, bem leve, com sabor de frutas vermelhas maduras e ótima acidez. A leveza engana, antes da comida o vinho dava a impressão de amargor, mas com o contato com o molho de tomate a vinho ficou redondinho, fácil fácil de beber.
Uma boa pedida para o dia-a-dia básico.
Na internet vi que essa garrafa de 375 ml é vendida na Estação do Vinho por R$ 28,00.

Arquivo Perdido: Barolo Batasiolo Vigneto Bofani 1986

Achei essa garrafa perdida em casa (vazia) e me lembrei que esse foi um dos primeiros vinhos bem envelhecidos que tomei. Tive a idéia de fazer a foto e o post para poder jogar fora a garrafa.
Ganhei esse Barolo de um cliente que, diga-se, tem uma adega incrível no subterrâneo de sua casa.
No rótulo eu anotei a data em que tomei, foi em julho de 2006, quando o vinho já contava com 20 anos de idade.
Já estava em decadência, mas me lembro que ainda estava muito gostoso, com cor vermelha clara, muitos aromas e sabores misturados, boa acidez e extremamente delicado.
Não me lembro do que comi para acompanhar, acho que foi uma massa do Tatini, tenho quase certeza disso.
Quem me acompanhou nessa jornada em 2006 foi o grande enófilo e amigo Marcel Bragança, praticamente um membro da nobreza brasileira !! Lembra desse Marcel ???

Encontro Mistral 2010 - Joseph Drouhin (Beaune Clos de Mouches)

É claro que não poderíamos deixar de comentar os sempre bons Borgonhas do Joseph Drouhin, um dos grandes nomes da região, que trouxe ao Encontro Mistral alguns vinhos produzidos nas proximidades de Beaune.
Os borgonhas desta região são especialmente leves, elegantes e delicados. Têm ótima acidez, acompanham muito bem carnes de caça e até mesmo uma picanha...
O destaque foi o Beaune Clos de Mouches 2007, que já apresenta um corpo um pouco mais robusto, com um toque vegetal. Um ótimo vinho, expressa muito bem as qualidades da Pinot Noir.
O duro é que vale mais de R$ 360,00 na Mistral (na internet consta a safra 2006).

Encontro Mistral 2010 - Riesling da Alsácia (Dopff au Moulin)

Tivemos a oportunidade de experimentar os bons vinhos brancos da Alsácia, produzidos pela família Dopff.
Os principais que provamos foram os: Riesling, Pinot Gris e Gewürztraminer. Todos na faixa de 80 a 100 reais.
São vinhos de muita personalidade, tipicidade, muito complexos.
Eu gostei miuto desse Riesling da foto, um vinho bastante aromático, sente-se muitas frutas e flores, tem uma boa frescura, vai bem com peixe, com aperitivos ou sozinho mesmo...
O Pinot Gris já dá uma impressão mais "melada!, com aromas e sabores mais leves, senti algo como melão.
O Gewurz, por sua vez, mostrou-se mais cítrico, com um toque de abacaxi no sabor, mas tudo muito leve, um vinho para tomar fresquinho, na beira da piscina.
Em suma, para quem gosta de vinho branco - e não tem porque não gostar - são ótimas pedidas, vinhos diferentes e originais.

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