segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tomado: Montes Chardonnay 2008

Esse eu tomei!
Atendendo a pedidos da minha querida filha Sofia, que adora sashimi, fomos jantar no Sushi Amauri este sábado.
A comida e o serviço sempre impecáveis, um ótimo restaurante japonês.
Como ia beber sozinho, pedi esta meia garrafa de Chardonnay, que é vendida a um preço justo para um restaurante - R$ 40,00.
Um vinho simples, mas miuto agradável e bem feito. Aroma leve de frutas com um toque abaunilhado. Na boca é bastante encorpado e melado, com um final levemente doce.
Muito decente. Caiu bem com os sushis, sashimis, nirás, shimeji, etc...

Tomaram: Alandra tinto

Esse tomaram !
Colaboração do amigo e enófilo João Francisco.
João, você esqueceu de dizer a safra desse aí, informe-nos nos comentários!

"Bem - começo escrever sobre este vinho lembrando do artigo que li recentemente na revista diVino do simpático Manoel Beato - este dizia mais ou menos assim que a industria está estragando o prazer de percebermos cores diversas - pois é tanto corante para o vinho ficar um Rubi intenso que simplesmente o vinho perde sua característica original.
Quem nunca bebeu aqueles vinhos da época da faculdade que deixava língua e dentes tingidos - na pratica vulgarizando um pouco o excelente exercício do Beato e isto que ele quiz dizer.
E porque de toda esta estória?
Justamente - os vinhos Portugueses- mesmo os mais simples - como este abaixo não se enquadram pelo menos até agora nesta padronização estúpida.
Contente ficamos ao bebericar o primeiro gole - uma cor clara, leve e bastante frutado. Salvo engano uma mistura de três tipos de uvas típicas Portuguesas. Um excelente custo beneficio - inclusive acompanhou deliciosamente a Pizza de Alho Poro da simpática Piazza Paulista em Bauru.
Por fim, também se não estou enganado o Vinho leva o nome de uma flor da mesma região das uvas - fica a pesquisa aos mais curiosos."

Tomaram: Côtes du Rhône 2008, Gold label, Barton & Guestier

Colaboração do Luiz Felipe Melo.
Um vinho simples, de um produtor que faz muito vinho para venda em atacado, mas que já dá uma idéia do sabor da região. Comentário do Luiz:

"Barton & Guestier
Safra 2008 (Gold Label)
(Grenache, Syrah, Carignan) Côtes Du Rhône

Fala Rodrigo,

Em busca sempre das medalhas de ouro, chega o momento na vida em que um homem precisa aprender duas coisas: cozinhar e escolher um bom vinho. Como não sei fazer nenhuma das duas, comprei esse para experimentar os vinhos franceses, bem recomendados por quem entende.

Gostei do vinho, achei encorpado e com sabor de groselha, tem uma cor clara e desce muito bem com queijo e carne. Também ajuda a engolir a vitória argentina com gol impedido. Quer dizer, não tem vinho no mundo que faça um milagre tão grande assim. Aliás, se existisse esse vinho milagroso, hoje, depois do jogo da Alemanha e Inglaterra, o maior mercado estaria no Reino Unido, só cego para não ver um gol daquele.
Abraços,
LF"

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tomado: Andeluna 1300m Malbec

Esse eu tomei.
Quarta-feira (23/06/20100) recebi um spam da Grand Cru oferencendo meias-garrafas deste vinho por R$ 10,00 (o preço original era R$ 22,00).
Como estava precisando me abastecer de meias-grrafas para o dia-a-dia, resolvi arriscar e comprei uma caixota desse vinho.
Na própria quarta-feira, a primeira garrafinha foi aberta pra acompanhar o clássico omelete de ervilhas preparado por eu mesmo.
A ANDELUNA é uma bodega argentina localizada no Vale de Tupungato, no pé da Cordilheira dos Andes, é um empreendimetno relativamente recente, criado em 2002, e que conta com a consultoria do francês Michel Rolland.
Vamos ao vinho: Simples. É um malbec com muito menos corpo do que estamos acostumados, mas o seu sabor é bastante intenso. Tem um final de boca bastante seco, o que me agradou bastante. Quase não se percebe a madeira (50% do vinho estagia 8 meses em barricas de carvalho).
Em resumo: atendeu ao que se propôs. Meu maior medo era ser um vinhozinho abaunilhado e corrigido como a grande maioria dos argentinos de baixo custa. Ainda bem que não se trata disso.
É uma boa bebida para o dia-a-dia.
O problema é que como comprei mais umas coisinhas na Grand Cru, minha adega, ou "garrafeira"  -- como dizem nossos patrícios que hoje seguraram nossa seleção canarinho em um tedioso 0 x 0 -- excedeu sua capacidade. Tive que empilhar as garrafinhas no chão da sala... rs...

Tomado: Rosso di Montalcino 2004, Alessandro III


Esse eu tomei!

No almoço de hoje, enquanto acompanhava o jogo Brasil x Portugal, um joguinho de cumpadre, que deixou muito a desejar...

Meu sogro Vasco me ajudou com o vinho, acompanhado de uns espetinhos de frango, carne e linguiça toscana.


Esta segunda garrafa, logo que abri, deu sinais de decadência, excesso de ácido e amargura, mas essa deu para tomar.

Para testar, decantei o vinho e dei mais 20 minutos de oxigênio.

Melhorou muito, deu para sentir sabores típicos da sangiovese, como morango, especiarias e um toque terroso.

Após uns 50 minutos ficou mais leve e macio.

Um vinho em queda, mas há uns 2 anos devia ser bem interessante.

Já tomei Rossos bem melhores.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Itália na Copa (ou melhor, fora da Copa) - Melhor é Itália no Copo !

Hoje fiquei com vontade de tomar um Brunello, ou um Barolo, não sei...
Só para comemorar a derrota desse time retranqueiro e mequetrefe da Itália, que sequer mereceu ganhar em 2006 e muito menos merecia algo melhor neste ano...
A propósito, alguém reparou que a Nova Zelândia, outra boa produtora de vinhos, saiu invicta da Copa ???
Graças, inclusive, à mediocridade desta Itália !

Tomaram: Aquitania Cabernet Sauvignon Reserva 2006

Colaboração do Alexandre Insfran, o coleguinha do Luiz Felipe (sentam um de costas para o outro, é uma graça).

Eis os comentários do Alexandre, o galã do setor:

"Rodrigo, segue um vinho que tomei ontem, com uma receita de lasanha da Giovana.

Fim de semestre letivo; aprovação na Pós; hora de relaxar um pouco e comemorar.

Por que não recorrer a boa e velha Giovana (mais velha que boa; com todo respeito ao casal Consentino rs!!!), nossa consultora gastronômica e de assuntos profissionais e pessoais (certo Luiz??).

Como moro sozinho e estava afim de comer uma lasanha e capotar, pedi que me ensinasse uma receita de lasanha rápida e simples.

Com a eficiência de sempre, ensinou todo o procedimento em 5 min. Não teve erro!!!

Disse para eu comprar massa de lasanha, molho branco, molho de tomate, carne moída, queijo, presunto. Exato, dessa forma mesmo, sem mistério!!!!

E ainda, para acompanhar o magnífico jantar, sugeriu que eu escolhesse um vinho.

Sendo assim, como estava sozinho (sim Rodrigo, sequer medalha de bronze), comprei um meia garrafa chileno Aquitania Reserva, 2006 - Cabernet Sauvignon.

Atendendo ao propósito do blog, vou passar a minha impressão do vinho, impressão essa de quem entende muito pouco de enologia.

Acredito ter feito uma boa escolha. O vinho combinou muito bem com a massa, acentuou um pouco o gosto ácido do molho vermelho, em razão de sua concentração aparentemente mais frutado. Entretanto, me pareceu um vinho ainda novo, tendo em vista o forte gosto etílico presente no vinho. Mas de qualquer forma, muito bom!!!

Giovana, brincadeiras à parte, obrigado por incrementar meus ensinamentos culinários. Me esbaldei na lasanha que, graças ao vinho, desceu muito mais fácil....rs!!! "
Alexandre, boa pedida na lasanha, mas comer e beber assim, sem nem mesmo uma medalha de bronze (beijinhos), não dá !

terça-feira, 22 de junho de 2010

Tomado: Herdeiros del Marqués de Riscal Reserva 2004


Esse eu tomei.
Agora no almoço com meu grande amigo e parceiro Edu Nobre.
Estivemos no restaurante Fuentes no Centro de São Paulo. Curioso e agradável restaurante espanhol.
Eu comi um delicioso Puchero (cozido à espanhola).
O vinho, trata-se de um clássico da Espanha, já havia tomado desse vinho em outras ocasiões, mas desta vez acho que acompanhou muito bem o prato.
É um vinho ao mesmo tempo robusto e delicado. Potente, aveludado, com muita madeira, porém equilibrado com a potência do fruta.
Grande pedida.

Arquivo: Porto Vasconcellos Vintage 1975

Esse eu tomei !
Essa garrafa, vazia, está em casa desde 2006. Sua história é bastante interessante e marcante para mim.
Em 2006 eu fui até a casa de um cliente - algo incomum no meu cotidiano, mas que aconteceu porque eu precisava entregar alguns documentos e a casa dele é próxima da minha - e lá chegando fui convidado para tomar um café.
Como esse cliente é muito simpático e já era final de tarde, aceitei o convite e entrei para tomar um café.
A casa, muito ampla, tinha um bar em uma das quinas da sala, com um balcão e uns 3 bancos.
Sentamos ao redor deste balcão e começamos a conversar sobre os documentos que estava entregando, até que o assunto se esgotou.
Nesse momento comecei a reparar nas várias garrafas e quadros com rótulos de vinhos consagrados dentro do bar, o que fez com que o assunto mudasse para o mundo dos vinhos.
Este cliente me relatou que consumia muitos vinhos, que viajava muito para a Itália e outros lugares da Europa, de onde trouxe diversas caixas de vinho durante a década de 80 e 90.
Foi quando eu reparei que em uma das prateleiras do bar, em destaque, havia uma garrafa fechada deste Porto Vintage 1975.
Não daria importância alguma a este fato, pois em 2006 ainda não tinha a menor afinidade com os Portos (apenas conhecia os básicos, de que não gostava muito), mas não pude deixar de comentar que 1975 era o ano de meu nascimento.
Ele então fez questão de abrir o vinho. Tentei me opor, dizendo que era uma raridade e que meu comentário não tinha essa intenção, mas ele retrucou que não ligava mais muito para esses vinhos raros e se 1975 era o ano do meu aniversário já havia um ótimo motivo para tomarmos o vinho.
Sua esposa ainda trouxe alguns queijos enquanto ele abria a garrafa.
Para mim foi uma grande surpresa, eu não conhecia quase nada de Porto e nunca tinha visto um vinho desse estilo com coloração vermelha clara e aromas leves e frutados. Parecia um vinho de mesa. Combinou incrivelmente com os queijos leves que tínhamos a nossa frente.
Achava que Porto se tomava apenas um cálice, mas acabamos tomando quase que a garrafa inteira.
No final das contas, este cliente ainda me levou para conhecer sua adega subterrânea, que tinha uns 10 metros quadrados e muitas raridades que ele sequer pretendia consumir, como meia dúzia de Château Margaux (1977 e outra safra que não lembro), uma caixa de Don Perignon 1982, além de muitos Chateauneufs e Barolos.
Uma adega incrível, no subterrâneo, algo difícil de se ver em São Paulo.
Na saída ainda me deu de presente um Barolo 1986, que já relatei aqui...
Foram meus melhores honorários !!
Alguns meses depois fui novamente na casa dele para entregar outros documentos e ele havia guardado a garrafa - agora vazia - para me dar. Ela está em casa em um lugar especial, ao lado do Kopke Colheita 1975 que tomei esse ano.
Posso dizer que esse Porto foi o primeiro passo rumo ao apaixonante vício dessas maravilhas do Douro !
Obrigado Oswaldo, mais que um cliente.

Tomaram: Tannat Viejo H. Stagnari 2007

Esse tomaram!

Nosso correspondente no Chile, Luiz Felipe, já de volta ao Brasil, levou para acampar uma das garrafas que trouxe de sua última viagem - que teve escala no Uruguai.

Com direito a fogueira e carne assada na brasa, o Luiz degustou e gostou muito do vinho Uruguaio. Suas impressões, muito bem colocadas, detalham mais essa aventura do nosso correspondente:
"Vinho tomado: Tannat Viejo (H. Stagnari), Safra 2007

Antes de passar as impressões deste vinho, gostaria de contar uma pequena história.

Saindo de Santiago e a caminho de Montevidéu, conheci um jovem casal de uruguaios (Saul e Sandra), no transfer (van) que nos levaria até o aeroporto. Fomos conversando sobre viagens, futebol, vinhos e etc. Sem dúvida uma ótima conversa, que só terminou quando entramos no portão de embarque do aeroporto.

Tive muita sorte de conhecê-los, porque, além da simpatia, perceberam que eu não tinha preparado nenhum roteiro para conhecer Montevidéu e muito menos teria reservado algum lugar para me hospedar.

O casal me indicou várias coisas para fazer e lugares para conhecer na cidade, sugerindo, inclusive, que não deixasse de comer um lanche chamado chivito (dá uma olhada no tamanho desse sanduiche).

Chegando ao aeroporto de Montevidéu, o casal me ofereceu uma carona para algum hotel e acabaram lembrando da existência de um albergue no bairro onde moram (umplugged hostel).

No caminho para o albergue, foram me mostrando os bairros e ruas mais movimentadas, que contornavam o Rio da Prata em uma bela paisagem. Quando chegamos ao albergue e fomos tirar as malas do carro, a mochila que estava com os vinhos comprados na Concha y Toro acabou caindo no chão, quebrando uma garrafa de vinho tinto feito com uvas orgânicas (não me lembro o nome). Passado o desespero de tirar tudo que estava na mochila, me despedi do casal e agradeci por toda ajuda que tinham me dado. Depois de uns 30 minutos, quando estava saindo do albergue para conhecer a cidade, encontrei novamente o Saul na recepção. Ele estava com uma garrafa de vinho na mão para substituir a que tinha quebrado e pediu para que lhe mandasse um e-mail para falar o que eu tinha achado do vinho: TANNAT VIEJO – Safra 2007.

Duas semanas depois dessa viagem, fui acampar em uma reserva ecológica a 80 km de São Paulo e aproveitei para tomar o vinho com queijo e carne assada na brasa da fogueira.

O vinho é realmente muito bom e merece ser considerado um dos seis melhores do mundo, muito encorpado e sem ser agressivo, uma ótima pedida para um bom churrasco. É altamente recomendado na maioria dos enoblogs.

Saul e Sandra, obrigado por toda ajuda e pelo ótimo vinho.

Abraços,

Luiz Felipe "

Valeu Luiz, mas você bem que podia ter deixado um gole para 'nóis' !
PS: Gostei da "Mirinda" que você tomou com o chivito...

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