segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tomaram: Altano 2006

Esse tomaram!
Mais uma colaboração do Marcello Pedroso, que havia gostado muito do Altano 2007 já postado aqui e resolveu experimentar a safra 2006.
Interessantes suas observações:
"Já havia provado o 2007 (já postado neste blog), que inclusive foi premiado como excelente custo benefício (Wine Spectator: 88 pontos "Best Value").
O 2006 é inferior, mais simples, porém muito bom também. Traz aromas de frutas vermelhas, até pelas uvas das quais é composto (Tinta Roriz - 70% e Touriga Franca - 30%), e possui um sabor persistente.
Vale a pena, mas, se encontrar o 2007, não hesite."

Tomaram: Casa Valduga Premium 2007 Cabernet Sauvignon

Eu gosto das segundas-feiras porque sempre aparecem as colaborações dos amigos enófilos, que nunca deixam o final de semana passar em branco.

O amigo e sempre colaborador Marcello Pedroso, desta vez, andou tomando vinho brasileiro, da conhecida Casa Valduga. Parece que gostou, falou bem, e pagou pouco mais de 40 reais, na Galeria dos Pães. Isto significa que se pode achar até mesmo um pouco mais barato por aí.

Eis suas impressões:

"Aroma com muitas especiarias (cânfora, pimenta e etc.) e frutas negras. No sabor, o tanino é suave, boa acidez e frutas. Bom para acompanhar uma carne. Serviu para quebrar tabus e preconceitos, bem como para aprender que este produto nacional (Bento Gonçalves-RS) é muito superior a muitos vinhos chilenos, uruguaios e argentinos que tenho provado (não está carregado em Madeira, ainda bem). Custo benefício excelente para acompanhar refeições. Me surprendeu bastante."

domingo, 25 de julho de 2010

Tomado: Santa Digna Cabernet Sauvignon 2007 Reserva, Miguel Torres

Esse eu tomei!

Ontem estava de bobeira em casa e resolvemos pedir comida árabe no Almanara para o almoço. Para acompanhar resolvi tomar uma taça de vinho. Mas, como não queria beber muito, resolvi abrir uma das mini garrafas que eu comprei. São dessas garrafinhas de 187 ml, que enchem uma taça apenas, conforme se vê na foto.

É uma ótima opção para uma refeição despretensiosa. Este chileno eu paguei 10 reais no Empório Mercantil.

Um vinho prático por seus 187 ml, fácil de beber (tem qualidade, o produtor é muito bom) e barato. Valeu à pena.

O vinho: Aromas frutados, com toque de baunilha e madeira. Sabor também frutado e amadeirado, bem redondinho. Um vinho de estilo modernoso, mas sem exageros, não é enjoativo. Realmente uma boa opção para o dia-a-dia.

sábado, 24 de julho de 2010

Tomado: Champagne Moët & Chandon Brut Grand Vintage 2003

Esse eu tomei!
Ontem a noite uni dois bons motivos para abrir um grande champagne lá em casa. O primeiro e mais óbvio motivo é que eu adoro champagne, para mim um vinho inigualável. O segundo motivo, no entanto, foi mais importante nesta ocasião. É que minha irmã Thaís (foto) vai ser mamãe e eu ainda não tinha comemorado este fato com ela.

Assim, presentes a Thaís, minha mãe, a Taci e minha filha Sofia (única que não brindou...apenas 8 anos), abrimos esse maravilhoso champagne para brindar ao meu/minha futuro/futura sobrinho/sobrinha. PARABÉNS THAÍS!
Sei que esse vinho dispensa maiores comentários, mas mesmo assim não resisto:
Apresentou perlage abundante e fina, apesar de um pouco rápida. Porém, as bolhinhas não param de surgir no copo, o espumante não fica jamais com cara ou textura de vinho tranquilo.
Na cor é mais densa, dourada.
Os aromas são de cereais, frutas (melão) e floral.
Na boca é muito equilibrada e elegante, com uma textura incrível. Sabor acastanhado e frutado, bem seco, com muito boa acidez, pronto para acompanhar um prato. Final muito persistente.
Uma maravilha.
Preciso viajar logo para comprar mais desse champagne no Free Shop, onde o preço não assusta tanto. Por aqui vale uns 300 reais.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tomado: Morandé Late Harvest Sauvignon Blanc 2007

Esse eu tomei.
Foi o vinho que finalizou a noite de terça-feira (20/07/2010) lá em casa. Como estávamos decepcionados com os Morandé Carmenère Pioneiro, que estavam estragados, resolvemos dar outra chance a esse produtor que tanto tomamos e gostamos. (Anote-se que não podemos afirmar que a deteriorização dos vinhos é responsabilidade do produtor. Há diversos outros elementos, que não temos como verificar, que podem ter contribuído com a deteorização dos vinhos.)
Trata-se de um sobremesa feito de savingnon blanc, coisa que não estou acostumado a tomar. 
Um vinho de sobremesa simples e agradável, bem mais leve que a maioria vinhos de sobremesa no que concerne ao corpo, quanto ao sabor, bastante doce.
Embora seja bastante doce, a falta de corpo e acidez fez com que ele não harmonizasse bem com a deliciosa torta de limão trazida pelo Broka. A torta, também muito doce, anulou o vinho. Vale a pena experimentá-lo novamente com uma sobremesa mais leve.

Tomados: Morandé Pioneiro Carmenère 2007 e 2008

Esse eu tomei.
Ou pelo menos tentei tomar. Foram os vinhos que tentamos tomar depois do Ysern na terça-feira. Digo que tentamos tomar, porque ambos estavam indubitavelmente defeituosos, com aquele gosto que se atribui a xixi de gato (nunca provei xixi de gato, mas imagino que seja parecido).
Primeiro tentamos o 2008, péssimo, intomável, conclusão unânime. Depois, tentamos o 2007, estava menos ruim, porém como o mesmo defeito. Ambos foram para o lixo.
Essa foi a primeira experiência desagradável com vinhos do Morandé. Muito estranho, que estas coisas acontecem... acontecem, mas duas vezes em uma só noite! Com vinhos da casta e do mesmo produtor! De safras diferentes! Realmente não sei o que aconteceu. Inexplicado.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tomado: Ysern Tannat X Tannat Roble 2007

Esse eu tomei.
Também no churras de terça-feira lá em casa (20/07/2010) com a Gi, Broka, Juliana, Rica e Sabrina. Foi o vinho que sucedeu o SUD Malvasia Nera.
Já tinha tomado e postado recentemente o Ysern Blend of regions Tannat X Tannat Gran Reserva 2005 e fiquei muito bem impressionado com a qualidade do vinho. Decidi então comprar uma garrafa do seu "irmão mais novo" com custo ainda melhor que o primeiro (R$ 30,00).
Como dito, ambos, são compostos por uvas tannat de dois vinhedos distintos, um localizado em Cerro-Chapeu (solo arenoso e clima continental) e outro em Las Violetas (solo argiloso e clima marítimo).
Trata-se, também, de um excelente vinho. A diferença básica entre os dois é que o Grand Reserva passa 18 meses em carvalho e o Roble apenas 9 meses. Provavelmente as uvas utilizadas no Gran Reserva devem ser as da primeira escolha.
No entanto, este Roble é também um vinho muito bom. Um pouco mais mineral e mais "espetado" que o Grand Reserva, que é evidentemente mais redondo. Mas gostei muito desse, é um vinho descontraído, alegre e muitíssimo agradável. Para um churrasco de meio de semana é o vinho ideal. Se tivesse uma adega maior certamente guardaria uma caixa deste para as grandes baladas. Percebam que o Rouble é 2007, provavelmente o Grand Reserva 2007 ainda não chegou ao mercado. Considerando a qualidade do Roble, o Reserva também deverá ser um bom vinho.
Leiam, também, os comentários feitos sobre o Ysern no blog Vinho para Todos, que, diga-se de passagem, teve impressões diversas das minhas. Mas vinho é isso aí... As impressões são muito particulares.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tomado: SUD Malvasia Nera de San Marzano

Esse eu tomei.
Foi o primeiro tinto do churras de ontem (20/07/2010), quando a carne começou a sair da churrasqueira.
Trata-se de uma porrada. Daqueles vinhos para se tomar de garfo e faca. Tem um corpo absurdo e um fortíssimo sabor de fruta madura. O sabor de fruta madura é tão intenso que até dá impressão que foi corrigido com açúcar. Como nunca tinha tomada nada dessa região (Salento), nem desta casta (malvásia nera), não posso afirmar com segurança que toda essa doçura não é do próprio vinho. De qualquer modo, não é meu tipo de vinho, muita potência e pouca complexidade. É um vinho "chapado", passa apenas uma impressão, no caso, fruta madura, quase doce.
Não digo que não é um bom vinho, mas eu não gostei do estilo.
Já tinha tomado outro desse produtor, um Primitivo di Manduria, que também não gostei, achei muito intenso, esta deve ser uma característica do produtor.

Tomado: Casa Valduga 130 Brut

Esse eu tomei.
Ontem (20/07/2010) em um churras improvisado de meio de semana aqui em casa pra comemorar o dia do amigo (rs...). Contamos com a nobre presença do casal de amigos Ju e Broka e do meu irmão Ricardo e sua digníssima esposa.
Neste agradável clima, enquanto a churrasqueira aquecia, iniciamos os trabalhos degustando esse espumante nacional reputado como um dos melhores do país.
De fato é um bom espumante, mas confesso que esperava bem mais.
Começou pela perlage, muito pouco persistente. Perceba na foto a seguir que enquanto o Broka servia uma taça a outra já tinha perdido toda a perlage.
No copo, um minuto depois de servida era quase um vinho branco.
O gosto, embora bastante complexo, e também persistente, mostrou-se, para o meu gosto, um pouco doce demais.
Não acho que mereça o título que alguns atribuem como o melhor espumante brasileiro. Acho que tomei melhores.
Após essa garrafa tomamos um Norton Cosecha Especial Extra Brut que já blogamos aqui. Ficou nítida a superioridade do argentino, que embora não seja tão complexo quanto o nacional, pela persistência da perlage, textura, acidez e "secura" mostrou-se bem mais agradável. Veredito unânime.
O Casa Valduga 130 é vendido por aproximadamente R$ 55,00. Na minha opinião, com essa grana há muitas opções bem melhores.

Tomaram: Pacheca 2006

Esse tomaram!
Nosso amigo João Moraes resolveu realmente se aventurar no mundo dos vinhos portugueses. Já era hora, são vinhos muito bons e com preços muitas vezes melhores que os concorrentes europeus e até mesmo sulamericanos.
Seguem os comentários do João sobre este Pacheca 2006. Na sequência falo um pouco da vinícola, que tive a oportunidade de visitar em janeiro de 2010:
"Mais um Português - ate aí nenhuma novidade - temos experimentado com maior frequência os Portugueses.
Este da região do Douro.
Agora a pergunta de um leigo - porque alguns vinhos tratam de suas características já no rotulo diretamente na língua inglesa? Será que são vinhos preparados diretamente para exportação?
No caso possivelmente sim - a cor aquele rubi mais intenso que o mercado está acostumado. O aroma bom, mas simples.
Um vinho para o dia-a-dia.
Em compensação a comida estava deliciosa, um risoto de Limão Siciliano com pequeninas lascas de parmesão e um bife a milanesa de deixar saudades. Isto no simpático vizinho Noa."

João, realmente é muito comum os rótulos dos vinhos portugueses em inglês. Acho que o maior motivo é o fato de a Inglaterra ter sido sempre um grande importador dos vinhos da terrinha. Aliás, muitas vinícolas tem donos ingleses, o que também favorece isso.

Não acho que seja o caso da Quinta da Pacheca, pois estivemos lá em janeiro e falamos com as diretoras da vinícola, que são todas portuguesas.

Esta Quinta é muito bonita, fica grudada no Hotel Acquapura, um resort incrível no centro do Douro, que para mim é uma das paisagems mais bonitas que já vi.

Na ocasião provamos todos os vinhos da Quinta, tendo gostado miuto dos Portos LBV e Vintage e do tinto Quinta da Pacheca Reserva Vinhas Velhas.

A importadora desses vinhos é a Vinci. Este Pacheca custa R$ 40,53, o Reserva custa R$ 123,72, o Vinhas Velhas R$ 150,45, e o Porto Vintage 2003 vale R$ 247,26.

Abaixo vão algumas fotos, com a presença dos blogueiros Rodrigo e Carlos, retratando os barris da Quinta da Pacheca e os lagares onde até hoje se faz a pisagem das uvas:

Lagar da Quinta da Pacheca

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