sábado, 2 de outubro de 2010

Encontro no Santo Grão (vinhos orgânicos x vinhos naturais)

Depois de ter lido um artigo muito interessante escrito por Jacques Trefois, na coluna Paladar do Estado de São Paulo (Estadão - confira aqui), meu velho José Olinto trocou alguns e-mails com o autor do artigo e resolveram se encontrar.
O encontro foi no Santo Grão e, como convidados, fomos eu, minha mãe, minha irmã Thaís (com o Joaquim na barriga) e meu cunhado e xará Rodrigo Pecchiae.
Uma reunião muito agradável, regada inicialmente por um Sauvignon Blanc da Dona Paula e depois por um tempranillo das Bodegas Valdemar. Vinhos muito bons.
Falamos de muitos assuntos, especialmente de restaurantes, bistrôts e vinho.
E como resultado ainda recebemos muitas dicas do Jacques a respeito de vinhos "naturais".
Muita gente acha que vinhos orgânicos e vinhos naturais são a mesma coisa, mas não são.
Os orgânicos tem como garantia apenas o fato de que na produção da uva não é utilizado agrotóxico, mas no processo de vinificação o produtor pode acrescentar outros produtos químicos.
Já os vinhos naturais são mais restritos, além da ausência de agrotóxicos, nada pode ser acrescentado no processo de vinificação, nem sulfitos, ácidos ou açúcares. Ou seja, são vinhos que resultam do mero processo de fermentação das uvas, naturalmente, exigindo inclusive uma guarda mais cuidadosa.
Recebemos indicação de diversos rótulos, especialmente franceses, que iremos comprar, tomar e depois comentar aqui no blog.
Obrigado, Jacques, pela atenção e pelas dicas. esperamos nos reencontrar em breve.
Abraço!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tomado: Chateau Maucaillou 2006 (Moulis, Bordeaux)

Esse eu tomei!
Havia provado esse vinho em janeiro, em Paris, quando tomamos um da safra 2001 (vide post). Gostamos muito, por isso há alguns meses comprei esta garrafa Magnum na Mistral.
Estava guardando para uma ocasião especial, que ocorreu neste final de semana. Foi aniversário da minha tia Telma, que ainda estava inaugurando seu novo apartamento.
Muita gente, muita comida - carnes e massas - nada melhor que um bom Bordeaux, de 1,5 litros!
E o vinho não decepcionou. Pelo contrário.
Um ótimo bordeaux, da região de Moulis, que fica no centro do Medoc (parte mais norte de Bordeaux). Um corte de Cabernet Sauvignon (52%), Merlot (41%) e Petit Verdot (7%).
Um vinho com muita estrutura e equilíbrio. Sente-se grande poder de fruta, com madeira integrada que dá um toque tostado e de especiarias. Tem bons taninos, ainda aguentaria uma boa guarda.
Em suma, foi uma ótima pedida, e mesmo os 1,5 litros não bastaram. Vinho bom acaba rápido mesmo, ainda mais quando estamos muito bem acompanhados.

Tomado: Champagne Mumm Cordon Rouge Brut

Esse eu tomei! Este champagne estava há mais de um ano na minha adega. Estava na hora de ser consumido. Aproveitei então uma visita dos meus pais para abri-la. E, como sempre, foi um aperitivo agradabilíssimo.
O interessante é que a Mumm tem aqueles aromas e sabores amendoados, de cereais, típicos dos bons champagnes, mas ainda mantém um toque frutado e cítrico que torna a bebida fresca, revigorante.
Em suma, uma delícia. Champagne básico, brut sem safra, que satisfaz.

sábado, 25 de setembro de 2010

Tomado: Bruberry Monsant 2008

Esse eu tomei! O Carlão comprou este vinho no Empório del Mundo e resolvemos provar. Um vinho espanhol da região de Monsant. Um corte de Garnacha 60%, Cariñena 30%, Syrah 10%.
Um vinho de aromas e sabores florais com toque de frutas vermelhas. Corpo de médio para forte, com um pouco de álcool no fim. Se provasse às cegas diria que era um portuga. Lembrou-me uma mistura de touriga com baga. Tinha aquela sensação frisada e potência na boca.
No entanto, achamos um pouco forte, desequilibrado no final de boca. Bom vinho, até bem feito, mas não fez a cabeça.

Tomado: Givry 1er Cru Clos Les Grandes Vignes 2007

Esse eu tomei!
Já tomamos muito do Givry Champ Nalot, aqui postado, e agora provamos o irmão mais velho, o Premier Cru.
Mais um borgonha de muita qualidade trazido pelo Club du Taste-Vin. Um vinho com elegância, delicadeza, mas que já apresenta uma potência de fruta e um toque de madeira mais marcante. Um vinho mais complexo, muito gastronômico, pois tem uma acidez incrível. Alia poder de fruta (cerejas especialente) e frescor.
Muito bom. Eu adoro borgonhas e este eu recomendo. Sai por 120 pilas. O Givry mais simples sai perto de 100. Os dois compensam.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tomado: Barbera D'Asti Valfieri Superiore 2002

Esse eu tomei!
Aproveitei a visita da minha mãe e da minha irmã, aliada a uma bela lasanha, para abrir essa garrafa de Barbera, um tinto italiano da região do piemonte (terra do Barolo), produzido com a uva de mesmo nome.
Apesar de ser um 2002, o vinho se apersentou com bastante força, aromas de frutas com madeira integrada, lembrou um pouco couro, dando para sentir toques de pimenta. Na boca apresentou muito sabor, corpo médio para tânico, persistente e com muita acidez. É para comidas bem temperadas, fortes, gordurosas. Em suma, vinho para a mesa.
Depois de 30 minutos, tempo para a lasanha ficar pronta, o vinho abriu muito, amaciou, ficou mais frutado, na boca lembrou cerejas. Muito agradável. Só achei um pouco desequilibrado o final, com acidez marcante e um leve toque alcólico.
No entanto, no geral, o vinho é bom e vale o que custa (entre 70 e 80 na Vinea). Boa pedida para quem gosta de vinho italiano, como eu, e especialmente para acompanhar uma boa massa ou uma boa carne suculenta.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tomado: Blandy's Madeira Sercial 5 Anos

Esse eu estou tomando!
Nos últimos dias comecei a tomar este vinho da Ilha da Madeira, produzido por um dos melhores produtores locais, a Blandy's.
Desde o último Encontro Mistral, quando pude provar vários tipos do Madeira, meu interesse por esses vinhos só aumentou; e nada melhor do que ter uma garrafa de cada variação para fazer experiências, até porque para este tipo de vinho ainda tenho dificuldade de pensar em harmonizações.
Sendo assim, abri a garrafa há alguns dias e tenho tomado uma taça com cada tipo de comida que preparamos em casa. A garrafa ainda está na metade, mas já posso resumir algumas das experiências:
  • o vinho sozinho: excelente, é um madeira bem seco, com aromas e sabor que lembram noz tostada, com um 'quase amargo no final'. Vinho, como dizem algums, de reflexão...Mas fica aí uma dica, deve ser servido por volta de 12 graus, pois ele muito quente fica realmente amargo;
  • como aperitivo, com queijos: caiu bem, recomendo
  • como aperitivo, com castanhas (caju, noz, pará): ficou excelente, um leve salgadinho deixa ele bom (eu não gosto de azeitonas, mas imagino que fique bom também)
  • com um capeletti (aproveitei um brodo que fizemos em casa): não comprometeu, ornou até que bem com a massa, já que não tinha temperos fortes, era um sopão...
  • com doce (comi um alfajor de doce de leite e chocolate): fica ruim, ressalta o amargor, fecha a boca
  • com um salmão defumado, azeite e queijo: passou bem, mas fez o gosto do peixe desaparecer. Se é para limpar a boca pode-se dizer que se saiu bem, mas como considero harmonização o realce do sabor da comida e do vinho, acho que ficou um pouco pesado.

Por enquanto foi isso que eu testei, mas já deu para ter idéia de que é um grande vinho para aperitivos. Gostei muito. Os Madeiras são uma grata surpresa. recomendo fortemente.

Brevemente abrirei a garrafa do Madeira Doce 10 anos que ainda tenho. Esse é um show. Precisarei ter uma sobremesa à altura !

A propósito, os Madeira da Blandy's são encontrados na Mistral. Os preços são parecidos com o dos bons vinhos do Porto, merecidamente; são dois grandes vinhos!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tomaram: Tabla Numero Uno, Malbec 2008 (México)

Esse tomaram!
Foi minha prima Adriana, do blog Adriana Aranha - Cozinha: Cores, Cheiros e Sabores, que descreveu assim esse exemplar inusitado de Malbec mexicano. Nunca tomei nada desses lados, fiquei curioso:


"Ontem fui no vernissage do mexicano Felipe Ehrenberg, na estação Pinacoteca, depois fomos a casa dele comemorar.
A esposa dele é a "Cozinheira Atrevida" Lourdes Hernandez ... e lá tivemos a chance de degustar uma série de vinhos mexicanos
Gostei muito deste Malbec ... era o único vinho de uma uva só ... os outros também eram blends ótimos.
Mas me chamou a atenção como este malbec era escuro, de um tom semelhante ao do Cabernet Sauvignon.
E o sommelier me explicou que como tem muito sol no México e como a uva é cultivada acima de 2000 mts do nível do mar ... a uva faz uma casca mais grossa do que a Malbec argentina, e esta "proteção" natural faz com que o vinho tenha uma coloração mais intensa ...
Eles não exportam para o Brasil. Mas eu dei meu cartão e pedi para que ele entrasse em contato."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tomado: Barolo Coste di Ponente 2005

Esse eu tomei!
No almoço de domingo, saboreando uma massa a bolonhesa e um pernil no pão francês (comemos pouco no domingo...).
Este vinho foi trazido da Itália por um amigo, mas confesso que estranhei a garrafa, normalmente o Barolo tem a garrafa igual aos borgonhas...Normalmente, pois muitos grandes barolos tem essa garrafa tradicional. Mas isso é o de menos, o que importa é o interior.
Pesquisei o produtor e o nome do vinho na internet e não achei este vinho em específico. Só vi que o produtor parece ser o Gomba Boschetti (produtor da região de Barolo, mas estranhei não constar o Boschetti nesse rótulo, posso estar errado sobre isso). Se alguém souber algum detalhe me avise, fiquei curioso.
Enfim, conhecendo ou não o produtor, abrimos o vinho.
A coloração era um rubi começando a alaranjar. Apresentou aromas leves, especialmente frutas, tabaco e especiarias. Na boca estava muito tânico, seco, com um tostado no final e um toque apimentado.
Decantamos o vinho para ver se ele abria. Depois de 15 minutos o vinho era outro. Aromas mais marcantes e frutados e corpo mais macio. O vinho tem bons taninos mesmo, que ficaram mais palatáveis com a areada.
Com a comida ficou perfeito, arredondou o resto que precisava.
Em suma, adoro tomar esses vinhos italianos clássicos, saborosos e pontentes. Ótimo almoço.

Tomado: Espumante Maximo Boschi Speciale 2006

Esse eu tomei!
Tomamos este espumante para abrir a noite de sábado. Um espumante nacional muito bom, dos meus preferidos. A versão mais simples "Tradizionale" já é muito boa, mas essa "Speciale" passa 36 meses descansando antes de ser comercializado.
É bem mais complexo, cremoso, já com aquelas notas de castanha, cereais. Sem amargor, é muito fresco e tem corpo até para aguentar alguns acompanhamentos.
Compro sempre no Emporio Del Mundo, onde sai por volta de R$ 65. O Tradizionale é menos de 40 reais e já vale à pena.

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