segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tomado: Dom Pérignon Vintage 2000

Esse eu tomei!
Foi para comemorar - mais uma vez - o nascimento do meu sobrinho Joaquim. Tinha comprado esse champagne no ano passado já pensando nesta ocasião.
Uma semana após o nascimento do rapaz nada mais justo que uma visita para compartilhar um bom vinho com a irmã e o cunhadão, todos já babões...inclusive eu, Taci e minha mãe.
O champagne: Eu ainda não tinha tomado um Pérignon, por isso talvez eu tivesse expectativa demais, e acabei um pouco desapontado.
Claro que o champagne estava ótimo, perlage fina, persistente, aromas de cereais, palha e um certo tostado. Na boca é cremoso, equilibrado, com um leve amargor no final. Bem seco. Muito boa, perfeita para a comemoração.
Mas confesso que esperava mais, não achei tão acima de outros champagnes safrados, como os próprios moëts - na semana passada tomei um 2003 que estava mais ou menos do mesmo nível. E o preço ajuda na expectativa - ainda que eu tenha comprado muito mais barato no freeshop.
Carlão, você que tomou uma da mesma safra no ano passado (post AQUI), o que achou se analisarmos o preço e a qualidade comparada com outras safradas ?

Tomado: Familia Cecchin Malbec del Galpon 2000

Esse eu tomei!
Foi o primeiro dos três vinhos que compartilhei neste domingão.
Este eu havia trazido de Mendoza ano passado (vide post AQUI) e abri porque o produtor me disse que não era para guardar mais, era vinho para ser tomado nos 6 meses posteriores à compra.
Abri-o para acompanhar um Chester maravilhoso feito pela minha sogra. Aproveitaram dele, ainda, minha mãe e o sogrão Vasco.
Este é um vinho feito por um produtor pequeno, biodinâmico, sem passagem em madeira. Um malbec muito interessante e peculiar, com muita fruta no aroma e sabor, mas com aquele aspecto compotado. Muito macio, apesar da concentração da uva no vinho. Tudo muito arredondado - e sem madeira.
Caiu bem com o chester.
Belo vinho, pena que não exportam para o Brasil...Algum importador deveria cuidar disso, eu teria de caixas !

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tomado: Sileni Cellar Selection Hawke's Bay Merlot 2008

Esse eu tomei!
Foi o vinho que acompanhou o agradável almoço no Gardênia (Pinheiros-SP), com o Pedroso e a velha (no bom sentido...rs) amiga Julia Nogueira.
Resolvemos variar e pedimos um vinho que ainda não conhecíamos da carta do restaurante.
E gostamos bastante.
Um vinho de corpo médio, com coloração rubi clara, aromas de tabaco e especiarias, sabor com final apimentado e muito macio e redondo no final. Fácil de beber e bom para acompanhar uma carninha.
Em resumo, boa comida, reencontro com amigos, bom vinho, ótimo almoço.
Valeu!
PS: Vinho importado pela Mistral, por justos 64 reais. Recomendo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tomado: Hawk Crest 2005 Merlot

Esse eu tomei!
Graças a minha querida irmã, que deu à luz meu sobrinho Joaquim neste domingo. Enquanto esperávamos ela voltar para o quarto resolvemos matar a fome no Ráscal, próximo da maternidade.
Comemos uma pizzinha e para acompanhar pedimos esse vinho produzido pelo renomado Stag's Leap Wine Cellars.
Resolvi pedir um americano porque tenho gostado muito ultimamente dos vinhos dos EUA. Esse é importado pela Mistral e o produtor é respeitado, valia o risco.
E valeu mesmo, um Merlot muito bom, macio, corpo médio e muito frutado. Pouca impressão de madeira, usada com parcimônia nesse caso - o vinho passa 9 meses em carvalho francês (bela coincidência com o período de gestação do Joaquim !!).
Vinho fácil de gostar, fácil de beber, e de muito bom custo/benefício.
Na Mistral vale R$ 76,00 e no restaurante Ráscal estava por justos R$ 95.
PS: Apesar de ter sido um ótimo vinho para o jantar, o auge da noite de domingo foi um champagne Laurent Perrier Cuvée Rosé aberto por meu cunhado para celebrar a chegada do lindinho e já mimado Joaquim ! Mais um sãopaulino e um futuro apreciador de vinhos...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tomado: Clos de La Coulée de Serrant 2005, Nicolas Joly

Esse eu tomei!
Esse vinho branco era do amigo e enófilo Marcello Pedroso, que ganhara de presente na sexta passada, de sua ilustríssima esposa.
A Luciana comprou na Expand, depois de muita propaganda do vendedor. Pesquisando sobre o vinho vimos que realmente é um exemplar de primeira linha, um vinho que pode até mesmo ser chamado de raro, pois provém de uma subregião (Coulée de Serrant) muito pequena (de 5 hectares) localizada no Vale do Loire.
O vinho é feito em padrão biodinâmico, com a uva Chenin Blanc.
É um vinho muito seco e até mesmo tânico. O produtor recomenda a decantação por muito tempo - diz a lenda que o ideal é decantar por 3 dias... haja paciência.
Decantamos 'apenas' por 3 horas, o que para mim foi um recorde em termos de vinho branco...
A coloração, como se vê da foto abaixo, é bastante escura, alaranjada.
Os aromas são intensos desde a abertura da garrafa até o copo - 3 horas depois. Um aroma defumado, oxidado, mas com um floral e toques cítricos importantes. Muito perfumado e diferente.
Na boca é bem seco mesmo, com sabor de frutas secas e um final levemente cítrico persistente. Um vinho muito diferente, daqueles que pode desagradar muita gente desacostumada, especialmente porque os taninos dão uma amarrada no final. Um vinho mais gastronômico, não recomendo para meros bebericos.
Eu e o Pedroso gostamos muito. O vinho tem um final redondinho e uma estrutura espetacular - não é à toa que pode ser guardardo por pelo menos uma década e exige decantação.
Tomamos com uma torta de camarão, mas acho que uma carne de porco bem temperada seria o ideal... Fica para a próxima.
Em resumo, adorei. Obrigado Lu pelo presente ao Pedroso...rs

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tomaram: Bordeaux 2009, Barons de Rothschild Réserve Special

Esse tomaram!
Foi meu irmãozinho caçula, comemorando mais um ano de vida.....Pedrão, mais uma vez parabéns pelo aniversário...quando vier para SP traga uns vinhos !!! rs.
PS: Bom vinho, produtor renomado, mas foi caro no restaurante, um vinho desses nos EUA deveria ser mais barato...mas isso é coisa de restaurante, em uma loja deve estar muito mais em conta (uns 20, 25 doletas, no máximo).
Abaixo reproduzo a mensagem do 'brother':

"Fala aí Ro,

No meu aniversário, fui com a minha mãe e o Steve ao restaurante "The Melting Pot" , uma chain, de Fondue. Link: http://www.meltingpot.com/ Bem legal!

Escolhi esse vinho e lembrei de você! Aliás, tirei a foto pensando em te mandar. Gostei muito dos primeiros goles. Depois, nem tanto.
Como você é entendido, e para não te deixar curioso, informo o preço da garrafa (no restaurante): US$48.00.

Abraço!!
Pedro "

belo sorriso na foto !!!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tomado: Chateau Montelena Zinfandel 2006

Esse eu tomei!
Mais um almoço de domingo, capeleti de molho branco e de molho vermelho, resolvi experimentar mais um dos vinhos americanos que tinha em casa.
Essa foi uma das 3 garrafas que recebi no primeiro mês de associação ao SmartBuy Wines, uma importadora especializada em vinhos californianos - tem outras coisas também...
Ainda não conheço profundamente os vinhos americanos, por isso tenho gostado de provar esses exemplares até agora muito bem selecionados pela importadora. Já tinha tomado uma garrafa de um "petite sirah" que gostei muito e desta vez gostei ainda mais.
O vinho: Decantado por 45 minutos, apresentou cor rubi, aroma abaunilhado, com toque balsâmico e de frutas vermelhas. O que eu gostei é que o abaunilhado típico do carvalho novo (achei que era carvalho americano mas vi no site da importadora que o vinho fica 15 meses em carvalho francês) não estava exagerado, como no terrível vinho" twix" que postei aqui há algum tempo. A madeira deixou seu aroma e sabor mas tudo bem integrado, preservando a fruta e os demais complexos aromas e sabores do vinho.
No sabor este varietal de Zinfandel mostrou-se bem apimentado, frutado mas com um toque de pimenta bem destacado. Um final redondo, macio e persistente.
Gostei muito, excelente vinho. Acompanhou maravilhosamente a comida ! E foi elogiado por todos os comensais...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tomado: Mer Soleil Chardonnay 2006

Esse eu tomei!
Acompanhou um Peru assado e uma torta de camarões, tudo muito bem feitinho pela sogrinha...
Um almoço de domingo (essa terça tinha cara de domingo) sempre merece um bom vinho.
Este eu tinha comprado há alguns bons meses, nem me lembro quando, mas lembro que foi um vinho muito bem indicado, oportunidade para tomar um bom branco dos EUA. Vi agora que a Mistral está vendendo a safra 2007, por 164 reais.
No site da Mistral ainda consta a importante informação sobre a localização dos vinhedos (costa central da Califórnia) e sobre o clima local (frio e seco). E, ainda mais importante, até para justificar as impressões que tive ao degustar, vi no site da Mistral que o vinho envelhece 10 meses em carvalho sobre as borras da uva. Não é à toa a presença magnifíca da madeira no vinho e o teor alcólico de 14,5%.
O vinho: Cor dourada, um amarelo escuro bem brilhante. Aromas muito intensos, de madeira, defumado e com frutas 'passadas' (me lembrou as frutas de panetone). No sabor notas-se bem a madeira, mas há muita densidade de fruta e um amanteigado. Chega a ser encorpado. Muito boa acidez e final muito persistente.
Um grande vinho mesmo. Branco que merece destaque e que aguenta qualquer prato bem temperado.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tomado: Vinha Barrosa 2005, Luis Pato

Esse eu tomei!
Guardava essa garrafa há mais de um ano. Entretanto, a vontade de guardá-la sucumbiu diante de um coelho com purê de batatas, muito bem feito pela minha sogra.
A comida estava ótima e o vinho não fez por menos.
Decantei esta preciosidade da Bairrada por uns 40 minutos. Merecido descanso para esse vinho proveniente de vinhas da casta Baga de mais de 80 anos de idade, que geram míseras 5.600 garrafas por safra.
A coloração rubi intensa já empolgou os comensais só de ver o decanter na mesa. Os aromas lembraram muito madeira tostada e tabaco (reflexo dos 12 meses em carvalho parcialmente usado). Na boca se mostrou denso, com taninos muito bem presentes, mas não agressivos, tudo muito redondinho. O sabor repetia os aromas com um toque a mais de frutas vermelhas.
Um grande vinho. O Luis Pato não brinca em serviço.
Fazia tempo que não tomava um bom portuga, precisava voltar a este ótimo hábito !
PS: Encontrado na Mistral por 168 reais. Se quiser pagar mais barato é só ir na vinícola - na bela região da bairrada- fazer uma visita ao Engenheiro Luis Pato, onde a garrafa não sai por mais de 25 euros....Se for até lá aproveite para comer um leitão !!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tomaram: Primitivo di Salento 2008, Luigi Scritti

Esse tomaram!

Colaboração do nobre colega Cassiano, que ficou mais de mês devendo esse post, de tanto que ele falou do vinho e do belo restaurante do Jamie Oliver, em Londres.

Eis os comentários do amigo enófilo:

"Caro Rodrigo,

Como prometido, ainda que com um pouco de atraso, seguem minhas impressões sobre o vinho que tomei em Londres, em 07/10/2010, no restaurante italiano do Jamie Oliver - Jamie's Italian - que fica no bairro de Covent Garden (11 Upper St. Martin´s Lane), na capital inglesa.


Trata-se de um Primitivo di Salento, da Cantine Luigi Scritti, 2008.

Fiquei surpreso com a qualidade do vinho que, até então, eu nunca ouvira falar a respeito. Sua coloração é rubi escura, com muito bom corpo. Seus aromas, muito agradáveis, são de frutas vermelhas doces bem maduras, notadamente cerejas e morangos. Na boca era extremamente redondo, equilibrado, com taninos muito presentes, mas sem serem agressivos. Acidez muito leve, o suficiente para dar-lhe personalidade marcante. Um verdadeiro "mel".

Acompanhou muito bem as massas - um bom ravioli de mozzarela de búfala com molho de tomate e um excelente talharine de trufas negras e brancas para se comer de joelhos - e o excelente cordeiro com baby rúcula e batatas fritas.



Para finalizar, rolou um Tiramissú que foi o melhor que já provei.

Procurei o vinho na internet, mas, infelizmente, não encontrei nenhuma informação sobre a vinícula, preço, onde comprar, nada... Pretendo fazer contato com o restaurante por e-mail para pedir informações.

Custou £$16,75. Algo em torno de R$ 50,00. Excelente custo benefício. Aliás, o jantar todo foi £$ 69,00, equivalente a R$ 207,00. Muito melhor e bem mais barato que muito restaurante em São Paulo.

Abraços."


Show de bola, pelo visto vamos ter que ir até Londres para tomar outra garrafa!!

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