quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tomado: William Cole Sauvignon Blanc Mirador Selection 2009

Esse eu tomei!
Ontem invertemos a ordem, se é que pode haver ordem nisso. Tomamos primeiro os tintos e, já no segundo tempo do jogo da libertadores, tomamos um branco mais leve, para relaxar e finalizar a noite sem maiores contingências...
Um vinho que cumpriu bem essa proposta, muito aromático (cítrico, maçã) e com sabor extremamente frutado. Sem complexidade, mas muito saboroso. Algo do tipo coquetel de frutas, porém com álcool.
Em outras circunstâncias talvez teria muitas críticas a fazer sobre esse vinho, mas não é o caso.
Um vinho muito gostoso para se tomar despretensiosamente, até porque não tem álcool ou acidez agressiva. Deve ser ótimo no verão, na beira da piscina. O perigo é só você não controlar o volume tomado, pois é muito fácil de beber esse vinho...vai rápido demais.
Em resumo, um belo vinho-suco, na faixa de 40 reais.
Carlão, não se esqueça desse vinho para o próximo verão !

Tomado: Rosemount Diamond Shiraz Cabernet, 2005

Esse eu tomei!
Ontem, na casa do Carlão assistindo ao show tricolor na libertadores... Com o dono da casa e com o Murilo, mais um são-paulino enófilo.
Um vinho que ao ser decantado exalou muitos aromas de frutas, com exuberância. O sabor tinha madeira na medida e muita fruta, apesar do corpo médio e da pouca persistência. Agradável, especialmente pelo preço (R$ 43 na Vinci).
Após um tempo, no entanto, o vinho perdeu muito do aroma e passou a demonstrar um final com muita acidez e álcool. Um pouco desequilibrado.
Esse desequilíbrio ficou mais evidente quando abrimos outro vinho da mesma faixa de preço, o tinto da Filipa Pato, que se mostrou muito mais equilibrado e elegante, com bastante fruta mas sem exagero de álcool ou acidez.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tomado: Evel 2004

Esse eu tomei.
Ontem com o meu pai comendo uma pizza.
É produzido pela Real Companhia Velha, uma das mais tradicionais vinículas do Douro.
Essa vinícula me chamou a atenção em Portugal pela beleza das garrafas dos seus Porto, especialmente o Tawny 20 anos (que tomamos em Portugal, mas ainda não postamos, as impressões estão anotadas no vinhálbum).
Esse é um vinho simples, porém muito autêntico. Um típico português, uma porrada de intensidade, embora de médio corpo. É o tipo de vinho preferido do meu pai, com sabor forte, vermelho escuro sem aquele toque docinho típico dos Malbecs argentinos e dos vinhos exagerados na madeira.
No site da Real Companhia Velha não encontrei a ficha do Evel 2004, mas nas safras de 2002 e 2003 sua composição incluiu as seguintes castas: Toriga Francesa, Tinta Roriz e Tinto Barroca.
Pra quem gosta do estilo dos vinhos da Terrinha, uma boa pedida para o dia-a-dia.

Tomado: Ramos Pinto Porto 10 anos Quinta de Ervamoira

Esse eu tomei.
Esse foi o vinho que o Edu pegou para tirar a prova sobre qual vinho, em tese, acompanha melhor um chocolate: um bom Porto, ou um bom Sauterne (vide post Sauternes Carmes de Rieussec 2006).
Esse excelente Tawny 10 anos da Adriano Ramos Pinto foi o escolhido para esse desafio. Um ótimo vinho, ainda muito frutado, potente, mais pras frutas vermelhas do que para as castanhas que caracterizam os Tawnys.
Assim como o Sauterne, que tomamos antes, esse também acompanhou bem o brigadeiro de chocolate belga, porém, comparado ao Sauterne faltou complexidade.
Embora não tenha sido sobreposto pelo chocolate, não consegui distinguir uma variedade de sabores em contraposição. Apenas "harmonizou", não se destacou como aconteceu com o Sauterne que a cada gole se percebia uma universalidade de sabores interagindo com o gosto do chocolate. Os maiores nuances desse porto foram "abafados" pelo chocolate intenso.
Talvez, para um chocolate tão forte, um Ruby seria mais adequado, mais doce e mais intenso que esse Tawny. Um Vintage deve ser a combinação exata.
Ressalte-se que esse vinho ainda era bastante doce e frutado para um Tawny, tenho a impressão que um Tawny 20 anos teria sumido diante do chocolate.
Ou seja, embora este vinho não tenha feito feio, não é a combinação mais adequada para brigadeiros de chocolate belga. O Sauterne caiu muito melhor. No entanto, dessa experiência não se pode extrair a regra que os Sauternes são mais adequados que os Portos para acompanhar chocolate. Apenas que, com relação a estes vinhos em especial, e a este chocolate, também em especial, o Sauterne se saiu muito melhor.
A regra que fica é que não tem regra.  Eu, por exemplo, nunca imagineiu que um Sauterne acompanharia bem um chocolate intenso como este, tive que arquivar mais um preconceito. Aliás há um lugar comum entre os "conhecedores" de vinhos que dizem: "chocolate é um inimigo do vinho". A meu ver, pelas experiências que temos feito, acho isso a maior bobagem, desde que bem escolhidos, o vinho e o chocolate, essa é uma combinação espetacular. É isso aí, por isso que só tomando mesmo.
Vou sugerir ao Rodrigo fazermos uma seleção dos melhores vinhos para acompanhar chocolates.
Aliás, fico imaginando como seria um ótimo champagne, bem encorpado, com um chocolate Lindt bem leve, ou com bombons de chocolate com gianduia da Guylian (meus preferidos)? Essa nós ainda não experimentamos.

Les Crayères - O Hotel e o Restaurante !!!

Nos últimos posts sobre o Champagne falei um pouco das crayères, as caves escavadas no calcário da região, que são imensas e hoje funcionam como local de produção e armazenamento dos vinhos da região.
Confesso, no entanto, que tive a idéia de escrever um pouco sobre este tema porque não sabia o significado da palavra crayère, o que só descobri durante a leitura do livro "Champanhe" de Don e Petie Kladstrup.
E digo isso porque essa palavra já me era familiar, apesar de eu não saber seu significado, já que em ambas as visitas que fiz à Champagne (95 e 99), fiquei hospedado e tive o privilégio de jantar no restaurante do Les Crayères, um fabuloso hotel ligado à rede Relais & Châteaux.
É um hotel incrível, localizado em Reims, no coração da Champagne.
O prédio principal é um verdadeiro palácio:


Eu e Taci em frente ao Hotel - 1999

Os quartos do prédio principal são refinadíssimos e pitorescos, além de contar com produtos de banheiro fornecidos pela Hermes - como diria Ataíde Patrese, um luxo:

Taci no quarto localizado no prédio principal - 1999

Há ainda quartos localizados na área externa do hotel, sendo verdadeiros mini-palácios espalhados pelo terreno. Este é o que ficamos em 1995:

Zé Olinto e Elsa em trajes de gala antes do jantar - 1995

Além do Hotel ser maravilhoso, com serviço impecável, mesmo que você esteja apenas visitando a região e esteja hospedado em Paris, por exemplo, vale agendar um jantar no restaurante Le Parc, onde a comida é incrível e o sommelier é especialista em Champagne, conhecendo as características dos champagnes listados nas centenas de páginas da carta de vinhos dedicada praticamente só aos espumantes.

O Hotel até mesmo desenvolveu sua própria taça de champagne, especial para degustação de grandes vintages:

Um lugar maravilhoso e mágico para quem gosta de Champagne, sendo pronto fraco apenas o preço... ouvi dizer que hoje em dia um jantar sai por cerca de 300 euros por pessoa... saudades do franco francês e do dólar 1 para 1 !

Tomado: Espumante Salton Reserva Ouro

Esse eu tomei!
Eis um espumante nacional que eu já havia tomado em várias ocasiões, mas ainda não tinha tido a oportunidade de comentar.

É um bom custo/benefício, por custar cerca de R$ 25,00, mas só porque o custo é baixo, pois o benefício também não é grande coisa.

Tem uma perlage longa, mas muito rápida, ficando em instantes sem gases no copo, parecendo vinho branco.

Os aromas e o sabor lembram frutas cítricas, sendo fresco, leve e com acidez acentuada.

Fácil de tomar como aperitivo, bom para servir quando tem muita gente para beber, mas não acrescenta nada de marcante na lembrança...
Há espumantes nacionais muito melhores que esse.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Tomado: Alion 2003

Esse eu tomei!

E gostei tanto que estou postando esse vinho pela segunda vez, mesmo sendo da mesma safra (post anterior - Alion 2003 tomado em 28/01/2010, em Salamanca).

Tinha comprado essa garafa há mais de um ano, tanto que a safra atual vendida na Mistral é a 2005 (a R$ 323). Quando postei a outra garrafa em fevereiro eles ainda vendiam a safra 2004.

Resolvi abrir porque recebi visitas ilustres para almoçar em casa (Guiomar - que faz aniversário nessa semana - Vasco, Carlos e Giovana).

E, ao contrário do serviço meia-boca que tive em Salamanca, agora pude tomar o vinho na temperatura certa e após decantá-lo por quase 2 horas.

Foi uma unanimidade na mesa, um vinho soberbo, muito concentrado, com aromas e sabor de frutas negras, ótimos taninos e acidez. Um show de nuances de frutas, com madeira no ponto certo.

Mais uma vez digo, um puta vinho!

Acompanhou muito bem as massas (ravioli de cordeiro com molho sugo especial/temperado, ravioli de queijo ao sugo e capeletti a romanesca). Aliás, as massas do Tatini merecem sempre bons vinhos... são excelentes.

Quem quiser me dar de presente umas garrafas dele, por favor, fique à vontade...

Tomado: Cava Cristalino Rose Brut

Esse eu tomei!
Aperitivando com castanhas, nozes, macadâmia, queijo brie e torta de calabreza, antes do almoço de domingo em casa, na companhia da quase aniversariante Guiomar, do sogrão Vasco e dos parceiros Carlos (parceiro de blog) e Giovana (parceira da Taci na tranca).

Foi bom que os acompanhamentos eram razoavelmente fortes, especiamente a torta de calabreza, pois esse espumante mostrou um corpo surpreendente.

É feito com as castas Pinot Noir e Trepat, na Espanha.

Muito frutado e muito seco, tem um leve amargor final e boa acidez. Se tomado sem aperitivos fica um pouco forte, mas com essas 'comidinhas' ficou muito bom.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tomado: Sauternes Carmes de Rieussec 2006


Esse eu tomei.
Espetacular vinho de sobremesa.
Um dos melhores Sauternes que já tomei.
Acompanhou os brigadeiros de chocolate belga preparados pela Giovana, no sábado retrasado (08/05/2010) ainda na casa do Edu e da Laura.
Começamos a degustação da sobremesa com um Tokaji Late Harvest igual ao que postamos aqui no dia 20/04/2010.
Embora o Tokaji seja um vinho excepcional, foi sobreposto pelo brigadeiro. Esse brigadeiro é feito com um chocolate com alta concentração de cacau, e realmente não combinou muito bem com o Tokaji que é um vinho com notas cítricas e bastante leve. Não aguentou o brigadeiro. Suspendemos o brigadeiro e acabamos com o vinho.
Depois... terminado o Tokai, o Edu que já tinha sacado da cartola o Mouton 1993, resolveu abrir um vinho para acompanhar o brigadeiro, afinal, seria uma uma heresia comer uma sobremesa feita pela Giovana sem um vinho à altura. Daí surgiu esse Sauterne.
Em princípio julguei que o Edu tinha escolhido mal o vinho, disse que preferia um porto, que o Sauterne, assim como o Tokaji, não aguentaria a potência do chocolate. O Edu insistiu advertindo que eu não sabia nada de Sauterne, e que aquele seguraria bem o chocolate.
De fato, foi um Sauterne bem diferente dos que já tomei, muito encorpado, com uma coloração bem pro marrom, madeira e fruta na medida. Algo entre frutas carameladas e aquele gosto do açucar queimado que fica por cima do pudim de leite. Resultado: encaixou perfeitamente com o brigadeiro, era um brigadeiro e meia taça de vinho, e assim sucessivamente. O vinho acabou antes...
Para tirar a prova, sobre o duelo entre Sauterne X Porto para acompanhar um chocolate, o Edu ainda pegou uma garrafa de Porto Tawny 10 anos da Adriano Ramos, veja as conclusões nos próximos posts...

Tomado: Champagne G. H. Mumm Cordon Rouge

Esse eu tomei!
Tomei na sempre agradável companhia do casal Nobre (Edu e Laura), no sábado retrasado (08/05/2010) na casa deles. Foi a abrideira do jantar que em tomamos o Chateau Mouton Rothschild 1993.
Como diz meu companheiro de blog "Champagne é Champagne".
É exatamente isso, o rigor das classificações de origem na França, especialmente dos Champagnes, garante-nos a qualidade esperada em qualquer especime que tomamos. Eu nunca tomei um champagne ruim, ou muito diferente do padrão esperado. As variações entre um champagne e outro de um mesmo patamar, são tênues, o que garante uma identidade à denomiação de origem.
Este é mais um exemplo disso, um belíssimo exemplar, tipico. É o vinho de entrada do produtor, o champagne mais simples que produzem. Fico imaginando como devem ser ainda melhores os mais elaborados. À propósito, Rodrigão, você que é um especialista na matéria, poderia escrever um post sobre as classificações das espécies de Champagne.
Destacaria como característica deste ser um pouco mais seco que os demais, ótimo para aperitivar.
Há um espumante argentino que também leva o nome "Mumm", acho que produzido em parceria com a casa francesa, mas que, obviamente, não chega em aos pés do original.

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