quinta-feira, 10 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Vinhos da Madeira

Quando estava analisando os produtores que iriam expor seus vinhos no Encontro Mistral, para selecionar os que eu não poderia deixar de conhecer, chamou-me muito a atenção a presença da
Blandy's, especialista nos vinhos da Ilha da Madeira.

Isto porque eu conhecia e ainda conheço muito pouco sobre os vinhos da Madeira. Lembro-me de ter provado alguns na Expovinis de uns 4 anos atrás e só. Afora o preconceito que normalmente temos sobre esses vinhos, por só ouvirmos falar de seu uso culinário, como tempero de carne, no famoso filet ao molho madeira (que eu nunca gostei muito).

Acho que tinha o mesmo tipo de visão sobre o vinho do Porto, mas quanto a esse, depois de minha viagem a Portugal neste janeiro, tornou-se uma verdadeira paixão, passando a fazer parte do meu dia-a-dia no consumo de vinho. Posso dizer hoje que os vinhos do Porto, depois que conhecemos suas versões de qualidade, são apaixonantes e inabandonáveis - se é que existe essa palavra.

Por tudo isso, ao chegar no Encontro Mistral fui direto no stand da Blandy's, para "abrir o apetite".

E, como aconteceu com o vinho do Porto, fui mordido pelo bichinho da Ilha da Madeira !

Que vinhos maravilhosos que a Blandy's produz, ficamos encantados com a complexidade dos sabores e a frescura desses vinhos, que podem ser consumidos como aperitivo, com queijos (especialmente a versão seca), com sobremesas, com chocolates (especialmente a versão doce) e sem nada mesmo...uma delícia. Digo ficamos porque o Chede e o Pedroso, que me acompanhavam, também adoraram os vinhos.

O meu preferido foi o Malvasia (ou Malmsey) 10 anos, que apresenta uma coloração amarelada e um sabor de caramelo tostado incrível.

É um pouco caro (uns 200 reais a garrafa), por isso pode-se optar facilmente pelo Malvasia envelhecido 3 anos, que já é uma delícia e custa R$ 91,00. Vejam as garrafas desses surpreendentes vinhos:

Posteriormente provamos um Madeira seco, feito com a uva Sercial, com 5 anos de envelhecimento, que também se mostrou muito saboroso e fácil de beber. Sempre com um toque tostado, mas com um final bem seco, deve cair muito bem com uns queijinhos... Preciso provar assim:

Esse Sercial 5 anos vale R$ 110,00.

Não provei ainda, mas vi que a Mistral também vende uma versão 15 anos do Malvasia, por R$ 267,00. Deve ser um espetáculo.

Finalmente, para quem quer conhecer um pouco mais sobre o vinho da Madeira, recomendo a leitura dos seguintes sites: Vinho Madeira e Wikipedia.

Só a título de curiosidade, vocês sabiam que foi com vinho da Madeira que em 4 de Julho de 1776 se brindou à independência dos Estados Unidos da América (parece que era o vinho preferido do Thomas Jefferson) ??

Até a próxima !

Tomado: Las Perdices Pinot Grigio 2009

Esse eu tomei!
Na última reunião dos 'sócios' deste Blog - Eu e o Carlão. Acompanhados também da Taci e da Giovana, que preparou essa maravilhosa truta com purê de mandioquinha (tinha também arroz integral com passas, mas eu passei). A comida estava muito boa mesmo! Acho que dá para ver.
O vinho: harmonizou bem com o peixe, apesar de não ter uma acidez marcante, isto porque o peixe estava regado na manteiga com amêndoas, o que deixou um sabor mais macio, fácil de acompanhar.
Nos aromas o vinho apresentava notas cítricas, especialmente abacaxi. O Carlão sentiu um toque de banana, mas acho que foi porque ele gosta da fruta (brincadeira Carlão).
Em suma, é um vinho leve, fresco, bom para aperitivos e peixes sem temperos fortes. Gostei muito!
Em tempo: Pelo que vi na internet custa perto de R$ 60,00.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Vinhos do Porto (Graham's, Quinta do Vesúvio e Niepoort) - inclusive Vintages 2007!!

No Encontro Mistral ainda tivemos a oportunidade de provarmos diversos vinhos do Porto, uma de minhas atuais paixões.

Da Niepoort gostei muito do Vintage 2005, com aromas de cassis e muita fruta na boca, um equilíbrio incrível, grande vinho.

O LBV 2004 eu nem provei porque já tomei mais de uma garrafa e sei que é excelente, um porto que agrada qualquer pessoa.

O tawny senior e o 10 anos também deixei de provar, pois costumo tomar sempre e são excelentes pedidas. O Senior, para mim, é a melhor relação de qualidade preço para um tawny (uns 87 reais).

O que gostei muito de provar foi o Tawny Dee, um porto tawny envelhecido 4 anos em barricas pequenas, que já apresenta uma boa complexidade e tipicidade. Ainda mais barato que o Senior e vendido em garrafa pequena, é uma opção para o dia-a-dia.
Porém, os melhores portos que tomei no Encontro foram os Graham's e Quinta do Vesúvio Vintage 2007.

Agora entendi porque esta safra tem sido tão bem comentada. Os vinhos são muito macios e equilibrados, ao mesmo tempo em que tem uma potência incrível de fruta, além de sabores complexos de cassis, chocolate, café e sei lá mais o que...

O Chede, que não é muito acostumado a tomar portos, até comentou que o vinho era tão macio e frutado que até parecia um vinho tinto. Não se nota o álcool a 20%...

Realmente incríveis:

Encontro Mistral 2010 - Tintos da Niepoort (Conversa, Vertente, Redoma e Batuta)

Esses eu provei!
Foi muito bom poder provar toda a linha de vinhos tintos da Niepoort. Todos são vinhos muito bem feitos, produzidos por um dos grandes nomes do Douro.
O Conversa 2007, além do rótulo muito interessante, apresenta sabor frutado, elegante, uma ótima pedida a um preço bem acessível.
O Vertente 2007 é ainda mais elegante na boca, muito equilibrado, reunindo bom corpo e acidez perfeita.
Já o Redoma 2007 tem um sabor que, além das frutas vermelhas, apresenta um toque mais verde, vegetal, é mais encorpado. Um ótimo vinho, bem gastronômico.
Finalmente, o Batuta 2007 - foi meu preferido - une um sabor frutado complexo, com muita maciez, excelente vinho. Preciso comprar algumas garrafas dele...ou ganhar de presente !

Encontro Mistral 2010 - Vallontano Espumante LH Zanini 2008

Esse eu provei!
No stand da Vallontano pudemos provar os vinhos do único produtor brasileiro do Encontro Mistral.
Eu, particularmente, gostei de dois dos vinhos provados.
O primeiro foi o Tannat, que tem um bom corpo, taninos bem firmes, deve cair muito bem em um churrascão.
O segundo foi esse espumante novo da Vallontano, o LH Zanini, apresentado aqui pela simpática Ana Paula. Foram produzidas 2500 garrafas desse espumante, que tem um estilo mais seco, mais fino e delicado que o espumante tradicional da Vallontano - que também é bom.
O único porém desse espumante é o preço, a R$ 74,00 vai ter uma concorrência acirrada com alguns espumantes argentinos, portugueses, italianos e espanhóis.

Tomaram: Rhea 2005

Colaboração do amigo Henrique Melo, que não deixou o feriado passar em branco:

"Vinho tomado no restaurante Walter Mancini no sábado do feriado de Corpus Christi, jantando com a Lú e mais 2 casais de amigos. Para acompanhar eu pedi um ótimo fusilli com molho de calabresa e a combinação me pareceu bem apropriada.

Um vinho muito bom: suave, com bastante predominância da fruta e um final gostoso na boca. É composto pelas castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga França e Tinta Barroca. Fiquei feliz que agradou a todos na mesa, já que a indicação foi minha.

Saiu por R$ 82,00 a garrafa. Embora não seja um vinho a ser inserido na relação custo/benefício, achei o preço honesto pela qualidade que apresenta.

Chamou a atenção pela quantidade de borra que deixou nas taças, coisa que o Rodrigo já me ensinou como evitar."
Henrique, pelo visto o Maître chacoalhou demais a garrafa antes de servir, sem saber que era um vinho que demandava cuidado e decantação.... Uma falha feia, visto que o Walter Mancini é um restaurante de primeira linha.
Valeu pela colaboração!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Destaques Tomados !

Tiramos várias fotos no Encontro Mistral 2010, que iremos divulgar aqui com os respectivos comentários.
No entanto, não fotografamos muitos dos vinhos que tomamos, até porque havia bastante gente em cada um dos stands de exposição.
Assim, como tira-gosto do Encontro, menciono a seguir alguns dos bons vinhos que tomamos e de que não tiramos qualquer foto:
  • Champagne Ayala Millesimé 1999 - bastante encorpada, com forte acidez, um champagne gastronômico;
  • Champagne Ayala Blanc de Blancs - mais fresca, muito redonda e fácil de beber, um show;
  • Cos D'Estournel - tomamos o Goulée 2004, o Pagode de Cos 2002 e o próprio Cos D'Estournel, todos excelentes, mas o Estournel é espetacular, muito persistente;
  • Vinha Pan 2005 - mais um excelente vinho tinto do Luis Pato, muito original, elegante sem perder a potência, persistente na boca;
  • Abafados Moleculares - ótimos vinhos doces do Luis Pato, o Rosé é perfeito para o dia dos namorados, seduz qualquer mulher;
  • Campolargo Pinot Noir - encorpado e diferente para um Pinot, com toque vegetal marcante, bastante acidez e taninos, deve ficar muito bom com uma boa comida;
  • Pintia 2005 - aromas de chocolate, um vinho tânico, seco, bem gastronômico, muito bom;
  • Alion 2005 - um grande vinho, frutado, amadeirado, complexo, um grande vinho;
  • Tokaji Oremus Dry - um branco tostado, com bom corpo, muito bom;
  • Tokaji 3 puttonyos - um vinho húngaro doce excelente, impecável;
  • Ànima Negra - vinhos bem diferentes e interessantes, produzidos na ilha de Mallorca;
  • Felton Road block 3 - um bom pinot noir da Nova Zelândia, com muita personalidade, concentrado e boa acidez - desagradou ao Chede, pelo caráter mais vegetal que os borgonhas;
  • Paul Hobbs - os chardonnays são muito bons, melados, amadeirados e com ótimo corpo. Os pinot noir apresentam toque vegetal marcante mas mantendo a delicadeza, bons, mas sinceramente preferi o Drouhin do Oregon que tomei há pouco tempo. Os cabernet sauvignon são apimentados, elegantes, com muito equilíbrio no final de boca, gostei;
  • Catena Zapata - Provei o Nicolas Catena 1999 e 2006, muito diferentes entre si, o 99 já bem mais amaciado, leve, mas complexo. O 2006 bem frutado, mas ainda duro, alcóolico. Provei também o Malbec Argentino 2005, um grande vinho, um veludo na boca, muito bom.

Até mais !

Encontro Mistral 2010 - Primeiras Impressões

Ontem estivemos no Encontro Mistral, juntamente com os amigos Rafael (esq), Edu (dir), Chede e Marcello Pedroso.
Tivemos a oportunidade de provar muitos vinhos bons e muitos vinhos diferentes, de uvas ou regiões que não estamos habituados.
Foi uma ótima experiência, pena que há tanto para ver e provar que o tempo disponível não é suficiente. Para se ter uma idéia, o Hyatt teve de apagar as luzes para o pessoal ir embora, o que ocorreu já bem depois do horário previsto para o término do evento.
Mesmo assim a saída foi lenta e o estacionamento do Hotel, como sempre, demorado para retirar o carro.
Aos poucos vamos comentar alguns dos vinhos que nos chamaram a atenção.
Até lá!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Arquivo do Vasco: Borgonhas Premier Cru (Morey-St-Denis 'Les Loups' e Monthelie 'Les Duresses')

Esse é o último posto do Arquivo do Vasco. Foi muito bom lembrar de alguns dos bons (ótimos) vinhos que tomamos nos domingões.
Claro que não podiam faltar os meus preferidos, os Borgonhas. E aqui temos dois exemplares bem distintos.

O Morey-St-Denis: Este vinho é feito pelo renomado Domaine de Lambrays, no vinhedo 'Les Loups'. A região fica no norte da Cote D'or da Borgonha.
Esse vinho eu tomei pela primeira vez comemorando meu aniversário há alguns anos no D.O.M., o restaurante do Alex Atala, o representante paulistano entre os 50 melhores do mundo (parece que em 2010 ficou classificado em 18º lugar). Aliás, foi a primeira e única vez que fui lá. Preciso voltar, quando o dinheiro der...
Eu adorei esse vinho e procurei-o por algum tempo, sem sucesso. Um dia, quando estava comprando outras coisas na Mistral, perguntei o que eles tinham de Morey-St.-Denys, e para minha felicidade o vendedor voltou com essa garrafa na mão, que era da mesma safra do que eu tinha tomado no DOM. O mais bacana é que eu achei que não iria encontrar o Morey deste produtor, pois não consta do catálogo da Mistral... Mas pelo que vi eles têm um "arquivo" secreto de vinhos.
Falando do vinho, este borgonha tem uma coloração bem rubi, é bastante frutado e tem um estilo mais encorpado, de encher a boca sem perder a delicadeza, diferente dos borgonhas que são extremamente leves. Com ótima acidez, é um vinho excelente. Recomendo muitíssimo.


O Monthelie 'Les Duresses': Esse é um borgonha que eu não tomo faz algum tempo, mas que tomei frequentemente durante uns 2 anos.
É um vinho produzido pelo Château de Puligny-Montrachet, que pertence à família Montille (famosa pelo filme Mondovino).
Um borgonha muito bom, bem leve e delicado, mas com um sabor frutado marcante. Para mim é um achado na faixa de preço (uns 140 reais), e por isso comprei muito dele.
Atualmente, para manter meu vício nos borgonhas, tenho comprado outros vinhos, especialmente do Club do Taste-Vin, onde há Mercurey, Pommard, Nuit Saint Georges e Volnay entre 130 e 180 reais. Todos muito bons.

Tomaram: João Francisco no Feriadão - Parte II (Avondale Muscat, De Martino 347 e Casa Silva Cabernet Carmenére)

E a saga viticultora do João Francisco teve mais 3 exemplares - dois tintos e um doce sulafricano:

Primeiro um chileno simples:

"Bom vinho de corte.
Os puristas que perdoem - mas a necessidade comercial - fez com que tenhamos interessantes vinhos.
Para o dia-a-dia vai bem."

Depois um chileno melhor trabalhado:

"Este com certeza foi um dos bons vinhos tomados.
Estava em BH e sem querer me hospedei ao lado da distribuidora.
Não conhecia o Carmenere e foi sugestão do garçom que me atendeu.
Fiquei surpreso tanto com o vinho como pelo atendimento do local excepcional."

Finalmente, um vinho doce, para uma boa sobremesa (já postamos aqui um Chenin Blanc da Avondale, e o produtor parece ser bom e consistente):

"Vinho de sobremesa - orgânico.
Surpreende - cor e aroma.
Detalhe a garrafa é bem bonita."

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