segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tomado: Sancerre 2008, Domaine Reverdy Ducroux

Esse eu tomei!
No jantar de ontem lá em casa, acompanhado da Taci, da Sofia e do grande Guilherme, meu primo viciado em guitar hero. Ontem fizemos grandes batalhas de guitarra antes de comermos...
Eis um ótimo exemplar de vinho branco feito com a uva sauvignon blanc, no Vale do Loire - França.
Um vinho cítrico, com toque mineral e muito fresco. Este estava ainda bastante floral. Com ótima acidez, é muito agradável de tomar, acompanhou muito bem o queijo brie que aperitivamos e aguentou tranquilamente umas panquecas de frango ao molho branco que comemos. Deu conta do recado.

Muito saboroso, um dos vinhos brancos de minha preferência.
Vendido na faixa dos 70 reais pelo Club du Taste-vin. Prá comprar de caixa.
Foi aprovado pelo Guilherme, que gostou da harmonização:

Tomado: Prosecco Villa Sandi

Esse eu tomei!

Foi a abertura do jantar que fizemos, Eu, Taci, Marcel, Dani, Carlão e Gi, no descontraído restaurante Alucci Alucci. Alías, descontraído não é a palavra certa, é um restaurante bar, com música ambiente, meia-luz, esquema mais balada. Movimentado e num ponto privilegiado dos jardins, SP. Na frente do Hotel Fasano.

A comida é boa, o ambiente agradável - apenas a meia-luz dá um soninho após um tempo....

Mas o único porém deste restaurante é a carta de vinhos, que é variada, com bons rótulos, mas com o preço muito acima. Só para se ter uma idéia, um Alamos, que custa uns 30 reais na Mistral, estava sendo vendido a 90. Uma afronta até mesmo ao chef, que obriga sua boa comida ser harmonizada com vinhos medíocres vendidos a preços altos e abusivos.

Isso tem sido um problema nos bons restaurantes de SP, muita ganância do preço dos vinhos, que deveriam ser mais honestos, são apenas acessórios da comida boa...
Vamos ao vinho: Perlage fina e rápida, aroma bem frutado, sabor leve, macio e sem muita persistência. Acidez média e adocicado no fim. Um pouco doce demais para o meu gosto. Um espumante razoável apesar de fácil de beber.

domingo, 1 de agosto de 2010

Tomado: Porto Niepoort Tawny Dee

Esse eu tomei!
Hoje teve macarronada na Guiomar, que acompanhamos com um Catena Zapata Malbec 2007, já blogado aqui.
Como sobremesa comi um alfajor Havanna branco, um outro clássico argentino, como o Catena.
Porém, para acompanhar esse clássico doce argentino, começamos a tomar essa meia garrafa de Porto Tawny Dee - ainda sobrou bastante -, uma linha descontraída na Niepoort, de muita qualidade. Este é um tawny muito macio e agradável, com uns 4 anos de barricas. Veja que interessante o contra-rótulo, com um desenho das fases da produção, guarda e consumo do vinho. Mostra até a fortificação do porto, muito bem feito:

O vinho já tem uma cor vermelha alaranjada, mais típica dos tawnys, com aromas já mais complexos, de caramelo e frutos secos. Sabor acastanhado, com toques de frutas secas e final doce, melado. Muito redondo e álcool equilibrado. Boa pedida, para ser tomado em temperatura mais fresca, uns 12, 13 graus, fica melhor.
Vendido na Mistral por uns 40 reais a meia garrafa - não tem garrafa de 750 ml.
Para finalizar, uma foto feita pela minha filha Sofia, no flagra do Porto:

sábado, 31 de julho de 2010

Tomado: Manso de Velasco 2006 - Miguel Torres

Esse eu tomei.
Foi o segundo vinho tinto da noite de sexta passada (23/07/2010) no restaurante Brie Restô.
Acompanhou muito bem nosso carré de cordeiro. Outro vinho que me surpreendeu, foi indicado pelo André do Empório Mercantil que me disse que esta safra teria superado, na opinião de alguns degustadores, o Alma Viva do mesmo ano.
De fato é um grande vinho, diferente dos chilenos em geral, pois não mostrou muito corpo nem muita madeira. Um vinho bastante equilibrado, impressionantemente leve em sua textura, mas com sabor intenso de frutas vermelhas. Agradou muito. Sua acidez combinou muito bem com o prato, que também estava muito bom.
Vale a pena. Embora não seja um vinho barato (aproximadamente R$ 150,00) é de excelente custo benefício.

Tomado: Cardinale 2004

Esse eu tomei.
Sexta-feira passada (23/07/2010) com a Gi, o Edu e Laura no excelente restaurante Brie Restô, que a partir de agora passa a integrar nossa seleta lista de locais recomendados para se tomar um bom vinho. Além de ter uma carta bem montada o restaurante permite que seus clientes tragam os seus próprios vinhos mediante uma singela taxa (rolha) de R$ 30,00 por garrafa.
Foi o que aconteceu com esse vinho, levado pelo Edu. Esse ele comprou nos EE. UU. indicado por um enólogo de uma das lojas que visitou.
Destaque para o sommelier do restaurante que tratou com muita propriedade essa "jóia" da Califórnia. Decantou com uma destreza de dar inveja, quase não perdemos nada de vinho e toda a borra ficou na garrafa.
Foi o primeiro tinto que tomamos na noite, ainda enquanto comiamos as entradinhas, queijo brie (eu não comi) croque monsieur. Deixamos ainda um pouco na taça para tomarmos com o prato principal - eu e o Edu pedimos carré de cordeiro, as meninas eu não lembro. Sucedeu um champagne Louis Roederer que deixo de postar para não ser repetitivo, pois sendo o meu champagne (genérico) favorito, já falei sobre ele aqui (veja post).
Esse, o Cardinale, trata-se de uma preciosidade, daqueles achados. Eu preconceituoso com os vinhos da Califórnia tive que dar o braço à torcer. A composição das uvas - obtida pelo Edu em um site, vez que a garrafa não diz nada além do nome do vinho e a safra -  neste ano foi 91% cabernet savignon e 9 merlot.
O Edu, como de praxe, chegou dizendo que o vinho era do caralh..., que em 2006 o Robertinho Manobrista tinha dado 95 pontos pra essa safra, que agora deveria estar ainda melhor... piriri pororó... Eu, já preconceituoso com os nossos irmãos do norte, ainda mais um vinho com corte bordolês sem a cabernet franc (que o meu ver é o que dá swing ao vinho de Bordeaux, sempre muito sérios), já pensei mal do vinho... Pensei que seria um genérico de Bourdeaux pra vender pro mercado americano a preço de ouro. Enganei-me totalmente. O vinho não tem nada de "lugar comum", é uma espoleta, mas uma espoleta segura, que não chega a assustar, só provoca o tomador. Embora redondo ele tem um picante inexplicável, daquelas coisas que confirmam a minha convicção sobre a limitação da linguagem verbal para descrever vinhos, simplesmente não consigo descrever. É ao mesmo tempo clássico e revolucionário - tipo um jaguar esporte, sabe?.
Não sei como com uvas tão comuns conseguiram fazer um vinho tão diferente.
Bem encorpado, um vermelho bonito, madeira e acidez nos devidos lugares.
Grande vinho. Se não fosse os dois Romanée que o Rodrigão tomou esse mês, seria um forte corrente ao vinho do mês.
Como a nossa foto ficou escura, segue imagem retirada do site do produtor que mostra a simples e belíssima garrafa.

Tomado: Redoma Rosé 2007

Esse eu tomei!
Depois de comermos dois pratos de alheiras, decidimos abandonar os pedidos de pratos individuais e comandarmos mais algumas porções para dividirmos.
A Taci e a Giovana então lembraram dos camarões no alho, também conhecidos como Gambas al Alijo... Aliás, no adega esse prato é muito melhor do que todos os que provamos em Sevilha. Nossos camarões são mais carnudos e saborosos...
Pedimos duas porções e pedimos ao experiente Jaci - sommelier - que escolhesse o vinho para acompanhar.
Muito competente, trouxe-nos este Rosé português, de cor vermelha brilhante, admirável.
O vinho tinha aromas bem frutados, com bom corpo para um rosé e muito boa acidez, caiu perfeito com os camarões fortemente temperados. No sabor também era bem frutado, frutas frescas. Redondíssimo. Adorei, um dos melhores rosés que tomei.
Preciso ter algumas garrafas dele em casa. É vendido pela Mistral, por 62 reais.

Tomado: Quinta do Perdigão Colheita 2005

Esse eu tomei!
Acabada a Cava, passamos para um bom tinto português como acompanhamento do segundo prato de Alheira que pedimos no Adega Santiago. Como disse no post anterior, as Alheiras do Adega são muito boas, unanimidade na mesa, por isso um só prato não durou 30 segundos na mesa. Até a Taci, que normalmente diz não gostar de alheira, rende-se facilmente a esta iguaria quando assim bem preparada. O segundo prato também não durou nada.
De qualquer modo, o vinho acompanhou bem.
Trata-se de um tinto da região do Dão, feito com tinta roriz, jaen, touriga nacional e afroucheiro, passando por 12 meses em carvalho.
Apresentou aromas de frutas vermelhas com um toque de madeira muito bem integrado, sem exageros e sem lembrar baunilha ou fruta doce. O sabor também bastante frutado, com corpo médio e boa acidez. Final de boca bem persistente.
Achei o vinho muito bom, elegante e equilibrado.
Esse é para ter em casa.
PS: A pedido da Giovana, marquei este vinho com seu selo de qualidade. Agradou muito a moça!

Tomado: Cava Benito Escudero Extra Seco

Esse eu tomei!
Foi o aperitivo do nosso jantar no Adega Santiago. Escolha do Carlão, que chegou antes e já mandou por no gelo...
Um espumante saboroso, fácil de gostar. Com perlage fina e abundante, com média persistência.
Aromas e sabor de frutos secos. Bem redondo e leve, com um final de boca discretamente adocicado, típico de um extra seco (que é mais doce que o brut).
Caiu bem no aperitivo e até acompanhou bem a primeira Alheira que comemos. Aliás, recomendo muito a alheira do Adega Santiago, a melhor que já comi no Brasil. Crocante e muito bem recheada.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cadê a Mistral no Hyatt Wine Club de 27/07 ?

Como mencionei no meu post anterior, o encontro de degustação do Hyatt Wine Club, de 27/07, previa entre os expositores a Mistral, com os vinhos abaixo:


No entanto, não vi ninguém da Mistral no Evento, muito menos os vinhos listados acima. Ninguém soube nos dizer o que houve.

Se alguém souber, por favor, informe-nos aqui...

Hyatt Wine Club - Vinhos de Portugal - 27/07/2010

Ontem estivemos no encontro do Hyatt Wine Club, para a apresentação de Vinhos de Portugal.
Este clube de vinhos é organizado pelo Hotel Hyatt de São Paulo e conta com encontros mensais de degustação.
Desta vez a temática era os vinhos portugueses.
Antes de mais nada, gostaria de agradecer o Paulão, tio do Carlos, que patrocinou nossa ida ao evento. Ele era o único associado do Hyatt Wine Club e providenciou todos os nossos ingressos, com muito carinho e dedicação. OBRIGADO PAULÃO. Mereceu até a foto abaixo, entre os blogueiros e ao lado do Carlos-Pai. Ficamos te devendo essa...

Logo na chegada ao Hyatt recebemos um pequeno catálogo com a relação das Importadoras e dos Vinhos que seriam servidos no encontro. Foi uma grata surpresa, entre os expositores estavam relacionados a Ravin, a Mistral, a Decanter, a Vinhos do Mundo, a World Wine e a Zahil. Cada um com aproximadamente 5 vinhos diferentes, entre brancos, rosés, tintos e até mesmo um Porto (LBV 2002 - trazido pela World Wine).

O espaço do evento era amplo o suficiente e agradável. Tudo ocorreu no bar "Upstairs" do Hotel. Havia ainda uma mesa com sopas, frios e queijos para ajudar na degustação. Muito bom.

Provamos todos os vinhos, esta é a vantagem de um evento de menor escala como esse. A seguir apresento nossas impressões gerais e os destaques da noite, eleitos por unanimidade entre os colegas presentes:

  • A Ravin trouxe vinhos da Quinta de La Rosa, todos muito frutados e amadeirados. Muito abaunilhados e padronizados. Não gostamos.
  • A Decanter trouxe um Alvarinho (Quinta do Gomariz 2007) bem perfumado, mas muito leve, com pouca acidez. Agradável. Trouxe ainda um Rosé muito gostoso, o Altas Quintas Crescendo 2006. Finalmente, dois tintos muito bons, o Altas Quintas Colheita 2005 (do Paulo Laureano) e o Dona Maria Tinto 2006. Destaque para este último, que é muito fresco e frutado, sem modernismos mas fácil de beber.
  • A Vinhos do Mundo, importadora do Rio Grande do Sul, trouxe os melhores tintos da noite, o Herdade das Servas Touriga Nacional 2006 (floral, tânico, pede comida - R$ 154,00), e o Herdade das Servas Reserva 2006 (o melhor da noite, com participação marcante de cabernet sauvignon, muito potente e equilibrado - R$ 180,00).
  • A World Wine trouxe outros 2 vinhos tintos muito bons, o Vinha de Reis Colheita 2005 (com madeira sem excesso, a R$ 59,00) e o Quinta da Falorca Reserva 2003, bastante frutado e floral, o melhor do stand, vendido a R$ 117,00. Recomendo. Já o Porto LBV 2002, Casa Santa Eufêmia era bom, mas nada de especial, muito leve.
  • A Zahil trouxe um vinho que eu nem experimentei porque já tomei muito e já blogamos aqui, trata-se do ótimo Vinha Grande 2006, da Casa Ferreirinha. Mas trouxe outros dois bons vinhos. E muito baratos. Para ter de caixa. O primeiro é o Duque de Viseu 2006, um vinho leve, acidez média, perfeito para um queijo e vinhos (R$ 40,00). O outro é o Vila Régia 2007, a R$ 30,00, um vinho muito leve porém bem frutado e agradável, perfeito para as comidinhas do dia-a-dia e para as baladas com muitos 'bebentes'.
  • Finalmente a Mistral. Bom a Mistral fica para outro post...não apareceu por lá.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails