sábado, 12 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Tenuta di Trinoro 2006

Esse certamente foi um dos melhores vinhos que provamos no Encontro Mistral e, sem dúvida alguma, um dos mais caros (R$ 975,00).
É um supertoscano que tem predominantemente merlot e cabernet franc, com um pouco de cabernet sauvignon e petit verdot.
Um vinho realmente extraordinário, muito complexo, aliando força e maciez, com um final muito persistente. Um show de vinho. Valeu a experiência, pois esse é um daqueles que já é difícil comprar conhecendo, quando mais sem nunca ter provado.
O duro é ter coragem de gastar 1000 em uma garrafa. Eu ainda não tenho...
Abaixo transcrevo os comentários da Mistral sobre o vinho:

"O fantástico tinto Tenuta di Trinoro é "um pretendente a ser o Château Cheval Blanc da Toscana" para Robert Parker, que classificou o vinho com (93-96) pontos na última safra avaliada. Para Jancis Robinson, o Tenuta di Trinoro é "incrivelmente direto e apetitoso, diferente de um Bordeaux e muito mais complexo que a maioria dos cortes bordaleses feitos na Itália". As uvas são colhidas tardiamente, para que estejam completamente maduras, e os rendimentos são microscópicos, resultando em um vinho opulento e cheio de complexidade. Um verdadeiro "cult wine" italiano."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tomado: Valpolicella Classico Superiore 2006, Domini Veneti

Esse eu tomei!
Mais um bom almoço que eu e o Pedroso fizemos no Famiglia Grandi, e mais uma meia garrafa que dividimos.
Desta vez, ao invés do Chianti, pedimos a outra 1/2 garrafa de vinho italiano disponível, o Valpolicella.
Acompanhou muito bem nosso papardele com ragú de cordeiro que, por sua vez, acompanhou bem o jogo de estréia da Copa do Mundo, África do Sul x México.
Trata-se de um vinho simples, bem leve, com sabor de frutas vermelhas maduras e ótima acidez. A leveza engana, antes da comida o vinho dava a impressão de amargor, mas com o contato com o molho de tomate a vinho ficou redondinho, fácil fácil de beber.
Uma boa pedida para o dia-a-dia básico.
Na internet vi que essa garrafa de 375 ml é vendida na Estação do Vinho por R$ 28,00.

Arquivo Perdido: Barolo Batasiolo Vigneto Bofani 1986

Achei essa garrafa perdida em casa (vazia) e me lembrei que esse foi um dos primeiros vinhos bem envelhecidos que tomei. Tive a idéia de fazer a foto e o post para poder jogar fora a garrafa.
Ganhei esse Barolo de um cliente que, diga-se, tem uma adega incrível no subterrâneo de sua casa.
No rótulo eu anotei a data em que tomei, foi em julho de 2006, quando o vinho já contava com 20 anos de idade.
Já estava em decadência, mas me lembro que ainda estava muito gostoso, com cor vermelha clara, muitos aromas e sabores misturados, boa acidez e extremamente delicado.
Não me lembro do que comi para acompanhar, acho que foi uma massa do Tatini, tenho quase certeza disso.
Quem me acompanhou nessa jornada em 2006 foi o grande enófilo e amigo Marcel Bragança, praticamente um membro da nobreza brasileira !! Lembra desse Marcel ???

Encontro Mistral 2010 - Joseph Drouhin (Beaune Clos de Mouches)

É claro que não poderíamos deixar de comentar os sempre bons Borgonhas do Joseph Drouhin, um dos grandes nomes da região, que trouxe ao Encontro Mistral alguns vinhos produzidos nas proximidades de Beaune.
Os borgonhas desta região são especialmente leves, elegantes e delicados. Têm ótima acidez, acompanham muito bem carnes de caça e até mesmo uma picanha...
O destaque foi o Beaune Clos de Mouches 2007, que já apresenta um corpo um pouco mais robusto, com um toque vegetal. Um ótimo vinho, expressa muito bem as qualidades da Pinot Noir.
O duro é que vale mais de R$ 360,00 na Mistral (na internet consta a safra 2006).

Encontro Mistral 2010 - Riesling da Alsácia (Dopff au Moulin)

Tivemos a oportunidade de experimentar os bons vinhos brancos da Alsácia, produzidos pela família Dopff.
Os principais que provamos foram os: Riesling, Pinot Gris e Gewürztraminer. Todos na faixa de 80 a 100 reais.
São vinhos de muita personalidade, tipicidade, muito complexos.
Eu gostei miuto desse Riesling da foto, um vinho bastante aromático, sente-se muitas frutas e flores, tem uma boa frescura, vai bem com peixe, com aperitivos ou sozinho mesmo...
O Pinot Gris já dá uma impressão mais "melada!, com aromas e sabores mais leves, senti algo como melão.
O Gewurz, por sua vez, mostrou-se mais cítrico, com um toque de abacaxi no sabor, mas tudo muito leve, um vinho para tomar fresquinho, na beira da piscina.
Em suma, para quem gosta de vinho branco - e não tem porque não gostar - são ótimas pedidas, vinhos diferentes e originais.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Vinhos da Madeira

Quando estava analisando os produtores que iriam expor seus vinhos no Encontro Mistral, para selecionar os que eu não poderia deixar de conhecer, chamou-me muito a atenção a presença da
Blandy's, especialista nos vinhos da Ilha da Madeira.

Isto porque eu conhecia e ainda conheço muito pouco sobre os vinhos da Madeira. Lembro-me de ter provado alguns na Expovinis de uns 4 anos atrás e só. Afora o preconceito que normalmente temos sobre esses vinhos, por só ouvirmos falar de seu uso culinário, como tempero de carne, no famoso filet ao molho madeira (que eu nunca gostei muito).

Acho que tinha o mesmo tipo de visão sobre o vinho do Porto, mas quanto a esse, depois de minha viagem a Portugal neste janeiro, tornou-se uma verdadeira paixão, passando a fazer parte do meu dia-a-dia no consumo de vinho. Posso dizer hoje que os vinhos do Porto, depois que conhecemos suas versões de qualidade, são apaixonantes e inabandonáveis - se é que existe essa palavra.

Por tudo isso, ao chegar no Encontro Mistral fui direto no stand da Blandy's, para "abrir o apetite".

E, como aconteceu com o vinho do Porto, fui mordido pelo bichinho da Ilha da Madeira !

Que vinhos maravilhosos que a Blandy's produz, ficamos encantados com a complexidade dos sabores e a frescura desses vinhos, que podem ser consumidos como aperitivo, com queijos (especialmente a versão seca), com sobremesas, com chocolates (especialmente a versão doce) e sem nada mesmo...uma delícia. Digo ficamos porque o Chede e o Pedroso, que me acompanhavam, também adoraram os vinhos.

O meu preferido foi o Malvasia (ou Malmsey) 10 anos, que apresenta uma coloração amarelada e um sabor de caramelo tostado incrível.

É um pouco caro (uns 200 reais a garrafa), por isso pode-se optar facilmente pelo Malvasia envelhecido 3 anos, que já é uma delícia e custa R$ 91,00. Vejam as garrafas desses surpreendentes vinhos:

Posteriormente provamos um Madeira seco, feito com a uva Sercial, com 5 anos de envelhecimento, que também se mostrou muito saboroso e fácil de beber. Sempre com um toque tostado, mas com um final bem seco, deve cair muito bem com uns queijinhos... Preciso provar assim:

Esse Sercial 5 anos vale R$ 110,00.

Não provei ainda, mas vi que a Mistral também vende uma versão 15 anos do Malvasia, por R$ 267,00. Deve ser um espetáculo.

Finalmente, para quem quer conhecer um pouco mais sobre o vinho da Madeira, recomendo a leitura dos seguintes sites: Vinho Madeira e Wikipedia.

Só a título de curiosidade, vocês sabiam que foi com vinho da Madeira que em 4 de Julho de 1776 se brindou à independência dos Estados Unidos da América (parece que era o vinho preferido do Thomas Jefferson) ??

Até a próxima !

Tomado: Las Perdices Pinot Grigio 2009

Esse eu tomei!
Na última reunião dos 'sócios' deste Blog - Eu e o Carlão. Acompanhados também da Taci e da Giovana, que preparou essa maravilhosa truta com purê de mandioquinha (tinha também arroz integral com passas, mas eu passei). A comida estava muito boa mesmo! Acho que dá para ver.
O vinho: harmonizou bem com o peixe, apesar de não ter uma acidez marcante, isto porque o peixe estava regado na manteiga com amêndoas, o que deixou um sabor mais macio, fácil de acompanhar.
Nos aromas o vinho apresentava notas cítricas, especialmente abacaxi. O Carlão sentiu um toque de banana, mas acho que foi porque ele gosta da fruta (brincadeira Carlão).
Em suma, é um vinho leve, fresco, bom para aperitivos e peixes sem temperos fortes. Gostei muito!
Em tempo: Pelo que vi na internet custa perto de R$ 60,00.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010 - Vinhos do Porto (Graham's, Quinta do Vesúvio e Niepoort) - inclusive Vintages 2007!!

No Encontro Mistral ainda tivemos a oportunidade de provarmos diversos vinhos do Porto, uma de minhas atuais paixões.

Da Niepoort gostei muito do Vintage 2005, com aromas de cassis e muita fruta na boca, um equilíbrio incrível, grande vinho.

O LBV 2004 eu nem provei porque já tomei mais de uma garrafa e sei que é excelente, um porto que agrada qualquer pessoa.

O tawny senior e o 10 anos também deixei de provar, pois costumo tomar sempre e são excelentes pedidas. O Senior, para mim, é a melhor relação de qualidade preço para um tawny (uns 87 reais).

O que gostei muito de provar foi o Tawny Dee, um porto tawny envelhecido 4 anos em barricas pequenas, que já apresenta uma boa complexidade e tipicidade. Ainda mais barato que o Senior e vendido em garrafa pequena, é uma opção para o dia-a-dia.
Porém, os melhores portos que tomei no Encontro foram os Graham's e Quinta do Vesúvio Vintage 2007.

Agora entendi porque esta safra tem sido tão bem comentada. Os vinhos são muito macios e equilibrados, ao mesmo tempo em que tem uma potência incrível de fruta, além de sabores complexos de cassis, chocolate, café e sei lá mais o que...

O Chede, que não é muito acostumado a tomar portos, até comentou que o vinho era tão macio e frutado que até parecia um vinho tinto. Não se nota o álcool a 20%...

Realmente incríveis:

Encontro Mistral 2010 - Tintos da Niepoort (Conversa, Vertente, Redoma e Batuta)

Esses eu provei!
Foi muito bom poder provar toda a linha de vinhos tintos da Niepoort. Todos são vinhos muito bem feitos, produzidos por um dos grandes nomes do Douro.
O Conversa 2007, além do rótulo muito interessante, apresenta sabor frutado, elegante, uma ótima pedida a um preço bem acessível.
O Vertente 2007 é ainda mais elegante na boca, muito equilibrado, reunindo bom corpo e acidez perfeita.
Já o Redoma 2007 tem um sabor que, além das frutas vermelhas, apresenta um toque mais verde, vegetal, é mais encorpado. Um ótimo vinho, bem gastronômico.
Finalmente, o Batuta 2007 - foi meu preferido - une um sabor frutado complexo, com muita maciez, excelente vinho. Preciso comprar algumas garrafas dele...ou ganhar de presente !

Encontro Mistral 2010 - Vallontano Espumante LH Zanini 2008

Esse eu provei!
No stand da Vallontano pudemos provar os vinhos do único produtor brasileiro do Encontro Mistral.
Eu, particularmente, gostei de dois dos vinhos provados.
O primeiro foi o Tannat, que tem um bom corpo, taninos bem firmes, deve cair muito bem em um churrascão.
O segundo foi esse espumante novo da Vallontano, o LH Zanini, apresentado aqui pela simpática Ana Paula. Foram produzidas 2500 garrafas desse espumante, que tem um estilo mais seco, mais fino e delicado que o espumante tradicional da Vallontano - que também é bom.
O único porém desse espumante é o preço, a R$ 74,00 vai ter uma concorrência acirrada com alguns espumantes argentinos, portugueses, italianos e espanhóis.

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