terça-feira, 14 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Mendel Finca Remota Malbec 2007

Esse eu tomei!
Foi o primeiro tinto que tomamos jantando em Mendoza, quando fomos ao restaurante '1884'.
Uma indicação do sommelier, vinho feito por uma bodega pequena, a Mendel, no Vale do Uco.
Um vinho 100% Malbec, que passa 12 meses em barricas francesas.
Um malbec de primeiríssima, muito frutado e extremamente aveludado. Um show. Sente-se a madeira bem integrada, com muita qualidade.
Vinho bem feito mesmo, top de linha para quem gosta de malbec, e eu gosto...
PS; Vi no blog no nosso amigo Silvestre (Vivendo a Vida), que este vinho está entre os 50 melhores da América do Sul, e posso dizer que merecidamente.
PS2: Não achei onde vende no Brasil. Se alguém souber, avise-nos!!

Tomado: Esteva 2007, Casa Ferreirinha

Esse eu tomei!
Ontem não resisti às belas panquecas de frango ao molho branco feitas pela Taci, e abri esta garrafa para tomar umas duas tacinhas. O resto fica para o jantar de hoje...
Já havia tomado muito, e já postei por aqui, o Vinha Grande, que é um degrau acima deste na hierarquia da Casa Ferreirinha (deste produtor renomado do Douro ainda há o Quinta da Leda, o Reserva Especial e o ícone Barca Velha).
O Esteva é o vinho de entrada, mas já é muito saboroso.
Confesso que logo que abri e provei achei o vinho um pouco alcólico, além de estar ainda muito pesado, tânico, uma pancada na orelha.
Depois de 20/30 minutos na taça, tempo para esquentar a panqueca no forno, o vinho ficou muito superior. Os aromas terrosos e os taninos amaciaram, o vinho ficou mais para frutas vermelhas e redondo na boca. Com a comida, então, caiu perfeito, seu corpo ficou ainda mais macio.
Uma delícia, especialmente pelo preço que custa. Paguei 45 reais no Empório Mercantil. A Zahil é a importadora, que deve vender por um preço semelhante ao do Empório, talvez alguns reais a menos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Baron B Extra Brut (excelente espumante)

Esse eu tomei!
Foi um espumante que tomamos como aperitivo antes do jantar. Este é um espumante premium da Bodegas Chandon da Argentina, feito com pinot noir e chardonnay. Tem este nome em homenagem ao Baron Bertrand, primeiro presidente da bodega.
Na taça apresentou perlage fina e rápida, com coloração bastante dourada. No nariz apresentou aromas acastanhados, cereais, complexos até.
A perlage me desanimou, achei que ia ser quase um vinho 'tranquilo', mas me enganei.
Na boca apresentou muita cremosidade, pareciam haver borbulhas invisíveis...Muito gostosa, aliando frutas, noz, castanhas e final levemente adocicado.
Muito bom espumante, redondíssimo, o melhor argentino que tomei. Acho que o Carlão concorda comigo nisso.
Não achei onde comprar no Brasil, nem o preço. Se alguém souber avise-nos por favor.

domingo, 12 de setembro de 2010

Tomado: Brut Maximo Boschi Tradizionale


Esse eu tomei.
Foi o vinho que abriu as comemorações do dias pais lá em casa domingo 08/07/2010.
Já havia experimentado esse vinho no evento Encontro de Vinhos, realizado pelo Daniel (Vinhos de Corte) e pelo Beto (Papo de Vinho).
No sábado (07/08/2010) eu e o Rodrigo fomos conhecer a Empório Del Mundo, do Carlos Toledo, distribuidor desse espumante que fica perto das nossas casas. Adquirimos algumas garrafas incluindo essa. Infelizmente o Speciale ainda não está disponível para venda.
No domingo, com esse vinho abrimos em grande estilo a tarde do dia dos pais. Como minha mãe resolveu que o cardápio seria camarão na moranga e Badejo assado e o dia amanheceu bonito com um baita sol, sugeri que a comida fosse acompanhada por um champagne. Assim superaríamos mais um tabu de que a champagne serve apenas como aperitivo. A proposta foi acatadíssima pela família e me pai veio munido com "uma" Veuve Cliquot.
Vejam as bebidas programadas para a tarde:
Voltando ao objeto deste post. Como havíamos notado da degustação no Encontro de Vinhos trata-se, realmente, de um grande espumante nacional. Boa complexidade e uma perlage surpreendente. Forte candidato ao meu espumante do dia-a-dia. Custo benefício muito bom (R$ 36,00).

As impressões foram unânimes. Até meu pai declarado preconceituoso com os vinhos nacionais - experimentou sem que eu lhe dissesse do que se tratava – ficou surpreendido com a qualidade do vinho. Tive que lhe mostrar a garrafa para ele se convencer de que era um vinho nacional.
Após essa garrafa, que evaporou, não aquentamos a ansiosidade e abrimos a Veuve Cliquot (Rodrigo, antes que vc me corrija, sei que o certo é "o" champagne, mas no caso da Viuva prefiro o artigo feminino), mesmo bem antes de a comida estar pronto. Assim, providenciei a substituição do Crèmant de Bourgogne (que viram na foto) por outro champagne (Möet Chandon Nectar Imperial) que acompanhou a comida (notícias em um próximo post).
Embora este vinho seja excepcional, quando comparamos qualquer espumante com um champagne... fica pequeno. O champagne mais simples da linha da Veuve Cliquot ainda é muito superior que a grande maioria dos espumantes de outras regiões do mundo (inclusive da França). Ressalte-se que isso não desmerece os demais vinhos, inclusive esse que, como falamos, é um excelente espumante. Mas champagne é champagne...

Tomado: Picada 15 Malbec 2007


Esse eu tomei!
Vinho da Bodega Neuquen, da Patagônia.
Foi uma 1/2 garrafa, para acompanhar o almoço, um raviole à romanesca.
Um vinho bom, mas naquele estilo padrão de bomba de fruta x madeira exagerada. Gostoso, abaunilhado, mas simples e padronizado.
Acompanhou bem a massa, não fez feio, muito pelo contrário, mas esperava algo mais peculiar por ser da Patagônia.

sábado, 11 de setembro de 2010

Tomado: Collio Tocai Friulano 1999, Schiopetto

Esse eu tomei!
Hoje no almoço, na companhia dos meus sogros, da Taci e da Sofia. Comemos uma bela lagosta e eu resolvi pedir algo que não lembrava de ter tomado antes. Provamos esse tocai italiano, um vinho leve, melado e sabor mais para frutas brancas, como pêra. Muito gostoso, acompanhou bem a comida, envolvente na boca.
É sempre bom experimentar, as surpresas podem ser boas como esta.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: O. Fournier (maravilha da arquitetura...e que paisagem!)

A última bodega que visitamos em Mendoza foi a O. Fournier, localizada mais ao sul, no Vale do Uco.
Só a viagem até o local, de pouco mais de uma hora, já vale à pena, pois as paisagens são lindas, com muitos vinhedos, oliveiras e até plantações de alho.
A Fournier fica em uma grande planície, muito ampla, e a sede da empresa é fruto de um ambicioso projeto de arquitetura. Tudo muito moderno e bem feito, aproveitando a geografia e a vista do local. Segundo o dono da vinícola, as instalações foram eleitas entre as 10 mais belas vinícolas do mundo pela Forbes.
Realmente pudemos comprovar isso. Basta olhar para o moderno prédio da foto acima, onde ficam os escritórios, laboratórios, loja, depósitos e caves.
Ao lado deste prédio principal fica um prédio menor, que mais se assemelha a um cubo de vidro, permitindo uma iluminação natural incrível (especial para a hora do almoço), com vista para os Andes, que aqui parecem muito próximos.
Veja a vista do local e o prédio do restaurante:

Antes de visitarmos as instalações, tivemos o prazer de almoçarmos no restaurante da bodega, um almoço já todo preparado para harmonização de 4 vinhos diferentes. A mesa já era preparada com 4 taças de cristal para cada pessoa, tudo muito organizado, com ótimo serviço, estilo menu degustação/confiança.
O primeiro vinho que foi servido, para acompanhar a entrada de cebola caramelizada, foi um sauvigon blanc da linha de entrada da vinícola, o Urban. Um vinho bem simples mas gostosinho. Honesto pelo que custa - lá a garrafa valia 11 reais, isso mesmo, 11 reais.
Na sequência provamos o tinto feito com Tempranillo, uva muito usada pela Fournier, dada a origem espanhola dos donos (apesar do nome francês). Este tinto também era da linha Urban, também no valor de 11 reais. Um vinho simples, mas com bom corpo, acidez e madeira bem integrada.

O melhor da degustação estava por vir com os pratos principais (uma carne muito bem feita, macia e um raviole de gema de ovo (inusitado, muito interessante).

Com esses pratos desfrutamos os vinhos de gama superior da bodega, o B Crux e o Alfa Crux. São dois vinhos de corte, com tempranillo, malbec e merlot (Alfa) e tempranillo e malbec (B).
São vinhos muito bons, concentrados, frutados e equilibrados. Na mesa as opiniões se dividiram sobre qual seria o melhor, ou seja, ambos são bons.
Vai aí só uma dica, eles melhoram se decantados, pois após uns 30 minutos na taça evoluiram.
No final do almoço ainda comemos uma sobremesa interessante, um sorvete de torrontez, uva branca famosa na região. e para acompanhar nos serviram uma taça do Urban Torrontez, que não é exatamente doce mas acompanhou bem a sobremesa. Vinho bem refrescante, boa acidez e certa doçura).
Finalizado o almoço, tiramos uma foto com o proprietário da bodega, muito simpático:

Na sequência fomos conhecer o interior da vinícola. Começamos pelo subterrâneo, onde ficam as barricas. Notem aí o detalhe do projeto arquitetônico, o teto do galpão subterrâneo - localizado na altura do solo - tem quatro aberturas envidraçadas que, com a luz do sol formam uma cruz. Tudo em homenagem ao Cruzeiro do Sul, que dá nome ao B e ao Alfa Crux:

Pegamos um elevador gradeado, tipo aqueles de construção, e fomos até o pavilhão superior do prédio, onde há um terraço e alguns corredores suspensos de vidro, que abrigam os escritórios administrativos e os laboratórios de análise/qualidade. O projeto é realmente estupendo, só vendo as fotos:

E o mais bacana é que dos escritórios pode-se ver a paisagem, o restaurante, a chegada das uvas, as entradas dos tonéis e cubas, tudo muito bem prejetado para que os administradores não percam nada de vista....Incrível. Vale muito a visita apesar da distância de Mendoza.

Em tempo, no Brasil os vinhos da O. Fournier são importados pela Vinci, inclusive o 'O.Fournier', blend top de linha da bodega, que não degustamos mas trouxemos umas garrafinhas...

Direto de Mendoza: Arnaldo B. Etchart 1996

Esse eu tomei!
Mais uma boa pedida feita em Mendoza, em um jantar em que, para variar, comemos um cordeirinho.
Arriscamos pedir um vinho mais envelhecido, para ver como se porta um top de linha argentino nessas circunstâncias.
Este vinho é um corte de cabernet sauvignon e malbec, meio a meio se não me engano.
Foi decantado por 30 minutos. No aroma já se percebia o envelhecimento, mas no bom sentido, toques de couro, frutas e madeira. No sabor já se sente a leveza trazida pela idade, mas a fruta ainda é bem presente, ele é saboroso e complexo. Muito bom, ainda com ótima acidez e corpo.
Foi uma ótima escolha. Vinho muito bem feito pela bodega Etchart, atualmente gerida pela gigante francesa Pernod Ricard.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Direto de Mendoza: Bressia Vinos de Autor (a melhor descoberta da viagem)

Como disse meu velho, uma coisa leva a outra.
Estávamos no nosso humilde jantar, eu comia um singelo prato de cabrito com batatas (vide foto abaixo), quando chegou à mesa o decanter já repleto do então desconhecido Bressia Conjuro 2006. Sugestão do barman, com quem conversamos longamente sobre a carta de vinhos enquanto ainda estávamos aperitivando no bar do restaurante (o excelente '1884', do Francis Mallmann).
Queríamos provar algo diferente, mais peculiar, mais exclusivo, algo que não encontramos em qualquer loja ou importadora.

Enfim, o vinho chegou e o sommelier já anunciou: "este é um corte de cabernet, malbec e merlot, dos meus preferidos". Claro que ele falou tudo isso em espanhol, mas a tradução seria mais ou menos isso.
Provamos o vinho. Na mesa, todos se entreolharam. Qual o veredicto ??
Poderia dizer que é um vinho com aromas complexos, muita fruta, toque de especiarias marcante, com sabor incrível, frutado, potência e madeira integrada com perfeição, muito equilibrado mesmo e extremamente persistente.
Porém, não vou dizer isso não, pois o vinho tinha muito mais, não sou capaz de descrever sua complexidade.
No entanto, posso transcrever aqui o que anotei na hora: "Show, dos melhores, senão o melhor vinho tinto argentino que tomei" .
E é aí que entra o "uma coisa leva a outra" do Zé Olinto. No dia seguinte iríamos a várias vinícolas. Tivemos que repensar o roteiro, a Bressia agora virara prioridade.
E assim foi, chegamos na Bressia logo depois de visitar a Achaval Ferrer, são bodegas bem próximas, coisa de 15, 20 minutos.
A sede, modesta no tamanho, é muito bonita e moderna:

Fomos recebidos pela simpática Marita Bressia, filha do proprietário e diretora administrativa, que nos mostrou o catálogo da bodega e nos contou um pouco da história da vinícola, dando ênfase à extrema seleção das uvas, todas sempre dos mesmos vinhedos (compram sempre de 6 produtores, de vinhedos específicos), que proporcionam vinhos de grande concentração. A seleção é tão grande que a produção fica bem reduzida, o Conjuro - top de linha - é limitado a 2.500 garrafas (a maior produção é do malbec que descrevo a seguir, com 13.000 garrafas por safra)
De cara já pedimos para embrulhar uma garrafa do 'Conjuro' para cada, assim como do 'Profundo', que é o segundo vinho deste produtor (ainda não provamos).
Como cortesia a Marita nos trouxe uma garrafa do seu vinhos mais 'simples', o Monteagrelo Malbec 2008. Ficamos admirados, este vinho - que lá custa 55 reais a garrafa - já é extremamente concentrado, mas tudo com muito equilíbrio e bom gosto, sem excesso de madeira ou doçura. Uma verdadeira delícia.

O vinho estava tão bom que não degustamos, acabamos com a garrafa. Mas antes houve tempo para encontrarmos o dono da bodega, Walter Bressia, que fez questão de pegar uma taça e brindar conosco. Muito simpático, ainda nos permitiu tirar a foto abaixo. Grande descoberta, vinhos realmente com personalidade e muita qualidade. Recomendo muitíssimo. No Brasil quem importa é a La Charbonnade, uma empresa de Canela-RS.

Zé Olinto, Walter Bressia, Rodrigo e Carlos

Direto de Mendoza: Zuccardi Zeta 2005

Como nosso avião atrasou, meus queridos pais, que partiram do RJ, chegaram antes a Mendoza e fizeram a grande estréia. E o primeiro vinho da viagem foi nada mais que o Zuccardi Zeta 2005. Minha mãe enviou a foto e os comentários:

"Estamos tomando o primeiro vinho em Mendoza: Zuccardi Zeta , um malbec (66 por cento) e tempranillo (34 por cento) , safra de 2005- segundo seu pai é redondo e com pouca acidez...ponha no blog por favor. Vou comer com gnocchi e seu pai com escalope de cerdo feito no Malbec...na próxima refeição estaremos junto e você escreve.. Estamos no Bistro M no próprio hotel".
A curiosidade é que quando fomos na Zuccardi o Zeta 2005 estava mais caro (5 reais apenas) que o valor cobrado pelo restaurante. Ninguém soube me explicar como isso aconteceu, nem o pessoal da Zuccardi...Se eles conseguem vender mais barato para os restaurantes, porque não colocar o mesmo preço para quem compra direto na vinícola ?? Fica aí o enigma da esfinge.

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