segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tomado: Vinha Barrosa 2005, Luis Pato

Esse eu tomei!
Guardava essa garrafa há mais de um ano. Entretanto, a vontade de guardá-la sucumbiu diante de um coelho com purê de batatas, muito bem feito pela minha sogra.
A comida estava ótima e o vinho não fez por menos.
Decantei esta preciosidade da Bairrada por uns 40 minutos. Merecido descanso para esse vinho proveniente de vinhas da casta Baga de mais de 80 anos de idade, que geram míseras 5.600 garrafas por safra.
A coloração rubi intensa já empolgou os comensais só de ver o decanter na mesa. Os aromas lembraram muito madeira tostada e tabaco (reflexo dos 12 meses em carvalho parcialmente usado). Na boca se mostrou denso, com taninos muito bem presentes, mas não agressivos, tudo muito redondinho. O sabor repetia os aromas com um toque a mais de frutas vermelhas.
Um grande vinho. O Luis Pato não brinca em serviço.
Fazia tempo que não tomava um bom portuga, precisava voltar a este ótimo hábito !
PS: Encontrado na Mistral por 168 reais. Se quiser pagar mais barato é só ir na vinícola - na bela região da bairrada- fazer uma visita ao Engenheiro Luis Pato, onde a garrafa não sai por mais de 25 euros....Se for até lá aproveite para comer um leitão !!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tomaram: Primitivo di Salento 2008, Luigi Scritti

Esse tomaram!

Colaboração do nobre colega Cassiano, que ficou mais de mês devendo esse post, de tanto que ele falou do vinho e do belo restaurante do Jamie Oliver, em Londres.

Eis os comentários do amigo enófilo:

"Caro Rodrigo,

Como prometido, ainda que com um pouco de atraso, seguem minhas impressões sobre o vinho que tomei em Londres, em 07/10/2010, no restaurante italiano do Jamie Oliver - Jamie's Italian - que fica no bairro de Covent Garden (11 Upper St. Martin´s Lane), na capital inglesa.


Trata-se de um Primitivo di Salento, da Cantine Luigi Scritti, 2008.

Fiquei surpreso com a qualidade do vinho que, até então, eu nunca ouvira falar a respeito. Sua coloração é rubi escura, com muito bom corpo. Seus aromas, muito agradáveis, são de frutas vermelhas doces bem maduras, notadamente cerejas e morangos. Na boca era extremamente redondo, equilibrado, com taninos muito presentes, mas sem serem agressivos. Acidez muito leve, o suficiente para dar-lhe personalidade marcante. Um verdadeiro "mel".

Acompanhou muito bem as massas - um bom ravioli de mozzarela de búfala com molho de tomate e um excelente talharine de trufas negras e brancas para se comer de joelhos - e o excelente cordeiro com baby rúcula e batatas fritas.



Para finalizar, rolou um Tiramissú que foi o melhor que já provei.

Procurei o vinho na internet, mas, infelizmente, não encontrei nenhuma informação sobre a vinícula, preço, onde comprar, nada... Pretendo fazer contato com o restaurante por e-mail para pedir informações.

Custou £$16,75. Algo em torno de R$ 50,00. Excelente custo benefício. Aliás, o jantar todo foi £$ 69,00, equivalente a R$ 207,00. Muito melhor e bem mais barato que muito restaurante em São Paulo.

Abraços."


Show de bola, pelo visto vamos ter que ir até Londres para tomar outra garrafa!!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tomado: Domaines Ott Blanc de Blancs, Clos Mireille, 2005

Esse eu tomei!
Mais um vinho da adega do Zé Olinto, no Rio de Janeiro, tomado neste final de 2010, ou melhor, já no dia 02 de janeiro de 2011.
Íamos só jogar um baralhinho, então resolvi abrir um vinho branco. Refrescante para o calor do Rio, que apesar de ameno para a época não estava fácil.
Escolhi este exemplar da região da Provence, no sul da França, colada ao mar mediterrâneo. Uma região famosa pelos seus vinhos rosés - aliás o rosé do Domaines Ott é para mim o melhor rosé que tomei !
Não havia experimentado ainda o branco do Domaines Ott, que é feito majoritariamente com a uva Semillon - cerca de 80%.
E o vinho é muito bom, aromático - floral, cítrico - com acidez moderada, muito denso e melado na boca (tem aquele amanteigado), frutado mas com um toque mineral. Em resumo, um vinho equilibrado, macio, com um final saboroso e persistente.
Estava perfeito como aperitivo e ainda encarou muito bem os cachorros quentes que resolvemos fazer para matar a fome durante o carteado. Algo inexperado, acredito que a combinação perfeita seria um peixe ou um risotto leve. Porém, como o vinho tinha um bom corpo e não era muito ácido, fez bom papel com o pão e salsicha...
Muito bom vinho (uns 160 na Expand) e muito interessante a inédita combinação !! Vinho é isso aí, não podemos limitar nossas experiências, vale sempre um pouco de risco...
PS: detalhe interessante é a garrafa muito bonita do vinho !

Tomado: Côtes du Rhône 2006, Guigal

Esse eu tomei!
Foi um dos vinhos que tomamos neste final de ano no Rio de Janeiro.
Já tomamos muitos vinhos deste produtor, que para mim é realmente um dos melhores do Rhône, e gostamos sempre muito. São grandes expressões da Syrah e Grenache, além das outras uvas que são utilizadas minoritariamente nesta região francesa.
O Hermitage e o Chateauneuf du Pape são explendidos.
Este, por sua vez, é o vinho mais simples do produtor, o básico e genérico Côtes du Rhône.
Disse tudo isso apenas para afirmar que para mim foi o melhor Côtes du Rhônes que tomei, com muita intensidade de fruta, saboroso, com taninos presentes e com final aveludado, muito redondo. Já tomei muito Côtes du Rhône ralo ou com final amargo. Este é muito superior à média.
Recomendo muito.
Vendido na Expand por uns 67 reais. Meu velho comprou do consultor André Gall (gall@bergut.com), por 65,50.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Champanhe deve ser servido em taça inclinada

Outro dia vi esta reportagem na UOL. Interessante estudo sobre o melhor vinho que existe...opinião pessoal.....:
WASHINGTON, 27 dezembro 2010 (AFP) - Servir champanhe bem gelado numa taça inclinada é a melhor maneira de conservar sua efervescência e preservar todo o sabor da bebida, segundo estudo realizado por cientistas franceses.

Os especialistas, dirigidos pelo enologista, o químico Gérard Liger-Belair, da Universidade de Reims Champagne-Ardenne, confirmaram cientificamente pela primeira vez a importância de servir o champanha bem frio - a temperatura ideal é 4 graus.

Os cientistas, que publicaram seus trabalhos na mais recente edição do Journal of American Agricultural and Food Chemistry, da Sociedade Americana de Química, determinaram que as borbulhas são a essência do champanhe, do vinho espumante e da cerveja.

Estudos anteriores haviam demonstrado que as borbulhas que se formam no momento em que são liberadas grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) dissolvido permitem transferir o gosto às papilas gustativas.

Há tempos, os estudiosos suspeitavam que a maneira de servir o champanhe na taça tinha influência importante sobre seu nível de CO2, e na qualidade. Isto quer dizer que, quanto mais se conserva o CO2 - ou as borbulhas no espumante -, maior é o gosto percebido.

Mas nenhum estudo havia confirmado a hipótese. Para fazê-lo, os autores calcularam as perdas de CO2 a partir de dois métodos diferentes de servir a bebida.

O primeiro consistiu em servir champanha numa taça apoiada de forma reta e o segundo, numa inclinada.

Quando a taça está inclinada o champanha cai mais lentamente, o que permite conservar duas vezes mais as borbulhas de CO2.

Além disso, confirmaram que a bebida bem fria contribui para reduzir as perdas de CO2.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tomado: Champagne Moët & Chandon Nectar Impérial

Esse eu tomei!
Acompanhou um peruzinho do pós-natal, na casa dos meus sogros.
Este champagne é a versão meio-doce da Moët Chandon, ou seja, trata-se de uma bebida muito fina, leve, com toques de frutas brancas e final adocicado, sem exagero.
Gostei muito, deve ficar muito melhor como aperitivo, na beira da piscina; mas já foi muito bem para acompanhar o peru, já que a comida era leve e a doçura do vinho não era exagerada.
Do tipo de bebida que faz parecer que a garrafa estava furada...acaba rápido demais !

Tomado: Bressia Monteagrelo Cabernet Sauvignon 2007

Esse eu tomei!
Era o que faltava. Já tinha provado o varietal Malbec, o Syrah e o Chardonnay.
E este cabernet se mostrou com uma personalidade bem diferente da dos irmãos...Coloração rubi, aromas de frutas em compota, algo de melado no aroma e no sabor. Na boca ainda sente-se um toque de pimenta e de frutas secas, além de algo animal - não sei definir isso.
Tem bons taninos, mas já macios. O vinho não é tão leve, isso se vê pelo marcante final de boca adstringente, mas quando damos o gole ele até parece mais fraquinho. Um vinho mais elegante que o Malbec e o Syrah, que são mais concentrados e com muito sabor de fruta.
No entanto, confesso que para o meu gosto pessoal - desculpem o pleonasmo - foi o Bressia que menos me agradou. Preferi o Malbec e o Syrah, talvez em razão do sabor mais melado, de uva mais passada dlo Cabernet. Acho que me acostumei com a riqueza de fruta dos outros varietais.
De qualquer forma, mais um bom vinho da Bressia.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tomado: Bressia Monteagrelo Syrah 2007

Esse eu tomei!
Quando a gente percebe que um determinado produtor é bom, vale à pena experimentar toda a sua gama de produtos, se é que podemos chamar os vinhos da Bressia de produtos.
Desde que voltei de Mendoza, em setembro, não canso de falar que para mim os vinhos da Bressia estão certamente entre os melhores dos melhores da Argentina.
E não falo só dos vinhos top premium da bodega.
A linha "básica" chamada de Monteagrelo já apresenta uma qualidade muito superior, comparável, por exemplo, à linha "Catena Alta" ou aos também "básicos" da outra ótima bodega argentina, a Achaval Ferrer.
Da linha Monteagrelo já provamos e comentamos aqui o Malbec e o Chardonnay. Agora eu comprei um exemplar da Cabernet Sauvignon - que ainda não tomei - e este Syrah, tomado no último final de semana.
O vinho: Um syrah excelente, de cor violeta bem escura, com aromas muito intensos de frutas - ameixa e cerejas. Na boca é um veludo, concentrado, bem frutado. No final os taninos muito bem presentes (mais do que no Malbec) secam a boca agradavelmente. Tudo muito redondo, equilibrado.
Eu tomei este syrah com meu primo Guilherme, comendo uma bela pizza de calabreza da Braz, foi muito bem. Mas, pelos taninos e concentração de fruta que tem, acho que esse vinho deve ser perfeito para um churrasco, especialmente para as costelas de porco e de boi, entre outras belezas da culinária gordurenta que tanto amamos !
Agora, que venha o Cabernet !!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tomado: Brunello di Montalcino 2004, Castello Banfi

Esse eu tomei!
Ontem a noite, muito bem acompanhado. Sou obrigado a parafrasear a Mastercard:
Vinho do Porto para presentear o Avô - 90 reais
Jantar na casa dos Avós - Zero reais
Brunello di Montalcino da loja para a mesa - 220 reais (World Wine)
Compartilhar um bom vinho batendo papo com seu Avô de 95 anos de idade, NÃO TEM PREÇO:

Obrigado pela noite Vô, fiquei feliz de te ver tão bem assim !

Quanto ao vinho, achei um Brunello um pouco desequilibrado. Um bom vinho, nem poderia ser diferente, mas com um pouco a mais de sensação alcoólica no final de boca do que deveria. Compartilho da opinião do Carlão em um post anterior sobre esta mesma safra: clique AQUI.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tomado: Equus 2008 Cabernet Sauvignon - Vinã Haras de Pirque

Esse eu tomei !
Sexta passada, com os amigos Pedroso e Serafim.

O Pedroso se encarregou dos comentários:

"Segue minha contribuição (já q trouxe duas taças pra casa.... rsrsrs).
Vinho chileno de boa qualidade. Aroma forte de frutas vermelhas. O sabor, além de amoras, ameixas e madeira, traz também um toque suave de pimenta. Foi um dos que acompanhou um belo jantar no Chef Rouge (Eu, Lucy, Peixe, Taci e Serafim), que antecedeu um belo vinho branco em casa (Albarinho 2009 - Medalha de Ouro em 2010 no Concours Mondial em Bruxelas -, trazido direto de Madrid) e uma garrafa de Moët Chandon Rosé Impérial (dispensa comentários). Pedida do Serafa (seria um desperdício não postar a última garrafa da noite... Rsrs).
Pode ser encontrado na 'Casa da França' por volta de R$ 50,00. Honesto.
Abs
Pedrott"

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails