sábado, 31 de julho de 2010

Tomado: Cava Benito Escudero Extra Seco

Esse eu tomei!
Foi o aperitivo do nosso jantar no Adega Santiago. Escolha do Carlão, que chegou antes e já mandou por no gelo...
Um espumante saboroso, fácil de gostar. Com perlage fina e abundante, com média persistência.
Aromas e sabor de frutos secos. Bem redondo e leve, com um final de boca discretamente adocicado, típico de um extra seco (que é mais doce que o brut).
Caiu bem no aperitivo e até acompanhou bem a primeira Alheira que comemos. Aliás, recomendo muito a alheira do Adega Santiago, a melhor que já comi no Brasil. Crocante e muito bem recheada.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cadê a Mistral no Hyatt Wine Club de 27/07 ?

Como mencionei no meu post anterior, o encontro de degustação do Hyatt Wine Club, de 27/07, previa entre os expositores a Mistral, com os vinhos abaixo:


No entanto, não vi ninguém da Mistral no Evento, muito menos os vinhos listados acima. Ninguém soube nos dizer o que houve.

Se alguém souber, por favor, informe-nos aqui...

Hyatt Wine Club - Vinhos de Portugal - 27/07/2010

Ontem estivemos no encontro do Hyatt Wine Club, para a apresentação de Vinhos de Portugal.
Este clube de vinhos é organizado pelo Hotel Hyatt de São Paulo e conta com encontros mensais de degustação.
Desta vez a temática era os vinhos portugueses.
Antes de mais nada, gostaria de agradecer o Paulão, tio do Carlos, que patrocinou nossa ida ao evento. Ele era o único associado do Hyatt Wine Club e providenciou todos os nossos ingressos, com muito carinho e dedicação. OBRIGADO PAULÃO. Mereceu até a foto abaixo, entre os blogueiros e ao lado do Carlos-Pai. Ficamos te devendo essa...

Logo na chegada ao Hyatt recebemos um pequeno catálogo com a relação das Importadoras e dos Vinhos que seriam servidos no encontro. Foi uma grata surpresa, entre os expositores estavam relacionados a Ravin, a Mistral, a Decanter, a Vinhos do Mundo, a World Wine e a Zahil. Cada um com aproximadamente 5 vinhos diferentes, entre brancos, rosés, tintos e até mesmo um Porto (LBV 2002 - trazido pela World Wine).

O espaço do evento era amplo o suficiente e agradável. Tudo ocorreu no bar "Upstairs" do Hotel. Havia ainda uma mesa com sopas, frios e queijos para ajudar na degustação. Muito bom.

Provamos todos os vinhos, esta é a vantagem de um evento de menor escala como esse. A seguir apresento nossas impressões gerais e os destaques da noite, eleitos por unanimidade entre os colegas presentes:

  • A Ravin trouxe vinhos da Quinta de La Rosa, todos muito frutados e amadeirados. Muito abaunilhados e padronizados. Não gostamos.
  • A Decanter trouxe um Alvarinho (Quinta do Gomariz 2007) bem perfumado, mas muito leve, com pouca acidez. Agradável. Trouxe ainda um Rosé muito gostoso, o Altas Quintas Crescendo 2006. Finalmente, dois tintos muito bons, o Altas Quintas Colheita 2005 (do Paulo Laureano) e o Dona Maria Tinto 2006. Destaque para este último, que é muito fresco e frutado, sem modernismos mas fácil de beber.
  • A Vinhos do Mundo, importadora do Rio Grande do Sul, trouxe os melhores tintos da noite, o Herdade das Servas Touriga Nacional 2006 (floral, tânico, pede comida - R$ 154,00), e o Herdade das Servas Reserva 2006 (o melhor da noite, com participação marcante de cabernet sauvignon, muito potente e equilibrado - R$ 180,00).
  • A World Wine trouxe outros 2 vinhos tintos muito bons, o Vinha de Reis Colheita 2005 (com madeira sem excesso, a R$ 59,00) e o Quinta da Falorca Reserva 2003, bastante frutado e floral, o melhor do stand, vendido a R$ 117,00. Recomendo. Já o Porto LBV 2002, Casa Santa Eufêmia era bom, mas nada de especial, muito leve.
  • A Zahil trouxe um vinho que eu nem experimentei porque já tomei muito e já blogamos aqui, trata-se do ótimo Vinha Grande 2006, da Casa Ferreirinha. Mas trouxe outros dois bons vinhos. E muito baratos. Para ter de caixa. O primeiro é o Duque de Viseu 2006, um vinho leve, acidez média, perfeito para um queijo e vinhos (R$ 40,00). O outro é o Vila Régia 2007, a R$ 30,00, um vinho muito leve porém bem frutado e agradável, perfeito para as comidinhas do dia-a-dia e para as baladas com muitos 'bebentes'.
  • Finalmente a Mistral. Bom a Mistral fica para outro post...não apareceu por lá.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tomado: Buçaco Tinto "Reservado" 2001 V.M.

Esse eu tomei.
E tomei em grande estilo. Lá em casa no almoção de domingo (25/07/2010) com a turma toda (Carlão pai, minha mãe, Gi, Vó Vilma, Leda, Gabriel, Raquel e Rodrigo Peixe).
Fizemos como manda o figurino, colocamos a garrafa em pé uns 20 minutos antes de abri-la, decantamos cuidadosamente com a vela para que nenhuma borra passasse para o decanter, deixamos arejando por uns 20 minutos. De cara o vinho me encantou pela cor, um vermelho com tons violáceos (sei que esse comentário me custará caro...)
Logo depois que abrimos (abrimos junto com o Quinta da Dôna) experimentamos um golinho e já percebemos que se tratava de um grande vinho cheio de aromas e sabores. Percebemos, também, que estava muito mais encorpado e estruturado que os demais Buçacos tintos que tomamos lá no castelo em janeiro (1982 e 1996).
Após o tempo de "descanso" no decanter acompanhou maravilhosamente o delicioso almoço preparado pela equipe de cozinha liderada pela Chefa Giovana e suas assistentes de cozinha D. Ednéia, D. Leda e D. Virma, com a colaboração remota da D. Guiomar que preparou o molho de tomate.
Sem dúvida é um dos vinhos de maior personalidade que eu já tomei. Tem uma complexidade extraordinária e mantém-se delicioso. Não é um vinho apenas arredondado e gostoso, é um vinho que apresenta um extenso espectro de cheiros e sabores.
É fato que toda essa complexidade faz dele um vinho um pouco "difícil" de ser compreendido, pois notamos, de forma acentuada, sabores que não encontramos nos vinhos do nosso dia-a-dia. Posso dizer, sem medo de ser exagerado, que tem um forte sabor de couro, fumo, café, chocolate, passas... tudo isso equilibrado com frutas vermelhas adocicadas. Sua acidez, bastante presente, fica escondida pela potência dos sabores.
Eu achei simplesmente espetacular. Diria, inclusive, que está na idade certa para ser tomado. Experimentamos safras mais antigas em Portugal e posso dizer que esse foi o melhor de todos. Anote-se, também, que a safra de 2001 foi tão excepcional na Bairrada que o Palácio do Bussaco (isso mesmo, o nome do vinho é com "ç" e do Palácio com "ss"... vai saber!) produziu duas edições nesse ano, essa que tomamos, identificada com as letras "L 2001 V.M." - que não lembro o que quer dizer - foi a colheita especial que, segundo os funcionários do Palácio, deu o melhor Buçaco tinto dos últimos tempos. De fato!

Perceba que pelo fato do Palácio do Bussaco não se enquadrar nas normas técnicas ditadas pelos produtores da Bairrada, não pode mais nomear o vinho como "reserva", por essa razão passaram a usar a expressão "reservado".
Embora tradicionalmente esses vinhos sejam guardados por muitos anos, achei muito melhor tomá-lo mais jovem. Ainda tenho uma garrafa da safra 2004 em casa que será tomada em breve e o Rodrigo tem outra não sei que ano (acho que 2005). Que tal uma verticalzinha? Ademais, tenho ainda mais uma garrafa do Quinta da Dôna - idêntica a que tomamos no domingo - e uma garrafa do Bairrada 1988 do Luis Pato. Dá pra fazer uma grande esbórnia temática da Bairrada...rs...

Tomaram: Yume (Montepulciano) e Pulenta Malbec 2006

Colaboração do João Francisco, vinhos tomados no final de semana. Bons relatos João. Um abraço para os seus pais!

"Bem, final de semana sem vinho não pode, ou pelo menos não deveria.
Os vinhos bebidos foram sugestões de meu pai no sábado a noite.
O bom é que não conhecia nenhum dos dois. A prosa mais do que qualquer coisa estava uma delícia - pois chegaram de viagem e nada como compartilhar momentos engraçados, boas comidas, lugares visitados e, claro, vinhos, quantos e que belos vinhos bebidos.
Mas não fujamos a nossa missão que é apresentar a impressão sobre os vinhos bebericados.

O Yume, apesar do nome, um Italiano - daqueles de corpo - meu pai comentou que a vinícola havia sido recuperada por um destes consultores - acho que o cara acertou.
Um vinho de cor intensa, vibrante mesmo e belíssima. Aroma acentuado e ao meu ver casou perfeitamente com a Lazanha de alcachofras feitas por minha mãe. Uma delícia.

O Pulenta - acredito seja um Malbec mais conhecido - um bom vinho.
Os taninos mais arredondados, de final de boca mais suave do que normalmente encontramos em outros Malbecs. Gostei bastante do vinho.

Agora o que realmente marcou - pena que não tenha a foto - foi experimentar um Acetto Balsamico envelhecido 12 anos e, que fique claro, sem adição de caramelo. Uma delícia e não devemos usá-lo só com saladas. O que recomendava o produtor era combiná-lo com frutas.
Apreendi com meus pais que ficava maravilhoso com morangos. A consistência para mim lembrava um pouco aqueles xaropes de sorvete, só que um pouco mais fino ou líquido. O sabor realmente é inesperado e o aroma nem consigo descrever. O fato é que não podem perder a oportunidade de degustar."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Caves Aliança - Sangalhos, Bairrada - Portugal

Aproveitando a deixa do post do Quinta da Dôna 2004, gostaria de relembrar um pouco nossa visita à vinícola Aliança, em Sangalhos, na Bairrada.
Apesar do GPS no carro nos perdemos bastante para chegar lá, o que valeu muito à pena, pois tivemos que parar para pedir informações e o fizemos em frente a um salão de cabeleireiro/barbeiro, onde três senhores portugueses protagonizaram uma cena prá lá de engraçada. Cada um deu uma direção para nós e os três acabaram discutindo e brigando entre eles sobre o melhor caminho para Sangalhos. Foi cômico.
O prédio da Aliança é bem antigo e bonito, mas o marcante são os quilômetros de corredores subterrâneos, onde ficam as barricas e os 'cavaletes' de guarda dos espumantes - vide fotos.

A visita guiada foi muito bacana e a guia, que nos indicou o Quinta da Dôna, foi muito simpática, especialmente porque imitava nós brasileiros falando (ela assistia muita novela brasileira....).

Ainda tivemos a oportunidade de provar alguns dos espumantes da Aliança, bastante agradáveis, na bonita sala subterrânea de degustação (foto abaixo). Não me lembro agora se provamos algum tinto, Carlão me socorra aqui...
São ótimas recordações... janeiro já está ficando longe.

Tomado: Quinta da Dôna 2004

Esse eu tomei!
No almoço de domingo, na casa do Carlão, quando comemos massas diversas e bracciola (destaque para a massa recheada de brie e presunto parma, muito boa mesmo, trazida pela mãe do Carlão direto do restaurante Alcachofra - recomendado).
Foi o segundo vinho do almoço, servido após terminarmos o Buçaco 2001 (que o Carlão postará em breve).
Aproveitamos inclusive a vela acesa para a decantação do Buçaco (que efetivamente tinha borras) para decantar romanticamente esse Quinta da Dôna. Quase não tinha sedimentos, mas o vinho é potente e a decantação e o descanso de 30 minutos fizeram muito bem para o vinho (isso posso dizer porque provamos logo que abrimos a garrafa e depois dos 30 minutos estava bem melhor, mais aberto e agradável).

Este Quinta da Dôna foi adquirido em janeiro, diretamente na loja da vinícola (Aliança), em Sangalhos, na Bairrada.
Eu comprei uma garrafa e o Carlão comprou outra, por recomendação da nossa guia de visitação que nos disse ser esse o vinho preferido dela (entre os produzidos pela Caves Aliança). No site da empresa consta até mesmo que este vinho, desta safra, ficou entre os 10 melhores de Portugal para a Revista Decanter. E o melhor de tudo é que, lá, o vinho custa 16 euros. Aqui nem imagino quanto seria...mas chutaria uns 140 reais.
Trata-se um vinho feito com a casta Baga, com pequena produção (6.717 garrafas), com estágio de 14 meses em barricas de carvalho.
Um vinho realmente especial e de muita qualidade.
E isso pudemos constatar. Aromas bem frutados com toque de especiarias. Muito boa acidez e bem encorpado, mas muito redondo. Nada de hostil, a exceção do final de boca que trazia uma persistência marcante, mas sem prejudicar.
Adoramos, especialmente o pai do Carlão, ou o chamado Carlão-pai.
Foi realmente um ótimo almoço à portuguesa....E o melhor é que o Carlão ainda ficou com uma garrafa desse vinho para uma nova esbórnia enogastronômica...

Tomaram: Altano 2006

Esse tomaram!
Mais uma colaboração do Marcello Pedroso, que havia gostado muito do Altano 2007 já postado aqui e resolveu experimentar a safra 2006.
Interessantes suas observações:
"Já havia provado o 2007 (já postado neste blog), que inclusive foi premiado como excelente custo benefício (Wine Spectator: 88 pontos "Best Value").
O 2006 é inferior, mais simples, porém muito bom também. Traz aromas de frutas vermelhas, até pelas uvas das quais é composto (Tinta Roriz - 70% e Touriga Franca - 30%), e possui um sabor persistente.
Vale a pena, mas, se encontrar o 2007, não hesite."

Tomaram: Casa Valduga Premium 2007 Cabernet Sauvignon

Eu gosto das segundas-feiras porque sempre aparecem as colaborações dos amigos enófilos, que nunca deixam o final de semana passar em branco.

O amigo e sempre colaborador Marcello Pedroso, desta vez, andou tomando vinho brasileiro, da conhecida Casa Valduga. Parece que gostou, falou bem, e pagou pouco mais de 40 reais, na Galeria dos Pães. Isto significa que se pode achar até mesmo um pouco mais barato por aí.

Eis suas impressões:

"Aroma com muitas especiarias (cânfora, pimenta e etc.) e frutas negras. No sabor, o tanino é suave, boa acidez e frutas. Bom para acompanhar uma carne. Serviu para quebrar tabus e preconceitos, bem como para aprender que este produto nacional (Bento Gonçalves-RS) é muito superior a muitos vinhos chilenos, uruguaios e argentinos que tenho provado (não está carregado em Madeira, ainda bem). Custo benefício excelente para acompanhar refeições. Me surprendeu bastante."

domingo, 25 de julho de 2010

Tomado: Santa Digna Cabernet Sauvignon 2007 Reserva, Miguel Torres

Esse eu tomei!

Ontem estava de bobeira em casa e resolvemos pedir comida árabe no Almanara para o almoço. Para acompanhar resolvi tomar uma taça de vinho. Mas, como não queria beber muito, resolvi abrir uma das mini garrafas que eu comprei. São dessas garrafinhas de 187 ml, que enchem uma taça apenas, conforme se vê na foto.

É uma ótima opção para uma refeição despretensiosa. Este chileno eu paguei 10 reais no Empório Mercantil.

Um vinho prático por seus 187 ml, fácil de beber (tem qualidade, o produtor é muito bom) e barato. Valeu à pena.

O vinho: Aromas frutados, com toque de baunilha e madeira. Sabor também frutado e amadeirado, bem redondinho. Um vinho de estilo modernoso, mas sem exageros, não é enjoativo. Realmente uma boa opção para o dia-a-dia.

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