domingo, 28 de agosto de 2011

Tomado: Rutini Apartado 2003, La Rural

Esse eu tomei!
Nesse almoço de domingo, acompanhando pratos bem exóticos que minha sogra fez: moela e rabada. Excelentes, diga-se de passagem.. Adorei, especialmente a moela, muito macia e bem temperada, até porque a cozinheira tem uma mão muito boa...
Esse Rutini eu comprei na própria vinícola, quando visitei Mendoza ano passado. Aliás, recomendo a visita, é uma das vinícolas mais antigas da Argentina, tem um museu com os equipamentos antigos muito legal. Hoje em dia pertence ao clã dos Catena. Os vinhos tem muita qualidade.
E esse é um dos tops, um corte de 50% cabernet, 30% malbec e 20% syrah. Com coloração bem grená, com as bordas já clareadas.
Eu esperava um vinho já leve, pela idade, mas os aromas muito intensos de frutas vermelhas e baunilha, fruto dos 18 meses em barrica (50% de primeiro uso e 50% de segundo uso). Mas tudo muito bem integrado. Na boca é um veludo, muito frutado, denso, com ótimos tâninos, mas tudo muito macio, um final persistente que dá a impressão de leveza. Agüentava mais uns bons anos de guarda fácil.
Adorei, pena que só trouxe uma garrafa...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tomado: La Vieille Ferme 2009

Esse eu tomei!
Acompanhado da minha tia Eliete e de uma ótima pizza da Braz.
Um vinho do Rhone muito honesto, menos de 50 pilas e uma delícia.
Frutado, leve, delicado mas acima de tudo saboroso.
Uma pechincha da WorldWine. Recomendo muito!
Belo vinho. Bom achar vinho bom e barato, pois os caros tem obrigação de serem bons...

sábado, 20 de agosto de 2011

Tomado: Chateau Montelena Zinfandel 2006

Esse eu tomei!
Para comemorar o aniversário de meio ano do meu querido sobrinho Joaquim.
Um ótimo americano de Napa, da mesma vinícola que faz o chardonnay que ganhou o Julgamento de Paris.
Um vinho com bom corpo, aveludado, com fruta compotada no sabor, integrada com aromas e sabores de Madeira defumada, especiarias e tabaco. Final delicado, muito interessante.
Já fiquei fan dos americanos. Merecem respeito.

Tomado: Luca Malbec 2008

Esse eu tomei!
Belo malbec, frutado, boa madeira e grande corpo. Redondo e perfeito para carnes. Belo vinho da vinícola da filha do Catena, a Laura. Luca é o nome do filho dela.
Recomendo. Ótimo vinho.
Tomado no Estacion Sur, excelente restaurante argentino na Joaquim Eugênio de Lima. Na companhia dos velhos pais.....

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Tomado: Gentil "Hugel" 2009



Esse eu tomei!
Comprei este vinho no sábado, na WorldWine, acho que foi perto de 60 reais.
Uma boa compra. Um branco da Alsácia, mistura das uvas locais, um blend. Deve ter Gewurz, Riesling e não lembro mais qual.
Tem aromas florais e cítricos, bom corpo, ótima acidez, passou por cima de um salmão assado com cebola e alcaparras...a gordura ficou pequena. Belo papel.
Recomendo, razoavelmente barato e honesto.



Mas eu sou suspeito, adoro os vinhos da Alsace!

domingo, 14 de agosto de 2011

Tomado: Côtes d'Avanos, Narince e Chardonnay, 2009, Kavaklidere

Mais um vinho que tomei na Turquia, um branco agradável, bem frutado e , prá variar, pouco ácido, o que prejudicava um pouco sua persistência e frescor.
Bonzinho.

Tomados: Bourgogne Clos Saint Philibert Hautes Cotes de Nuit 2004 e Porto Ramos Pinto 10 anos

Coisa fina, branco da borgonha muito untuoso, amanteigado, frutado, final leve, delicado e saboroso, muito macio. Meo Camuzet e de primeira mesmo, recomendo... Estava há uns três anos na adega. Valeu a espera.
E o portinho é show, macio e complexo como um dez anos deve ser, acastanhado, marrom já clareado, enche a boca....acompanhou pudim de leite esplêndido, o melhor que eu já comi ... E diversos tipos de castanhas, macadamias, avelas, etc, envolvidas com chocolate...kopenhagen...perfeito.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tomados: Vinhos Turcos

Depois de mais de um mês sem postar nada, em parte porque estava em férias, animei-me de comentar uma agradável experiência que tive. Uma grata surpresa, eu diria.

Estive em Istambul e adorei os vinhos turcos. É claro que não são vinhos extremamente complexos, fenomenais. Mas são muito decentes e alguns me surprenderam mesmo, coisa fina.

Achei que o grande defeito dos vinhos turcos, tanto brancos como tintos, é a falta de acidez. A maioria é bem redondo mesmo, sem nenhum ataque à boca. Quando a comida é bem temperada e forte faz falta.

Afora isso, os brancos são leves e refrescantes, inclusive os chardonnays. Os tintos costumam ter um corpo médio, frutados e com muitas especiarias.

Tomei brancos bons com uvas que não conhecia, como a Narince e a Sultaniye, especialmente do produtor Sarafin, dos melhores da região do norte, européia, no Mármara.

Outro produtor famoso, de que tomei diversos vinhos, é o Kavaklidere. Da região asiática de Ankara. Nos tintos percebi predominância de Syrah, Cabernet e Merlot.

Em suma, foi uma experiência agradável, mais uma prova de que não se pode ter preconceito com nenhum país produtor!


Bom cabernet, apesar de não muito potente.



esse eu não tomei, mas a garrafa é linda


bom branco com a Narince e Chardonnay




melhor tinto que tomei em Istambul, bem envelhecido, marrom, gostoso mesmo



um syrah de bom corpo, gastronõmico

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tomaram: Santa Venere Gaglioppo Ciro

Esse tomaram!
Fazia tempo que eu não postava nada, não por ter deixado de tomar vinho, mas por pura preguiça...No entanto, hoje me animei, graças ao amigo João Francisco.
E esse o João tomou, gostou e comentou, com grande inspiração...Tomara que agora eu me empolgue novamente para as postagens, chega de preguiça!
Comentários do João, que como sempre, esqueceu de me falar a safra do vinho. Pouco importa, o que vale é a poesia e a homenagem:

"Será que consigo? Vamos lá.
Vinho é uma paixão tão intensa que sentimos pela alma.
Aliás os vinhos tem alma. Cada qual tem suas características e estas muitas vezes tão intensas e complexas que quando bebemos o mesmo vinho pela segunda vez nos confrontamos, percebendo algo diferente, sentindo uma nova emoção.
Retomar está difícil, mas saborosa brincadeira de ousar a falar umas bobagens sobre vinhos e uma proposta interessante de meu sempre amigo Rodrigo Campos.
Sei que devo falar de vinho, mas não há como ser dito, sem divagar sobre a própria vida, os momentos que esta deliciosa bebida permeiam nossa existência. Aprendi a ter paixão por vinhos com meu pai e estes nos levam a boas conversas, geralmente com quem amamos, falando sobre boas coisas da vida, como viagens, comidas e lógico a possibilidade de com isto passear descompromissado mundo a fora, fazendo o que afinal gostamos e principalmente beber bons vinhos.
Assim, depois de toda estas dilações chegamos a Itália. Impossível, se pensar vinho sem pensar a Itália.
Acho até uma certa ousadia tentar dizer algo mais profundo, pois me parece que se apenas bebêssemos vinho da Itália uma vida toda, nao seriamos capaz de entender nem uma parte da vastidão de aromas e sabores possíveis.
Bem, tomamos este bom vinho, neste último domingo, em homenagem ao meu pai, com uma bela pasta no Buttina.
Um excelente custo benefício, considerando ainda que estamos falando de uma carta em restaurante.
Aliás, sem desviarmos o assunto específico que é o vinho bebido, devemos render homenagem a carta de vinhos do Buttina, em especial aos vinhos Italianos.
O Ciro, um vinho Calabres de personalidade, com uma cor honesta, sem aquelas aberrações artificiais, talvez possamos dizer que se aproxima das produções orgânicas, apesar de não conhecer o produtor mais a fundo. Recomendo com certeza, ainda mais acompanhado do rigatone de calabresa servido com honestidade, por quem conhece comida efetivamente.
Devo aqui aproveitar e confessar minha absoluta falta de paciência com esta "frescurada cult" sobre vinhos e ainda as frescuras dos restaurantes que apesar disto nem sempre servem comida de verdade. E por fim, meu pai nao era calabres, mas sim oriundo de uma pequena cidade ao lado de Luca, mas vinho Italiano e vinho Italiano.
Abraco.
Joao Francisco de Moraes Filho"



E para que não se diga que eu não falei das flores, essas acompanharam o vinho com o casal João e Adriana:

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tomado: Tarapacá Gran Reserva Carmenere 2009

Esse eu tomei !

Neste domingão, com um belo pernil.

Esse exemplar foi trazido do Chile, onde custou cerca de 50 reais, acredito que em SP esse Gran Reserva estaria perto de 100.

Não sou grande fã do produtor, talvez por preconceito em razão de termos por aqui muitos rótulos da linha mais básica, que é um pouco desequilibrada, forte, alcoólica, especialmente o cabernet.

Mas esse Gran Reserva fez bom papel, devo reconhecer.

Um vinho com coloração bem rubi. Aromas de frutas vermelhas, um toque defumado e outro herbáceo. Na boca foi muito macio, com frutas e madeira em harmonia. Boa concentração e complexidade, no final parece até leve de tão fácil de beber.

Muito agradável, especialmente depois de 30 minutos de decanter.

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