quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tomado: Crozes-Hermitage 2005, Guigal

Esse eu tomei!
No almoço de 21/04, com meu pai, minha irmã e meu cunhado, na agradável La Brasserie do Erick Jacquin.
O restaurante é muito bom, comi (e o Pecchiae também) um pato na panela que, para mim, foi o melhor pato que já provei. Vinha com molho rotî - com muito alho - e purê de batatas. O preparo, segundo o Chef, leva quase 2 dias, de modo que a carne do pato (normalmente dura) ficou extreemamente macia e saborosa, dava para cortar com o garfo.
O vinho: Um vinho feito predominantemente (não sei se é 100%) com a casta Syrah, da melhor região do mundo para esta uva, o Rhône, na França. Este produtor (E. Guigal) é um dos mais reconhecidos da região e realmente faz vinhos excelentes e equilibrados - já tomei seu Chateauneuf du Pape, que é divino.
A coloração é vermelho forte, o aroma de frutas vermelhas muito fresco, e no sabor também muito frutado, com uma sensação de vinho encorpado que acaba com um final macio e leve. Muito equilibrado.
Muito bom mesmo, fazia tempo que não tomava um vinho do Rhône, preciso voltar a este hábito...

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Champagne e o Champagne - Curiosidades

Há muito tempo que ouço meu pai falar, quando quer galantear sua esposa, minha mãe, que tomaria champagne no sapato dela.
Sempre achei a história engraçada e isso sempre foi motivo de piadas, inclusive daquelas bem escatológicas. Afinal, a prática não parece ser das mais higiênicas.
Achei que esse papinho, bem xaveco mesmo, era algo original, mas fui surpreendido ao ler um trecho do livro dos Kladstrup, do qual já postei alguns trechos por aqui.
Quando os autores, Don e Petie, estão contando fatos que fizeram com que o Champagne fosse considerado uma bebida charmosa, perfeita para comemorações e grandes brindes, mencionam que após o Champagne começar a ser bebido em baladas, orgias e outras festas animadas na França, dois ingleses inovaram: em Londres, "passeando" como uma fille de joie ("mulher da vida" em tradução livre), um dos ingleses retirou o sapato da moça e, para galanteá-la, encheu-o de champagne e bebeu à sua saúde. Pior que isso, ordenou que o sapato fosse temperado, frito à milanesa e misturado com o cozido servido na ceia.
Tudo muito bonito para contribuir com o mito do Champagne, mas, cá para nós, esses ingleses foram bem sem naipe - se é que realmente fizeram isso...

Tomado: Tokaji Furmint Late Harvest 2008

Esse eu tomei!
Foi o vinho de sobremesa do dia 17/04, para finalizar a noite com chave de ouro.
E a chave foi de ouro mesmo, um vinho que nos surpreendeu positivamente, uma delícia. Precisamos provar os mais refinados Tokaji, que devem ser espetaculares.
Este Late Harvest, que abre a linha, tem aromas cítricos, boa leveza, com um final bem adocicado, mas redondo, sem exageros. Tem final de boca muito persistente e acompanhou maravilhosamente bem o sorvete de Bailey's da Haagen-Dazs que tinha em casa.
Vinhos de sobremesa, especialmente como esse, estão se tornando uma paixão para mim! Muito bom mesmo.
PS: Carlão pagou cerca de 70 reais, bom custo/benefício para a qualidade que tem.

Tomado: Savigny-les-Beaune 2006, Domaine Pavelot

Esse eu tomei!
Em 17/04, depois do Vinho Twix.
Foi um contraste enorme. Para aliviar a boca enjoada de tanta fruta e caramelo, abrimos esse bom vinho da Borgonha, presente de aniversário que ganhei do amigo e também enófilo Marcel, o Dr. Braga. Acompanhou uma pizza de mozzarella regada a muito azeite italiano.
O vinho: Como esperado, um vinho extremamente leve e delicado. Os borgonhas de Beaune são ainda mais leves que os demais, mas tem boa complexidade e um sabor de fruta muito agradável.
É também um vinho muito fácil de beber, mas não pela doçura ou maciez, mas pela acidez perfeita e pela delicadeza. Adoro borgonhas !!
Sem falar no perfume que tem o vinho...Muito bom.
PS: A Giovana colaborou muito nesta garrafa, já ficou claro que os borgonhas são seus preferidos...

Tomado: Bohemian Highway Cabernet Sauvignon 2005 (O Vinho TWIX)

Esse eu tomei!
Com o Carlão, comendo uns queijinhos e castanhas.
Esse o Carlão comprou na Empório Mercantil, mas a importadora é a Vinci (R$ 44,00). Foi indicação do vendedor, já que queríamos experimentar um californiano, a começar por um exemplar mais em conta, para irmos 'evoluindo'.
A proposta deste vinho, como descrito no catálogo da Vinci, é ser moderno, fresco e fácil de beber.
Acho que, nesse sentido, o vinho atingiu seu objetivo.
No entanto, para nós foi uma experiência inédita. Ao sacar a rolha os aromas já não se continham, foi só despejar o vinho em três taças (vide a foto) e de longe já sentia os aromas abundantes do vinho. Aroma de caramelo bem forte, com um toque de chocolate. Desconfiamos que isso não é só fruto de descanso em madeira nova, não é possível que sem uma essência de "baunilha" o vinho tenha chegado nesse cheiro forte e marcante. Apostamos que há alguma correção ou intervenção 'externa' do produtor.
A primeira taça até que nos pareceu simpática, vinho macio, frutado e com sabor de caramelo predominante. Acidez baixíssima.
Realmente uma baba de beber, desce sem perceber, daqueles vinhos quase doces que você usa para embebedar uma namoradinha que está miguelando...
Em resumo, o vinho tem sabor de TWIX, aquele chocolate do comercial: "Caramelo!", "Chocolate!", "Biscoito!".
Na segunda taça já estava enjoativo. Não dá sinal de terroir, nem mesmo depois de um bom tempo de respiro - o abaunilhado ainda aumentou.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tomado: Champagne Piper-Heidsieck brut

Esse eu tomei! De novo!!
Em 17/04, para comemorar a inauguração da minha nova adega para tintos (ao fundo) e para estreiar a taça de champagne "Sommelier" que a Taci me deu de aniversário (mais à frente).
Já havia postado esse champagne, mas não poderia deixar de postar de novo, não só pelas circunstâncias acima narradas, mas como também pela qualidade que tem esse espumante. É bem seco, com muita perlage, excelente para aperitivar.
Como diria o Ronald McDonald's, amo muito tudo isso !

domingo, 18 de abril de 2010

Tomado: Catena Malbec 2007

Esse eu tomei!
Em 17/04, no restaurante Per Paolo Jérôme Ferrer (antigo La Pasta Gialla), do Shop. Morumbi, onde a Sofia linda e desdentada (vide foto) quis almoçar. Ela adora o raviole de muzzarela ao sugo.
Pedi esssa meia garrafa do Catena porque sei que esse é um vinho que se mantém num bom padrão em qualquer safra, um vinho sem muita complexidade, mas que sempre agrada.
Foi uma ótima pedida, aromas bem frutados com um leve toque de especiarias. Sabor também muito frutado, com bom corpo e boa persistência. Final de boca aveludado, com aquele leve docinho de madeira no fim (o doce não é tão forte como ocorre com muitos chilenos e argentino, porque o Catena não usa 100% de madeira nova, usa cerca de 30% apenas).
Vinho bem honesto, fácil de beber, ótimo para o dia a dia.
Na Mistral custa R$ 51,18 a garrafa de 750 ml.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

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Tomaram: Porto Kopke Colheita 1976

Esse Tomaram!
Foi o Edu Nobre. É outro Tawny safrado (colheita) da Kopke, como os 1975 e o 1980, que já postamos. Esse 1976 é do ano do nascimento do Edu.
O Edu, por enquanto, limitou-se em dizer que foi o melhor porto que já tomou.
Aguardamos, ansiosamente, por maiores comentários. Nossa experiência tem mostrado que estes vinhos variam muito de uma safra para outra.

Tomado: Copa Real Oro - Tempranillo 2005

Esse eu tomei!
Foi outro que tomamos dia 08/04/2010 lá em casa.
Essa foi a última garrafa do lote que comprei para a balada do meu aniversário em agosto do ano passado.
Um excelente custo benefício, custa R$ 30,00 na Mistral.
É um vinho bem amadeirado (6 meses de carvalho americano) e bastante frutado. 100% tempranillo.
Uma ótima dica para um vinho de bom custo/benefício.
Quero ter sempre desses na minha adega.
Bem melhor que o Alamos. Prova que há vinhos baratos com qualidade e personalidade.

P.S.: Vejam a Estelinha no fundo da foto.

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